«Mistério admirável da nossa fé!». A Igreja professa-o no Símbolo dos Apóstolos (primeira parte) e celebra-o na liturgia sacramental (segunda parte), para que a vida dos fiéis seja configurada com Cristo no Espírito Santo para glória de Deus Pai (terceira parte). Este mistério exige, portanto, que os fiéis nele creiam, o celebrem e dele vivam, numa relação viva e pessoal com o Deus vivo e verdadeiro. Esta relação é a oração.
« Magnum est mysterium fidei ». Ecclesia illud in Symbolo Apostolorum profitetur (pars prima) et in liturgia celebrat sacramentali (pars secunda), ut fidelium vita Christo fiat in Spiritu Sancto conformis ad gloriam Dei Patris (pars tertia). Hoc igitur mysterium exigit ut fideles illud credant, illud celebrent et ex illo vivant in relatione viva et personali cum Deo vivo et vero. Haec relatio est oratio. QUID EST ORATIO?
« Pro me oratio est impetus cordis, est simplex intuitus ad caelum missus, clamor est gratitudinis et amoris tam in probatione quam in gaudio ».1
« Pro me oratio est impetus cordis, est simplex intuitus ad caelum missus, clamor est gratitudinis et amoris tam in probatione quam in gaudio ».1Oratio tamquam donum Dei
§ 2559
«A oração é a elevação da alma para Deus ou o pedido feito a Deus de bens convenientes» (2). De onde é que falamos, ao orar? Das alturas do nosso orgulho e da nossa vontade própria, ou das «profundezas» (Sl 130, 1) dum coração humilde e contrito? Aquele que se humilha é que é elevado (3). A humildade é o fundamento da oração. «Não sabemos o que havemos de pedir para rezarmos como deve ser» (Rm 8, 26). A humildade é a disposição necessária para receber gratuitamente o dom da oração: o homem é um mendigo de Deus (4).
« Oratio est ascensus mentis in Deum: aut eorum quae consentanea sunt postulatio a Deo ».2 Unde loquimur orantes? Utrum de nostrae superbiae et nostrae propriae voluntatis altitudine an « de profundis » (Ps 130,1) cordis humilis et contriti? Qui humiliatur, exaltatur.3 Humilitas est orationis fundamentum. « Quid oremus, sicut oportet, nescimus » (Rom 8,26). Humilitas est dispositio ad orationis donum gratuito accipiendum: homo est mendicus Dei.4
§ 2560
«Se conhecesses o dom de Deus!» (Jo 4, 10). A maravilha da oração revela-se precisamente, à beira dos poços aonde vamos buscar a nossa água: aí é que Cristo vem ao encontro de todo o ser humano; Ele antecipa-Se a procurar-nos e é Ele que nos pede de beber. Jesus tem sede, e o seu pedido brota das profundezas de Deus que nos deseja. A oração, saibamo-lo ou não, é o encontro da sede de Deus com a nossa. Deus tem sede de que nós tenhamos sede d'Ele (5).
« Si scires donum Dei! » (Io 4,10). Orationis mirabile ibi praecise revelatur, iuxta puteos ad quos venimus ad nostram quaerendam aquam: ibi Christus in occursum venit omnis creaturae humanae, Ipse primus est qui nos quaerat et bibere petat. Iesus sitit, Eius petitio e profunditatibus venit Dei qui nos desiderat. Oratio, sive id scimus sive nescimus, occursus est sitis Dei et sitis nostrae. Deus sitit nos Ipsum sitire.5
§ 2561
«Tu é que Lhe terias pedido e Ele te daria água viva» (Jo 4, 10). Paradoxalmente, a nossa oração de súplica é uma resposta. Resposta ao lamento do Deus vivo: «Abandonou-Me a Mim, nascente de águas vivas, e foi escavar cisternas fendidas» (Jr 2, 13); resposta de fé à promessa gratuita da salvação (6); resposta de amor à sede do Filho Único (7).
« Tu forsitan petisses ab Eo et dedisset tibi aquam vivam » (Io 4,10). Nostra petitionis oratio, ad paradoxi modum, responsio est. Responsio ad Dei viventis querelam: « Me dereliquerunt fontem aquae vivae, ut foderent sibi cisternas, cisternas dissipatas » (Ier 2,13), fidei responsio ad gratuitam salutis Promissionem,6 responsio amoris ad unici Filii sitim.7Oratio tamquam Foedus
§ 2562
De onde procede a oração do homem? Seja qual for a linguagem da oração (gestos e palavras), é o homem todo que ora. Mas para designar o lugar de onde brota a oração, as Escrituras falam às vezes da alma ou do espírito ou, com mais frequência, do coração (mais de mil vezes). É o coração que ora. Se ele estiver longe de Deus, a expressão da oração será vã.
Unde hominis venit oratio? Quicumque est orationis sermo (gestus et verba), totus orat homo. Sed ad locum indicandum unde oratio oritur, Scripturae de anima vel de spiritu quandoque loquuntur, saepissime de corde (plus quam millies). Cor orat. Si idem longe est a Deo, vana est orationis expressio.
§ 2563
O coração é a morada onde estou, onde habito (e segundo a expressão semítica ou bíblica, aonde eu «desço»). É o nosso centro oculto, inapreensível, quer para a nossa razão quer para a dos outros: só o Espírito de Deus é que o pode sondar e conhecer. E o lugar da decisão, no mais profundo das nossas tendências psíquicas. É a sede da verdade, onde escolhemos a vida ou a morte. É o lugar do encontro, já que, à imagem de Deus, vivemos em relação: é o lugar da aliança.
Cor mansio est ubi sum, ubi habito (secundum semiticam seu biblicam expressionem: quo « descendo »). Nostrum est occultum centrum, incomprehensibile nostrae vel aliorum rationi; solus Spiritus Dei potest illud perscrutari et cognoscere. Locus est decisionis, in profundissimis nostrarum psychicarum tendentiarum. Veritatis est locus, ubi vitam eligimus vel mortem. Idem locus est occursus, propterea quod, ad Dei imaginem cum simus, in relatione vivimus: locus est Foederis.
§ 2564
A oração cristã é uma relação de aliança entre Deus e o homem em Cristo. É acção de Deus e do homem; jorra do Espírito Santo e de nós, toda orientada para o Pai, em união com a vontade humana do Filho de Deus feito homem.
Oratio christiana est relatio Foederis inter Deum et hominem in Christo. Dei et hominis est actio; a Spiritu Sancto et a nobis oritur, prorsus ad Patrem directa, in unione cum voluntate humana Filii Dei hominis facti.Oratio tamquam communio
§ 2565
Na Nova Aliança, a oração é a relação viva dos filhos de Deus com o seu Pai infinitamente bom, com o seu Filho Jesus Cristo e com o Espírito Santo. A graça do Reino é «a união de toda a Santíssima Trindade com a totalidade do espírito» (8). Assim, a vida de oração consiste em estar habitualmente na presença do Deus três vezes santo e em comunhão com Ele. Esta comunhão de vida é sempre possível porque, pelo Baptismo, nos tornámos um só com Cristo (9). A oração é cristã na medida em que for comunhão com Cristo, dilatando-se na Igreja que é o seu corpo. As suas dimensões são as do amor de Cristo (10).
In Novo Foedere, oratio est viva relatio filiorum Dei cum eorum Patre infinite bono, cum Eius Filio Iesu Christo et cum Spiritu Sancto. Gratia Regni est « Sanctae regiaeque Trinitatis [...] totamque Se cum tota mente miscentis, contemplatio ».8 Sic orationis vita est habitualiter esse in Dei ter Sancti praesentia et in communione cum Eodem. Haec vitae communio semper possibilis est, quia, per Baptismum, unum sumus effecti cum Christo.9 Oratio est christiana quatenus communio est cum Christo et dilatatur in Ecclesia quae Eius est corpus. Eius dimensiones illae sunt amoris Christi.10(1) Sancta Theresia a Iesu Infante, Manuscrit C, 25r: Manuscrits autobiographiques (Paris 1992) p. 389-390. (2) Sanctus Ioannes Damascenus, Expositio fidei, 68 [De fide orthodoxa 3, 24]: PTS 12, 167 (PG 94, 1089). (3) Cf Lc 18,9-14. (4) Cf Sanctus Augustinus, Sermo 56, 6, 9: ed. P. Verbraken: Revue Bénédictine 68 (1958) 31 (PL 38, 381). (5) Cf Sanctus Gregorius Nazianzenus, Oratio 40, 25: SC 358, 261 (PG 36, 398); Sanctus Augustinus, De diversis quaestionibus octoginta tribus, 64, 4: CCL 44A, 140 (PL 40, 56). (6) Cf Io 7,37-39; Is 12,3; 51,1. (7) Cf Io 19,28; Zach 12,10; 13,1. (8) Sanctus Gregorius Nazianzenus, Oratio 16, 9: PG 35, 945. (9) Cf Rom 6,5. (10) Eph 3,18-21.
§ 2566
O homem anda à procura de Deus. Pela criação, Deus chama todos os seres do nada à existência. Coroado de glória e esplendor (1), o homem, depois dos anjos, é capaz de reconhecer «que o nome do Senhor é grande em toda a terra» (2). Mesmo depois de, pelo pecado, ter perdido a semelhança com Deus, o homem continua a ser à imagem do seu Criador. Conserva o desejo d'Aquele que o chama à existência. Todas as religiões testemunham esta busca essencial do homem (3).
Homo in Dei est indagatione. Deus omne ens per creationem ex nihilo vocat ad exsistentiam. Homo, gloria et honore coronatus,11 post angelos, capax est agnoscendi quam magnum sit Nomen Domini in universa terra.12 Homo, etiam postquam suam similitudinem cum Deo perdidit per peccatum, ad imaginem permanet Creatoris sui. Desiderium conservat Illius qui eum vocat ad exsistentiam. Omnes religiones hanc hominum indagationem testantur essentialem.13
§ 2567
Mas é Deus que primeiro chama o homem. Muito embora o homem se esqueça do seu Criador ou se esconda da sua face, corra atrás dos ídolos ou acuse a divindade de o ter abandonado, o Deus vivo e verdadeiro chama incansavelmente cada pessoa ao misterioso encontro da oração. Na oração, é sempre o amor do Deus fiel a dar o primeiro passo; o passo do homem é sempre uma resposta. A medida que Deus Se revela e revela o homem a si mesmo, a oração surge como um apelo recíproco, um drama de aliança. Através das palavras e dos actos, este drama compromete o coração e manifesta-se ao longo de toda a história da salvação.
Prior Deus hominem vocat. Sive homo Creatoris obliviscitur sui sive longe ab Eius absconditur vultu, sive ad sua currit idola sive divinitatem accusat quod eum dereliquerit, Deus vivus et verus infatigabiliter unamquamque personam ad arcanum orationis vocat occursum. Hic gressus amoris Dei fidelis semper est in oratione primus, gressus hominis semper responsio est. Prout Deus revelatur et hominem sibimetipsi revelat, oratio apparet tamquam vocatio reciproca, tamquam Foederis drama. Per verba et actus, hoc drama cor obligat. Illud per totam salutis develatur historiam. (11) Cf Ps 8,6. (12) Cf Ps 8,2. (13) Cf Act 17,27.
§ 2568
A revelação da oração no Antigo Testamento inscreve-se entre a queda e o levantar-se do homem, entre o doloroso chamamento de Deus pelos seus primeiros filhos: «Onde estás? [...] Porque fizeste isso?» (Gn 3, 9,13), e a resposta do Filho único, ao entrar neste mundo: «Eis que venho, [...] ó Deus, para fazer a tua vontade» (Heb 10, 7) (4). A oração está assim ligada à história dos homens; é a relação com Deus nos acontecimentos da história.
Orationis revelatio in Vetere Testamento inter lapsum inscribitur et hominis allevationem, inter dolorosam Dei primis Eius filiis vocationem: « Ubi es? [...] Quid hoc fecisti? » (Gn 3,9.13), et responsionem unici Filii mundum ingredientis (« Ecce venio, [...] ut faciam, Deus voluntatem Tuam »: Heb 10,7).14 Sic oratio coniungitur cum hominum historia, eadem est ad Deum in historiae eventibus relatio.Creatio – orationis fons
§ 2569
Antes de mais, é a partir das realidades da criação que a oração se vive. Os nove primeiros capítulos do Génesis descrevem esta relação com Deus como oferta das primeiras crias do rebanho por Abel (5), como invocação do nome divino por Henoc (6), como «caminhada com Deus» (7). A oferenda de Noé é «agradável» a Deus que o abençoa e, através dele, abençoa toda a criação (8) porque o seu coração é justo e íntegro. Também ele «anda com Deus» (Gn 6, 9). Esta qualidade da oração é vivida por uma multidão de justos em todas as religiões.Na sua aliança indefectível com os seres vivos (9), Deus está sempre a chamar os homens para lhe rezarem. Mas é sobretudo a partir do nosso pai Abraão que a oração se revela no Antigo Testamento.
Oratio in vitam ducitur imprimis a creationis realitatibus procedendo. Novem priora Genesis capita hanc ad Deum describunt relationem tamquam oblationem primorum natorum gregis ab Abel,15 tamquam Nominis divini invocationem ab Enos,16 tamquam « ambulationem cum Deo ».17 Oblatio Noe « grata » est Deo qui ei benedicit, et per eum omni creaturae benedicit,18 quia cor eius iustum est et integrum; etiam ipse « cum Deo ambulavit » (Gn 6,9). Haec orationis qualitas in vitam ducitur a iustorum multitudine in omnibus religionibus. Deus, in Suo indefectibili Foedere cum omnibus animabus viventibus,19 homines semper vocat ut Eum orent. Sed praecipue inde a nostro patre Abraham in Vetere Testamento oratio revelatur. Promissio et oratio fidei
§ 2570
Quando Deus o chama, Abraão parte «como o Senhor lhe tinha mandado» (Gn 12, 4). O seu coração está completamente «submetido à Palavra»: ele obedece. A escuta do coração que se decide em conformidade com Deus é essencial à oração; as palavras têm um valor relativo. Mas a oração de Abraão exprime-se, antes de mais, em actos: homem de silêncio, constrói, em cada etapa, um altar ao Senhor. Só mais tarde é que aparece a sua primeira oração por palavras: uma queixa velada que lembra a Deus as suas promessas que não parecem cumprir-se (10). Assim nos aparece, desde o princípio, um dos aspectos do drama da oração: a prova da fé na fidelidade de Deus.
Abraham, statim ac Deus eum vocat, proficiscitur « sicut praeceperat ei Dominus » (Gn 12,4): eius cor est plene « verbo subiectum », oboedit. Auscultatio cordis, quod se secundum Deum determinat, orationi est essentialis, verba ei sunt relativa. Sed oratio Abrahae imprimis exprimitur actibus: silentii homo, singulis stationibus, Domino construit altare. Solummodo serius eius prima verbalis apparet oratio: tecta lamentatio quae Deo Eius commemorat promissiones quae non videntur effici.20 Sic, inde ab initio, quaedam apparet ratio dramatis orationis: probatio fidei in Dei fidelitatem.
§ 2571
Tendo acreditado em Deus (11) caminhando na sua presença e em aliança com Ele (12), o patriarca está pronto para acolher na sua tenda o Hóspede misterioso: é a admirável hospitalidade de Mambré, prelúdio da Anunciação do verdadeiro Filho da promessa (13). Desde então, tendo-lhe Deus confiado o seu desígnio, o coração de Abraão fica em sintonia com a compaixão do seu Senhor pelos homens e ousa interceder por eles com uma confiança audaciosa (14).
Patriarcha, cum Deo credidisset,21 coram Eo ambulans et in Foedere cum Eo,22 paratus est ut suum arcanum accipiat Hospitem sub tentorium suum: haec est mira in Mambre hospitalitas, praeludium Annuntiationis veri Filii Promissionis.23 Exinde cor Abrahae, cum Deus ei Suum crediderit consilium, compassioni Domini sui erga homines conformatur et audet pro illis intercedere cum audaci fiducia.24
§ 2572
Como última purificação da sua fé, é pedido ao «depositário das promessas» (Heb 11, 17) que sacrifique o filho que Deus lhe deu. A sua fé não vacila: «Deus proverá quanto ao cordeiro para o holocausto» (Gn 22, 8), «porque Deus, pensava ele, é capaz até de ressuscitar os mortos» (Heb 11, 19). E assim, o pai dos crentes conformou-se com a semelhança do Pai que não poupará o seu próprio Filho, mas O entregará por todos nós (15). A oração restaura o homem na semelhança com Deus e fá-lo participante no poder do amor de Deus que salva a multidão (16).
Tamquam ultima purificatio fidei eius, petitur ab eo « qui susceperat promissiones » (Heb 11,17), ut sacrificet filium quem Deus ei donaverat. Eius fides non infirmatur: « Deus providebit Sibi victimam holocausti » (Gn 22,8), propterea quod ipse est « arbitratus quia et a mortuis suscitare potens est Deus » (Heb 11,19). Sic credentium pater conformatus est similitudini Patris qui Suo proprio Filio non parcet, sed pro nobis omnibus tradet Illum.25 Oratio hominem ad similitudinem restaurat Dei et participem efficit potentiae amoris Dei qui multitudinem salvat.26
§ 2573
Deus renova a sua promessa a Jacob, o antepassado das doze tribos de Israel (17). Antes de enfrentar o seu irmão Esaú, ele luta durante uma noite inteira com «alguém», um ser misterioso que se nega a revelar o seu nome, mas que o abençoa, antes de o deixar, ao raiar da aurora. A tradição espiritual da Igreja divisou nesta narrativa o símbolo da oração como combate da fé e vitória da perseverança (18).
Deus Suam Promissionem renovat Iacob, duodecim tribuum Israel patri.27 Priusquam fratrem Esau aggrediatur suum, tota nocte, luctatur cum « quodam » arcano, qui nomen suum recusat revelare, sed qui ei benedicit antequam eum relinquat ad auroram. Spiritualis traditio Ecclesiae in hac narratione symbolum perspexit orationis tamquam dimicationis fidei et victoriae perseverantiae.28 Moyses et oratio mediatoris
§ 2574
Quando começa a realizar-se a promessa (a Páscoa, o Êxodo, o dom da Lei e a conclusão da Aliança), a oração de Moisés é a tocante figura da oração de intercessão, que terá a sua realização no «Mediador único entre Deus e os homens, Cristo Jesus» (1 Tm 2, 5).
Cum Promissio impleri incipit (Paschate, Exodo, Legis dono et Foederis conclusione), Moysis oratio est figura commovens orationis intercessionis quae perficietur in Eo qui est « unus et mediator Dei et hominum, homo Christus Iesus » (1 Tim 2,5).
§ 2575
Também aqui, a iniciativa é de Deus. Ele chama Moisés do meio da sarça ardente (19). Este acontecimento ficará como uma das figuras primordiais da oração na tradição espiritual judaica e cristã. Com efeito, se «o Deus de Abraão, de Isaac e de Jacob» chama o seu servo Moisés, é porque Ele é o Deus vivo, que quer a vida dos homens. Revela-Se para os salvar, mas não sozinho nem apesar deles: chama Moisés para o enviar, para o associar à sua compaixão, à sua obra de salvação. Há como que uma imploração divina nesta missão e Moisés, após um longo debate, conformará a sua vontade com a de Deus salvador. Mas neste diálogo em que Deus Se confia, Moisés também aprende a orar: esquiva-se, objecta e, sobretudo, interroga. E é em resposta à sua pergunta que o Senhor lhe confia o seu Nome inefável, o qual se revelará nas suas magníficas proezas.
Etiam hic, Deus venit prior. Moysen vocat de medio rubi ardentis.29 Hic eventus, in traditione spirituali Iudaica et christiana, inter primordiales permanebit figuras orationis. Re vera, si « Deus Abraham, Deus Isaac et Deus Iacob » Moysen servum Suum vocat, Ipse est Deus vivus qui hominum vult vitam. Se revelat ut illos salvet, sed non Ipse prorsus solus neque illis invitis: Ipse Moysen vocat ad illum mittendum, ad illum Suae sociandum compassioni, Suae salutis operi. Quasi imploratio divina in hac inest missione et Moyses, post longam contentionem, suam voluntatem ad illam accommodabit Dei Salvatoris. Sed in hoc dialogo, in quo Deus Se committit, Moyses etiam orare discit: ipse se substrahit, obiicit, praesertim interrogat, et in responsione ad eius interrogationem Dominus ei Suum ineffabile concredit Nomen quod in Suis revelabitur magnalibus.
§ 2576
«O Senhor falava com Moisés frente a frente, como um homem fala com o seu amigo» (Ex 33, 11). A oração de Moisés é o tipo da contemplação, graças à qual o servo de Deus se mantém fiel à sua missão. Moisés «conversa» muitas vezes e demoradamente com o Senhor, subindo à montanha para O ouvir e O implorar, descendo depois até junto do povo para lhe repetir as palavras do seu Deus e o guiar. «Eu estabeleci-o sobre toda a minha casa! Falo com ele frente a frente, à vista e não por enigmas» (Nm 12, 7-8), porque «Moisés era um homem deveras humilde, mais que todos os homens que há sobre a face da terra (Nm 12, 3).
« Loquebatur autem Dominus ad Moysen facie ad faciem, sicut solet loqui homo ad amicum suum » (Ex 33,11). Moysis oratio typus est orationis contemplativae, propter quam servus Dei suae missioni est fidelis. Moyses saepe et longe cum Domino « conversatur », montem scandens ad Eum auscultandum et implorandum, descendens ad populum ut ei verba Dei sui repetat eumque ducat. « In omni domo mea fidelissimus est! Ore enim ad os loquor ei, et palam » (Nm 12,7-8), « erat enim Moyses vir humillimus super omnes homines, qui morabantur in terra » (Nm 12,3).
§ 2577
Nesta intimidade com o Deus fiel, lento em irar-Se e cheio de amor (20), Moisés hauriu a força e a tenacidade da sua intercessão. Ele não ora por si, mas pelo povo que Deus adquiriu para Si. Já durante o combate com os amalecitas (21) ou para obter a cura de Miriam (22), Moisés foi intercessor. Mas foi sobretudo após a apostasia do povo que ele «se mantém na brecha» diante de Deus (Sl 106, 23), para salvar o mesmo povo (23). Os argumentos da sua oração (a intercessão também é um combate misterioso) irão inspirar a audácia dos grandes orantes, tanto do povo judaico como da Igreja: Deus é amor e, portanto, é justo e fiel; Ele não pode contradizer-Se; há-de, por conseguinte, lembrar-Se das suas acções maravilhosas; está em jogo a sua glória; Ele não pode abandonar o povo que tem o seu nome.
In hac intimitate cum Deo fideli, lento ad iram et amoris pleno,30 Moyses vim hausit et tenacitatem suae intercessionis. Non pro se orat, sed pro populo quem Deus Sibi acquisivit. Iam in proelio contra Amalec31 vel ad obtinendam sanationem Mariae,32 Moyses intercedit. Sed praesertim post populi apostasiam « stetit in confractione » in conspectu Dei (Ps 106,23) ad populum salvandum.33 Eius orationis argumenta (intercessio est etiam arcana dimicatio) audaciam inspirabunt magnorum orantium populi Iudaici, sicut etiam Ecclesiae: Deus amor est, iustus igitur est et fidelis; Ipse Sibi contradicere nequit, mirabilium Suorum debet recordari, de Eius agitur gloria, hunc nequit derelinquere populum qui Eius fert Nomen.David et oratio regis
§ 2578
A oração do povo de Deus vai expandir-se à sombra da morada de Deus: a arca da aliança e, mais tarde, o templo. São, em primeiro lugar os condutores do povo – os pastores e os profetas – que o ensinarão a orar. O pequeno Samuel teve de aprender de Ana, sua mãe, o modo como devia «comportar-se na presença do Senhor» (24), e do sacerdote Eli, como devia escutar a sua Palavra: «Falai, Senhor, que o vosso servo escuta» (1 Sm 3, 9-10). Mais tarde, também ele conhecerá o peso e o preço da intercessão: «Longe de mim também este pecado contra o Senhor: deixar de rogar por vós! Eu vos mostrarei sempre o caminho bom e recto» (1 Sm 12, 23).
Oratio populi Dei sub umbra dilatabitur tabernaculi Dei, Foederis Arcae et posterius Templi. Imprimis populi duces — Pastores et Prophetae — eum docebunt orare. Puer Samuel a matre sua utique didicit quomodo « ante Dominum sisteret »34 et ab Heli sacerdote quomodo Eius auscultaret verbum: « Loquere, Domine, quia audit servus Tuus » (1 Sam 3,9-10). Posterius ipse etiam intercessionis cognoscet valorem et momentum: « Absit a me hoc peccatum in Dominum, ut cessem orare pro vobis et docere vos viam bonam et rectam » (1 Sam 12,23).
§ 2579
David é, por excelência, o rei «segundo o coração de Deus», o pastor que ora pelo seu povo e em nome dele, aquele cuja submissão à vontade de Deus, cujo louvor e cujo arrependimento serão o modelo da oração do povo. Ungido de Deus, a sua oração é adesão fiel à promessa divina (25), confiança amorosa e alegre n'Aquele que é o único Rei e Senhor. Nos salmos, inspirado pelo Espírito Santo, David é o primeiro profeta da oração judaica e cristã. A oração de Cristo, verdadeiro Messias e Filho de David, há-de revelar e dar pleno sentido dessa oração.
David est per excellentiam rex « secundum cor Dei », pastor qui pro populo orat suo et in eius nomine, ille cuius submissio voluntati Dei, laus et poenitentia exemplar erunt orationis populi. Oratio eius, sicut Dei uncti, est fidelis adhaesio Promissioni divinae,35 fiducia amans et gaudens in Eum qui solus est Rex et Dominus. In psalmis, David, a Spiritu Sancto inspiratus, primus est Propheta Iudaicae et christianae orationis. Oratio Christi, veri Messiae et Filii David, huius orationis sensum revelabit et adimplebit.
§ 2580
O templo de Jerusalém, a casa de oração que David queria construir, será obra do seu filho Salomão. A oração da Dedicação do templo (26) apoia-se na promessa de Deus e na sua aliança, na presença activa do seu nome no meio do seu povo e na memória das magníficas proezas do êxodo. O rei levanta então as mãos para o céu e suplica ao Senhor por si próprio, por todo o povo, pelas gerações futuras, pelo perdão dos seus pecados e pelas suas necessidades de cada dia, para que todas as nações saibam que Ele é o único Deus e o coração do seu povo Lhe pertença inteiramente.
