Anarquismo
(do gr. a, privativo, negação e arkhê, poder = ausência de poder).
Em sentido vulgar ausência de autoridade e organização, desordem (sentido pejorativo).
Doutrina política que consiste, em linhas gerais, na redução progressiva ou revolucionária do poder estatal ou de sua extinção política completa. Neste sentido foi usada pela primeira vez por Proudhon. É grande a variedade das doutrinas anarquistas. Entretanto univocam-se no princípio de negação do Estado no sentido político, embora não neguem a necessidade de ordem econômica da sociedade, apesar de se fundamentarem na maior soma de liberdade do indivíduo. Quanto ao indivíduo divergem as correntes, pois algumas admitem somente uma liberdade coletiva com restrições maiores ou menores às liberdades individuais. Podemos distinguir:
1) São pela negação sem restrições do estado: Proudhon, Stirner, Godwin e Tucker;
2) Por uma redução do poder estatal, pelo crescente ideal evangélico do homem cristão, libertado de toda coação: Tolstoi;
3) Transformação revolucionária da sociedade pela instalação de um estado libertado de toda e qualquer opressão estatal: Bakunine, coletivista e Kropotkine, comunista.
Inúmeras correntes se formaram com tendências que vão desde um sentido profundamente místico e religioso até uma concepção absolutamente materialista, no sentido mais vulgar, da sociedade humana.