Carisma
(do gr. khárisma, de kháris, graça, o que brilha e sobretudo a graça exterior, encanto da beleza, favor, benevolência, aquiescência). Refere-se sempre a um favor concedido, a um dom. Neste sentido penetrou na filosofia para indicar aquele que é possuidor de um dom que não é obtido, não é habitual, mas dado independentemente da sua vontade.
Diz-se, na linguagem sociológica atual, que um homem tem um carisma (que é o conteúdo de kháris) quando revela possuir um poder pessoal que o torna prestigiado ante os outros, a ponto de provocar a subordinação de muitos à sua vontade. Nos grandes legisladores, condutores de povos, afirma-se haver um carisma, um poder que possuem que para muitos é considerado, como o é para Weber, conseqüência da adequação entre o tipo singular do chefe ao ideal-typus de um grupo social mais ou menos poderoso.