Templum Ierusalem, orationis domus, quam David struere volebat, Salomonis, filii eius, erit opera. Oratio Dedicationis Templi36 in Promissione nititur Dei et in Eius Foedere, in actuosa Eius Nominis in medio Eius populi praesentia et in memoria magnalium Exodi. Rex tunc manus elevat in coelum et Dominum pro se precatur, pro toto populo, pro generationibus venturis, pro peccatorum eorum remissione et eorum quotidianis necessitatibus, ut omnes sciant nationes, Eum esse solum Deum et cor Eius populi ad Eum plene pertinere.Elias, Prophetae et conversio cordis
§ 2581
O templo devia ser, para o povo de Deus, o lugar da sua educação para a oração: as peregrinações, as festas, os sacrifícios, a oblação vespertina, o incenso, os «pães da proposição», todos esses sinais da santidade e da glória do Deus altíssimo e tão próximo, eram apelos e caminhos de oração. Muitas vezes, porém, o ritualismo arrastava o povo para um culto demasiadamente exterior. Faltava-lhe a educação da fé e a conversão do coração. Foi essa a missão dos profetas, antes e depois do Exílio.
Templum pro populo Dei locus esse debebat eius ad orationem educationis: peregrinationes, festa, sacrificia, oblatio vespertina, incensum, panes « propositionis », omnia haec sanctitatis et gloriae Dei Altissimi et omnino Propinqui signa, vocationes erant et orationis viae. Sed ritualismus populum saepe ad cultum trahebat nimis externum. Fidei educatio et cordis conversio erant necessariae. Haec Prophetarum fuit missio ante et post Exilium.
§ 2582
Elias é o pai dos profetas, da geração dos que procuram a Deus, dos que procuram a face do Deus de Jacob (27). O seu nome – «O Senhor é o meu Deus» – é prenúncio do grito do povo em resposta à sua oração no monte Carmelo (28). São Tiago remete para ele quando nos incita à oração: «Muito pode a oração persistente dum justo» (Tg 5, 16) (29).
Elias est Prophetarum pater, e generatione quaerentium Eum, quaerentium faciem Eius.37 Eius nomen, « Dominus est Deus meus », clamorem annuntiat populi respondentem eius orationi super monte Carmelo.38 Iacobus nos ad eum remittit, ut nos ad orationem stimulet: « Multum enim valet deprecatio iusti operans » (Iac 5,16).39
§ 2583
Depois de ter aprendido a misericórdia no seu retiro na torrente de Querit, ensina à viúva de Sarepta a fé na Palavra de Deus, fé que ele confirma com a sua oração insistente: Deus faz voltar à vida o filho da viúva (30).Aquando do sacrifício no monte Carmelo, prova decisiva para a fé do povo de Deus, é em resposta à sua súplica que o fogo do Senhor consome o holocausto, «à hora de oferecer o sacrifício da tarde». «Responde-me, Senhor, responde-me!» são as palavras de Elias, que as liturgias orientais retomam na epiclese eucarística (31).Finalmente, retomando o caminho do deserto em direcção ao lugar onde o Deus vivo e verdadeiro Se revelou ao seu povo, Elias recolheu-se, como Moisés, «na cavidade do rochedo», até «passar» a presença misteriosa de Deus (32). Mas será somente no monte da transfiguração que Se mostrará sem véu Aquele cuja face eles procuravam (33): o conhecimento da glória de Deus está na face de Cristo, crucificado e ressuscitado (34).
Postquam misericordiam didicit in recessu suo ad torrentem Charith, viduam Sareptae in verbum Dei docet fidem, quam sua instante confirmat oratione: Deus efficit ut filius viduae redeat in vitam.40 Tempore sacrificii super monte Carmelo, probationis definitivae pro fide populi Dei, ad eius supplicationem, ignis Domini holocaustum consumit, « cum [...] iam tempus esset, ut offerretur sacrificium » vespertinum: « Exaudi me, Domine, exaudi me » (1 Reg 18,37), eadem Eliae sunt verba quae liturgiae orientales in Epiclesi eucharistica iterum adhibent.41 Denique, Elias, viam deserti iterum faciens ad locum ubi Deus vivus et verus populo Suo est revelatus, se colligit, sicut Moyses, « in spelunca » donec praesentia Dei « transit » arcana.42 Sed solummodo in Transfigurationis monte develabitur Ille, cuius isti faciem sequebantur:43 cognitio gloriae Dei in facie est Christi crucifixi et resuscitati.44
§ 2584
É no «a sós com Deus» que os profetas vão haurir luz e força para a sua missão. A sua oração não é uma fuga do mundo infiel, mas uma escuta da Palavra de Deus, às vezes um debate ou uma queixa e sempre uma intercessão que espera e prepara a intervenção do Deus Salvador, Senhor da história (35).
Prophetae, in « solitudine cum Deo », lumen hauriunt et vim pro sua missione. Eorum oratio fuga mundi infidelis non est, sed verbi Dei auscultatio, quandoque certatio vel lamentatio, semper intercessio quae interventum exspectat et praeparat Dei Salvatoris, Domini historiae.45Psalmi, oratio coetus
§ 2585
De David até à vinda do Messias, os livros sagrados contêm textos de oração que atestam como esta se foi tornando mais profunda, quer feita em favor de si mesmo quer pelos outros (36). Os salmos foram a pouco e pouco reunidos numa colectânea de cinco livros: os Salmos (ou «Louvores»), obra-prima da oração no Antigo Testamento.
A David usque ad Messiae Adventum, Libri Sacri orationis continent textus qui profundius perceptam testantur orationem, pro semetipsis et pro aliis.46 Psalmi paulatim in quinque librorum sunt collectionem coniuncti: Psalmi (seu « Laudes ») opus orationis in Vetere Testamento sunt praestantissimum.
§ 2586
Os salmos nutrem e exprimem a oração do povo de Deus enquanto assembleia, por ocasião das grandes festas em Jerusalém e em cada sábado nas sinagogas. Esta oração é inseparavelmente pessoal e comunitária; diz respeito aos que a fazem e a todos os homens; sobe da Terra Santa e das comunidades da Diáspora, mas abraça toda a criação; recorda os acontecimentos salvíficos do passado, mas estende-se até à consumação da história; faz memória das promessas de Deus já realizadas, mas espera o Messias que as cumprirá definitivamente. Rezados por Cristo e n'Ele realizados, os salmos continuam a ser essenciais para a oração da sua Igreja (37).
Psalmi nutriunt et exprimunt orationem populi Dei tamquam congregationis, occasione magnorum festorum in Ierusalem et uniuscuiusque sabbati in synagogis. Haec oratio inseparabiliter personalis est et communitaria, ad eos attinet, qui orant, et ad omnes homines; e Terra sancta ascendit et e Dispersionis communitatibus, sed totam amplectitur creationem; eventus salvificos commemorat praeteritos et usque ad consummationem extenditur historiae; promissionum Dei iam adimpletarum memor est et Messiam exspectat qui eas definitive adimplebit. Psalmi, recitati a Christo et adimpleti in Eo, essentiales permanent pro Eius Ecclesiae oratione.47
§ 2587
O Saltério é o livro em que a Palavra de Deus se torna oração do homem. Nos outros livros do Antigo Testamento, «as palavras declaram as obras» (de Deus a favor dos homens) «e esclarecem o mistério nelas contido» (38). No Saltério, as palavras do salmista exprimem, cantando-as para Deus, as suas obras de salvação. É o mesmo Espírito que inspira, tanto a obra de Deus, como a resposta do homem. Cristo unirá uma e outra. N'Ele, os salmos não cessam de nos ensinar a orar.
Psalterium liber est in quo Dei verbum oratio fit hominis. In ceteris libris Veteris Testamenti accidit ut « verba [...] opera proclament [a Deo pro hominibus patrata] et mysterium in eis contentum elucident ».48 In Psalterio, verba Psalmistae exprimunt opera salutis Dei, illa Ei cantando. Idem Spiritus opus inspirat Dei et responsionem hominis. Christus utrumque coniunget. In Eo, psalmi nos orare docere non desinunt.
§ 2588
As expressões multiformes da oração dos salmos tomam forma, ao mesmo tempo, na liturgia do templo e no coração do homem. Quer se trate dum hino, duma oração de aflição ou de acção de graças, de súplica individual ou comunitária, dum cântico real ou de peregrinação, ou ainda duma meditação sapiencial, os salmos são o espelho das maravilhas de Deus na história do seu povo e das situações humanas vividas pelo salmista. Um salmo pode reflectir um acontecimento do passado, mas reveste-se de tal sobriedade que pode com verdade ser rezado pelos homens de qualquer condição e de todos os tempos.
Multiformes orationis psalmorum expressiones formam simul suscipiunt in liturgia Templi et in corde hominis. Psalmi sive de hymno agitur, de oratione angustiae vel de gratiarum actione, de supplicatione individuali vel communitaria, de regio cantico vel de cantico peregrinationis, de meditatione sapientiali, speculum sunt magnalium Dei in historia populi Eius et condicionum humanarum quas Psalmista experitur in vita. Psalmus imaginem potest reddere eventus praeteriti, sed talis est sobrietatis ut possit in veritate recitari ab hominibus omnis condicionis omnisque temporis.
§ 2589
Há traços constantes e comuns a todos os salmos: a simplicidade e a espontaneidade da oração; o desejar Deus em pessoa, através e com tudo o que é bom na sua criação; a situação desconfortável do crente que, no seu amor de preferência pelo Senhor, tem de se confrontar com uma multidão de inimigos e de tentações; a certeza do seu amor e a entrega à sua vontade, enquanto espera o que o Deus fiel fará. A oração dos salmos é sempre animada pelo louvor; e é por isso que o título desta colectânea corresponde bem ao que ela nos oferece: «Os Louvores». Coligida para o culto da assembleia, faz-nos ouvir o apelo à oração e canta a resposta ao mesmo apelo: «Hallelou-Ya» (Aleluia)! «Louvai ao Senhor!».
«Haverá coisa melhor que um salmo? É por isso que David diz, e muito bem: "Louvai o Senhor, porque salmodiar é bom: para o nosso Deus, louvor suave e belo!" E é verdade. Porque o salmo é uma bênção cantada pelo povo, louvor de Deus cantado pela assembleia, aplauso de todos, palavra universal, voz da Igreja, melodiosa profissão de fé...» (39).
Quaedam lineamenta psalmos constanter percurrunt: orationis simplicitas et spontaneus motus, desiderium Ipsius Dei per omnia et cum omnibus quae in Eius creatione sunt bona, incommoda condicio credentis qui, in suo amore praeferentiali erga Dominum, in discrimine versatur multitudinis inimicorum et tentationum, et, exspectando quod Deus fidelis est facturus, certus est de Eius amore et Eius committitur voluntati. Oratio psalmorum semper laude movetur et propterea huius collectionis titulus ad id bene correspondet quod eadem nobis tradit: « Laudes ». Cum ipsa pro congregationis cultu sit collecta, efficit ut ad orationem audiamus vocationem et responsionem canamus ad eam: « Hallelu-Ia! » (Alleluia), « Laudate Dominum! ».
« Quid igitur psalmo gratius? Unde pulchre ipse David: "Laudate, inquit, Dominum, quoniam bonus est psalmus; Deo nostro sit iocunda decoraque laudatio". Et vere; psalmus enim benedictio populi est, Dei laus, plebis laudatio, plausus omnium, sermo universorum, vox Ecclesiae, fidei canora confessio... ».49
§ 2590
«A oração é a elevação da alma para Deus ou o pedido feito a Deus de bens convenientes» (40).
« Oratio est ascensus mentis in Deum: aut eorum quae consentanea sunt postulatio a Deo ».50
§ 2591
Deus não se cansa de chamar cada um, pessoalmente, para o encontro misterioso com Ele. A oração acompanha toda a história da salvação, como um apelo recíproco entre Deus e o homem.
Deus infatigabiliter unamquamque personam ad arcanum orationis vocat occursum cum Eo. Oratio totam historiam salutis comitatur tamquam mutua inter Deum et hominem vocatio.
§ 2592
A oração de Abraão e de Jacob apresenta-se como um combate da fé, confiante na fidelidade de Deus e na certeza da vitória prometida à perseverança.
Abrahae et Iacob oratio tamquam dimicatio praesentatur fidei quae in fidelitatem Dei confidit et quae certa est de victoria perseverantiae promissa.
§ 2593
A oração de Moisés responde à iniciativa do Deus vivo, com vista à salvação do seu povo. Prefigura a oração de intercessão do único mediador, Cristo Jesus.
Moysis oratio incepto respondet Dei vivi pro populi Eius salute. Eadem orationem praefigurat intercessionis unius mediatoris, Christi Iesu.
§ 2594
A oração do povo de Deus expande-se à sombra da morada de Deus, a arca da aliança e o templo, sob a guia dos pastores, nomeadamente do rei David e dos profetas.
Oratio populi Dei sub umbra dilatatur tabernaculi Dei, Arcae nempe Foederis et Templi, Pastorum, praesertim regis David, et Prophetarum ductu.
§ 2595
Os profetas convidam à conversão do coração e, procurando ardentemente a face de Deus, como Elias, intercedem pelo povo.
Prophetae ad cordis vocant conversionem et, ardenter, sicut Elias, Dei faciem quaerentes, pro populo intercedunt.
§ 2596
Os salmos constituem a obra-prima da oração no Antigo Testamento. Apresentam duas componentes inseparáveis: a pessoal e a comunitária. Estendem-se a todas as dimensões da história, comemorando as promessas de Deus já cumpridas e esperando a vinda do Messias.
Psalmi opus orationis in Vetere Testamento constituunt praestantissimum. Duo inseparabilia exhibent elementa: personale et communitarium. Ad omnes historiae extenduntur dimensiones, Dei commemorant promissiones iam impletas et Messiae sperant Adventum.
§ 2597
Rezados por Cristo e n'Ele realizados, os salmos são um elemento essencial e permanente da oração da sua Igreja. Adaptam-se aos homens de qualquer condição e de todos os tempos.
Psalmi, recitati a Christo et adimpleti in Eo, essentiale et permanens orationis Ecclesiae Eius sunt elementum. Ipsi hominibus omnis condicionis omnisque temporis sunt aptati. (14) Cf Heb 10,5-7. (15) Cf Gn 4,4. (16) Cf Gn 4,26. (17) Cf Gn 5,24. (18) Cf Gn 8,20–9,17. (19) Cf Gn 9,8-16. (20) Cf Gn 15,2-3. (21) Cf Gn 15,6. (22) Cf Gn 17,1-2. (23) Cf Gn 18,1-15; Lc 1,26-38. (24) Cf Gn 18,16-33. (25) Cf Rom 8,32. (26) Cf Rom 4,16-21. (27) Cf Gn 28,10-22. (28) Cf Gn 32,25-31; Lc 18,1-8. (29) Cf Ex 3,1-10. (30) Cf Ex 34,6. (31) Cf Ex 17,8-13. (32) Cf Nm 12,13-14. (33) Cf Ex 32,1–34,9. (34) Cf 1 Sam 1,9-18. (35) Cf 2 Sam 7,18-29. (36) Cf 1 Reg 8,10-61. (37) Cf Ps 24,6. (38) Cf 1 Reg 18,39. (39) Cf Iac 5,16-18. (40) Cf 1 Reg 17,7-24. (41) Cf 1 Reg 18,20-39. (42) Cf 1 Reg 19,1-14; Ex 33,19-23. (43) Cf Lc 9,30-35. (44) Cf 2 Cor 4,6. (45) Cf Am 7,2.5; Is 6,5.8.11; Ier 1,6; 15,15-18; 20,7-18.(46) Cf Esd 9,6-15; Ne 1,4-11; Ion 2,3-10; Tb 3,11-16; Idt 9,2-14. (47) Cf Institutio generalis de liturgia Horarum, 100-109: Liturgia Horarum, editio typica, v. 1 (Typis Polyglottis Vaticanis 1973) p. 52-56. (48) Concilium Vaticanum II, Const. dogm. Dei Verbum, 2: AAS 58 (1966) 818.(49) Sanctus Ambrosius, Enarrationes in Psalmos, 1, 9: CSEL 64, 7 (PL 14, 968).(50) Sanctus Ioannes Damascenus, Expositio fidei, 68 [De fide orthodoxa 3, 24]: PTS 12, 167 (PG 94, 1089).
§ 2598
O drama da oração é-nos plenamente revelado no Verbo que Se faz carne e habita entre nós. Procurar compreender a sua oração através do que as suas testemunhas dela nos dizem no Evangelho, é aproximar-nos do santo Senhor Jesus como da sarça ardente: primeiro, contemplando-o a Ele próprio em oração; depois, escutando como Ele nos ensina a rezar, para, finalmente, conhecermos como é que Ele atende a nossa oração.
Orationis drama plene nobis revelatur in Verbo quod caro factum est et quod nobiscum manet. Eius orationem intelligere niti per id quod Eius testes nobis in Evangelio de illa annuntiant, est ad sanctum Dominum Iesum nos accedere sicut ad rubum ardentem: Ipsum imprimis in oratione contemplari, deinde auscultare quomodo Ille nos orare doceat, ad cognoscendum, denique, quomodo Ille nostram exaudiat orationem.Iesus orat
§ 2599
O Filho de Deus, feito Filho da Virgem, aprendeu a orar segundo o seu coração de homem. Aprendeu as fórmulas de oração com a sua Mãe, que conservava e meditava no seu coração todas as «maravilhas» feitas pelo Omnipotente (41). Ele ora com as palavras e nos ritmos da oração do seu povo, na sinagoga de Nazaré e no Templo. Mas a sua oração brotava duma fonte muito mais secreta, como deixa pressentir quando diz, aos doze anos: «Eu devo ocupar-me das coisas do meu Pai» (Lc 2, 49). Aqui começa a revelar-se a novidade da oração na plenitude dos tempos: a oração filial, que o Pai esperava dos seus filhos, vai finalmente ser vivida pelo próprio Filho Único na sua humanidade, com e para os homens.
Filius Dei, Filius Virginis effectus, secundum Suum hominis cor, orare etiam didicit. Orationis formulas discit a matre Sua quae « magna » Omnipotentis conservabat omnia et in corde meditabatur suo.51 Ipse verbis orat et rhythmis orationis populi Sui, in synagoga Nazareth et in Templo. Sed Eius oratio ex secretiore oritur fonte, sicut Ipse id, aetate duodecim annorum, praesentire sinit: « In his, quae Patris mei sunt, oportet me esse » (Lc 2,49). Hic revelari incipit novitas orationis in temporum plenitudine: filialis oratio, quam Pater e filiis exspectabat Suis, denique ducetur in vitam ab Ipso Filio unico in Eius humanitate cum hominibus et pro hominibus.
§ 2600
O Evangelho segundo São Lucas sublinha a acção do Espírito Santo e o sentido da oração no ministério de Cristo. Jesus ora antes dos momentos decisivos da sua missão: antes de o Pai dar testemunho d'Ele aquando do seu baptismo (42) e da sua transfiguração (43) e antes de cumprir, pela paixão, o desígnio de amor do Pai (44). Reza também antes dos momentos decisivos que vão decidir a missão dos seus Apóstolos: antes de escolher e chamar os Doze (45), antes de Pedro O confessar como o «Cristo de Deus» (46) e para que a fé do chefe dos Apóstolos não desfaleça na tentação (47). A oração de Jesus antes dos acontecimentos da salvação de que o Pai O encarrega, é uma entrega humilde e confiante da sua vontade à vontade amorosa do Pai.
Evangelium secundum sanctum Lucam actionem effert Spiritus Sancti et sensum orationis in Christi ministerio. Iesus orat ante missionis Suae definitiva momenta: priusquam Pater de Eo testimonium praebeat in Eius Baptismo52 atque in Eius Transfiguratione,53 et priusquam per Suam passionem consilium amoris Patris adimpleat.54 Orat etiam ante momenta definitiva quae Apostolorum Eius devincient missionem: antequam Duodecim eligat et vocet,55 antequam Petrus Eum tamquam « Christum Dei » confiteatur56 atque ne principis Apostolorum fides deficiat in tentatione.57 Iesu oratio ante salutis eventus, quos Pater ab Eo petit adimplendos, humilis et confidens est deditio Eius humanae voluntatis in voluntatem Patris amore plenam.
§ 2601
«Estando um dia Jesus em oração em certo lugar, quando acabou disse-Lhe um dos seus discípulos: Senhor, ensina-nos a orar» (Lc 11, 1). Não é, porventura, ao contemplar primeiro o seu Mestre em oração, que o discípulo de Cristo sente o desejo de orar? Pode então aprendê-la com o mestre da oração. É contemplando e escutando o Filho que os filhos aprendem a orar ao Pai.
« Cum esset [Iesus] in loco quodam orans, ut cessavit, dixit unus e discipulis Eius ad Eum: "Domine, doce nos orare" » (Lc 11,1). Nonne Christi discipulus, suum Magistrum prius contemplans orantem, cupit orare? Tunc potest id discere ab orationis Magistro. Contemplantes et auscultantes Filium, filii discunt Patrem orare.
§ 2602
Jesus retira-Se muitas vezes sozinho para a solidão, no cimo da montanha, preferentemente de noite, a fim de orar (48). Na sua oração Ele leva os homens, porquanto Ele próprio assumiu a humanidade na sua encarnação, e oferece-os ao Pai oferecendo-Se a Si mesmo. Ele, o Verbo que «assumiu a carne», na sua oração humana partilha tudo quanto vivem os «seus irmãos» (49); e compadece-Se das suas fraquezas para os livrar delas (50). Foi para isso que o Pai O enviou. As suas palavras e as suas obras aparecem então como a manifestação visível da sua oração «no segredo».
Iesus saepe in solitudinem discedit, in montem, potissimum noctu, ad orandum.58 In oratione Sua homines portat, propterea quod Ipse humanitatem in Sua utique sumit Incarnatione, eosque Patri offert Se Ipsum offerendo. Ipse, Verbum quod « carnem assumpsit », in Sua oratione humana totum id participat quod « fratres Eius »59 experiuntur in vita; eorum compatitur infirmitatibus ut eos ab illis liberet.60 Ad hoc Pater Eum misit. Eius verba Eiusque opera tunc apparent tamquam visibilis manifestatio Eius orationis « in abscondito ».
§ 2603
Os evangelistas retiveram duas orações mais explícitas de Cristo durante o seu ministério. E ambas começam por uma acção de graças. Na primeira (51), Jesus louva o Pai, reconhece-O e bendi-Lo por ter escondido os mistérios do Reino aos que se julgavam sábios e os ter revelado aos «pequeninos» (os pobres das bem-aventuranças). O seu estremecimento – «Sim Pai!» – revela o íntimo do seu coração, a sua adesão ao «beneplácito» do Pai, como um eco do «Fiat» da sua Mãe aquando da sua concepção e como prelúdio do que Ele próprio dirá ao Pai na sua agonia. Toda a oração de Jesus está nesta adesão amorosa do seu coração de homem ao «mistério da vontade» do Pai (52).
Evangelistae duas Christi, perdurante Eius ministerio, orationes retinuerunt explicitiores. Utraque autem earum incipit gratiarum actione. In priore,61 Iesus Patrem confitetur, Eum agnoscit Eique benedicit quia Ipse Regni mysteria illis abscondit qui se sapientes putabant atque ea prorsus « parvulis » revelavit (pauperibus beatitudinum). Eius commotio « Ita, Pater! » intimum exprimit Eius cordis, Eius adhaesionis « beneplacito » Patris, quasi echo illius « Fiat » Matris Eius in Ipsius conceptione et quasi prolusio illius quem Ipse Patri in Sua dicet agonia. Tota Iesu oratio in hac amore plena est adhaesione Eius cordis humani « mysterio voluntatis » Patris.62
§ 2604
A segunda oração é referida por São João (53), antes da ressurreição de Lázaro. A acção de graças precede o acontecimento: «Pai, Eu Te dou graças por Me teres escutado», o que implica que o Pai atende sempre o que Lhe pede; e Jesus acrescenta logo: «Eu bem sabia que Tu Me atendes sempre», o que implica, por seu turno, que Jesus pede constantemente. Assim, apoiada na acção de graças, a oração de Jesus revela-nos como devemos pedir: Antes de Lhe ser dado o que pede, Jesus adere Aquele que dá e Se dá nos seus dons. O Doador é mais precioso do que dom concedido, é o «tesouro», e é n'Ele que está o coração do Filho; o dom é dado «por acréscimo» (54).A oração «sacerdotal» de Jesus (55) ocupa um lugar único na economia da salvação. Será meditada no final da primeira Secção. Ela revela, de facto, a oração sempre actual do nosso Sumo-Sacerdote e, ao mesmo tempo, contém tudo quanto Ele nos ensina na nossa oração ao Pai, que será explicada na Segunda Secção.
Altera oratio a sancto Ioanne refertur63 ante Lazari resurrectionem. Gratiarum actio eventum praecedit: « Pater, gratias ago Tibi quoniam audisti me », quod implicat Patrem Suam petitionem semper exaudire; atque Iesus statim addit: « Ego autem sciebam quia semper me audis », quod implicat Iesum, e parte Sua, constanter petere. Sic Iesu oratio ducta a gratiarum actione nobis revelat quomodo sit petendum: priusquam donetur donum, Iesus Ei adhaeret qui donat quique in donis Suis Se donat. Donator dono largito est pretiosior, Ipse est « Thesaurus » et in Eo est cor Filii Eius; donum donatur « per additionem ».64 Iesu « sacerdotalis » oratio65 in Oeconomia salutis locum obtinet singularem. Eadem considerabitur in fine primae sectionis. Ipsa utique semper actualem nostri Summi Sacerdotis revelat orationem atque simul continet quod Ipse nos docet in nostra ad Patrem oratione, quae in secunda explicabitur sectione.
§ 2605
Quando chegou a Hora em que cumpriu o desígnio de amor do Pai, Jesus deixa entrever a profundidade insondável da sua oração filial, não só antes de livremente Se entregar («Abbá... não se faça a minha vontade, mas a tua»: Lc 23, 42), mas até nas suas últimas palavras já na cruz, onde orar e dar-Se coincidem: «Perdoa-lhes, ó Pai, pois não sabem o que fazem» (Lc 23, 34); «em verdade te digo: hoje estarás comigo no paraíso» (Lc 23, 43); «Mulher, eis aí o teu filho» [...] «eis aí a tua mãe» (Jo 19, 26-27); «tenho sede!» (Jo 19, 28); «meu Deus, por que Me abandonaste?» (Mc 15, 34) (56); «tudo está consumado» (Jo 19, 30); «Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito» (Lc 23, 46), até ao «grande brado» com que expira, entregando o espírito (57).
