Confuso
(do lat. cum e fundere, fundido com...).
a)
Empregado por Aristóteles e os escolásticos para indicar o que, na realidade, vem fundido com outro que, posteriormente, a parte ativa de nosso intelecto (intelecto ativo) abstrairá por uma separação mental. A sensação dá-nos assim uma visão confusa da realidade, que nosso intelecto, posteriormente, classifica em esquemas noéticos, que são os conceitos.
b)
Na filosofia moderna tomou o sentido de obscuro, do que embaraça o espírito, do que vem misturado, sem ordem.
c)
Sentimento de perturbação, de descontentamento de si, de inibição.
d)
Na linguagem jurídica no sentido de confundido, que é o de Descartes.