Destino
No sentido geral significa a fatalidade, à qual estão sujeitas todas as pessoas e as coisas do mundo. Aponta a necessidade futura, ou seja, o que vem a acontecer não poderia não acontecer. Deste modo, desaparece a contingência para afirmar-se apenas a necessidade. O destino seria, assim, uma lei férrea, que dirige toda a atualidade e as atualizações, e predeterminaria o curso inalterável dos acontecimentos. A sua aceitação decorre da negação da contingência. Como conseqüência, a personificação do destino torna-se inevitável. Pois ele seria algo fora do cosmos, ordenando-o, e independente deste, pois este, no seu suceder, depende daquele, que não depende do suceder das coisas. Inevitavelmente tende a confundir-se com a divindade, porque se aquele, que o aceita, negar-lhe a divindade, seria considerá-lo como determinado por um super destino, um destino que destinaria um destino. E a primeira lei ordenadora, que é a lei do destino, teria de emanar de um ser livre e absolutamente livre, e primeiro, e absolutamente primeiro e todo-poderoso. Identificar-se-ia com o que se concebe por Deus. Deste modo, a aceitação do destino leva a identificá-lo com a divindade. Deus pre-ordenaria, de modo inevitável e inalterável, o curso dos acontecimentos. Colocado neste âmbito, passa o destino a ser tema de teologia.
O termo, contudo, tem outros empregos. Assim é usado para indicar aqueles fatos ou acontecimentos, que são inevitáveis; também para indicar a direção dos acontecimentos, como destina-se a..., e ainda para apontar o que segue ao acaso, como se vê na expressão sem destino. Usa-se, também, para indicar a sorte de alguma coisa, o destino deste objeto. São termos sinônimos: fado, moira, fatalidade, fatum. Vide Azar.