Iesus, cum Hora venit in qua Ipse amoris Patris adimplet consilium, inscrutabilem Suae orationis filialis prospicere sinit profunditatem, non solum priusquam Se libere tradat (« Pater... non mea voluntas, sed Tua »: Lc 22,42), sed usque ad Sua ultima verba in cruce, ubi orare Seseque donare nonnisi unum sunt: « Pater, dimitte illis, non enim sciunt quid faciunt » (Lc 23,34); « Amen dico tibi: Hodie mecum eris in paradiso » (Lc 23,43); « Mulier, ecce filius tuus. [...] Ecce mater tua » (Io 19,26-27); « Sitio » (Io 19,28); « Deus meus, ut quid dereliquisti me? » (Mc 15,34);66 « Consummatum est » (Io 19,30); « Pater, in manus Tuas commendo spiritum meum » (Lc 23,46), usque ad illam « vocem magnam » qua tradens spiritum exspiravit.67
§ 2606
Todas as desolações da humanidade de todos os tempos, escrava do pecado e da morte, todas as súplicas e intercessões da história da salvação estão reunidas neste brado do Verbo encarnado. E eis que o Pai as acolhe e as atende, para além de toda a esperança, ao ressuscitar o seu Filho. Assim se cumpre e se consuma o drama da oração na economia da criação e da salvação. Dele nos dá o Saltério a chave em Cristo. É no «hoje» da ressurreição que o Pai diz: «Tu és meu Filho, Eu hoje Te gerei. Pede-Me, e Te darei as nações por herança e os confins da terra para teu domínio!» (Sl 2, 7-8) (58).
A Epístola aos Hebreus exprime em termos dramáticos como é que a oração de Jesus realiza a vitória da salvação: «Nos dias da sua vida mortal, Cristo dirigiu preces e súplicas, com um forte brado e com lágrimas, Aquele que O podia livrar da morte e, por causa da sua piedade, foi atendido. Apesar de ser Filho, aprendeu, de quanto sofreu, o que é obedecer. E quando atingiu a sua plenitude, tornou-Se, para todos aqueles que Lhe obedecem, causa de salvação eterna» (Heb 5, 7-9).
Omnes angustiae humanitatis omnium temporum, servae peccati et mortis, omnes petitiones et intercessiones historiae salutis in hoc Verbi incarnati colliguntur clamore. Ecce Pater illas accipit et, ultra omnem spem, illas exaudit Suum resuscitans Filium. Sic drama orationis in creationis et salutis Oeconomia adimpletur et consummatur. Psalterium nobis clavem huius dramatis praebet in Christo. In hodie Resurrectionis, Pater dicit: « Filius meus est tu; ego hodie genui te. Postula a me, et dabo tibi gentes hereditatem tuam et possessionem tuam terminos terrae » (Ps 2,7-8).68
Epistula ad Hebraeos locutionibus exprimit dramaticis quomodo Iesu oratio victoriam operetur salutis: « Qui in diebus carnis Suae, preces supplicationesque ad Eum, qui possit salvum Illum a morte facere, cum clamore valido et lacrimis offerens et exauditus pro Sua reverentia, et quidem cum esset Filius, didicit ex his quae passus est, oboedientiam; et, consummatus, factus est omnibus oboedientibus Sibi auctor salutis aeternae » (Heb 5,7-9).
§ 2607
Quando ora, Jesus já nos ensina a orar. O caminho teologal da nossa oração é a sua oração ao Pai. Mas o Evangelho fornece-nos um ensinamento explícito de Jesus sobre a oração. Como bom pedagogo, toma conta de nós no ponto em que nos encontramos e, progressivamente, conduz-nos até ao Pai. Dirigindo-Se às multidões que O seguem, Jesus parte daquilo que elas já conhecem acerca da oração segundo a Antiga Aliança e abre-as à novidade do Reino que chega. Depois, revela-lhes em parábolas essa novidade. E, por fim, aos seus discípulos que hão-de ser pedagogos da oração na sua Igreja, fala abertamente do Pai e do Espírito Santo.
Cum Iesus orat, nos iam orare docet. Theologalis via nostrae orationis oratio Eius est ad Eius Patrem. Sed Evangelium explicitam Iesu doctrinam nobis tradit de oratione. Tamquam paedagogus, nos ibi assumit, ubi sumus, et modo progressivo nos ad Patrem ducit. Iesus, Se dirigens ad turbas quae Eum sequuntur, ab illo procedit quod eaedem iam de oratione secundum Vetus noscunt Foedus et eas ad Regni venientis aperit novitatem. Deinde illis hanc novitatem revelat parabolis. Denique discipulis, qui orationis in Eius Ecclesia esse debebunt paedagogi, aperte de Patre loquetur et de Spiritu Sancto.
§ 2608
Jesus insiste na conversão do coração desde o sermão da montanha: a reconciliação com o irmão antes de apresentar a oferta no altar (59); o amor dos inimigos e a oração pelos perseguidores (60); orar ao Pai «no segredo» (Mt 6, 6); não se perder em fórmulas palavrosas (61); perdoar do fundo do coração na oração (62); a pureza do coração e a busca do Reino (63) Esta conversão está totalmente polarizada no Pai: é filial.
Inde a sermone montano, Iesus de cordis conversione insistit: de reconciliatione cum fratre priusquam oblatio super altare praesentetur,69 de amore inimicorum et oratione pro persequentibus,70 de orando Patrem « in abscondito » (Mt 6,6), de non repetendo saepius in multiloquio,71 de parcendo ex imo corde in oratione,72 de cordis puritate et Regni inquisitione.73 Haec conversio tota ad Patrem dirigitur, ipsa filialis est.
§ 2609
O coração, assim decidido a converter-se, aprende a orar na fé. A fé é uma adesão filial a Deus, para além de tudo quanto sentimos e compreendemos. Tornou-se possível, porque o Filho bem-amado nos franqueia o acesso até junto do Pai. Ele pode pedir-nos que «procuremos» e «batamos à porta», porque Ele próprio é a porta e o caminho (64).
Cor, sic ad se convertendum paratum, orare discit in fide. Fides adhaesio Deo est filialis, ultra id quod sentimus et intelligimus. Eadem possibilis est effecta quia Filius dilectus nobis ad Patrem aperit accessum. Ipse a nobis petere potest ut « quaeramus » et « pulsemus », quia Ipse porta est et via.74
§ 2610
Do mesmo modo que Jesus ora ao Pai e Lhe dá graças antes de receber os seus dons, assim também nos ensina esta audácia filial: «tudo o que pedirdes na oração, acreditai que já o alcançastes» (Mc 11, 24). Tal é a força da oração: «tudo é possível a quem crê» (Mc 9, 23), com uma fé que não hesita (65). Assim como Jesus Se entristece por causa da «falta de fé» dos seus conterrâneos (Mc 6, 6) e da «pouca fé» dos seus discípulos (66), também Se enche de admiração perante a «grande fé» do centurião romano (67) e da cananeia (68).
Sicut Iesus Patrem orat et gratias agit antequam Eius recipiat dona, ita nos hanc docet audaciam filialem: « Omnia quaecumque orantes petitis, credite quia iam accepistis » (Mc 11,24). Talis est orationis vis, « omnia possibilia credenti » (Mc 9,23), fide quae non haesitat.75 Quo Iesus tristitia afficitur « propter incredulitatem » Suorum propinquorum (Mc 6,6) et propter modicam fidem Suorum discipulorum,76 eo etiam admiratione capitur coram magna fide centurionis romani77 et mulieris Chananaeae.78
§ 2611
A oração de fé não consiste somente em dizer «Senhor, Senhor!», mas em preparar o coração para fazer a vontade do Pai (69). Jesus exorta os seus discípulos a levar para a oração esta solicitude em cooperar com o desígnio de Deus (70).
Fidei oratio non in eo solummodo consistit ut dicatur « Domine, Domine », sed in corde componendo ad faciendam voluntatem Patris.79 Iesus Suos vocat discipulos ut hanc cooperandi cum consilio divino sollicitudinem in oratione ferant.80
§ 2612
Em Jesus, «o Reino de Deus está perto». Ele apela à conversão e à fé, mas também à vigilância. Na oração (Mc 1, 15), o discípulo vela, atento Aquele que é e que vem, na memória da sua primeira vinda na humildade da carne e na esperança da sua segunda vinda na glória (71). Em comunhão com o Mestre, a oração dos discípulos é um combate; é vigiando na oração que não se cai na tentação (72).
In Iesu « appropinquavit Regnum Dei » (Mc 1,15), Ipse ad conversionem vocat et ad fidem, sed etiam ad vigilantiam. Discipulus in oratione attentus vigilat in Eum qui est et qui venit in memoria Ipsius primi Adventus in humilitate carnis et in spe Ipsius secundi reditus in gloria.81 Oratio discipulorum, in communione cum eorum Magistro, est dimicatio, atque in oratione vigilando ingressus in tentationem non fit.82
§ 2613
São Lucas transmite-nos três parábolas principais sobre a oração.A primeira, a do «amigo importuno» (73), convida-nos a uma oração persistente: «Batei, e a porta abrir-se-vos-á». Aquele que assim ora, o Pai celeste «dará tudo quanto necessitar» e dará, sobretudo, o Espírito Santo, que encerra todos os dons.A segunda, a da «viúva importuna» (74), está centrada numa das qualidades da oração: é preciso orar sem se cansar, com a paciência da fé. «Mas o Filho do Homem, quando voltar, achará porventura fé sobre a terra?».A terceira, a do «fariseu e do publicano» (75), diz respeito à humildade do coração orante. «Meu Deus, tende compaixão de mim, que sou pecador». A Igreja não cessa de fazer sua esta oração: «Kyrie, eleison!».
Tres praecipuae parabolae de oratione nobis a sancto Luca traduntur:Prima, « amicus importunus »,83 ad instantem invitat orationem: « Pulsate, et aperietur vobis ». Sic oranti Pater de caelo dabit, quidquid ille necessarium habet, et maxime Spiritum Sanctum qui omnia continet dona. Secunda, « vidua importuna »,84 ut centrum habet unam e qualitatibus orationis: « oportet semper orare et non deficere », cum fidei patientia. « Verumtamen Filius hominis veniens, putas, inveniet fidem in terra? ».Tertia, « Pharisaeus et publicanus »,85 ad cordis orantis respicit humilitatem: « Deus, propitius esto mihi peccatori ». Ecclesia non desinit hanc orationem facere suam: « Kyrie eleison! ».
§ 2614
Quando Jesus confia abertamente aos discípulos o mistério da oração ao Pai, desvenda-lhes o que deve ser a oração deles e a nossa quando Ele tiver voltado para junto do Pai, na sua humanidade glorificada. O que há de novo agora é o «pedir em seu nome» (76). A fé n'Ele introduz os discípulos no conhecimento do Pai, porque Jesus é «o caminho, a verdade e a vida» (Jo 14, 6). A fé dá os seus frutos no amor: guardar a sua Palavra, os seus mandamentos, permanecer com Ele no Pai que n'Ele nos ama ao ponto de permanecer em nós. Nesta aliança nova, a certeza de sermos atendidos nas nossas petições baseia-se na oração de Jesus (77).
Cum mysterium orationis ad Patrem Suis discipulis aperte concredit, eis detegit id quod eorum oratio atque nostra esse debebit, cum Ipse in Sua humanitate glorificata ad Patrem redierit. Nunc novum est « petere in nomine Eius ».86 Fides in Eum discipulos in cognitionem Patris introducit, quia Iesus est « Via et Veritas et Vita » (Io 14,6). Fides suum fert fructum in amore: Eius verbum servare, Eius praecepta, cum Ipso manere in Patre qui nos in Ipso diligit usque ad manendum in nobis. In hoc Novo Foedere, certitudo nos in nostris exaudiri petitionibus, super Iesu fundatur orationem.87
§ 2615
Mais ainda: o que o Pai nos dá, quando a nossa oração se une à de Jesus, é «o outro Paráclito, [...] para ficar convosco para sempre, o Espírito de verdade» (Jo14, 16-17). Esta novidade da oração e das suas condições aparece ao longo do discurso do adeus (78). No Espírito Santo, a oração cristã é comunhão de amor com o Pai, não somente por Cristo, mas também n'Ele: «Até agora, não pedistes nada em meu nome. Pedi e recebereis, para a vossa alegria ser completa» (Jo 16, 24).
Immo, cum nostra oratio cum illa Iesu coniungitur, Pater nobis praebet « alium Paraclitum [...], ut maneat vobiscum in aeternum, Spiritum veritatis » (Io 14,16-17). Haec orationis eiusque condicionum novitas apparet per discessus salutationem.88 In Spiritu Sancto, oratio christiana est amoris communio cum Patre, non solum per Christum, sed etiam in Ipso: « Usque modo non petistis quidquam in nomine meo. Petite et accipietis, ut gaudium vestrum sit plenum » (Io 16,24).Iesus orationem exaudit
§ 2616
A oração a Jesus já foi sendo atendida por Ele durante o seu ministério, mediante os sinais que antecipam o poder da sua morte e ressurreição: Jesus atende a oração da fé expressa em palavras (do leproso (79), de Jairo (80), da cananeia (81), do bom ladrão (82)) ou feita em silêncio (dos que trouxeram o paralítico (83) , da hemorroíssa que Lhe tocou na veste (84), as lágrimas e o perfume da pecadora (85)). A súplica premente dos cegos: «Filho de David, tem piedade de nós!» (Mt 9, 27), ou «Jesus, filho de David, tem piedade de mim!» (Mc 10, 47), foi retomada na tradição da Oração a Jesus: «Jesus Cristo, Filho de Deus, Senhor, tem piedade de mim, pecador!». Seja a cura das doenças ou o perdão dos pecados, Jesus responde sempre à oração de quem Lhe implora com fé: «Vai em paz, a tua fé te salvou».
Santo Agostinho resume admiravelmente as três dimensões da oração de Jesus: «sendo o nosso Sacerdote, ora por nós; sendo a nossa Cabeça, ora em nós; e sendo o nosso Deus, a Ele oramos. Reconheçamos, pois, n'Ele a nossa voz e a voz d'Ele em nós» (86) .
Ad Iesum oratio iam a Iesu est tempore Eius ministerii exaudita per signa quae Eius Mortis Eiusque Resurrectionis anticipant vim: Iesus exaudit fidei orationem, verbis expressam (a leproso;89 a Iairo;90 a Chananaea;91 a bono latrone92) vel silentio (a ferentibus paralyticum;93 ab haemorrhoissa quae Eius tangit vestimentum;94 lacrimis et unguento mulieris peccatricis95). Instans caecorum petitio: « Miserere nostri, fili David » (Mt 9,27) vel « Fili David Iesu, miserere mei » (Mc 10,47) iterum in traditione sumitur Orationis ad Iesum: « Iesu, Christe, Fili Dei, Domine, miserere mei, peccatoris! ». Aegritudines sanando vel peccata remittendo, Iesus semper respondet orationi quae Eum cum fide deprecatur: « Vade in pace; fides tua te salvum fecit! ».
Sanctus Augustinus tres orationis Iesu dimensiones mirabiliter compendiat: « Orat pro nobis, ut Sacerdos noster; orat in nobis, ut Caput nostrum; oratur a nobis, ut Deus noster. Agnoscamus ergo et in Illo voces nostras, et voces Eius in nobis ».96
§ 2617
A oração de Maria é-nos revelada na aurora da plenitude dos tempos. Antes da encarnação do Filho de Deus e da efusão do Espírito Santo, a sua oração coopera de um modo único com o desígnio benevolente do Pai, aquando da Anunciação para a concepção de Cristo (87) e aquando do Pentecostes para a formação da Igreja, corpo de Cristo (88). Na fé da sua humilde serva, o Dom de Deus encontra o acolhimento que Ele esperava desde o princípio dos tempos. Aquela que o Todo-Poderoso fez «cheia de graça» responde pelo oferecimento de todo o seu ser: «Eis a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra». «Faça-se» é a oração cristã: ser todo para Ele, já que Ele é todo para nós.
Oratio Mariae nobis in aurora revelatur plenitudinis temporum. Ante Incarnationem Filii Dei et ante effusionem Spiritus Sancti, eius oratio, modo singulari, Patris consilio benevolenti cooperatur, in Annuntiatione pro Christi conceptione,97 in Pentecoste pro formatione Ecclesiae, corporis Christi.98 Donum Dei, in fide Eius humilis ancillae invenit acceptionem quam Ipse a temporum initio exspectabat. Illa, quam Omnipotens « gratia plenam » effecit, respondet totali sui ipsius oblatione: « Ecce ancilla Domini; fiat mihi secundum verbum tuum ». « Fiat » christiana est oratio: esse totaliter Eius quia Ipse totaliter noster est.
§ 2618
O Evangelho revela-nos como é que Maria ora e intercede na fé: em Caná (89), a Mãe de Jesus roga a seu Filho pelas necessidades dum banquete de bodas, sinal dum outro banquete, o das bodas do Cordeiro que dá o seu corpo e o seu sangue a pedido da Igreja, sua esposa . E é na hora da Nova Aliança, ao pé da cruz (90), que Maria é atendida como a Mulher, a nova Eva, a verdadeira «mãe dos vivos».
Evangelium nobis revelat quomodo Maria orat et intercedit in fide: in Cana,99 Mater Iesu orat Filium pro necessitatibus convivii nuptiarum, signi alius Convivii, illius nuptiarum Agni qui petitioni Ecclesiae, Sponsae Suae, Suum corpus Suumque donat sanguinem. In Novi Foederis hora, iuxta crucem, 100 exauditur Maria, tamquam Mulier, Nova Eva, vera « Mater viventium ».
§ 2619
É por isso que o cântico de Maria (91) o Magnificat latino, o Megalynárion bizantino – é, ao mesmo tempo, o cântico da Mãe de Deus e o da Igreja, cântico da Filha de Sião e do novo povo de Deus, cântico de acção de graças pela plenitude de graças derramadas na economia da salvação, cântico dos «pobres», cuja esperança se vê satisfeita pelo cumprimento das promessas feitas aos nossos pais, «em favor de Abraão e da sua descendência, para sempre».Resumindo:
Hac de causa, Mariae canticum, 101 « Magnificat » latinum, Megalynárion Byzantinum, simul est canticum Matris Dei et illud Ecclesiae, canticum Filiae Sion et novi populi Dei, canticum actionis gratiarum ob plenitudinem gratiarum in Oeconomia salutis diffusarum, canticum « pauperum » quorum spes impleta est per adimpletionem promissionum factarum nostris patribus « Abraham et semini eius in saecula ». Compendium
§ 2620
No Novo Testamento, o modelo perfeito da oração é a oração filial de Jesus. Feita muitas vezes na solidão, no segredo, a oração de Jesus comporta uma adesão amorosa à vontade do Pai até à cruz e uma confiança absoluta em que será atendida.
In Novo Testamento, perfectum orationis exemplar in filiali Iesu residet oratione. Effecta saepe in solitudine, in abscondito, Iesu oratio plenam amore implicat adhaesionem voluntati Patris usque ad crucem et absolutam fiduciam ut exaudiatur.
§ 2621
Na sua doutrina, Jesus ensina os discípulos a orar com um coração purificado, uma fé viva e perseverante, uma audácia filial. Exorta-os à vigilância e convida-os a apresentar a Deus os seus pedidos em nome d'Ele. O próprio Jesus Cristo atende as orações que Lhe são dirigidas.
Iesus in Sua doctrina discipulos Suos docet orare corde purificato, fide viva et perseveranti, audacia filiali. Illos ad vigilantiam vocat atque invitat ut suas petitiones Deo in Eius praesentent nomine. Ipse Iesus Christus orationes exaudit quae Ei diriguntur.
§ 2622
A oração da Virgem Maria, no seu «Fiat» e no seu «Magnificat», caracteriza-se pelo oferecimento generoso de todo o seu ser na fé.
Virginis Mariae oratio, in eius « Fiat » et in eius Magnificat, generosa insignitur sui ipsius totali oblatione in fide. (51) Cf Lc 1,49; 2,19.51. (52) Cf Lc 3,21. (53) Cf Lc 9,28. (54) Cf Lc 22,41-44. (55) Cf Lc 6,12. (56) Cf Lc 9,18-20. (57) Cf Lc 22,32. (58) Cf Mc 1,35; 6,46; Lc 5,16. (59) Cf Heb 2,12. (60) Cf Heb 2,15; 4,15. (61) Cf Mt 11,25-27 et Lc 10,21-22. (62) Cf Eph 1,9. (63) Cf Io 11,41-42. (64) Cf Mt 6,21.33. (65) Cf Io 17.(66) Cf Ps 22,2.(67) Cf Mc 15,37; Io 19,30. (68) Cf Act 13,33. (69) Cf Mt 5,23-24. (70) Cf Mt 5,44-45. (71) Cf Mt 6,7. (72) Cf Mt 6,14-15. (73) Cf Mt 6,21.25.33. (74) Cf Mt 7,7-11.13-14. (75) Cf Mt 21,21. (76) Cf Mt 8,26. (77) Cf Mt 8,10. (78) Cf Mt 15,28. (79) Cf Mt 7,21. (80) Cf Mt 9,38; Lc 10,2; Io 4,34. (81) Cf Mc 13; Lc 21,34-36. (82) Cf Lc 22,40.46. (83) Cf Lc 11,5-13. (84) Cf Lc 18,1-8. (85) Cf Lc 18,9-14. (86) Cf Io 14,13. (87) Cf Io 14,13-14. (88) Cf Io 14,23-26; 15,7.16; 16,13-15.23-27. (89) Cf Mc 1,40-41. (90) Cf Mc 5,36. (91) Cf Mc 7,29. (92) Cf Lc 23,39-43. (93) Cf Mc 2,5. (94) Cf Mc 5,28. (95) Cf Lc 7,37-38. (96) Sanctus Augustinus, Enarratio in Psalmum 85, 1: CCL 39, 1176 (PL 36, 1081); cf Institutio generalis de liturgia Horarum, 7: Liturgia Horarum, editio typica, v. 1 (Typis Polyglottis Vaticanis 1973) p. 24. (97) Cf Lc 1,38. (98) Cf Act 1,14. (99) Cf Io 2,1-12. (100) Cf Io 19,25-27. (101) Cf Lc 1,46-55.
§ 2623
No dia de Pentecostes, o Espírito da promessa foi derramado sobre os discípulos, «reunidos no mesmo lugar» (Act 2, 1), enquanto O esperavam, «todos [...] perseveravam unânimes na oração» (Act 1, 14). O Espírito que ensina a Igreja e lhe recorda tudo quanto Jesus disse (92) vai também formá-la na vida de oração.
Pentecostes die, Spiritus Promissionis effusus est in discipulos qui « erant omnes pariter in eodem loco » (Act 2,1), Eum exspectantes « omnes [...] perseverantes unanimiter in oratione » (Act 1,14). Spiritus qui docet Ecclesiam eique omnia suggerit quae Iesus dixit, 102 eam etiam ad orationis vitam est formaturus.
§ 2624
Na primeira comunidade de Jerusalém, os crentes «eram assíduos ao ensino dos Apóstolos, à comunhão fraterna, à fracção do pão e às orações» (Act 2, 42). Esta sequência é típica da oração da Igreja: fundada sobre a fé apostólica e autenticada pela caridade, alimenta-se na Eucaristia.
In prima Hierosolymitana communitate, credentes « erant [...] perseverantes in doctrina Apostolorum et communicatione, in fractione panis et orationibus » (Act 2,42). Colligatio characteristica est orationis Ecclesiae: fundata in fide apostolica et consignata caritate, ipsa in Eucharistia nutritur.
§ 2625
Estas orações são, em primeiro lugar, as que os fiéis ouvem e lêem nas Escrituras; mas eles actualizam-nas, em particular as dos salmos, a partir da sua realização em Cristo (93). O Espírito Santo, que assim recorda Cristo à sua Igreja orante, também a conduz para a verdade integral e suscita formulações novas que exprimirão o insondável mistério de Cristo operante na vida, sacramentos e missão da Igreja. Estas formulações desenvolver-se-ão nas grandes tradições litúrgicas e espirituais. As formas da oração, tais como as revelam as Escrituras apostólicas canónicas, continuam a ser normativas da oração cristã.
Hae orationes illae sunt imprimis quas fideles audiunt et legunt in Scripturis, sed eas ad praesentia accommodant, illas praesertim psalmorum, ab earum adimpletione in Christo 103 procedentes. Spiritus Sanctus, qui sic Christum Eius Ecclesiae commemorat oranti, illam etiam deducit in omnem veritatem novasque suscitat formulas quae inscrutabile Christi expriment mysterium, quod in vita, in sacramentis et in Eius Ecclesiae missione operatur. Hae formulae in magnis traditionibus liturgicis et spiritualibus explicabuntur. Orationis formae, quales Scripturae apostolicae revelant canonicae, normativae permanebunt pro oratione christiana.I. Benedictio et adoratio
§ 2626
A bênção exprime o movimento de fundo da oração cristã: ela é o encontro de Deus com o homem; nela se encontram e unem o dom de Deus e o acolhimento do homem. A oração de bênção é a resposta do homem aos dons de Deus: uma vez que Deus abençoa, o coração do homem pode responder bendizendo Aquele que é a fonte de toda a bênção.
Benedictio imum orationis christianae exprimit motum: eadem Dei et hominis est occursus; in ea Dei donum et hominis acceptio sese vocant seseque coniungunt. Benedictionis oratio est hominis responsum donis Dei: quia Deus benedicit, potest cor hominis retribuendo benedicere Ei qui omnis benedictionis est fons.
§ 2627
Exprimem este movimento duas formas fundamentais: umas vezes, a bênção sobe, levada por Cristo no Espírito Santo, para o Pai (nós O bendizemos por Ele nos ter abençoado) (94); outras vezes, implora a graça do Espírito Santo que, por Cristo, desce de junto do Pai (é Ele que nos abençoa) (95).
Duae formae fundamentales hunc exprimunt motum: tum benedictio ascendit a Spiritu Sancto ducta per Christum ad Patrem (benedicimus Ei quippe qui nobis benedixit); 104 tum gratiam supplicat Spiritus Sancti qui per Christum a Patre descendit (Ipse nobis benedicit). 105
§ 2628
A adoração é a primeira atitude do homem que se reconhece criatura diante do seu Criador. Exalta a grandeza do Senhor que nos criou (96) e a omnipotência do Salvador que nos liberta do mal. É a prostração do espírito perante o «Rei da glória» (97) e o silêncio respeitoso face ao Deus «sempre maior» (98). A adoração do Deus três vezes santo e soberanamente amável enche-nos de humildade e dá segurança às nossas súplicas.
