Angústia
Estado intolerável de opressão e de constrição epigástrica, que se observa em diversas doenças, etc.
Profunda aflição moral.
Para Kierkegaard a angústia, em sentido filosófico, parte do abismo irreconciliável entre o finito e o infinito, sentido pela existência humana como uma opressão radical, como desamparo ante o nada, pelo qual pode fugir do engano da razão unificadora e identificadora e submergir-se no existir.
Heidegger faz da angústia o meio de temperar o ânimo peculiar, mediante a qual se revela o nada e se descobre a existência como um estar, sustentando-se nela. Há nela uma indeterminação absoluta, que a distingue do medo.
A angústia forma parte integrante de todas as psiconeuroses, mas em que geralmente é provocada por sintomas neuróticos. É uma reação ante o perigo.
Na concepção trágica de Nietzsche, a luta entre o ser e o não-ser, e a afirmação daquele pela vontade de potência, pelo desejo de conservar-se e de superar-se. A concepção nietzscheana muito se assemelha à de Kierkegaard, também existencialista.