Budismo
Budismo é o resultado dos ensinamentos e das pregações que Gautama Buda (480 a.C.) expôs sobre temas filosóficos, religiosos, éticos, etc. Ele origina-se de uma seita do bramanismo, e apresentava-se como uma doutrina da salvação. Fundada na metempsicose (emigração das almas) estabelecia quatro verdades fundamentais:
- A vida humana é apenas dor, porque tudo é passageiro, não há nenhum fundamento útil, firme, não há nenhuma substância, porque tudo flui. Nem a alma, nem o eu existem fora da mutação de todas as coisas;
- A dor tem sua origem no desejo e no apetite dos sentidos. Há velhice e há morte, porque há nascimento, e tudo isso porque há o devir (vir‑a‑ser);
- A anulação da dor é alcançada pela anulação do desejo, que pode ser conseguida parcial ou totalmente. O ideal supremo de toda doutrina é o nirvana, a anulação do desejo. Não é propriamente o nada, mas apenas o estado onde não há mais deficiências, nem dor. Alcança‑se ao nirvana apofanticamente, isto é, por negações, sem que se possa estabelecer em que positivamente ele consiste; é um estado paradisíaco;
- Para alcançar o nirvana existem oito caminhos, que têm as exigências do yoga. As éticas são apenas meios para remover obstáculos.
O budismo é classificado, historicamente, em budismo meridional ou do pequeno veículo (hinayana), e o budismo setentrional ou do grande veículo (mahayana). O primeiro é uma visão sistemática da antiga concepção budista; no segundo passa‑se da veneração do Buda histórico para o Buda divino puramente espiritual. É uma doutrina panenteísta. Pela doutrina do hinayana, só os monges alcançavam o nirvana, enquanto pela mahayana a budificação pode ser alcançada pelo leigo. Entre os grandes budistas temos Sunyavada, Iocacara, Saltrantika, Bhasika, etc. Sua influência é na Índia e, em maior escala, no Tibet e na China.