Adoratio est prima habitudo hominis qui se creaturam coram Creatore agnoscit suo. Magnitudinem extollit Domini qui nos fecit 106 et omnipotentiam Salvatoris qui nos a malo liberat. Eadem est spiritus prosternatio coram « Rege gloriae » 107 et silentium obsequiosum coram Deo qui « semper [...] maior est ». 108 Adoratio Dei ter Sancti et sublimiter amabilis confundit humilitate atque securitatem supplicationibus nostris praebet. II. Oratio petitionis
§ 2629
O vocabulário da oração de súplica é rico de matizes no Novo Testamento: pedir, reclamar, chamar com insistência, invocar, bradar, gritar e, até, «lutar na oração» (99). Mas a sua forma mais habitual, porque mais espontânea, é a petição. É pela oração de petição que traduzimos a consciência da nossa relação com Deus: enquanto criaturas, não somos a nossa origem, nem donos das adversidades, nem somos o nosso fim último; mas também, sendo pecadores, sabemos, como cristãos, que nos afastamos do nosso Pai. A petição é já um regresso a Ele.
Supplicationis lexicon in Novo Testamento dives est in coloris diversitate: petere, expostulare, instanter appellare, invocare, clamare, conclamare et etiam « in oratione concertare ». 109 Sed forma frequentissima, quippe quae maxime spontanea, est petitio. Per petitionis orationem conscientiam patefacimus nostrae relationis cum Deo: ut creaturae, nostra non sumus origo, neque adversitatum domini, neque noster ultimus finis, sed etiam ut peccatores, scimus, utpote christiani, nos a Patre nostro averti. Petitio est iam quidam ad Eum reditus.
§ 2630
O Novo Testamento quase não contém orações de lamentação, frequentes no Antigo. Doravante, em Cristo Ressuscitado, a petição da Igreja é sustentada pela esperança, embora ainda estejamos à espera e tenhamos de nos converter em cada dia. É de outra profundidade que brota a petição cristã, aquela a que São Paulo chama gemido: o da criação em «dores de parto» (Rm 8, 22) e também o nosso, «aguardando a libertação do nosso corpo», porque «foi na esperança que fomos salvos» (Rm 8, 23-24); e, por fim, os «gemidos inefáveis» do próprio Espírito Santo, que «vem em auxílio da nossa fraqueza, pois não sabemos o que havemos de pedir, para rezarmos como deve ser» (Rm 8, 26).
Novum Testamentum fere non continet orationes lamentationum quae in Vetere Testamento frequentes erant. Iam in Christo resuscitato, Ecclesiae oratio fertur spe, etiamsi adhuc in exspectatione simus et quotidie convertere nos oporteat. Petitio christiana ab alia oritur profunditate, ab illa quam sanctus Paulus appellat gemitum: est ille creaturae quae « congemiscit et comparturit » (Rom 8,22), est etiam noster qui exspectat « redemptionem corporis nostri. Spe enim salvi facti sumus » (Rom 8,23-24), sunt denique gemitus inenarrabiles Ipsius Spiritus Sancti qui « adiuvat infirmitatem nostram; nam quid oremus, sicut oportet, nescimus » (Rom 8,26).
§ 2631
O pedido de perdão é o primeiro movimento da oração de petição (cf. o publicano: «Ó Deus, tem piedade de mim, que sou pecador» (Lc 18, 13). É o preliminar duma oração justa e pura. A humildade confiante repõe-nos na luz da comunhão com o Pai e com o seu Filho Jesus Cristo, bem como dos homens uns com os outros (100). Nestas condições, «seja o que for que Lhe peçamos, recebê-lo-emos» (1 Jo 3, 22). O pedido de perdão é o preâmbulo da liturgia Eucarística, bem como da oração pessoal.
Veniae petitio primus est orationis petitionis motus (cf publicanus: « Deus, propitius esto mihi peccatori », Lc 18,13). Ipsa est orationi iustae et purae praevia. Fidens humilitas nos in lumen remittit communionis cum Patre et Eius Filio Iesu Christo et ad invicem: 110 tunc « quodcumque petierimus, accipimus ab Eo » (1 Io 3,22). Veniae petitio praevia est liturgiae eucharisticae, sicut etiam orationi personali.
§ 2632
A petição cristã está centrada no desejo e na busca do Reino que há-de vir, em conformidade com o ensinamento de Jesus (101). Há uma hierarquia nas petições: primeiro, o Reino; depois, tudo quanto é necessário para o acolher e para cooperar com a sua vinda. Esta cooperação com a missão de Cristo e do Espírito Santo, que agora é a da Igreja, é o objecto da oração da comunidade apostólica (102). É a oração de Paulo, o apóstolo por excelência, que nos revela como a solicitude divina por todas as Igrejas deve animar a oração cristã (103). Pela oração, todo o cristão trabalha pela vinda do Reino.
Petitio christiana habet, ut centrum, optatum et quaesitionem Regni quod venit, secundum Iesu doctrinam. 111 Hierarchia in petitionibus habetur: imprimis Regnum, deinde quod necessarium est ad illud accipiendum et ad cooperandum Adventui eius. Haec cum Christi et Spiritus Sancti missione cooperatio, quae nunc est illa Ecclesiae, obiectum est orationis communitatis apostolicae. 112 Oratio Pauli, apostoli per excellentiam, nobis revelat quomodo divina omnium Ecclesiarum sollicitudo orationem christianam debeat animare. 113 Oratione, omnis baptizatus adlaborat ad Regni Adventum.
§ 2633
Quando se participa assim no amor salvífico de Deus, compreende-se que qualquer necessidade pode tornar-se objecto de pedido. Cristo, que tudo assumiu a fim de tudo resgatar, é glorificado pelos pedidos que dirigimos ao Pai em seu nome (104). É com esta certeza que Tiago (105) e Paulo nos exortam a orar em todas as ocasiões (106).
Cum Dei amor salutaris sic participatur, intelligitur omnem necessitatem obiectum petitionis effici posse. Christus qui omnia assumpsit, ut omnia redimeret, glorificatur petitionibus quas Patri in Eius offerimus Nomine. 114 Hac securitate, Iacobus 115 et Paulus nos hortantur ad orandum in omni occasione. 116 III. Oratio intercessionis
§ 2634
A intercessão é uma oração de petição que nos conforma de perto com a oração de Jesus. É Ele o único intercessor junto do Pai em favor de todos os homens, em particular dos pecadores (107). Ele «pode salvar de maneira definitiva aqueles que, por seu intermédio, se aproximam de Deus, uma vez que está sempre vivo, para interceder por eles» (Heb 7, 25). O próprio Espírito Santo «intercede por nós [...] intercede pelos santos, em conformidade com Deus» (Rm 8, 26-27).
Intercessio oratio est petitionis quae nos orationi Iesu prope conformat. Ipse unus est intercessor apud Patrem pro omnibus hominibus, peculiariter pro peccatoribus. 117 Ipse « salvare in perpetuum potest accedentes per Semetipsum ad Deum, semper vivens ad interpellandum pro eis » (Heb 7,25). Ipse Spiritus Sanctus « interpellat [...], quia secundum Deum postulat pro sanctis » (Rom 8,26-27).
§ 2635
Interceder, pedir a favor de outrem, é próprio, desde Abraão, dum coração conforme com a misericórdia de Deus. No tempo da Igreja, a intercessão cristã participa na de Cristo: é a expressão da comunhão dos santos. Na intercessão, aquele que ora não «olha aos seus próprios interesses, mas aos interesses dos outros» (Fl 2, 4), e chega até a rezar pelos que lhe fazem mal (108).
Intercedere, petere pro aliis, proprium est, inde ab Abraham, cordis misericordiae Dei conformati. In Ecclesiae tempore, intercessio christiana illam Christi participat: expressio est communionis sanctorum. In intercessione, qui orat, non considerat « quae sua sunt, [...] sed et ea, quae aliorum » (Phil 2,4) usque ad orandum pro eis qui illi malum faciunt. 118
§ 2636
As primeiras comunidades cristãs viveram intensamente esta forma de partilha (109). O apóstolo Paulo fá-las participar deste modo no seu ministério do Evangelho (110) mas ele próprio também intercede por elas (111). A intercessão dos cristãos não conhece fronteiras: «[...] por todos os homens, [...] por todos os que exercem a autoridade» (1 Tm 2, 1), pelos perseguidores (112), pela salvação dos que rejeitam o Evangelho (113).
Priores christianae communitates intense secundum hanc partitionis vixerunt formam. 119 Apostolus Paulus eas hoc modo suum Evangelii ministerium participare facit, 120 sed etiam pro eis intercedit. 121 Christianorum intercessio limites non agnoscit: « pro omnibus hominibus, pro [...] omnibus, qui in sublimitate sunt » (1 Tim 2,1), pro persecutoribus, 122 pro salute illorum qui Evangelium reiiciunt. 123 IV. Oratio actionis gratiarum
§ 2637
A acção de graças caracteriza a oração da Igreja que, ao celebrar a Eucaristia, manifesta e cada vez mais se torna naquilo que é. De facto, pela obra da salvação, Cristo liberta a criação do pecado e da morte, para de novo a consagrar e fazer voltar ao Pai, para sua glória. A acção de graças dos membros do corpo participa na da sua Cabeça.
Gratiarum actio orationem insignit Ecclesiae, quae, Eucharistiam celebrans, id manifestat idque magis efficitur quod ipsa est. Revera, in salutis opere, Christus creaturam liberat a peccato et a morte ad illam iterum consecrandam et ad efficiendum ut ad Patrem redeat ad Eius gloriam. Actio gratiarum membrorum Christi illam participat eorum Capitis.
§ 2638
Como na oração de petição, qualquer acontecimento e qualquer necessidade podem transformar-se em oferenda de acção de graças. As cartas de São Paulo muitas vezes começam e acabam por uma acção de graças, e nelas o Senhor Jesus está sempre presente: «Dai graças em todas as circunstâncias, pois é esta a vontade de Deus, em Cristo Jesus, a vosso respeito» (1 Ts 5, 18); «perseverai na oração; sede, por meio dela, vigilantes em acções de graças» (Cl 4, 2).
Sicut in oratione petitionis, quilibet eventus et quaelibet necessitas possunt oblatio actionis gratiarum effici. Epistulae sancti Pauli saepe incipiunt et concluduntur actione gratiarum, et Dominus Iesus semper est praesens in illa. « In omnibus gratias agite; haec enim voluntas Dei est in Christo Iesu erga vos » (1 Thess 5,18). « Orationi instate, vigilantes in ea in gratiarum actione » (Col 4,2). V. Laudis oratio
§ 2639
O louvor é a forma de oração que mais imediatamente reconhece que Deus é Deus! Canta-O por Si próprio, glorifica-O, não tanto pelo que Ele faz, mas sobretudo porque ELE É. Participa da bem-aventurança dos corações puros que O amam na fé, antes de O verem na glória. Por ela, o Espírito junta-Se ao nosso espírito para testemunhar que somos filhos de Deus (114) e dá testemunho do Filho Único no qual fomos adoptados e pelo qual glorificamos o Pai. O louvor integra as outras formas de oração e leva-as Aquele que delas é a fonte e o termo: «o único Deus, o Pai, de quem tudo procede e para quem nós somos» (1 Cor 8, 6).
Laus forma est orationis quae omnino immediate agnoscit Deum esse Deum. Ipsa Ei canit propter Se Ipsum, Ei gloriam reddit, non ob id quod facit, sed quia IPSE EST. Beatitudinem participat purorum cordium quae Eum in fide diligunt, priusquam Eum in gloria videant. Per eam, Spiritus cum nostro coniungitur spiritu ut testetur nos filios esse Dei, 124 testimonium reddit uni Filio, in quo adoptati sumus et per quem Patrem glorificamus. Laus alias orationis formas componit et eas ducit ad Eum qui earum fons est atque terminus: « Unus Deus Pater, ex quo omnia et nos in Illum » (1 Cor 8,6).
§ 2640
São Lucas registra muitas vezes no seu Evangelho a admiração e o louvor perante as maravilhas operadas por Cristo. Sublinha também os mesmos sentimentos perante as acções do Espírito Santo que são os Actos dos Apóstolos: a comunidade de Jerusalém (115), o entrevado curado por Pedro e João (116), a multidão que por tal facto dá glória a Deus (117), os pagãos da Pisídia, que, «cheios de alegria, glorificam a Palavra do Senhor» (Act 13, 48).
Sanctus Lucas in suo evangelio saepe coram mirabilibus Christi commemorat admirationem et laudem, eas etiam effert propter Spiritus Sancti actiones, quae sunt Actus Apostolorum: communitatis Hierosolymitanae, 125 claudi a Petro et Ioanne sanati, 126 turbae quae Deum propterea glorificat, 127 gentilium Pisidiae qui « gaudebant et glorificabant verbum Domini » (Act 13,48).
§ 2641
«Recitai entre vós salmos, hinos e cânticos inspirados; cantai e louvai ao Senhor no vosso coração» (Ef 5, 19) (118). Tal como os escritores inspirados do Novo Testamento, as primeiras comunidades cristãs relêem o livro dos Salmos, cantando neles o mistério de Cristo. Na novidade do Espírito, compõem também hinos e cânticos a partir do acontecimento inaudito que Deus realizou em seu Filho: a sua encarnação, a sua morte vitoriosa sobre a morte, a sua ressurreição e a sua ascensão à direita do Pai (119). É desta «maravilha» de toda a economia da salvação que sobe a doxologia, o louvor de Deus (120).
« Loquentes vobismetipsis in psalmis et hymnis et canticis spiritalibus, cantantes et psallentes in cordibus vestris Domino » (Eph 5,19). 128 Sicut Novi Testamenti inspirati scriptores, primae communitates christianae librum relegunt Psalmorum in eis Christi canentes mysterium. In novitate Spiritus, hymnos etiam componunt et cantica ab eventu, procedentes inaudito quem Deus in Filio adimplevit Suo: Eius Incarnationem, Eius Mortem de morte victricem, Eius Resurrectionem Eiusque Ascensionem ad dexteram Suam. 129 Ab his « mirabilibus » totius Oeconomiae salutis doxologia ascendit, Dei laus. 130
§ 2642
A revelação «do que deve acontecer em breve», que é o Apocalipse, apoia-se nos cânticos da liturgia celeste (121), mas também na intercessão das «testemunhas» (isto é, dos mártires) (122). Os profetas e os santos, todos os que na terra foram mortos por causa do testemunho dado por Jesus (123), a multidão imensa daqueles que, vindos da grande tribulação, nos precederam no Reino, cantam o louvor da glória d'Aquele que está sentado no trono e do Cordeiro (124). Em comunhão com eles, a Igreja da terra canta também os mesmos cânticos, na fé e na provação. A fé, na súplica e na intercessão, espera contra toda a esperança e dá graças ao Pai das luzes de Quem procede todo o dom perfeito (125). Assim, a fé é um puro louvor.
Revelatio eorum « quae oportet fieri cito », Apocalypsis, canticis fertur liturgiae caelestis, 131 sed etiam intercessione « testium » (martyrum). 132 Prophetae et sancti, omnes qui in terra propter Iesu testimonium interfecti sunt, 133 turba immensa eorum qui de magna venerunt tribulatione et nos praecesserunt in Regno, laudem canunt gloriae Illius qui sedet super Thronum et Agni. 134 In communione cum eis, Ecclesia terrestris etiam haec canit cantica, in fide et tribulatione. In petitione et intercessione, fides sperat contra omnem spem et gratias agit Patri luminum a quo omne donum perfectum descendit. 135 Sic fides est pura laus.
§ 2643
A Eucaristia contém e exprime todas as formas de oração: é «a oblação pura» de todo o corpo de Cristo «para glória do seu nome» (126); é, segundo as tradições do Oriente e do Ocidente, «o sacrifício de louvor».Resumindo:
Eucharistia omnes orationis continet et exprimit formas: eadem est « oblatio munda » totius corporis Christi in gloriam Nominis Eius; 136 eadem, secundum Orientis et Occidentis traditiones, est « sacrificium laudis ».Compendium
§ 2644
O Espírito Santo, que ensina a Igreja e lhe recorda tudo o que Jesus disse, também a educa para a vida de oração, suscitando expressões que se renovam no âmbito de formas permanentes: bênção, petição, intercessão, acção de graças e louvor.
Spiritus Sanctus qui docet Ecclesiam eique omnia suggerit quae Iesus dixit, eam etiam ad orationis vitam educat, suscitans expressiones quae renovantur intra formas permanentes: benedictionem, petitionem, intercessionem, gratiarum actionem et laudem.
§ 2645
É porque Deus o abençoa, que o coração do homem pode, retribuindo, bendizer Aquele que é a fonte de toda a bênção.
Quia Deus ei benedicit, potest cor hominis retribuendo benedicere Illi qui omnis benedictionis est fons.
§ 2646
A oração de petição tem por objecto o perdão, a busca do Reino, bem como qualquer necessidade verdadeira.
Oratio petitionis habet, ut obiectum, veniam, Regni quaesitionem, sicut etiam omnem veram necessitatem.
§ 2647
A oração de intercessão consiste numa petição em favor de outrem. Não conhece fronteiras e estende-se até aos inimigos.
Intercessionis oratio in petitione consistit pro aliis. Limites non cognoscit et usque ad inimicos extenditur.
§ 2648
Toda a alegria e todo o sofrimento, todo o acontecimento e toda a necessidade podem ser matéria da acção de graças, a qual, participando na de Cristo, deve encher a vida toda: «Dai graças em todas as circunstâncias» (1 Ts 5, 18).
Quodlibet gaudium et quilibet dolor, quilibet eventus et quaelibet necessitas possunt materiam esse actionis gratiarum, quae illam Christi participans, totam implere debet vitam: « In omnibus gratias agite » (1 Thess 5,18).
§ 2649
A oração de louvor, totalmente desinteressada, dirige-se a Deus: canta-O por Si próprio, glorifica-O, não tanto pelo que Ele faz, mas sobretudo porque ELE É.
Oratio laudis, prorsus gratuita, fertur in Deum; Ei canit propter Se Ipsum, Eidem gloriam reddit, non ob id quod Ipse facit, sed quia IPSE EST. (102) Cf Io 14,26. (103) Cf Lc 24,27.44. (104) Cf Eph 1,3-14; 2 Cor 1,3-7; 1 Pe 1,3-9. (105) Cf 2 Cor 13,13; Rom 15,5-6.13; Eph 6,23-24.(106) Cf Ps 95,1-6.(107) Cf Ps 24,9-10.(108) Sanctus Augustinus, Enarratio in Psalmum 62, 16: CCL 39, 804 (PL 36, 758).(109) Cf Rom 15,30; Col 4,12. (110) Cf 1 Io 1,7–2,2. (111) Cf Mt 6,10.33; Lc 11,2.13. (112) Cf Act 6,6; 13,3. (113) Cf Rom 10,1; Eph 1,16-23; Phil 1,9-11; Col 1,3-6; 4,3-4.12. (114) Cf Io 14,13. (115) Cf Iac 1,5-8. (116) Cf Eph 5,20; Phil 4,6-7; Col 3,16-17; 1 Thess 5,17-18.(117) Cf Rom 8,34; 1 Io 2,1; 1 Tim 2,5-8. (118) Cf Sanctus Stephanus pro suis orans tortoribus sicut Iesus: cf Act 7,60; Lc 23,28.34. (119) Cf Act 12,5; 20,36; 21,5; 2 Cor 9,14. (120) Cf Eph 6,18-20; Col 4,3-4; 1 Thess 5,25. (121) Cf 2 Thess 1,11; Col 1,3; Phil 1,3-4. (122) Cf Rom 12,14. (123) Cf Rom 10,1. (124) Cf Rom 8,16. (125) Cf Act 2,47. (126) Cf Act 3,9. (127) Cf Act 4,21. (128) Cf Col 3,16. (129) Cf Phil 2,6-11; Col 1,15-20; Eph 5,14; 1 Tim 3,16; 6,15-16; 2 Tim 2,11-13. (130) Cf Eph 1,3-14; 3,20-21; Rom 16,25-27; Ids 24-25.(131) Cf Apc 4,8-11; 5,9-14; 7,10-12. (132) Cf Apc 6,10. (133) Cf Apc 18,24. (134) Cf Apc 19,1-8. (135) Cf Iac 1,17. (136) Cf Mal 1,11.
§ 2650
A oração não se reduz ao brotar espontâneo dum impulso interior: para orar, é preciso querer. Tão-pouco basta saber o que a Escritura revela sobre a oração: é preciso também aprender a rezar. Ora, é através duma transmissão viva (a Tradição sagrada), que o Espírito Santo, na «Igreja crente e orante» (1), ensina os filhos de Deus a orar.
Oratio ad ortum spontaneum interioris impulsus non reducitur: ad orandum, oportet id velle. Scire non sufficit quod Scriptura de oratione revelat: discere oportet etiam orare. Nunc vero, Spiritus Sanctus, per transmissionem vivam (sanctam Traditionem), Dei filios in credenti et oranti Ecclesia 137 orare docet.
§ 2651
A tradição da oração cristã é uma das formas de crescimento da Tradição da fé, particularmente pela contemplação e pelo estudo dos crentes, que guardam no seu coração os acontecimentos e as palavras da economia da salvação, e pela penetração profunda das realidades espirituais que eles experimentam (2).
Orationis christianae traditio quaedam e formis est incrementi Traditionis fidei, praesertim contemplatione et studio credentium qui eventus et verba Oeconomiae salutis in corde conservant suo, atque profunda penetratione realitatum spiritualium quas experiuntur. 138(137) Cf Concilium Vaticanum II, Const. dogm. Dei Verbum, 8: AAS 58 (1966) 821.(138) Cf Concilium Vaticanum II, Const. dogm. Dei Verbum, 8: AAS 58 (1966) 821.
§ 2652
O Espírito Santo é a «água viva» que, no coração orante, «jorra para a vida eterna» (3). É Ele quem nos ensina a recolhê-la na própria Fonte: Jesus Cristo. Ora, há na vida cristã mananciais onde Cristo nos espera para nos dar a beber o Espírito Santo.
Spiritus Sanctus est « aqua viva » quae, in corde orantis, « salit in vitam aeternam ». 139 Idem nos docet eam accipere in ipso fonte: Christo. In vita autem christiana, fontis habentur canales, in quibus Christus nos exspectat ut nos Spiritu Sancto adaquet:Verbum Dei
§ 2653
A Igreja «exorta com ardor e insistência todos os fiéis [...] a que aprendam "a sublime ciência de Jesus Cristo" (Fl 3, 8) pela leitura frequente das divinas Escrituras [...]. Lembrem-se, porém, de que a leitura da Sagrada Escritura deve ser acompanhada de oração, para que seja possível o diálogo entre Deus e o homem, porque "a Ele falamos, quando rezamos, a Ele ouvimos, quando lemos os divinos oráculos"» (4).
Ecclesia « christifideles omnes [...] vehementer peculiariterque exhortatur, ut frequenti divinarum Scripturarum lectione "eminentem scientiam Iesu Christi" (Phil 3,8) ediscant [...]. Meminerint autem orationem concomitari debere sacrae Scripturae lectionem, ut fiat colloquium inter Deum et hominem; nam "Illum alloquimur, cum oramus; Illum audimus, cum divina legimus oracula" ». 140
§ 2654
Os Padres espirituais, parafraseando Mt 7, 7, resumem assim as disposições do coração, alimentado pela Palavra de Deus na oração: «Procurai na leitura e achareis na meditação; batei à porta na oração e ela abrir-se-vos-á na contemplação» (5).
Patres spirituales, paraphrasi Mt 7,7 interpretantes, sic cordis a Verbo Dei in oratione enutriti compendiant dispositiones: « Quaerite legendo, et invenietis meditando: pulsate orando, et aperietur vobis contemplando ». 141Liturgia Ecclesiae
§ 2655
A missão de Cristo e do Espírito Santo que, na liturgia sacramental da Igreja anuncia, actualiza e comunica o mistério da salvação, prossegue no coração de quem ora. Os Padres espirituais comparam, por vezes, o coração a um altar. A oração interioriza e assimila a liturgia, durante e depois da sua celebração. Mesmo quando vivida «no segredo» (Mt 6, 6), a oração é sempre oração da Igreja; é comunhão com a Santíssima Trindade (6).
Missio Christi et Spiritus Sancti, qui, in sacramentali Ecclesiae liturgia, salutis mysterium annuntiat, efficit actuale et communicat, in corde prosequitur oranti. Patres spirituales quandoque cor altari comparant. Oratio liturgiam reddit interiorem et sibi propriam, eius perdurante celebratione et post eius celebrationem. Oratio, etiam cum in vitam ducitur « in abscondito » (Mt 6,6), semper est Ecclesiae oratio, eadem communio est cum Sanctissima Trinitate. 142Virtutes theologales
§ 2656
Entra-se na oração como se entra na liturgia: pela porta estreita da fé. Através dos sinais da sua presença, é a face do Senhor que nós buscamos e desejamos, é a sua Palavra que nós queremos escutar e guardar.
Ingressus fit in orationem sicut in liturgiam: per portam angustam fidei. Vultum Domini, per Eius praesentiae signa, quaerimus et exoptamus, Eius verbum audire volumus et custodire.
§ 2657
O Espírito Santo, que nos ensina a celebrar a liturgia na expectativa do regresso de Cristo, educa-nos para orar na esperança. E vice-versa, a oração da Igreja e a prece pessoal nutrem em nós a esperança. Particularmente os salmos, com a sua linguagem concreta e variada, ensinam-nos a fixar em Deus a nossa esperança: «Esperei no Senhor com toda a confiança, e Ele atendeu-me. Ouviu o meu clamor» (Sl 40, 2). «Que o Deus da esperança vos encha de toda a alegria e paz na fé, para que transbordeis de esperança pela força do Espírito Santo» (Rm 15, 13).
Spiritus Sanctus, qui nos liturgiam celebrare docet in exspectatione reditus Christi, nos instituit ut in spe oremus. Vicissim, oratio Ecclesiae et oratio personalis nostram alunt spem. Psalmi omnino peculiariter, suo sermone concreto et vario, nos docent in Deo spem nostram defigere: « Exspectans exspectavi Dominum, et intendit mihi » (Ps 40,2). « Deus autem spei repleat vos omni gaudio et pace in credendo, ut abundetis in spe in virtute Spiritus Sancti » (Rom 15,13).
