Asno de Buridan
Argumento sofístico usado para rebater a doutrina determinista em defesa da liberdade de indiferença. Atribuído ao filósofo nominalista Jean Buridan, diz: suponhamos que um asno, igualmente pressionado pela fome e pela sede, colocado à igual distância de uma tina de água e de um monte de feno, começará o animal por beber, ou por comer, ou pela pressão das necessidades permanecerá indeciso, e morrerá de fome e de sede? Defensor da liberdade de indiferença este argumento procura provar que, no equilíbrio de motivos opostos, há o exercício da vontade livre. Vide Indiferença.