argumento do terceiro homem
Argumento usado contra Platão que diz: os objetos grandes são grandes porque participam da grandeza. Mas juntando-se todos os objetos grandes, mais a grandeza, tudo isso que é grandeza, assemelha-se ou participa de uma outra forma da grandeza, que inclui a primeira e os objetos grandes. E se juntarmos estes e mais as duas grandezas, participam eles de uma outra forma da grandeza, maior ainda que as anteriores, e assim ao infinito. O mesmo se daria com os homens que participam da humanidade, mas aqueles juntos a esta, participam de outra humanidade e, assim, sucessivamente. Este argumento do terceiro homem foi utilizado contra Platão e dele era conhecido. O intuito é mostrar que não há uma única forma, mas muitas, em número infinito até.
Contudo é evidente o sofisma, pois a conjunção dessa multiplicidade é feita noeticamente (no espírito humano). A forma da grandeza não é da mesma natureza que as coisas grandes e, portanto, a sua reunião não acrescentaria nenhuma grandeza maior, como se pretende, por considerar fisicamente a forma, o que aliás é o esquema sempre presente em suas críticas. A natureza das formas é meramente eidética, sem dependência dos esquemas noéticos.