§ 2658
«A esperança não engana, porque o amor de Deus foi derramado nos nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado» (Rm 5, 5). A oração, formada pela vida litúrgica, vai haurir tudo no amor com que fomos amados em Cristo e que nos dá a graça de Lhe corresponder, amando como Ele amou. O amor é a fonte da oração; quem bebe dessa fonte atinge os cumes da oração:
«Eu Vos amo, ó meu Deus, e o meu único desejo é amar-Vos até ao último suspiro da minha vida. Amo-Vos, ó meu Deus infinitamente amável, e antes quero morrer a amar-Vos do que viver sem Vos amar. Amo-Vos, Senhor, e a única graça que Vos peço é a de Vos amar eternamente [...] Meu Deus: Se a minha língua não pode dizer a todo o momento que Vos amo, quero que o meu coração o repita tantas vezes quantas eu respiro» (7).
« Spes autem non confundit, quia caritas Dei diffusa est in cordibus nostris per Spiritum Sanctum, qui datus est nobis » (Rom 5,5). Oratio, formata a vita liturgica, omnia haurit in amore quo in Christo diligimur et qui nobis concedit ut Eidem respondeamus diligendo sicut nos Ipse dilexit. Amor unus est orationis fons: qui ab eo haurit, orationis culmen attingit:
« Ego Te diligo, Deus meus, et meum unicum desiderium est Te usque ad extremum vitae meae halitum diligere. Te diligo, Deus infinite amabilis, et malo mori Te diligendo, quam vivere quin Te diligam. Te diligo, Domine, et sola gratia, quam a Te postulo, est Te aeterne diligere. [...] Deus meus, etsi lingua mea singulis momentis nequit dicere, me Te amare, volo ut cor meum Tibi id repetat quoties respiro ». 143
§ 2659
Aprendemos a orar em certos momentos, escutando a Palavra do Senhor e participando no seu mistério pascal. Mas a cada momento, nos acontecimentos de cada dia, o seu Espírito é-nos oferecido para fazer brotar a oração. O ensinamento de Jesus sobre a oração ao nosso Pai está na mesma linha que o ensino sobre a providência (8): o tempo está nas mãos do Pai; é no presente que nós O encontramos; não ontem nem amanhã, mas hoje: – «Quem dera ouvísseis hoje a sua voz; não endureçais os vossos corações» (Sl 95, 7-8).
Quibusdam momentis orare discimus Domini Verbum audiendo et Eius Paschale participando mysterium, sed semper, in uniuscuiusque diei eventibus, Eius Spiritus nobis offertur qui efficiat ut oriatur oratio. Iesu doctrina de oratione ad nostrum Patrem in eadem habetur linea ac illa de providentia: 144 tempus in manibus est Patris; in praesenti Illum invenimus, neque heri neque cras, sed hodie: « Utinam hodie vocem Eius audiatis: Nolite obdurare corda vestra » (Ps 95,8).
§ 2660
Orar nos acontecimentos de cada dia e de cada instante é um dos segredos do Reino, revelados aos «pequeninos», aos servos de Cristo, aos pobres das bem-aventuranças. É justo e bom orar para que a vinda do Reino da justiça e da paz influencie a marcha da história; mas também é importante levedar pela oração a massa das humildes situações quotidianas. Todas as formas de oração podem ser esse fermento a que o Senhor compara o Reino (9).Resumindo:
In uniuscuiusque diei et uniuscuiusque momenti eventibus orare unum est ex Regni secretis quae revelata sunt « parvulis », Christi servis, pauperibus beatitudinum. Iustum et bonum est orare ut Adventus Regni iustitiae et pacis influxum exerceat in historiae progressu, sed magni momenti etiam est massam humilium quotidianarum condicionum oratione subigere. Omnes orationis formae illud possunt esse fermentum cui Dominus Regnum comparavit. 145Compendium
§ 2661
É por meio duma transmissão viva, pela Tradição, que, na Igreja, o Espírito Santo ensina os filhos de Deus a orar.
Per viventem transmissionem, per Traditionem, Spiritus Sanctus filios Dei, in Ecclesia, docet orare.
§ 2662
A Palavra de Deus, a liturgia da Igreja, as virtudes da fé, da esperança e da caridade são fontes da oração.
Dei Verbum, Ecclesiae liturgia, fidei, spei et caritatis virtutes fontes sunt orationis. (139) Cf Io 4,14.(140) Concilium Vaticanum II, Const. dogm. Dei Verbum, 25: AAS 58 (1966) 829; cf Sanctus Ambrosius, De officiis ministrorum, 1, 88: ed. N. Testard (Paris 1984) p. 138 (PL 16, 50). (141) Guigo II Cartusiensis, Scala claustralium, 2, 2: PL 184, 476. Haec tamen verba non accipiuntur in textu editionis criticae SC 163, 84; vide ibi apparatum criticum. (142) Cf Institutio generalis de liturgia Horarum, 9: Liturgia Horarum, editio typica, v. 1 (Typis Polyglottis Vaticanis 1973) p. 25. (143) Sanctus Ioannes Maria Vianney, Oratio, apud B. Nodet, Le Curé d'Ars. Sa pensée-son coeur (Le Puy 1966) p. 45. (144) Cf Mt 6,11.34. (145) Cf Lc 13,20-21.
§ 2663
Na tradição viva da oração, cada Igreja propõe aos seus fiéis, segundo o contexto histórico, social e cultural, a linguagem da sua oração: palavras, melodias, gestos e iconografia. Compete ao Magistério(10) ajuizar sobre a fidelidade destes caminhos de oração à Tradição da fé apostólica. E aos pastores e catequistas incumbe a tarefa de explicar o seu sentido, sempre com referência a Jesus Cristo.
In orationis viventi traditione, unaquaeque Ecclesia suis fidelibus, secundum historicum, socialem et culturalem contextum, eorum orationis proponit sermonem: verba, melodias, gestus, iconographiam. Ad Magisterium pertinet 146 harum orationis viarum discernere fidelitatem ad fidei apostolicae Traditionem, atque Pastorum et catechistarum est explicare earum sensum, qui semper ad Iesum Christum refertur.Oratio ad Patrem
§ 2664
Não há outro caminho para a oração cristã senão Cristo. Seja comunitária ou pessoal, seja vocal ou interior, a nossa oração só tem acesso ao Pai se rezarmos «em nome» de Jesus. A santa humanidade de Jesus é, pois, o caminho pelo qual o Espírito Santo nos ensina a orar a Deus nosso Pai.
Nulla alia orationis christianae est via quam Christus. Sive oratio nostra communitaria est sive personalis, vocalis, vel interior, accessus ad Patrem non habetur nisi « in nomine » Iesu oremus. Sancta Iesu humanitas est igitur via per quam Spiritus Sanctus nos docet Deum orare Patrem nostrum. Oratio ad Iesum
§ 2665
A oração da Igreja, alimentada pela Palavra de Deus e pela celebração da liturgia, ensina-nos a orar ao Senhor Jesus. Mesmo sendo dirigida sobretudo ao Pai, ela inclui, em todas as tradições litúrgicas, formas de oração dirigidas a Cristo. Certos salmos, segundo a sua actualização na oração da Igreja, e o Novo Testamento, colocam nos nossos lábios e gravam nos nossos corações as invocações desta oração a Cristo: Filho de Deus, Verbo de Deus, Senhor, Salvador, Cordeiro de Deus, Rei, Filho muito amado, Filho da Virgem, Bom Pastor, nossa Vida, nossa Luz, nossa Esperança, nossa Ressurreição, Amigo dos homens...
Ecclesiae oratio, Verbo Dei et celebratione liturgiae nutrita, nos docet Dominum Iesum orare. Etiamsi eadem praesertim ad Patrem dirigatur, in omnibus traditionibus liturgicis formas implicat orationis ad Christum directas. Quidam psalmi, secundum eorum ad praesentes rerum condiciones accommodationem in oratione Ecclesiae, et Novum Testamentum in labiis nostris collocant et in cordibus inscribunt nostris invocationes huius orationis ad Christum: Fili Dei, Verbum Dei, Domine, Salvator, Agnus Dei, Rex, Fili dilecte, Fili Virginis, bone Pastor, Vita nostra, Lumen nostrum, Spes nostra, Resurrectio nostra, hominum Amice...
§ 2666
Mas o nome que tudo encerra é o que o Filho de Deus recebe na sua encarnação: JESUS. O nome divino é indizível para lábios humanos mas, ao assumir a nossa humanidade, o Verbo de Deus comunica-no-lo e nós podemos invocá-lo: «Jesus», « YHWH salva» (12). O nome de Jesus contém tudo: Deus e o homem e toda a economia da criação e da salvação. Rezar «Jesus» é invocá-Lo, chamá-Lo a nós. O seu nome é o único que contém a presença que significa. Jesus é o Ressuscitado, e todo aquele que invocar o seu nome, acolhe o Filho de Deus que o amou e por ele Se entregou (13).
Sed Nomen, quod totum continet, est illud quod Filius Dei in Sua recipit Incarnatione: IESUS. Nomen divinum nostris humanis labiis est ineffabile, 147 sed Verbum Dei, nostram assumens humanitatem, illud nobis tradit atque illud possumus invocare: « Iesus », « YHWH salvat ». 148 Nomen Iesu totum continet: Deum et hominem atque totam creationis et salutis Oeconomiam. « Iesum » orare est Illum invocare, Illum in nobis appellare. Eius Nomen unum est quod continet praesentiam quam significat. Iesus est resuscitatus, et quicumque Eius invocat Nomen, Dei accipit Filium qui eum amavit et Se tradidit pro eo. 149
§ 2667
Esta invocação de fé tão simples foi desenvolvida na tradição da oração sob as mais variadas formas, tanto no Oriente como no Ocidente. A formulação mais habitual, transmitida pelos espirituais do Sinai, da Síria e de Athos, é a invocação: «Jesus, Cristo, Filho de Deus, Senhor, tende piedade de nós, pecadores!». Ela conjuga o hino cristológico de Fl 2, 6-11 com a invocação do publicano e dos mendigos da luz (14). Por ela, o coração sintoniza com a miséria dos homens e com a misericórdia do seu Salvador.
Haec fidei invocatio, prorsus simplex, in orationis traditione, pluribus formis in Oriente et in Occidente, est explicata. Formula maxime frequens, a spiritualibus montis Sinai, Syriae et montis Athi tradita, est invocatio: « Iesu, Christe, Fili Dei, Domine, miserere nobis, peccatoribus! ». Ipsa hymnum coniungit christologicum Phil 2,6-11 cum appellatione publicani atque mendicantium lumen. 150 Per eamdem, cor componitur cum miseria hominum et misericordia eorum Salvatoris.
§ 2668
A invocação do santo Nome de Jesus é o caminho mais simples da oração contínua. Muitas vezes repetida por um coração humildemente atento, não se dispersa num «mar de palavras» (Mt 6, 7), mas «guarda a Palavra e produz fruto pela constância» (15). E é possível «em todo o tempo», porque não constitui uma ocupação a par de outra, mas é a ocupação única, a de amar a Deus, que anima e transfigura toda a acção em Cristo Jesus.
Sancti Nominis Iesu invocatio via est continuae orationis omnium simplicissima. Eadem, corde humiliter attento saepe iterata, « in multiloquio » (Mt 6,7) non dispergitur, sed « Verbum retinet et fructum affert in constantia ». 151 Haec est « semper » possibilis, quia occupatio quaedam iuxta aliam non est, sed unica occupatio, illa nempe amandi Deum, quae omnem actionem in Christo Iesu animat et transfigurat.
§ 2669
A oração da Igreja venera e honra o Coração de Jesus, tal como invoca o seu santíssimo Nome. Adora o Verbo encarnado e o seu Coração que, por amor dos homens, Se deixou trespassar pelos nossos pecados. A oração cristã gosta de percorrer o caminho da cruz (Via-Sacra) no seguimento do Salvador. As estações, do Pretório ao Gólgota e ao túmulo, assinalam o caminho de Jesus que, pela sua santa cruz, remiu o mundo.
Ecclesiae oratio cor Iesu veneratur et honorat, sicut Eius sanctissimum invocat Nomen. Verbum Incarnatum Eiusque adorat cor quod amore hominum ob nostra peccata transfigi permisit. Orationi christianae placet viam crucis post Salvatorem sequi. Stationes a Pretorio ad Golgotha atque ad Sepulcrum iter efferunt Iesu qui mundum Sua sancta redemit cruce.« Veni, Sancte Spiritus »
§ 2670
«Ninguém pode dizer "Jesus é o Senhor", a não ser pela acção do Espírito Santo» (1 Cor 12, 3). Todas as vezes que começamos a orar a Jesus, é o Espírito Santo que, pela sua graça preveniente, nos atrai para o caminho da oração. Uma vez que Ele nos ensina a orar lembrando-nos Cristo, como orar-Lhe a Ele próprio? A Igreja convida-nos, pois, a implorar cada dia o Espírito Santo, especialmente no princípio e no fim de qualquer acto importante.
«Se o Espírito Santo não deve ser adorado, como é que Ele me diviniza pelo Baptismo? E se deve ser adorado, não há-de ser objecto dum culto particular?» (16).
« Nemo potest dicere: "Dominus Iesus", nisi in Spiritu Sancto » (1 Cor 12,3). Quotiescumque Iesum orare incipimus, Spiritus Sanctus, Sua praevenienti gratia, nos ad viam orationis trahit. Cum Is nos orare doceat, nobis Christum in memoriam revocans, quomodo Eum Ipsum non oremus? Hac de causa, Ecclesia nos invitat singulis diebus Spiritum Sanctum implorare, praesertim initio et fine omnis actionis magni momenti.
« Si enim Spiritus Sanctus adorandus non est, quomodo me deificat per Baptismum? Si autem adorandus, an non venerandus? ». 152
§ 2671
A forma tradicional de pedir o Espírito é invocar o Pai, por Cristo, nosso Senhor, para que nos dê o Espírito Consolador (17). Jesus insiste nesta petição em seu nome no próprio momento em que promete o dom do Espírito de verdade (18). Mas também é tradicional a oração mais simples e mais directa: «Vinde, Espírito Santo». Cada tradição litúrgica desenvolveu-a em antífonas e hinos:
«Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos Vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor» (19).
Traditionalis forma petitionis Spiritus est Patrem per Christum Dominum nostrum invocare ut nobis Spiritum Consolatorem concedat. 153 Iesus de hac petitione in Eius nomine tunc praecise instat, cum Ipse donum promittit Spiritus veritatis. 154 Sed oratio simplicissima et directissima est etiam traditionalis: « Veni, Sancte Spiritus », et singulae traditiones liturgicae in antiphonis et hymnis eam explicaverunt:
« Veni, Sancte Spiritus, reple Tuorum corda fidelium, et Tui amoris in eis ignem accende ». 155
« Rex coelestis, Consolator, Spiritus veritatis, ubique praesens et omnia replens, bonorum thesaure et vitae subministrator, veni, habita in nobis, purifica nos ab omni macula et salva animas nostras, Tu qui bonus es! ». 156
§ 2672
O Espírito Santo, cuja unção impregna todo o nosso ser, é o mestre interior da oração cristã. É o artífice da tradição viva da oração. Há, é certo, tantos caminhos na oração como orantes; mas é o mesmo Espírito que age em todos e com todos. É na comunhão do Espírito Santo que a oração cristã é oração na Igreja.
Spiritus Sanctus, cuius unctio nosmetipsos imbuit totos, interior est orationis christianae Magister. Ipse est artifex viventis traditionis orationis. Utique tot sunt in oratione viae quot orantes, sed Idem Spiritus agit in omnibus et cum omnibus. In Spiritus Sancti communione, oratio christiana est oratio in Ecclesia.In communione cum sancta Dei Genetrice
§ 2673
Na oração, o Espírito Santo une-nos à pessoa do Filho Único, na sua humanidade glorificada. É por ela e nela que a nossa oração filial comunga, na Igreja, com a Mãe de Jesus (21).
In oratione, Spiritus Sanctus nos cum Filii unici coniungit Persona in Eius humanitate glorificata. Per ipsam et in ipsa, nostra oratio filialis cum Matre Iesu communicat in Ecclesia. 157
§ 2674
Desde o consentimento prestado na fé à Anunciação e mantido sem hesitação ao pé da cruz, a maternidade de Maria estende-se aos irmãos e irmãs do seu Filho ainda peregrinos e que caminham entre perigos e angústias (22). Jesus, o único mediador, é o caminho da nossa oração; Maria, sua Mãe e nossa Mãe, é pura transparência dele: Ela «mostra o caminho» («Hodêghêtria»), é «o sinal» do caminho, segundo a iconografia tradicional no Oriente e no Ocidente.
Post consensum Annuntiationi in fide praestitum et sine haesitatione iuxta crucem sustentum, maternitas Mariae exinde extenditur ad eius Filii fratres et sorores adhuc peregrinantes necnon in periculis et angustiis versantes. 158 Iesus, unus mediator, est nostrae orationis via; Maria, Mater Eius Materque nostra, omnino translucens Eius imaginem reddit: ipsa « ostendit viam » (Hodêghêtria), eius est « Signum », secundum iconographiam in Oriente et in Occidente traditionalem.
§ 2675
Foi a partir desta singular cooperação de Maria com a acção do Espírito Santo que as Igrejas cultivaram a oração à santa Mãe de Deus, centrando-a na pessoa de Cristo manifestada nos seus mistérios. Nos inúmeros hinos e antífonas em que esta oração se exprime, alternam habitualmente dois movimentos: um «magnifica» o Senhor pelas «maravilhas» que fez pela sua humilde serva e, através d'Ela, por todos os seres humanos (23); o outro confia à Mãe de Jesus as súplicas e louvores dos filhos de Deus, pois Ela agora conhece a humanidade que n'Ela foi desposada pelo Filho de Deus.
Inde ab hac singulari Mariae cooperatione actioni Spiritus Sancti, Ecclesiae ad sanctam Matrem Dei excoluerunt orationem, eam ad Personam Christi, in Eius mysteriis manifestatam, dirigentes quasi ad centrum. In innumeris hymnis et antiphonis, quibus haec exprimitur oratio, duo motus plerumque alternis vicibus succedunt: alter « magnificat » Dominum propter « magna » quae Suae humili fecit ancillae et, per eam, omnibus hominibus; 159 alter Matri Iesu supplicationes concredit et laudes filiorum Dei, propterea quod illa nunc cognoscit humanitatem quam in illa Filius Dei ut sponsam Sibi coniunxit.
§ 2676
Este duplo movimento de oração a Maria encontrou uma expressão privilegiada na oração da «Ave-Maria»:«Ave, Maria (alegrai-vos, Maria)». A saudação do anjo Gabriel abre esta oração. É o próprio Deus que, por intermédio do seu anjo, saúda Maria. A nossa oração ousa retomar a saudação a Maria com o olhar que Deus pôs na sua humilde serva (24), alegrando-nos com a alegria que Ele n'Ela encontra (25). «Cheia de graça, o Senhor é convosco». As duas palavras da saudação do anjo esclarecem-se mutuamente. Maria é cheia de graça, porque o Senhor está com Ela. A graça de que Ela é cumulada é a presença d'Aquele que é a fonte de toda a graça. «Solta brados de alegria [...] filha de Jerusalém [...]; o Senhor teu Deus está no meio de ti» (Sf 3, 14. 17a). Maria, em quem o próprio Senhor vem habitar, é em pessoa a filha de Sião, a arca da aliança, o lugar onde reside a glória do Senhor: é «a morada de Deus com os homens» (Ap 21, 3). «Cheia de graça», Ela dá-se toda Aquele que n'Ela vem habitar e que Ela vai dar ao mundo.«Bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus». Depois da saudação do anjo, fazemos nossa a de Isabel. «Cheia [...] do Espírito Santo» (Lc 1, 41), Isabel é a primeira, na longa sequência das gerações, a declarar Maria bem-aventurada (26): «Feliz d'Aquela que acreditou...» (Lc 1, 45); Maria é «bendita entre as mulheres», porque acreditou no cumprimento da Palavra do Senhor. Abraão, pela sua fé, tornou-se uma bênção «para todas as nações da terra» (Gn 12, 3). Pela sua fé, Maria tornou-se a mãe dos crentes, graças a quem todas as nações da terra recebem Aquele que é a própria bênção de Deus: Jesus, «fruto bendito do vosso ventre».
Hic duplex motus orationis ad Mariam in oratione « Ave Maria » expressionem invenit singularem:« Ave, Maria (Laetare, Maria) ». Gabrielis Angeli salutatio orationem aperit « Ave ». Deus Ipse, per Angelum Suum, Mariam salutat. Oratio nostra audet Mariae salutationem iterum sumere eo intuitu quo Deus Suam humilem respexit ancillam, 160 et laetari de gaudio quod Ipse in ea invenit. 161« Gratia plena, Dominus tecum »: Duae sententiae salutationis Angeli sese mutuo illustrant. Maria est gratia plena quia Dominus est cum ea. Gratia, qua ipsa cumulatur, praesentia est Illius qui omnis gratiae est fons. « Laetare [...], filia Ierusalem! [...] Dominus Deus tuus in medio tui » (Soph 3,14.17). Maria, in quam Ipse Dominus venit ut habitet, est ipsamet filia Sion, Foederis Arca, locus in quo Domini gloria commoratur: ipsa est « tabernaculum Dei cum hominibus » (Apc 21,3). « Gratia plena », ipsa est tota donata Ei, qui venit ut in ea habitet, et quem ipsa mundo est datura.« Benedicta tu in mulieribus et benedictus fructus ventris tui, Iesus ». Post salutationem Angeli, illam Elisabeth nostram facimus. « Repleta [...] Spiritu Sancto » (Lc 1,41), Elisabeth prima est in longa serie generationum quae Mariam beatam declarant: 162 « Beata, quae credidit... » (Lc 1,45); Maria est « benedicta [...] in mulieribus », quia in verbi Domini credidit adimpletionem. Abraham, sua fide, effectus est ille in quo « benedicentur universae cognationes terrae » (Gn 12,3). Sua fide, Maria effecta est credentium Mater propter quam omnes terrae nationes accipiunt Illum qui est ipsa Dei benedictio: « benedictus fructus ventris tui, Iesus ».
§ 2677
«Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós...». Com Isabel, também nós ficamos maravilhados: «E de onde me é dado que venha ter comigo a Mãe do meu Senhor?» (Lc 1, 43). Porque nos dá Jesus, seu Filho, Maria é Mãe de Deus e nossa Mãe; podemos confiar-lhe todas as nossas preocupações e pedidos: Ela ora por nós como orou por si própria: «Faça-se em Mim segundo a tua palavra» (Lc 1, 38). Confiando-nos à sua oração, abandonamo-nos com Ela à vontade de Deus: «Seja feita a vossa vontade».«Rogai por nós, pecadores, agora e na hora da nossa morte». Pedindo a Maria que rogue por nós, reconhecemo-nos pobres pecadores e recorremos à «Mãe de misericórdia», à «Santíssima». Confiamo-nos a Ela «agora», no hoje das nossas vidas. E a nossa confiança alarga-se para lhe confiar, desde agora, «a hora da nossa morte». Que Ela esteja então presente como na morte do seu Filho na cruz e que, na hora do nosso passamento, Ela nos acolha como nossa Mãe (27), para nos levar ao seu Filho Jesus, no Paraíso.
« Sancta Maria, Mater Dei, ora pro nobis... ». Miramur cum Elisabeth: « Unde hoc mihi, ut veniat Mater Domini mei ad me? » (Lc 1,43). Maria, propterea quod nobis Iesum Filium suum donat, Mater est Dei et Mater nostra; ei concredere possumus omnes nostras sollicitudines nostrasque petitiones; pro nobis orat, sicut pro se ipsa oravit: « Fiat mihi secundum verbum tuum » (Lc 1,38). Nos eius orationi concredentes, cum ea voluntati Dei nos dedimus: « Fiat voluntas Tua ».« Ora pro nobis, peccatoribus, nunc et in hora mortis nostrae ». Postulantes a Maria ut pro nobis oret, nos pauperes agnoscimus peccatores et nos convertimus ad « Matrem misericordiae », ad totam Sanctam. Nos ei tradimus « nunc », in die hodierna nostrae vitae. Atque nostra fiducia extenditur ut ei dedamus iam nunc « horam mortis nostrae ». Adsit ipsa tunc, sicut morti adfuit Filii sui in cruce, et in hora nostri transitus nos accipiat sicut Mater nostra 163 ut nos ad Filium ducat suum, in paradisum.
§ 2678
A piedade medieval do Ocidente propagou a oração do rosário como substituto popular da Liturgia das Horas. No Oriente, a forma litânica do akáthistos e da paráclêsis ficou mais próxima do ofício coral nas Igrejas bizantinas, ao passo que as tradições arménia, copta e siríaca preferiram os hinos e cânticos populares à Mãe de Deus. Mas, na Ave-Maria, nas theotokía, nos hinos de Santo Efrém ou de São Gregório de Narek, a tradição da oração é fundamentalmente a mesma.
Mediaevalis pietas Occidentis orationem excoluit Rosarii, tamquam popularem orationis Horarum substitutionem. In Oriente, forma litanica, sicut akáthistos et paráclêsis, propinquior permansit officio chorali in Ecclesiis Byzantinis, dum Armena, Copta et Syriaca traditiones, hymnos praetulerunt et cantica popularia in Matrem Dei. Sed Ave Maria, theotokía, hymni sancti Ephraem vel sancti Gregorii a Narek traditionem orationis conservant fundamentaliter eamdem.
§ 2679
Maria é a orante perfeita, figura da Igreja. Quando Lhe oramos, aderimos com Ela ao desígnio do Pai, que envia o seu Filho para salvar todos os homens. Como o discípulo amado, nós acolhemos em nossa casa (28) a Mãe de Jesus que se tornou Mãe de todos os viventes. Podemos orar com Ela e orar-Lhe a Ela. A oração da Igreja é como que sustentada pela oração de Maria. Está-lhe unida na esperança (29).Resumindo:
Maria est mulier orans perfecta, figura Ecclesiae. Cum oramus eam, cum ea consilio Patris adhaeremus, qui Suum mittit Filium ad omnes salvandos homines. Sicut discipulus dilectus, eam accipimus in nostra, 164 Matrem Iesu, Matrem omnium viventium effectam. Orare cum ea eamque possumus orare. Oratio Ecclesiae quasi ab oratione fertur Mariae. Eadem est cum Ipso coniuncta in spe. 165 Compendium
§ 2680
A oração é principalmente dirigida ao Pai. Igualmente se dirige a Jesus, nomeadamente pela invocação do seu santo Nome: «Jesus Cristo, Filho de Deus, Senhor, tende piedade de nós, pecadores!».
