Alegria
(do lat. alacer, de onde alacridade). Significa atividade, disposição, e daí alegria. É um sentimento de prazer, que não está ligado a uma região determinada do organismo (não é topicamente determinada). Opõe-se à sensação de prazer, que é um gozo físico. O contrário é tristeza, que também não é topicamente determinada. As sensações são tópicas, mas os sentimentos são estados anímicos, não tópicos.
As teorias do século dezenove sobre a alegria simplificavam-na em explicações meramente fisiológicas, mecânicas, físico-químicas e psíquicas, esquecendo que, nesse sentimento ou vivência emocional, havia algo de mais profundo que ultrapassava a visão estreita. Ao lado dos sentimentos meramente sensoriais, há sentimentos espirituais dirigidos a valores mais altos. São sentimentos valorativos que se caracterizam pela sua direção. A união entre eles e as bases fisiológicas são mínimas, sem que haja mais profundo e fundamental um abismo, uma diácrise entre eles. Entretanto há outros sentimentos espirituais que se misturam com os sensoriais, em que o apetite valorativo do espírito se mescla com imagens e impulsos sensíveis. Assim encontramos muitas vivências, como a cólera, a melancolia, a tristeza, que se ligam também com o fisiológico, nele atuando como a recepção de uma notícia desagradável que influi sobre o fisiológico.