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Determinação Atributiva

Epíteto

(do gr. epithetos, de epithesis, ação de por ao lado, daí epithetos significar a palavra que ajunta ao nome uma designação particular).

Entre eles podemos distinguir os atributos dos adjetivos. O adjetivo determina, dá limites. Enquanto o atributo é o que se afirma ou nega a um sujeito. Assim, atribuem-se valores puros, que são relativamente infinitos, quando se diz João é sábio. Sábio é um atributo infinito secundum quid (relativamente). Os atributos propriamente não limitam, enquanto os qualificativos são determinantes. Assim, uma qualidade é um acidente, e o acidente dá determinações à substância. Um atributo não é acidental, mas apenas mostra um dos aspectos pelos quais se pode considerar uma coisa. Esta distinção nítida entre atributo e qualificação evita muitos erros que se cometem na filosofia. Propomos esta distinção, para que melhor sirva à especulação filosófica.

Quando Suarez repele a afirmativa escotista de que a infinitude é a essência do Ser Supremo, toma esta por um acidente, quando propriamente a infinitude não é um qualificativo, não é algo que acontece a uma substância, que a determine, mas sim um epíteto que aponta a um valor puro. Propomos empregar o termo atributo aos valores puros, e qualidades às qualificações determinantes. O atributo torna-se, tende a tornar-se determinante, quando é sincategoremático, isto é, quando é precisado por adverbiação. Quando se diz João é sábio, toma-se sábio em sentido infinito, quando se diz João é mais ou menos sábio, relativamente sábio, a atribuição é precisada adverbialmente, isto é, sincategorematicamente. João é sábio é um atributo categoremático.

Vide Categoremático.

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