Oratio praesertim ad Patrem dirigitur; eadem etiam in Iesum fertur, speciatim per Eius sancti Nominis invocationem: « Iesu, Christe, Fili Dei, Domine, miserere nobis, peccatoribus! ».
§ 2681
«Ninguém pode dizer: "Jesus é o Senhor", a não ser pela acção do Espírito Santo» (1 Cor 12, 3). A Igreja convida-nos a invocar o Espírito Santo como mestre interior da oração cristã.
« Nemo potest dicere: "Dominus Iesus", nisi in Spiritu Sancto » (1 Cor 12,3). Ecclesia nos invitat ad Spiritum Sanctum invocandum tamquam interiorem orationis christianae Magistrum.
§ 2682
Em virtude da sua singular cooperação com a acção do Espírito Santo, a Igreja gosta de orar em comunhão com a Virgem Maria, para enaltecer com Ela as grandes coisas que Deus n'Ela realizou e para Lhe confiar súplicas e louvores.
Ecclesiae libet in communione cum beata Virgine orare propter eius singularem cooperationem cum actione Spiritus Sancti, ad magna magnificanda, quae Deus in ea operatus est, et ad ei supplicationes concredendas et laudes. (146) Cf Concilium Vaticanum II, Const. dogm. Dei Verbum, 10: AAS 58 (1966) 822.(147) Cf Ex 3,14; 33,19-23. (148) Cf Mt 1,21. (149) Cf Rom 10,13; Act 2,21; 3,15-16; Gal 2,20.(150) Cf Lc 18,13; Mc 10,46-52. (151) Cf Lc 8,15. (152) Sanctus Gregorius Nazianzenus, Oratio 31 (theologica 5), 28: SC 250, 332 (PG 36, 165). (153) Cf Lc 11,13. (154) Cf Io 14,17; 15,26; 16,13. (155) In sollemnitate Pentecostes, Antiphona ad « Magnificat » in I Vesperis: Liturgia Horarum, editio typica, v. 2 (Typis Polyglottis Vaticanis 1973) p. 798; cf Sollemnitas Pentecostes, Ad Missam in die, Sequentia: Lectionarium, v. 1, editio typica (Typis Polyglottis Vaticanis 1970) p. 855-856. (156) Officium Horarum Byzantinum, Vespertinum in die Pentecostes, Sticherum 4: Pentêkostárion (Romae 1884) p. 394. (157) Cf Act 1,14. (158) Cf Concilium Vaticanum II, Const. dogm. Lumen gentium, 62: AAS 57 (1965) 63. (159) Cf Lc 1,46-55. (160) Cf Lc 1,48. (161) Cf Soph 3,17. (162) Cf Lc 1,48. (163) Cf Io 19,27. (164) Cf Io 19,27. (165) Cf Concilium Vaticanum II, Const. dogm. Lumen gentium, 68-69:AS 57 (1965) 66-67.
§ 2683
As testemunhas que nos precederam no Reino (30), especialmente aquelas que a Igreja reconhece como «santos», participam na tradição viva da oração pelo exemplo da sua vida, pela transmissão dos seus escritos e pela sua oração actual. Elas contemplam a Deus, louvam-n' O e não cessam de tomar a seu cuidado os que deixaram na terra. Tendo entrado «na alegria» do seu Senhor, foram «estabelecidas à frente de muita coisa» (31). A sua intercessão é o mais alto serviço que prestam ao desígnio de Deus. Podemos e devemos pedir-lhes que intercedam por nós e por todo o mundo.
Testes qui nos praecesserunt in Regno, 166 speciatim illi quos Ecclesia tamquam « sanctos » agnoscit, viventem orationis traditionem communicant, suae vitae exemplo, suorum scriptorum transmissione et sua hodierna oratione. Deum contemplantur, Eum laudant et curam de eorum habere non desinunt quos in terra reliquerunt. Iidem, intrantes « in gaudium » Domini sui, constituti sunt « supra multa ». 167 Eorum intercessio est altissimum eorum servitium consilio Dei. Possumus et debemus orare ut pro nobis intercedant et pro toto mundo.
§ 2684
Na comunhão dos santos desenvolveram-se, ao longo da história das Igrejas diversas espiritualidades. O carisma pessoal duma testemunha do amor de Deus pelos homens pode ter sido transmitido, como o espírito de Elias o foi a Eliseu (32) e a João Baptista (33), para que haja discípulos que partilhem desse espírito (34). Uma espiritualidade está também na confluência doutras correntes, litúrgicas e teológicas, e testemunha a inculturação da fé num determinado meio humano e na respectiva história. As espiritualidades cristãs participam na tradição viva da oração e são guias indispensáveis para os fiéis. Reflectem, na sua rica diversidade, a pura e única luz do Espírito Santo.
«O Espírito é verdadeiramente o lugar dos santos. E o santo é, para o Espírito, um lugar próprio, pois se oferece para habitar com Deus e é chamado seu templo»(35).
In communione sanctorum, decursu historiae Ecclesiarum, diversae excultae sunt spiritualitates. Charisma personale cuiusdam testis amoris Dei erga homines transmitti potuit, sicut « spiritus » Eliae ad Elisaeum 168 et ad Ioannem Baptistam, 169 ut discipuli hunc participarent spiritum. 170 Quaedam spiritualitas est etiam in confluenti aliorum motuum, liturgicorum et theologicorum, et fidei testatur inculturationem in ambitu quodam humano in eiusque historia. Spiritualitates christianae viventem participant traditionem orationis et duces pro fidelibus sunt necessarii. Ipsae reverberant, in sua divite diversitate, purum et unum Spiritus Sancti lumen.
« Spiritus vere locus est sanctorum. Sanctus itidem locus est Spiritui proprius, ac praebet seipsum ut habitet cum Deo, ac templum illius vocatur ». 171
§ 2685
A família cristã é o primeiro lugar da educação para a oração. Fundada no sacramento do Matrimónio, é «a igreja doméstica» na qual os filhos de Deus aprendem a orar «em igreja» e a perseverar na oração. Particularmente para os filhos pequenos, a oração familiar quotidiana é o primeiro testemunho da memória viva da Igreja pacientemente despertada pelo Espírito Santo.
Familia christiana primus est locus educationis ad orationem. Eadem, in Matrimonii fundata sacramento, est « Ecclesia domestica » in qua filii Dei orare discunt « ut Ecclesia » et in oratione perseverare. Pro parvulis praesertim pueris, oratio familiaris quotidiana testis est primus viventis memoriae Ecclesiae, quam patienter Spiritus Sanctus excitat.
§ 2686
Os ministros ordenados são também responsáveis pela formação na oração dos seus irmãos e irmãs em Cristo. Servos do Bom Pastor, são ordenados para guiar o povo de Deus até às fontes vivas da oração: a Palavra de Deus, a Liturgia, a vida teologal, o «hoje» de Deus nas situações concretas (36).
Ministri ordinati sunt etiam responsabiles formationis suorum fratrum et sororum in Christo ad orationem. Illi, boni Pastoris servi, ordinantur ut Dei populum ducant ad vivos orationis fontes: Verbum Dei, liturgiam, vitam theologalem, « Hodie » Dei in concretis condicionibus. 172
§ 2687
Muitos religiosos têm consagrado toda a sua vida à oração. Depois dos anacoretas do deserto do Egipto, eremitas, monges e monjas têm dedicado o seu tempo ao louvor de Deus e à intercessão pelo seu povo. A vida consagrada não se mantém nem se propaga sem a oração; é uma das fontes vivas da contemplação e da vida espiritual na Igreja.
Multi religiosi totam suam vitam consecraverunt orationi. Inde ab Aegypti deserto, eremitae, monachi et moniales suum tempus laudi dederunt Dei et intercessioni pro populo suo. Vita consecrata sine oratione non sustinetur neque propagatur; haec unus est ex vivis fontibus contemplationis et vitae spiritualis in Ecclesia.
§ 2688
A catequese das crianças, dos jovens e dos adultos visa a que a Palavra de Deus seja meditada na oração pessoal, actualizada na oração litúrgica e interiorizada em todo o tempo, para que dê fruto numa vida nova. A catequese é também o momento em que se pode purificar e educar a piedade popular (37). A memorização das orações fundamentais oferece um suporte indispensável à vida de oração, mas é importante que se faça saborear o seu sentido (38).
Puerorum, iuvenum et adultorum catechesis eo spectat ut Verbum Dei meditatione consideretur in oratione personali, ut in oratione liturgica reddatur actuale et ut semper interius fiat ad suum in vita nova ferendum fructum. Catechesis est etiam momentum in quo pietas popularis discerni potest et educari. 173 Orationes fundamentales memoria discere sustentaculum offert necessarium ad orationis vitam, sed magni momenti est efficere ut earum gustetur sensus. 174
§ 2689
Grupos de oração e até «escolas de oração» são hoje um dos sinais e um dos estímulos da renovação da oração na Igreja, na condição de irem beber às fontes autênticas da oração cristã. A preocupação com a comunhão é sinal da verdadeira oração na Igreja.
Orationis coetus, sive « orationis scholae », sunt hodie inter signa et inter media renovationis orationis in Ecclesia, si ad authenticos orationis christianae adaquentur fontes. Cura communionis est verae orationis signum in Ecclesia.
§ 2690
O Espírito Santo concede a certos fiéis dons de sabedoria, de fé e de discernimento, em vista deste bem comum que é a oração (direcção espiritual). Aqueles e aquelas que de tais dons são dotados, são verdadeiros ministros da tradição viva da oração:
É por isso que a alma que quer progredir na perfeição deve, segundo o conselho de São João da Cruz, «olhar em que mãos se põe, porque, qual o mestre, tal será o discípulo, e tal pai, tal filho». E ainda: o guia, «além de sábio e discreto, é mister que seja experimentado» [...]. Se o guia espiritual «não tem experiência do que é puro e verdadeiro espírito, não atinará a encaminhar nele, quando Deus lho dá, nem ainda o poderia entender» (39).
Spiritus Sanctus quibusdam fidelibus donum praebet sapientiae, fidei et discretionis propter bonum commune quod est oratio (directio spiritualis). Illi et illae, qui hoc dono sunt praediti, veri sunt ministri viventis traditionis orationis:
Hac de causa, anima, quae in perfectione progredi vult, debet, secundum sancti Ioannis a Cruce consilium, « perspicere in cuius tradatur manus; quia qualis magister erit, talis erit discipulus, et qualis pater, talis filius ». Et ulterius: opus est ut director « non solum sapiens sit et prudens, sed oportet illum esse expertum; [...] si experientia non habetur de eo quod purus et verus sit spiritus, nesciet in illo animam ducere, cum Deus huic illum dat, neque etiam illum intelliget ». 175
§ 2691
A igreja, casa de Deus, é o lugar próprio da oração litúrgica para a comunidade paroquial. É também o lugar privilegiado para a adoração da presença real de Cristo no Santíssimo Sacramento. A escolha dum lugar favorável não é indiferente para a verdade da oração:
– para a oração pessoal, pode servir um «recanto de oração», com a Sagrada Escritura e ícones (imagens) para aí se estar «no segredo» diante do Pai (40). Numa família cristã, este género de pequeno oratório favorece a oração em comum;
– nas regiões onde existem mosteiros, tais comunidades estão vocacionadas para favorecer a participação dos fiéis na Liturgia das Horas e permitir a solidão necessária para uma oração pessoal mais intensa (41);
– as peregrinações evocam a nossa marcha na terra para o céu. São tradicionalmente tempos fortes duma oração renovada. Os santuários são, para os peregrinos à procura das suas fontes vivas, lugares excepcionais para viver «em Igreja» as formas da oração cristã.
Ecclesia, domus Dei, pro communitate paroeciali, est locus orationis liturgicae proprius. Eadem est etiam locus privilegiatus adorationis praesentiae realis Christi in Sanctissimo Sacramento. Electio loci propitii non est indifferens ad orationis veritatem: — pro oratione personali potest esse « orationis angulus », cum sacra Scriptura et iconibus, ut « in abscondito » simus coram Patre nostro. 176 In familia christiana, hoc parvi oratorii genus orationi favet in communi;— in regionibus in quibus monasteria exsistunt, harum communitatum voca tio est participationi favere orationis Horarum cum fidelibus et permittere solitudinem necessariam ad intensiorem orationem personalem; 177— peregrinationes nostrum in terra ad caelum iter evocant. Traditionaliter intensa sunt tempora ad orationem renovandam. Sanctuaria, pro peregrinis qui suos viventes quaerunt fontes, loca sunt singularia ut ipsi, « tamquam Ecclesia », orationis christianae formas ducant in vitam.
§ 2692
Na sua oração, a Igreja peregrina associa-se à dos santos, cuja intercessão solicita.
Ecclesia peregrinans, in sua oratione, illi sociatur sanctorum, quorum eadem intercessionem flagitat.
§ 2693
As diferentes espiritualidades cristãs participam na tradição viva da oração e são guias preciosos da vida espiritual.
Diversae spiritualitates christianae traditionem viventem participant orationis et duces sunt magni pretii ad vitam spiritualem.
§ 2694
A família cristã é o primeiro lugar da educação para a oração.
Familia christiana primus est locus educationis ad orationem.
§ 2695
Os ministros ordenados, a vida consagrada, a catequese, os grupos de oração, a «direcção espiritual» prestam, na Igreja, ajuda d oração.
Ministri ordinati, vita consecrata, catechesis, orationis coetus, « directio spiritualis » adiutorium ad orationem praestant in Ecclesia.
§ 2696
Os lugares mais favoráveis para a oração são: o oratório pessoal ou familiar, os mosteiros, os santuários de peregrinação e, sobretudo, a igreja, que é o lugar próprio da oração litúrgica para a comunidade paroquial e o lugar privilegiado da adoração eucarística.
Loca ad orationem maxime propitia sunt personale vel familiare oratorium, monasteria, peregrinationis sanctuaria et, praesertim, ecclesia quae pro communitate paroeciali locus orationis liturgicae est proprius et locus privilegiatus adorationis eucharisticae. (166) A A A5 Cf Heb 12,1. (167) Cf Mt 25,21. (168) Cf 2 Reg 2,9. (169) Cf Lc 1,17. (170) Cf Concilium Vaticanum II, Decr. Perfectae caritatis, 2: AAS 58 (1966) 703. (171) Sanctus Basilius Magnus, Liber de Spiritu Sancto, 26, 62: SC 17bis, 472 (PG 32, 184). (172) Cf Concilium Vaticanum II, Decr. Presbyterorum ordinis, 4-6: AAS 58 (1966) 995-1001. (173) Cf Ioannes Paulus II, Adh. ap. Catechesi tradendae, 54: AAS 71 (1979) 1321-1322. (174) Cf Ioannes Paulus II, Adh. ap. Catechesi tradendae, 55: AAS 71 (1979) 1322-1323. (175) Sanctus Ioannes a Cruce, Llama de amor viva, redactio secunda, stropha 3, declaratio, 30: Biblioteca Mística Carmelitana, v. 13 (Burgos 1931) p. 171. (176) Cf Mt 6,6. (177) Cf Concilium Vaticanum II, Decr. Perfectae caritatis, 7: AAS 58 (1966) 705.
§ 2697
A oração é a vida do coração novo. Deve animar-nos a todo o momento. Mas acontece que nos esquecemos d'Aquele que é a nossa vida e o nosso tudo. É por isso que os Padres espirituais, na sequência do Deuteronómio e dos profetas, insistem na oração como «lembrança de Deus», frequente despertador da «memória do coração». «Devemos lembrar-nos de Deus com mais frequência do que respiramos» (1). Mas não se pode orar «em todo o tempo», se não se orar em certos momentos, voluntariamente: são os tempos fortes da oração cristã, em intensidade e duração.
Oratio vita est cordis novi. Eadem nos singulis momentis animare debet. Tamen Illius obliviscimur qui nostra est Vita et nostrum Totum. Hac de causa, Patres spirituales, in Deuteronomii et Prophetarum traditione, de oratione insistunt tamquam de « recordatione Dei », frequenti excitatione « memoriae cordis ». « Dei recordandum saepius quam respirandum ». 178 Sed orare « omni tempore » possibile non est, nisi quibusdam momentis oratio fiat, eam volendo: haec firma sunt tempora orationis christianae in intensitate et diuturnitate.
§ 2698
A Tradição da Igreja propõe aos fiéis ritmos de oração destinados a alimentar a oração contínua. Alguns são quotidianos: a oração da manhã e da noite, antes e depois das refeições, a Liturgia das Horas. O Domingo, centrado na Eucaristia, é santificado principalmente pela oração. O ciclo do ano litúrgico e as suas grandes festas constituem os ritmos fundamentais da vida de oração dos cristãos.
Ecclesiae Traditio fidelibus proponit rhythmos orationis destinatos ad continuam nutriendam orationem. Quidam quotidiani sunt: oratio matutina et vespertina, ante et post prandium, liturgia Horarum. Dominica, cuius centrum est Eucharistia, praecipue oratione sanctificatur. Cyclus anni liturgici eiusque magnae festivitates rhythmi sunt vitae orationis christianorum fundamentales.
§ 2699
O Senhor conduz cada pessoa pelos caminhos e da maneira que Lhe apraz. Por seu turno, cada fiel responde-Lhe conforme a determinação do seu coração e as expressões pessoais da sua oração. No entanto, a tradição cristã conservou três expressões principais da vida de oração: a oração vocal, a meditação e a contemplação. Têm um traço fundamental comum: o recolhimento do coração. Esta atenção em guardar a Palavra e permanecer na presença de Deus faz destas três expressões tempos fortes da vida de oração.
Dominus singulas ducit personas viis et modo quae Ei placent. Unusquisque fidelis Eidem respondet etiam secundum cordis sui determinationem et expressiones personales orationis suae. Tamen traditio christiana tres expressiones vitae orationis retinuit maiores: orationem vocalem, meditationem et orationem contemplativam. Illis lineamentum fundamentale est commune: cordis recollectio. Haec vigilantia ad Verbum custodiendum et ad permanendum in praesentia Dei efficit ut hae tres expressiones fortia sint vitae orationis tempora. (178) Sanctus Gregorius Nazianzenus, Oratio 27 (theologica 1), 4: SC 250, 78 (PG 36, 16).
§ 2700
Pela sua Palavra, Deus fala ao homem. É nas palavras, mentais ou vocais, que a nossa oração toma corpo. Mas o mais importante é a presença do coração Àquele a Quem falamos na oração. «Que a nossa oração seja atendida não depende da quantidade de palavras, mas do fervor das nossas almas» (2).
Deus homini loquitur Verbo Suo. Verbis, mentalibus vel vocalibus, nostra augetur oratio. Sed maximi momenti est cordis praesentia ad Eum cui in oratione loquimur. « Ut exaudiamur non est situm in verborum multitudine, sed in vigilantia mentis ». 179
§ 2701
A oração vocal é um elemento indispensável da vida cristã. Aos discípulos, atraídos pela oração silenciosa do seu mestre, este ensina-lhes uma oração vocal: o «Pai-nosso». Jesus não rezou apenas as orações litúrgicas da sinagoga: os evangelhos mostram-no-Lo a elevar a voz para exprimir a sua oração pessoal, desde a bênção exultante do Pai (3) até à desolação do Getsémani (4).
Vocalis oratio pernecessarium vitae christianae est elementum. Discipulos, oratione silentiosa eorum Magistri attractos, Hic quamdam vocalem docet orationem: Pater noster. Iesus non solum orationibus synagogae liturgicis oravit; Evangelia Eum nobis ostendunt attollentem vocem ad Suam orationem exprimendam personalem, ab exsultanti benedictione Patris 180 usque ad angustiam Gethsemani. 181
§ 2702
A necessidade de associar os sentidos à oração interior corresponde a uma exigência da natureza humana. Nós somos corpo e espírito e experimentamos a necessidade de traduzir exteriormente os nossos sentimentos. Devemos rezar com todo o nosso ser para dar à nossa súplica a maior força possível.
Necessitas sociandi sensus cum oratione interiore cuidam respondet exigentiae nostrae naturae humanae. Corpus sumus et spiritus, et necessitatem externe exprimendi nostras affectiones experimur. Oportet tota nostra natura orare ad totam nostrae supplicationi tribuendam virtutem quae possibilis est.
§ 2703
Esta necessidade corresponde também a uma exigência divina. Deus procura quem O adore em espírito e verdade e, por conseguinte, uma oração que suba viva das profundezas da alma. Mas também quer a expressão exterior que associe o corpo à oração interior, porque ela Lhe presta a homenagem perfeita de tudo a quanto Ele tem direito.
Haec necessitas cuidam exigentiae divinae etiam respondet. Deus quaerit adoratores in Spiritu et in veritate, et consequenter orationem quae viva ex profunditatibus ascendat animae. Externam etiam vult expressionem quae corpus cum oratione societ interiori, quia illa Ei hoc perfectum affert obsequium omnium ad quae Ipse habet ius.
§ 2704
Porque exterior e tão plenamente humana, a oração vocal é, por excelência, a oração das multidões. Mas até a oração mais interior não pode prescindir da oração vocal. A oração torna-se interior na medida em que tomamos consciência d'Aquele «a Quem falamos» (5). Então, a oração vocal torna-se uma primeira forma da contemplação.
Oratio vocalis, quippe quae exterior atque adeo perfecte humana, est per excellentiam oratio turbarum. Sed neque oratio maxime interior orationem vocalem negligere potest. Oratio fit interior quatenus conscientiam adquirimus de Illo « cui loquimur ». 182 Tunc vocalis oratio quidam primus modus fit orationis contemplativae.II. Meditatio
§ 2705
A meditação é sobretudo uma busca. O espírito procura compreender o porquê e o como da vida cristã, para aderir e corresponder ao que o Senhor lhe pede. Exige uma atenção difícil de disciplinar. Habitualmente, recorre-se à ajuda dum livro e os cristãos não têm falta deles: a Sagrada Escritura, em especial o Evangelho, os santos ícones (as imagens), os textos litúrgicos do dia ou do tempo, os escritos dos Padres espirituais, as obras de espiritualidade, o grande livro da criação e o da história, a página do «hoje» de Deus.
Meditatio est praecipue inquisitio. Spiritus intelligere quaerit cur et quomodo sit vita christiana, ut adhaereat et respondeat ad id quod Dominus postulat. Attentio requiritur quae difficulter subigitur. Plerumque adiutorio est quidam liber; tales christianis non desunt: sacra Scriptura, praesertim Evangelium, sanctae icones, liturgici textus diei vel temporis, Patrum spiritualium scripta, spiritualitatis opera, magnus liber creationis et ille historiae, pagina de « Hodie » Dei.
§ 2706
Meditar no que se lê leva a assimilá-lo, confrontando-o consigo mesmo. Abre-se aqui um outro livro: o da vida. Passa-se dos pensamentos à realidade. Segundo a medida da humildade e da fé, descobrem-se nela os movimentos que agitam o coração e é possível discerni-los. Trata-se de praticar a verdade para chegar à luz: «Senhor, que quereis que eu faça?».
Meditari id quod legitur ducit ad id proprium sibi efficiendum, idem secum conferendo. Hic, alius liber aperitur: ille vitae. A cogitationibus ad realitatem fit transitus. In humilitatis et fidei mensura, ibi deteguntur motus, qui cor agitant, et possibile est illos discernere. Agitur de veritate facienda ut ad lumen perveniamus: « Domine, quid me vis facere? ».
§ 2707
Os métodos de meditação são tão diversos como os mestres espirituais. Um cristão deve querer meditar com regularidade; doutro modo, torna-se semelhante aos três primeiros terrenos da parábola do semeador (6). Mas um método não passa de um guia; o importante é avançar, com o Espírito Santo, no caminho único da oração: Cristo Jesus.
Meditationis methodi tot sunt diversae quot magistri spirituales. Christianus debet velle, modo regulari, meditari, ne tribus primis terrenis parabolae seminatoris sit similis. 183 Sed methodus solum dux quidam est; caput est progredi, cum Spiritu Sancto, in una orationis via: Christo Iesu.
§ 2708
A meditação põe em acção o pensamento, a imaginação, a emoção e o desejo. Esta mobilização é necessária para aprofundar as convicções da fé, suscitar a conversão do coração e fortalecer a vontade de seguir a Cristo. A oração cristã dedica-se, de preferência, a meditar nos «mistérios de Cristo», como na « lectio divina» ou no rosário. Esta forma de reflexão orante é de grande valor, mas a oração cristã deve ir mais longe: até ao conhecimento amoroso do Senhor Jesus, até à união com Ele.
Meditatio cogitatione, imaginatione, animi motu et desiderio utitur. Haec convocatio necessaria est ad fidei persuasiones profundius penetrandas, ad cordis conversionem suscitandam et ad roborandam voluntatem sequendi Christum. Oratio christiana praeferenter « mysteriis Christi » meditandis incumbit, sicut in lectione divina et in Rosario. Haec forma considerationis orantis magni pretii est, sed oratio christiana debet ulterius tendere: in cognitionem amoris Iesu, in coniunctionem cum Eo. III. Oratio contemplativa
§ 2709
O que é a contemplação? Responde Santa Teresa: «Outra coisa não é, a meu parecer, oração mental, senão tratar de amizade – estando muitas vezes tratando a sós – com Quem sabemos que nos ama» (7).A contemplação procura «Aquele que o meu coração ama» (Ct 1, 7) (8), que é Jesus, e n'Ele o Pai. Ele é procurado, porque desejá-Lo é sempre o princípio do amor, e é procurado na fé pura, esta fé que nos faz nascer d'Ele e viver n'Ele. Nesta modalidade de oração pode, ainda, meditar-se; todavia, o olhar vai todo para o Senhor.
Quid est oratio contemplativa? Sancta Theresia respondet: « Oratio mentalis, meo iudicio, aliud non est quam de amicitia agere, ita ut quis saepe se habeat solitarie agendo cum Eo a quo scimus amari ». 184 Oratio contemplativa Eum quaerit « quem diligit anima mea » (Ct 1,7). 185 Iesus, et in Eo Pater, quaeritur, quia Eum desiderare initium amoris semper est, et Ipse quaeritur fide pura, hac fide quae efficit ut ex Eo nascamur et in Eo vivamus. Etiam in oratione contemplativa potest quis meditari, intuitus tamen in Dominum fertur.
