Agente
Na escolástica agens é o que age ou que agiu. Todo o ser, enquanto considerado como exercendo uma ação, é considerado agente. Chama-se paciente o objeto dessa ação. Para Aristóteles agente é o oposto contrário do paciente. Para que haja o agente impõe-se o paciente, pois aquele age sobre este. E é tal, enquanto em ato, e tende para um fim. Atua o agente sua ação sobre outro e a realiza proporcionadamente à sua forma. É o agente que reduz a matéria de potência e ato. A ação parte do agente como terminus a quo, e se exerce no paciente como terminus ad quem. As coisas que estão em devir (fieri), o estão pela ação do agente.
Intellectus agens (intelecto agente) é usado na escolástica para expressar a faculdade intelectual que torna inteligíveis as imagens transmitidas pelos objetos do mundo exterior, transformando-as em idéias gerais por meio da abstração. O intelecto agente representa a passagem do sensível para o intelectual. Também usado intelecto activo (intellectus activus) em oposição ao intelectus possibilis, termos aristotélico-escolásticos que tiveram várias interpretações através dos séculos.