§ 2710
A escolha do tempo e duração da contemplação depende duma vontade determinada, reveladora dos segredos do coração. Não se faz contemplação quando se tem tempo; ao invés, arranja-se tempo para estar com o Senhor, com a firme determinação de não Lho retirar durante o caminho, sejam quais forem as provações e a aridez do encontro. Não se pode meditar sempre; mas pode-se entrar sempre em contemplação, independentemente das condições de saúde, trabalho ou afectividade. O coração é o lugar da busca e do encontro, na pobreza e na fé.
Electio temporis et diuturnitatis orationis contemplativae a firma pendet voluntate, quae cordis revelat secreta. Oratio contemplativa non fit, cum tempus habetur: tempus sumitur ut simus ad Dominum, cum firma determinatione id Ei, in itineris decursu, non iterum sumendi, quaecumque sint probationes et siccitates occursus. Meditari non semper possibile est, possibile est semper in orationem contemplativam intrare, independenter a valetudinis, laboris vel animi affectionum condicionibus. Cor locus est quaesitionis et occursus, in paupertate et in fide.
§ 2711
A entrada na contemplação é análoga à da liturgia eucarística: «reunir» o coração, recolher todo o nosso ser sob a moção do Espírito Santo, habitar na casa do Senhor que nós somos, despertar a fé para entrar na presença d'Aquele que nos espera, fazer cair as nossas máscaras e voltar o nosso coração para o Senhor que nos ama, de modo a entregarmo-nos a Ele como uma oferenda a purificar e transformar.
In orationem contemplativam ingressus analogus est illi liturgiae eucharisticae: cor « congregare », sub Spiritus Sancti impulsu totum id recolligere, quod sumus, habitare Domini mansionem, quae sumus nos, fidem suscitare ad ingrediendum in praesentiam Illius qui nos exspectat, efficere ut nostrae cadant larvae et cor nostrum revertatur ad Dominum qui nos amat, ut Illi nos concredamus tamquam oblationem purificandam et transformandam.
§ 2712
A contemplação é a oração do filho de Deus, do pecador perdoado que consente em acolher o amor com que é amado e ao qual quer corresponder amando ainda mais (9). Mas ele sabe que o seu amor de correspondência é o que o Espírito Santo derrama no seu coração, porque tudo é graça da parte de Deus. A contemplação é a entrega humilde e pobre à vontade amorosa do Pai, em união cada vez mais profunda com o seu Filho muito amado.
Oratio contemplativa est oratio filii Dei, peccatoris dimissi qui accipere consentit amorem quo amatur et eidem vult respondere magis adhuc amando. 186 Sed ipse scit amorem suum, tamquam restitutionem, illum esse quem Spiritus Sanctus in cor eius effundit, quia omnia gratia sunt ex parte Dei. Oratio contemplativa est humilis et pauper deditio amanti voluntati Patris in unione semper profundiore Eius Filio dilecto.
§ 2713
Assim, a contemplação é a expressão mais simples do mistério da oração. É um dom, uma graça; só pode ser acolhida na humildade e na pobreza. É uma relação de aliança estabelecida por Deus no fundo do nosso ser (10). A contemplação é comunhão: nela, a Santíssima Trindade conforma o homem, imagem de Deus, «à sua semelhança».
Sic oratio contemplativa est expressio simplicissima mysterii orationis. Oratio contemplativa est donum, gratia; accipi nequit nisi in humilitate et paupertate. Oratio contemplativa est relatio Foederis a Deo in imo nostro corde instituti. 187 Oratio contemplativa est communio: Sancta Trinitas in ea hominem, imaginem Dei, conformat « ad similitudinem Suam ».
§ 2714
A contemplação é, também, por excelência, o tempo forte da oração. Nela, o Pai enche-nos de força, pelo Espírito Santo, para que se fortaleça em nós o homem interior, Cristo habite nos nossos corações pela fé e nós sejamos radicados e alicerçados no amor (11).
Oratio contemplativa est etiam orationis firmum tempus per excellentiam. In oratione contemplativa, Pater nos virtute corroborat per Spiritum Suum in interiorem hominem, ut Christus habitet per fidem in cordibus nostris et simus in caritate radicati et fundati. 188
§ 2715
A contemplação é o olhar da fé, fixado em Jesus. «Eu olho para Ele e Ele olha para mim» – dizia, no tempo do seu santo Cura, um camponês d'Ars em oração diante do sacrário (12). Esta atenção a Ele é renúncia ao «eu». O seu olhar purifica o coração. A luz do olhar de Jesus ilumina os olhos do nosso coração; ensina-nos a ver tudo à luz da sua verdade e da sua compaixão para com todos os homens. A contemplação dirige também o seu olhar para os mistérios da vida de Cristo. E assim aprende «o conhecimento íntimo do Senhor» para mais O amar e seguir (13).
Oratio contemplativa est intuitus fidei, in Iesum fixus. « Ego Eum intueor et Ipse me intuetur », tempore sui sancti Parochi aiebat rusticus pagi Ars coram Tabernaculo orans. 189 Haec attentio ad Eum est « mei » abrenuntiatio. Eius intuitus cor purificat. Lumen intuitus Iesu illuminat nostri cordis oculos; idem nos docet omnia videre sub luce veritatis Eius et compassionis Eius erga omnes homines. Oratio contemplativa intuitum suum etiam ducit in mysteria vitae Christi. Sic discit « interiorem cognitionem Domini » ad Ipsum magis amandum et sequendum. 190
§ 2716
A contemplação é escuta da Palavra de Deus. Longe de ser passiva, esta escuta é obediência da fé, acolhimento incondicional do servo e adesão amorosa do filho. Participa do «sim» do Filho que se fez Servo e do «faça-se» da sua humilde serva.
Oratio contemplativa est Verbi Dei auditio. Haec auditio, quin ullo modo sit passiva, oboedientia est fidei, absoluta acceptio servi et amans adhaesio filii. Ipsa illud « Amen » participat Filii effecti Servi illudque « Fiat » Eius humilis ancillae.
§ 2717
A contemplação é silêncio, este «símbolo do mundo que há-de vir» (14) ou «linguagem calada do amor» (15). Na contemplação, as palavras não são discursos, mas acendalhas que alimentam o fogo do amor. É neste silêncio, insuportável para o homem «exterior», que o Pai nos diz o seu Verbo encarnado, sofredor, morto e ressuscitado e que o Espírito filial nos faz participar da oração de Jesus.
Oratio contemplativa est silentium, hoc « symbolum mundi futuri » 191 vel « sermo [...] tacitus amoris ». 192 Verba in oratione contemplativa discursus non sunt, sed ramuli qui amoris alunt ignem. In hoc silentio, quod homini « exteriori » est intolerabile, Pater nobis Suum Verbum dicit incarnatum, patiens, mortuum et resuscitatum, et Spiritus filialis nos orationis Iesu efficit participes.
§ 2718
A contemplação é união à oração de Cristo na medida em que nos faz participar no seu mistério. O mistério de Cristo é celebrado pela Igreja na Eucaristia e o Espírito Santo faz-nos viver dele na contemplação, para que seja manifestado pela caridade em acto.
Oratio contemplativa est cum oratione Christi coniunctio quatenus Eius mysterii facit participare. Mysterium Christi ab Ecclesia celebratur in Eucharistia atque Spiritus Sanctus in oratione contemplativa facit ut ex illo vivamus, ad illud caritate in actu manifestandum.
§ 2719
A contemplação é uma comunhão de amor, portadora de vida para a multidão, na medida em que é consentimento em permanecer na noite da fé. A noite pascal da ressurreição passa pela da agonia e do sepulcro. São estes três tempos fortes da «Hora» de Jesus, que o seu Espírito (e não a «carne», que é «fraca») nos faz viver na oração contemplativa. É preciso consentir em velar uma hora com Ele (16).Resumindo:
Oratio contemplativa est communio amoris vitam multitudini ferentis quatenus est assensus ad permanendum in nocte fidei. Nox Paschalis Resurrectionis transit per illam agoniae et sepulcri. Eius Spiritus (et non « caro » quae « infirma » est) facit ut haec tria tempora fortia Horae Iesu in oratione contemplativa ducamus in vitam. Necesse est assentire ad vigilandum una hora cum Eo. 193 Compendium
§ 2720
A Igreja convida os fiéis para uma oração regular: orações quotidianas, Liturgia das Horas, Eucaristia dominical, festas do ano litúrgico.
Ecclesia fideles ad orationem invitat regularem: orationes quotidianas, liturgiam Horarum, Eucharistiam dominicalem, anni liturgici festivitates.
§ 2721
A tradição cristã compreende três expressões principais da vida de oração: a oração vocal, a meditação e a contemplação. Têm em comum o recolhimento do coração.
Traditio christiana tres maiores includit vitae orationis expressiones: orationem vocalem, meditationem et orationem contemplativam. Cordis recollectionem ut lineamentum habent commune.
§ 2722
A oração vocal, fundada na união do corpo e do espírito na natureza humana, associa o corpo à oração interior do coração, a exemplo de Cristo que orava ao Pai e ensinava o «Pai-nosso» aos seus discípulos.
Oratio vocalis, fundata super corporis et spiritus unione in natura humana, corpus cum interiore cordis sociat oratione, ad exemplum Christi, Eius Patrem orantis et « Pater noster » Suos discipulos docentis.
§ 2723
A meditação é uma busca orante que põe em acção o pensamento, a imaginação, a emoção, o desejo. Tem por finalidade a apropriação crente do tema considerado, confrontado com a realidade da nossa vida.
Meditatio inquisitio est orans quae cogitatione, imaginatione, animi motu, desiderio utitur. Ut scopum habet obiectum consideratum fide proprium reddere, illud cum vitae nostrae realitate conferendo.
§ 2724
A contemplação é a expressão simples do mistério da oração. É um olhar de fé fixo em Jesus, uma escuta da Palavra de Deus, um amor silencioso. Realiza a união com a oração de Cristo, na medida em que nos faz participar no seu mistério.
Oratio contemplativa est simplex mysterii orationis expressio. Fidei est intuitus in Iesum fixus, auditio verbi Dei, amor tacitus. Coniunctionem efficit cum oratione Christi quatenus nos Eius mysterii reddit participes. (179) Sanctus Ioannes Chrysostomus, De Anna, sermo 2, 2: PG 54, 646.(180) Cf Mt 11,25-26.(181) Cf Mc 14,36.(182) Cf Sancta Theresia a Iesu, Camino de perfección, 26: Biblioteca Mística Carmelitana, v. 3 (Burgos 1916) p. 122. (183) Cf Mc 4,4-7.15-19. (184) Sancta Theresia a Iesu, Libro de la vida, 8: Biblioteca Mística Carmelitana, v. 1 (Burgos 1915) p. 57. (185) Cf Ct 3,1-4. (186) Cf Lc 7,36-50; 19,1-10. (187) Cf Ier 31,33. (188) Cf Eph 3,16-17. (189) Cf F. Trochu, Le Curé d'Ars Saint Jean-Marie Vianney (Lyon-Paris 1927) p. 223-224. (190) Cf Sanctus Ignatius de Loyola, Exercitia spiritualia, 104: MHSI 100, 224.(191) Sanctus Isaac Ninivensis, Tractatus mystici, 66: ed. A.J. Wensinck (Amsterdam 1923) p. 315; ed. P. Bedjan (Parisiis-Lipsiae 1909) p. 470. (192) Sanctus Ioannes a Cruce, Carta, 6: Biblioteca Mística Carmelitana, v. 13 (Burgos 1931) p. 262. (193) Cf Mt 26,40-41.
§ 2725
A oração é um dom da graça e uma resposta decidida da nossa parte. Pressupõe sempre um esforço. Os grandes orantes da Antiga Aliança antes de Cristo, bem como a Mãe de Deus e os santos com Ele no-lo ensinam: a oração é um combate. Contra quem? Contra nós mesmos e contra as astúcias do Tentador que tudo faz para desviar o homem da oração e da união com o seu Deus. Reza-se como se vive, porque se vive como se reza. Se não se quiser agir habitualmente segundo o Espírito de Cristo, também não se pode orar habitualmente em seu nome. O «combate espiritual» da vida nova do cristão é inseparável do combate da oração.
Oratio donum est gratiae et firma responsio e parte nostra. Nisum semper praesupponit. Magni orantes Veteris Foederis ante Christum, sicut etiam Mater Dei et sancti cum Eo nos docent: orationem dimicationem esse. Contra quem? Contra nosmetipsos et contra dolos Tentatoris qui omnia molitur ad hominem ab oratione avertendum, ab unione cum Deo eius. Unusquisque orat sicut vivit, quia unusquisque vivit sicut orat. Si quis habitualiter secundum Christi Spiritum agere non vult, neque poterit habitualiter in Eius orare nomine. « Spiritualis dimicatio » novae vitae christiani est ab orationis dimicatione inseparabilis. I. Obiectiones ad orationem
§ 2726
No combate da oração, temos de enfrentar, em nós e à nossa volta, concepções erróneas da oração. Alguns vêem nela uma simples operação psicológica; outros, um esforço de concentração para chegar ao vazio mental; outros ainda, reduzem-na a atitudes e palavras rituais. No inconsciente de muitos cristãos, rezar é uma ocupação incompatível com tudo o que têm de fazer: não têm tempo. Os que procuram a Deus na oração desanimam depressa, porque não sabem que a oração também vem do Espírito Santo e não somente de si próprios.
In orationis dimicatione, obsistere debemus, in nobismetipsis et circa nos, conceptionibus orationis erroneis. Quidam in ea simplicem perspiciunt operationem psychologicam, alii recollectionis nisum ut quis ad vacuum perveniat mentalem. Alii eam in habitus et verba redigunt ritualia. In multorum christianorum inconscio animo, orare est occupatio quae componi nequit cum omnibus quae agere debent: tempore carent. Qui Deum oratione quaerunt, cito deficiunt animo, quia orationem etiam a Spiritu Sancto provenire ignorant et non ab illis solis.
§ 2727
Temos de enfrentar também certas mentalidades «deste mundo» que nos invadem, se não estivermos atentos. Por exemplo: só é verdadeiro o que se pode verificar pela razão e pela ciência (mas orar é um mistério que ultrapassa a nossa consciência e o nosso inconsciente); os valores são a produção e o rendimento (mas a oração é improdutiva, logo inútil); o sensualismo e o conforto são os critérios do verdadeiro, do bem e do belo (mas a oração, «amor da beleza» – philocália – deixa-se encantar pela glória do Deus vivo e verdadeiro); em reacção ao activismo, temos a oração apresentada como fuga do mundo (mas a oração cristã não é uma saída da história nem um divórcio da vida).
Etiam debemus obsistere modis cogitandi « mundi huius »; isti nos penetrant, nisi vigilantes sumus, exempli gratia: id solum esset verum quod ratione et scientia comprobatur (sed oratio mysterium est quod nostram conscientiam nostrumque inconscium superat animum); valores productionis et proventus (oratio productiva non est, ergo est inutilis); sensualismus et commoditates tamquam criteria veri, boni et pulchri (sed oratio, « amor Pulchritudinis » [philocália], a gloria Dei viventis et veri est capta); in reactione contra activismum, ecce oratio tamquam fuga mundi praesentata (sed oratio christiana exitus ab historia non est neque divortium cum vita).
§ 2728
Finalmente, o nosso combate tem de enfrentar aquilo que sentimos como sendo os nossos fracassos na oração: desânimo na aridez, tristeza por não dar tudo ao Senhor, porque temos «muitos bens» decepção por não sermos atendidos segundo a nossa própria vontade, o nosso orgulho ferido que se endurece perante a nossa indignidade de pecadores, alergia à gratuitidade da oração, etc... A conclusão é sempre a mesma: de que serve orar? Para vencer tais obstáculos, é preciso combater com humildade, confiança e perseverança.
Nostra denique dimicatio debet illis obsistere rebus quas tamquam nostros in oratione adversos exitus percipimus: animi defectioni coram nostris siccitatibus, tristitiae propterea quod non omnia Domino dedimus, quia « possessiones multas » habemus, 194 frustrationi quia secundum nostram propriam voluntatem non exaudimur, vulneri nostrae superbiae quae in nostra tamquam peccatores induratur indignitate, falsae perceptioni quoad gratuitatem orationis etc. Conclusio semper est eadem: ad quid orandum? Ad haec vincenda obstacula, oportet humilitate, fiducia et perseverantia dimicare. II. Humilis vigilantia cordisCoram orationis difficultatibus
§ 2729
A dificuldade habitual da nossa oração é a distracção. Pode ter por objecto as palavras e o seu sentido, na oração vocal; mais profundamente, pode incidir sobre Aquele a Quem rezamos, na oração vocal (litúrgica ou pessoal), na meditação e na contemplação. Partir à caça das distracções seria cair nas suas ciladas; basta regressar ao nosso coração: uma distracção revela-nos aquilo a que estamos apegados e esta humilde tomada de consciência diante do Senhor deve despertar o nosso amor preferencial por Ele, oferecendo-Lhe resolutamente o nosso coração para que Ele o purifique. É aí que se situa o combate: na escolha do Senhor a quem servir (18).
Nostrae orationis difficultas habitualis est mentis evagatio. Respicere potest verba et eorum sensum, in oratione vocali; potest profundius respicere Eum quem oramus, in oratione vocali (liturgica vel personali), in meditatione et in oratione contemplativa. Procedere ad mentis evagationes persequendas in earum esset incidere insidias, cum in nostrum redire sufficiat cor: mentis evagatio nobis revelat id cui sumus astricti et haec adquisitio conscientiae humilis coram Deo nostrum amorem debet excitare potiorem erga Eum, Ei nostrum resolute offerentes cor ut illud Ipse purificet. Ibi ponitur dimicatio, electio Domini cui serviendum est. 195
§ 2730
Positivamente, o combate contra o nosso eu, possessivo e dominador, consiste na vigilância, a sobriedade do coração. Quando Jesus insiste na vigilância, esta refere-se sempre a Ele, à sua vinda, no último dia e em cada dia: «hoje». O Esposo chega a meio da noite. A luz que não se deve extinguir é a da fé: «Diz-me o coração: "Procura a sua face"» (Sl 27, 8).
Positive dimicatio contra nostrum possessivum et dominatorem animum est vigilantia, cordis sobrietas. Cum Iesus vigilantiae insistit, eadem ad Eum semper refertur, ad Eius Adventum, ad ultimum diem et ad singulos dies: ad « Hodie ». Sponsus venit media nocte; lux, quae exstingui non debet, est illa fidei: « De Te dixit cor meum: "Exquirite faciem meam" » (Ps 27,8).
§ 2731
Outra dificuldade, especialmente para os que querem rezar com sinceridade, é a aridez. Faz parte da oração em que o coração está seco, sem gosto pelos pensamentos, lembranças e sentimentos, mesmo espirituais. É o momento da fé pura, que se aguenta fielmente ao lado de Jesus na agonia e no sepulcro. «Se o grão de trigo morrer, dará muito fruto» (Jo 12, 24). Se a aridez for devida à falta de raiz, por a Palavra ter caído em terreno pedregoso, o combate entra no campo da conversão (19).
Alia difficultas, speciatim pro illis qui sincere volunt orare, est siccitas. Partem constituit orationis in qua cor est exspoliatum, sine sapore pro cogitationibus, recordationibus et affectibus, etiam spiritualibus. Tunc momentum est fidei purae, quae fideliter cum Iesu permanet in agonia et sepulcro. Granum frumenti, « si [...] mortuum fuerit, multum fructum affert » (Io 12,24). Si siccitas defectui debetur radicis, quia verbum super petram cecidit, dimicatio ad conversionem refertur. 196 Coram tentationibus in oratione
§ 2732
A tentação mais comum e a mais oculta é a nossa falta de fé. Exprime-se menos por uma incredulidade declarada do que por uma preferência de facto. Quando começamos a orar, mil trabalhos e preocupações, julgados urgentes, apresentam-se-nos como prioritários. É mais uma vez o momento da verdade do coração e do seu amor preferencial. Umas vezes, voltamo-nos para o Senhor como nosso último recurso: mas será que acreditamos mesmo n'Ele? Outras vezes, tomamos o Senhor como aliado, mas conservamos o coração cheio de presunção. Em todos os casos, a nossa falta de fé revela que ainda não temos as disposições de um coração humilde: «Sem Mim, nada podereis fazer» (Jo 15, 5).
Tentatio frequentissima, occultissima, est noster fidei defectus. Hic minus in incredulitate manifesta exprimitur quam in praeferentia de facto. Cum orare incipimus, mille labores vel curae, quae urgere aestimantur, sese tamquam primaria exhibent; iterum tunc est momentum veritatis cordis et eius amoris potioris. Interdum ad Dominum vertimur tamquam ad ultimum recursum; at numquid id vere creditur? Interdum Dominum tamquam foedere sociatum sumimus, sed cor adhuc in arrogantia permanet. In omnibus casibus, noster fidei defectus revelat, nos illam humilis cordis nondum habere dispositionem: « Sine me nihil potestis facere » (Io 15,5).
§ 2733
Outra tentação, à qual a presunção abre a porta, é a acédia. Os Padres espirituais entendem por ela uma forma de depressão devida ao relaxamento da ascese, à diminuição da vigilância, à negligência do coração. «O espírito está decidido, mas a carne é fraca» (Mt 26, 41). Quanto de mais alto se cai, mais magoado se fica. O desânimo doloroso é o reverso da presunção. Quem é humilde não se admira da sua miséria; ela leva-o a ter mais confiança e a manter-se firme na constância.
Alia tentatio, cui arrogantia ostium aperit, est acedia. Patres spirituales hoc verbo quamdam depressi spiritus intelligunt formam quae ascesis relaxationi, vigilantiae deminutioni, cordis debetur negligentiae. « Spiritus [...] promptus est, caro autem infirma » (Mt 26,41). Quo ex maiore quis decidit altitudine, eo maiore afficitur malo. Animi defectio, dolorosa, aversa est arrogantiae frons. Qui humilis est, suam non demiratur miseriam, ipsa eum ad maiorem ducit fiduciam, ad firmum in constantia manendum. III. Filialis fiducia
§ 2734
A confiança filial é posta à prova – e prova-se a si mesma – na tribulação (20). A principal dificuldade diz respeito à oração de petição, na intercessão por si ou pelos outros. Alguns deixam mesmo de orar porque, segundo pensam, o seu pedido não é atendido. Aqui, duas questões se põem: Por que é que pensamos que o nosso pedido não é atendido? E como é que a nossa oração é atendida, e «eficaz»?
Filialis fiducia probatur — se ipsam probat — tribulatione. 197 Praecipua difficultas refertur ad orationem petitionis, in intercessione pro se vel pro aliis. Quidam etiam orare desinunt, quia cogitant suam petitionem non exaudiri. Hic duae ponuntur quaestiones: Cur cogitamus nostram petitionem exauditam non esse? Quomodo nostra oratio exauditur, est « efficax »? Cur non exaudiri querimur?
§ 2735
Antes de mais, uma constatação deveria surpreender-nos. É que, quando louvamos a Deus ou Lhe damos graças pelos seus benefícios em geral, não nos importamos nada com saber se a nossa oração Lhe é agradável, ao passo que exigimos ver o resultado da nossa petição. Qual é, então, a imagem de Deus que motiva a nossa oração: um meio a utilizar ou o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo?
Quaedam nos deberet imprimis animadversio ad admirationem movere. Cum Deum laudamus vel Ei propter Eius beneficia in genere agimus gratias, vix inquieti sumus ut sciamus utrum nostra oratio Ei fuerit grata. E contra, effectum nostrae petitionis exigimus videre. Quaenam est igitur imago Dei quae nostram movet orationem: medium adhibendum an Pater Domini nostri Iesu Christi?
§ 2736
Será que estamos convencidos de que «não sabemos o que pedir, para rezar como devemos» (Rm 8, 26)? Será que pedimos a Deus «os bens convenientes»? O nosso Pai sabe muito bem do que precisamos, antes que Lho peçamos (21), mas espera o nosso pedido, porque a dignidade dos seus filhos está na sua liberdade. Devemos, pois, orar com o seu Espírito de liberdade para podermos conhecer de verdade qual é o seu desejo (22).
Sumusne persuasi de eo quod « quid oremus, sicut oportet nescimus » (Rom 8,26)? Petimusne a Deo « bona convenientia »? Scit enim Pater noster, quibus opus sit nobis, antequam petamus ab Eo, 198 sed Ipse nostram exspectat petitionem quia Eius filiorum dignitas in eorum libertate est. Oportet igitur orare cum Eius Spiritu libertatis, ut possimus re vera cognoscere Eius desiderium. 199
§ 2737
«Não tendes, porque não pedis. Pedis e não recebeis, porque pedis mal, pois o que pedis é para satisfazer as vossas paixões» (Tg 4, 2-3) (23). Se pedirmos com um coração dividido, «adúltero» (24), Deus não pode atender-nos, pois quer o nosso bem, a nossa vida. «Ou pensais que a Escritura diz em vão: "o Espírito que habita em nós ama-nos com ciúme"?» (Tg 4, 5). O nosso Deus é «ciumento» de nós e isso é sinal da verdade do seu amor. Entremos no desejo do seu Espírito e seremos atendidos:
«Não te aflijas, se não recebes logo de Deus o que Lhe pedes: é que Ele quer beneficiar-te ainda mais pela tua perseverança em permanecer com Ele na oração» (25).
Ele quer «que o nosso desejo se exercite na oração dilatando-nos, de modo a termos capacidade para receber o que Ele prepara para nos dar» (26).
« Non habetis, propter quod non postulatis; petitis et non accipitis, eo quod male petitis, ut in concupiscentiis vestris insumatis » (Iac 4,2-3). 200 Si corde petimus diviso, « adultero », 201 Deus nos exaudire nequit, quia Ipse nostrum vult bonum, nostram vitam. « Aut putatis quia inaniter Scriptura dicat: "Ad invidiam concupiscit Spiritus, qui inhabitat in nobis"? » (Iac 4,5). Deus noster est « zelotes » nostri, id quod signum est veritatis amoris Eius. Ingrediamur in desiderium Spiritus Eius et exaudiemur:
« Ne tamquam in potestate procedens petitionem confestim exquiras; vult enim tibi plurimum conferre beneficium perseveranti in oratione ». 202
Ipse vult « exerceri in orationibus desiderium nostrum, quo possimus capere, quod praeparat dare ». 203
Quomodo oratio nostra efficax sit?
§ 2738
A revelação da oração na economia da salvação ensina-nos que a fé se apoia na acção de Deus na história. A confiança filial é suscitada pela sua acção por excelência: a paixão e ressurreição do seu Filho. A oração cristã é cooperação com a sua providência, com o seu desígnio de amor para com os homens.
Orationis revelatio in Oeconomia salutis nos docet, fidem inniti actione Dei in historia. Fiducia filialis actione Eius per excellentiam suscitatur: passione et resurrectione Eius Filii. Oratio christiana cooperatio est cum Eius providentia, cum Eius consilio amoris erga homines.
§ 2739
Em São Paulo, esta confiança é audaciosa (27), apoiando-se na oração do Espírito em nós e no amor fiel do Pai que nos deu o seu Filho Único (28). A transformação do coração que ora é a primeira resposta ao nosso pedido.
Apud sanctum Paulum, haec fiducia audax est, 204 fundata super oratione Spiritus in nobis et super fideli amore Patris qui nobis Suum Filium donavit unicum. 205 Cordis orantis transformatio petitioni nostrae est prima responsio.
§ 2740
A oração de Jesus faz da oração cristã uma petição eficaz. Jesus é o modelo da oração cristã; Ele ora em nós e connosco. Uma vez que o coração do Filho não procura senão o que agrada ao Pai, como poderia o dos filhos adoptivos apegar-se mais aos dons que ao Doador?
Oratio Iesu ex oratione christiana petitionem facit efficacem. Ipse eius est exemplar. In nobis orat et nobiscum. Quia Filii cor nihil aliud quaerit nisi quod Patri placet, quomodo illud filiorum adoptionis donis adhaereat potius quam Donanti?
§ 2741
Jesus também ora por nós, em nosso lugar e em nosso favor. Todos os nossos pedidos foram reunidos, de uma vez por todas, no seu brado sobre a cruz e atendidos pelo Pai na sua ressurreição; e é por isso que Ele não cessa de interceder por nós junto do Pai (29). Se a nossa oração estiver resolutamente unida à de Jesus na confiança e na audácia filial, obteremos tudo o que pedirmos em seu nome e muito mais do que isto ou aquilo: o próprio Espírito Santo que inclui todos os dons.
Iesus etiam pro nobis orat, loco nostro et in nostrum profectum. Omnes petitiones nostrae semel pro semper collectae sunt in Eius clamore a cruce et exauditae a Patre in Eius Resurrectione, et hac de causa intercedere non desinit pro nobis ad Patrem. 206 Si nostra oratio est cum illa Iesu firmiter coniuncta in fiducia et audacia filiali, totum id, quod in Eius petimus nomine, obtinemus, multo magis quam hoc vel illud: Ipsum Spiritum Sanctum, qui omnia continet dona. IV. In amore perseverare
§ 2742
«Orai sem cessar» (1 Ts 5, 17), «dai sempre graças por tudo a Deus Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo» (Ef 5, 20), «servindo-vos de toda a espécie de orações e preces, orai em todo o tempo no Espírito Santo; e, para isso, vigiai com toda a perseverança e com preces por todos os santos» (Ef 6, 18). «Não nos foi mandado que trabalhemos, velemos e jejuemos constantemente, mas temos a lei de orar sem cessar» (30) Este fervor incansável só pode vir do amor. Contra a nossa lentidão e preguiça, o combate da oração é o do amor humilde, confiante e perseverante. Este amor abre os nossos corações a três evidências de fé, luminosas e vivificantes:
« Sine intermissione orate » (1 Thess 5,17), « gratias agentes semper pro omnibus in nomine Domini nostri Iesu Christi Deo et Patri » (Eph 5,20), « per omnem orationem et obsecrationem orantes omni tempore in Spiritu, et in ipso vigilantes in omni instantia et obsecratione pro omnibus sanctis » (Eph 6,18). « Semper quidem operari, vigilare, ieiunare, non fuit nobis praeceptum; at sine intermissione orare Lex sanxit ». 207 Hic ardor indefessus non nisi ab amore potest provenire. Contra nostram segnitiem et nostram pigritiam, dimicatio orationis illa est amoris humilis, fidentis et perseverantis. Hic amor nostra aperit corda ad tres fidei evidentias, luminosas et vivificantes.
§ 2743
Orar é sempre possível: O tempo do cristão é o de Cristo Ressuscitado, que está «connosco todos os dias» (Mt 28, 20), sejam quais forem as tempestades (31). O nosso tempo está na mão de Deus:
«É possível, mesmo no mercado ou durante um passeio solitário, fazer oração frequente e fervorosa; sentados na vossa loja, a tratar de compras e vendas, até mesmo a cozinhar» (32).
Orare semper possibile est: christiani tempus est illud Christi resuscitati qui nobiscum est « omnibus diebus » (Mt 28,20), quaecumque sunt procellae. 208 Nostrum tempus in manu est Dei:
« Licet etiam viro in foro versanti aut iter facienti attente precari: alteri itidem in officina sedenti ac coria suenti animam ad Deum erigere: licet servo obsonanti, ac sursum deorsum cursitanti, vel in culina ministranti [...] precationem intentam ex imo pectore ciere ». 209
§ 2744
Orar é uma necessidade vital. A demonstração do contrário não é menos convincente: se não nos deixarmos conduzir pelo Espírito Santo, recairemos na escravidão do pecado (33). Ora, como pode o Espírito Santo ser a «nossa vida» se o nosso coração estiver longe d'Ele?
«Nada iguala o valor da oração; ela torna possível o impossível, fácil o difícil. [...] É impossível [...] que o homem que ora caia no pecado» (34). «Quem reza salva-se, de certeza; quem não reza condena-se, de certeza»».
Orare vitalis necessitas est. Demonstratio e contrario non minus est convincibilis: nisi nos a Spiritu duci sinamus, in servitutem iterum incidimus peccati. 210 Quomodo Spiritus potest « nostra vita » esse, si cor nostrum longe est ab Eo?
« Nihil enim precationi aequale: ea quippe est quae ex impossibilibus possibilia facit, ex difficilibus facilia [...]. Impossibile est [...] hominem [...] precantem [...] umquam in peccatum incidere ». 211 « Qui orat, certo salvatur; qui non orat, certo damnatur ». 212
§ 2745
Oração e vida cristã são inseparáveis, porque se trata do mesmo amor e da mesma renúncia que procede do amor; da mesma conformidade filial e amorosa com o desígnio de amor do Pai; da mesma união transformante no Espírito Santo que nos conforma sempre mais com Cristo Jesus; do mesmo amor para com todos os homens, desse amor com que Jesus nos amou. «Tudo o que pedirdes ao Pai em meu nome, Ele vo-lo concederá. O que vos mando é que vos ameis uns aos outros» (Jo 15, 16-17).
«Ora sem cessar, aquele que une a oração às obras e as obras à oração. Só assim é que podemos considerar como realizável o preceito de orar incessantemente» (36).
Oratio et vita christianae sunt inseparabiles quia de eodem agitur amore et de eadem abrenuntiatione quae ex amore procedit. De eadem filiali et amanti conformitate cum Patris consilio. De eadem unione transformanti in Spiritu Sancto qui nos semper magis Christo Iesu conformat. De eodem erga omnes homines amore, de hoc amore quo Iesus nos dilexit. « Ut quodcumque petieritis Patrem in nomine meo, det vobis. Haec mando vobis, ut diligatis invicem » (Io 15,16-17).
« Ille sine intermissione orat, qui debitis operibus orationem iungit, orationique convenientes actiones; istud enim, sine intermissione orate, hoc uno modo ut praeceptum possibile possumus accipere ». 213
§ 2746
Ao chegar a sua «Hora», Jesus ora ao Pai (37). A sua oração, a mais longa que nos é transmitida pelo Evangelho, abraça toda a economia da criação e da salvação, bem como a sua morte e ressurreição. A oração da «Hora» de Jesus continua sempre sua, tal como a sua Páscoa, acontecida «uma vez por todas», continua presente na liturgia da sua Igreja.
Iesus, cum Eius venisset Hora, Patrem orat. 214 Eius oratio, longissima quae ab Evangelio transmittatur, totam Oeconomiam creationis et salutis complectitur, sicut etiam Eius Mortem Eiusque Resurrectionem. Oratio Horae Iesu semper permanet illa Eius, sicut etiam Eius Pascha, quod, cum « semel pro semper » evenerit, praesens permanet in Ecclesiae Eius liturgia.
§ 2747
A tradição cristã chama-lhe, a justo título, a oração «sacerdotal» de Jesus. Ela é, de facto, a oração do nosso Sumo-Sacerdote, inseparável do seu sacrifício, da sua «passagem» (páscoa) deste mundo para o Pai, em que é inteiramente «consagrado» ao Pai (38).
Traditio christiana eam merito orationem appellat « sacerdotalem » Iesu. Ipsa est illa nostri Summi Sacerdotis, inseparabilis est ab Eius sacrificio, ab Eius ad Patrem transitu (« Paschate ») in quo Ipse totus ad Patrem plene « consecratur ». 215
§ 2748
Nesta oração pascal, sacrificial, tudo está «recapitulado» n'Ele (39): Deus e o mundo, o Verbo e a carne, a vida eterna e o tempo, o amor que se entrega e o pecado que o atraiçoa, os discípulos presentes e os que n'Ele hão-de crer pela palavra deles, a humilhação e a glória. É a Oração da Unidade.
In hac oratione Paschali, sacrificiali, totum in Ipso « recapitulatur »: 216 Deus et mundus, Verbum et caro, vita aeterna et tempus, amor qui se tradit et peccatum quod eum prodit, discipuli praesentes et qui in Eum credent per verbum eorum, exinanitio et gloria. Oratio est Unitatis.
§ 2749
Jesus cumpriu perfeitamente a obra do Pai e a sua oração, como o seu sacrifício estende-se até à consumação do tempo. A oração da «Hora» preenche os últimos tempos e leva-os à sua consumação. Jesus, o Filho a Quem o Pai tudo deu, entrega-Se todo ao Pai; e, ao mesmo tempo, exprime-Se com uma liberdade soberana (40), segundo o poder que o Pai Lhe deu sobre toda a carne. O Filho, que Se fez Servo, é o Senhor, o Pantocrátor. O nosso Sumo-Sacerdote que ora por nós é também Aquele que em nós ora e o Deus que nos atende.
Iesus totum Patris adimplevit opus et Eius oratio, sicut Eius sacrificium, usque ad temporis extenditur consummationem. Oratio Horae complet ultima tempora eaque adducit in eorum consummationem. Iesus, Filius cui Pater omnia donavit, totus traditur Patri et simul cum libertate excelsa Se exprimit 217 propter potestatem quam Pater Ei dedit in omnem carnem. Filius, qui est factus Servus, est Dominus, Pantocrátor. Noster Summus Sacerdos, qui pro nobis orat, est etiam Ille qui in nobis orat et Deus qui nos exaudit.
§ 2750
É entrando no santo nome do Senhor Jesus que podemos acolher, desde dentro, a oração que Ele nos ensina: «Pai nosso!». A sua oração sacerdotal inspira, a partir de dentro, as grandes petições do Pai-nosso: a preocupação com o nome do Pai (41), a paixão pelo seu Reino (a glória) (42), o cumprimento da vontade do Pai, do seu desígnio de salvação (43) e a libertação do mal (44).
Sanctum Nomen Domini Iesu ingredientes, accipere possumus, ab intus, orationem quam Ipse nos docet: « Pater noster! ». Eius oratio sacerdotalis, ab intus, magnas petitiones orationis « Pater » inspirat: curam de Nomine Patris, 218 ardorem Regni Eius (gloriae 219), adimpletionem voluntatis Patris, Eius consilii salutis, 220 et liberationem a malo. 221
§ 2751
Finalmente, é nesta oração que Jesus nos revela e nos dá o «conhecimento» indissociável do Pai e do Filho (45), que é o próprio mistério da vida de oração.Resumindo:
In hac denique oratione, Iesus nobis revelat nobisque praebet inseparabilem Patris et Filii « cognitionem » 222 quae ipsum mysterium est vitae orationis. Compendium
§ 2752
A oração pressupõe esforço e luta contra nós mesmos e contra as ciladas do Tentador. O combate da oração é inseparável do «combate espiritual» necessário para agir habitualmente segundo o Espírito de Cristo: ora-se como se vive, porque se vive como se ora.
Oratio nisum praesupponit et dimicationem contra nosmetipsos et contra Tentatoris dolos. Orationis dimicatio inseparabilis est a « spirituali dimicatione » quae necessaria est ad habitualiter secundum Spiritum Christi agendum: unusquisque orat sicut vivit, quia unusquisque vivit sicut orat.
§ 2753
No combate da oração, devemos enfrentar concepções erróneas, diversas correntes de mentalidades e a experiência dos nossos fracassos. A estas tentações, que lançam a dúvida sobre a utilidade ou até mesmo a possibilidade da oração, convém responder com humildade, confiança e perseverança.
In orationis dimicatione, obsistere debemus erroneis orationis conceptionibus, diversis tendentiis in modo cogitandi, experientiae nostrorum adversorum exituum. His tentationibus, quae dubium suggerunt de orationis utilitate vel etiam possibilitate, respondere oportet humilitate, fiducia et perseverantia.
§ 2754
As principais dificuldades no exercício da oração são a distracção e a aridez. O remédio está na fé, na conversão e na vigilância do coração.
Praecipuae in orationis exercitio difficultates sunt evagatio animi et siccitas. Remedium in fide est, conversione et vigilantia cordis.
§ 2755
Duas tentações frequentes ameaçam a oração: a falta de fé e a acédia, que é uma espécie de depressão devida ao relaxamento da ascese e que leva ao desânimo.
Duae frequentes tentationes orationi minantur: defectus fidei et acedia, quae forma quaedam est depressi spiritus, quae ascesis relaxationi debetur et ad animi ducit defectionem.
§ 2756
A confiança filial é posta à prova quando temos a sensação de nem sempre ser atendidos. O Evangelho convida-nos a interrogarmo-nos sobre a conformidade da nossa oração com o desejo do Espírito.
Filialis fiducia probationi submittitur, cum sentimus, non semper nos exaudiri. Evangelium nos invitat ad nos interrogandos de nostrae orationis conformitate cum desiderio Spiritus.
§ 2757
«Orai sem cessar» (1 Ts 5, 17). Orar é sempre possível. É, até, uma necessidade vital. Oração e vida cristã são inseparáveis.
« Sine intermissione orate » (1 Thess 5,17). Orare semper possibile est. Est etiam vitalis necessitas. Oratio et vita christiana sunt inseparabiles.
§ 2758
A oração da «Hora» de Jesus, justamente chamada «oração sacerdotal» (46), recapitula toda a economia da criação e da salvação. É ela que inspira as grandes petições do «Pai-nosso».
Oratio Horae Iesu, recte « oratio sacerdotalis » appellata, 223 totam creationis et salutis compendiat Oeconomiam. Ipsa magnas petitiones inspirat orationis « Pater noster ». (194) Cf Mc 10,22. (195) Cf Mt 6,21.24. (196) Cf Lc 8,6.13. (197) Cf Rom 5,3-5. (198) Cf Mt 6,8. (199) Cf Rom 8,27. (200) Cf totus contextus Iac 1,5-8; 4,1-10; 5,16. (201) Cf Iac 4,4. (202) Evagrius Ponticus, De oratione, 34: PG 79,1173. (203) Sanctus Augustinus, Epistula 130, 8, 17: CSEL 44, 59 (PL 33, 500).(204) Cf Rom 10,12-13.(205) Cf Rom 8,26-39.(206) Cf Heb 5,7; 7,25; 9,24. (207) Evagrius Ponticus, Capita practica ad Anatolium, 49: SC 171, 610 (PG 40, 1245). (208) Cf Lc 8,24. (209) Sanctus Ioannes Chrysostomus, De Anna, sermo 4, 6: PG 54, 668.(210) Cf Gal 5,16-25.(211) Sanctus Ioannes Chrysostomus, De Anna, sermo 4, 5: PG 54, 666. (212) Sanctus Alfonsus Maria de Liguori, Del gran mezzo della preghiera, pars 1, c. 1, ed. G. Cacciatore (Roma 1962) p. 32. (213) Origenes, De oratione, 12, 2: GCS 3, 324-325 (PG 11, 452).(214) Cf Io 17.(215) Cf Io 17,11.13.19.(216) Cf Eph 1,10.(217) Cf Io 17,11.13.19.24. (218) Cf Io 17,6.11.12.26. (219) Cf Io 17,1.5.10.22.23-26. (220) Cf Io 17,2.4.6.9.11.12.24. (221) Cf Io 17,15. (222) Cf Io 17,3.6-10.25. (223) Cf Io 17.
§ 2759
«Um dia, estava Jesus em oração, em certo lugar. Quando acabou, disse-lhe um dos seus discípulos: "Senhor, ensina-nos a orar, como João Baptista também ensinou os seus discípulos"» (Lc 11, 1). Foi em resposta a este pedido que o Senhor confiou aos seus discípulos e à sua Igreja a oração cristã fundamental. São Lucas apresenta-nos um texto breve dessa oração (cinco petições)(1); São Mateus, uma versão mais desenvolvida (sete petições) (2). A tradição litúrgica da Igreja reteve o texto de São Mateus (Mt 6, 9-13):
Pai Nosso que estais nos céus, santificado seja o vosso Nome, venha a nós o vosso Reino, seja feita a vossa vontade assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje, perdoai-nos as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do Mal.
« Cum esset [Iesus] in loco quodam orans, ut cessavit, dixit unus ex discipulis Eius ad Eum: "Domine, doce nos orare, sicut et Ioannes docuit discipulos suos" » (Lc 11,1). Dominus, huic petitioni respondens, orationem christianam fundamentalem Suis discipulis Suaeque concredit Ecclesiae. Illius sanctus Lucas textum praebet brevem (quinque petitionum), 224 sanctus Matthaeus versionem explicatiorem (septem petitionum). 225 Traditio liturgica Ecclesiae textum sancti Matthaei retinuit: (Mt 6,9-13).
Pater noster qui es in caelis: sanctificetur Nomen Tuum; adveniat Regnum Tuum; fiat voluntas Tua, sicut in caelo, et in terra. Panem nostrum cotidianum da nobis hodie; et dimitte nobis debita nostra, sicut et nos dimittimus debitoribus nostris; et ne nos inducas in tentationem; sed libera nos a Malo.
§ 2760
Bem cedo o uso litúrgico concluiu a oração do Senhor por uma doxologia. Na Didakê: «Porque Vosso é o poder e a glória, pelos séculos» (3). A esta doxologia, as Constituições Apostólicas acrescentam no princípio: «o Reino» (4), e essa é a fórmula que se usa em nossos dias na oração ecuménica. A tradição bizantina acrescenta, depois de «a glória»: «Pai, Filho e Espírito Santo». O Missal Romano amplia a última petição (5) na perspectiva explícita da «expectativa da bem-aventurada esperança» (6) e da vinda de Jesus Cristo nosso Senhor, seguindo-se a aclamação da assembleia que retoma a doxologia das Constituições Apostólicas.
Usus liturgicus valde cito Orationem Domini conclusit doxologia. In Didaché: « Quia Tua est potestas et gloria in saecula ». 226 Constitutiones apostolicae addunt initio: « Regnum », 227 et haec formula in oratione oecumenica nostris diebus servata est. Traditio Byzantina post « gloria » addit « Patris et Filii et Spiritus Sancti ». Missale Romanum ultimam petitionem evolvit 228 in perspectiva exspectationis beatae spei 229 et Adventus Iesu Christi Domini nostri, postea acclamatio subsequitur congregationis vel resumitur doxologia Constitutionum apostolicarum. (224) Cf Lc 11,2-4. (225) Cf Mt 6,9-13. (226) Didaché, 8, 2: SC 248, 174 (Funk, Patres apostolici 1, 20).(227) Constitutiones apostolicae, 7, 24, 1: SC 336, 174 (Funk, Didascalia et Constitutiones Apostolorum 1, 410). (228) Cf Ritus Communionis [Embolismus]: Missale Romanum, editio typica (Typis Polyglottis Vaticanis 1970) p. 472. (229) Cf Tit 2,13.
§ 2761
«A oração dominical é verdadeiramente o resumo de todo o Evangelho»(7). «Depois de o Senhor nos ter legado esta fórmula de oração, acrescentou "Pedi e recebereis" (Jo 16, 24). Cada um pode, portanto, dirigir ao céu diversas orações segundo as suas necessidades, mas começando sempre pela oração do Senhor, que continua a ser a oração fundamental» (8).
« Revera in Oratione [Domini] breviarium totius Evangelii » comprehenditur. 230 Dominus « post traditam orandi disciplinam, petite, inquit, et accipietis (Io 16,24), et sunt quae petantur pro circumstantia cuiusque, praemissa legitima et ordinaria oratione quasi fundamento accedentium desideriorum, ius est superstruendi extrinsecus petitiones ». 231I. In Scripturarum centro
§ 2762
Depois de ter mostrado como os Salmos são o alimento principal da oração cristã e convergem para as petições do Pai-nosso, Santo Agostinho conclui:
«Percorrei todas as orações que existem na Sagrada Escritura; não creio que possais encontrar uma só que não esteja incluída e compendiada nesta oração dominical» (9).
Sanctus Augustinus, postquam ostendit quomodo psalmi orationis christianae praecipuum sint nutrimentum et quomodo in petitiones orationis « Pater noster » confluant, concludit:
« Si per omnia precationum sanctarum verba discurras, quantum existimo, nihil invenies, quod non ista dominica contineat et concludat Oratio ». 232
§ 2763
Todas as Escrituras (a Lei, os Profetas e os Salmos) se cumpriram em Cristo (10). O Evangelho é esta «boa-nova». O seu primeiro anúncio está resumido por São Mateus no sermão da montanha (11). Ora a oração do Pai-nosso está no centro deste anúncio. E é neste contexto que se elucida cada uma das petições da oração legada pelo Senhor:
«A oração dominical é a mais perfeita das orações [...]. Nela, não só pedimos tudo quanto podemos rectamente desejar, mas também segundo a ordem em que convém desejá-lo. De modo que esta oração, não só nos ensina a pedir, mas também plasma todos os nossos afectos» (12).
Omnes Scripturae (Lex, Prophetae et Psalmi) in Christo adimplentur. 233 Evangelium hic est « Bonus Nuntius ». Eius prima nuntiatio a sancto Matthaeo compendiatur in sermone montano. 234 Oratio igitur ad Patrem nostrum in centro est huius nuntiationis. In hoc contextu unaquaeque illustratur petitio orationis a Domino legatae:
« Oratio dominica perfectissima est [...]. In Oratione autem dominica non solum petuntur omnia quae recte desiderare possumus, sed etiam eo ordine quo desideranda sunt: ut sic haec Oratio non solum instruat postulare, sed etiam sit informativa totius nostri affectus ». 235
§ 2764
O sermão da montanha é doutrina de vida e a oração dominical é prece; mas num e noutra, o Espírito do Senhor dá uma forma nova aos nossos desejos, a esses movimentos interiores que animam a nossa vida. Jesus ensina-nos a vida nova com as suas palavras e ensina-nos a pedi-la pela oração. Da rectidão da nossa oração dependerá a da nossa vida n' Ele.
Sermo montanus doctrina est vitae, Oratio dominica est precatio, sed in utroque Spiritus Domini novam praebet formam nostris desideriis, his interioribus motibus qui nostram animant vitam. Iesus Suis verbis nos hanc novam docet vitam et instruit ut hanc oratione petamus. A nostrae orationis rectitudine pendebit illa nostrae vitae in Ipso. II. « Oratio Domini »
§ 2765
A expressão tradicional «oração dominical» (isto é, «oração do Senhor») significa que a prece dirigida ao nosso Pai nos foi ensinada e legada pelo Senhor Jesus. Tal oração, que nos vem de Jesus, é verdadeiramente única: é «do Senhor». Efectivamente, por um lado, nas palavras desta oração o Filho Único dá-nos as palavras que o Pai Lhe deu (13): Ele é o mestre da nossa oração. Por outro lado, sendo o Verbo encarnado, Ele conhece no seu coração de homem as necessidades dos seus irmãos e irmãs humanos e revela-no-las: Ele é o modelo da nossa oração.
Locutio traditionalis « Oratio dominica » (id est, « Oratio Domini ») significat orationem ad Patrem nostrum a Domino Iesu edoctam esse et datam. Haec Oratio, quae nobis a Iesu venit, est vere unica: est « Domini ». Ex altera parte, Filius unicus, huius orationis verbis, revera nobis dat verba quae Pater Ei dedit: 236 Ipse est nostrae orationis magister. Ex altera parte, Verbum incarnatum, quod, in corde Suo humano, Suorum humanorum fratrum et sororum cognoscit necessitates, eas nobis revelat: Ipse exemplar est nostrae orationis.
§ 2766
Mas Jesus não nos deixa uma fórmula para ser repetida maquinalmente (14). Como em toda a oração vocal, é pela Palavra de Deus que o Espírito Santo ensina os filhos de Deus a orar ao seu Pai. Jesus dá-nos, não somente as palavras da nossa oração filial, mas também, ao mesmo tempo, o Espírito pelo qual elas se tornam em nós «espírito e vida» (Jo 6, 63). Mais ainda: a prova e a possibilidade da nossa oração filial é que o Pai «enviou aos nossos corações o Espírito do seu Filho que clama: "Abbá! ó Pai!"» (Gl 4, 6). Uma vez que a nossa oração traduz os nossos desejos diante do Pai, é ainda «Aquele que sonda os corações», o Pai, que «conhece o desejo do Espírito, porque é de acordo com Deus que o Espírito intercede pelos santos» (Rm 8, 27). A oração ao nosso Pai insere-se na missão misteriosa do Filho e do Espírito.
Sed Iesus nobis non relinquit formulam machinali modo repetendam. 237 Sicut in omni oratione vocali, per Verbum Dei, Spiritus Sanctus filios Dei docet eorum Patrem orare. Iesus nobis dat non solum verba nostrae orationis filialis, simul nobis praebet Spiritum ut eadem in nobis efficiantur « spiritus [...] et vita » (Io 6,63). Immo, filialis nostrae orationis ratio et possibilitas in eo est quod Pater « misit [...] Spiritum Filii Sui in corda nostra clamantem: "Abba, Pater!" » (Gal 4,6). Quia nostra oratio desideria nostra interpretatur coram Patre, etiam Ille, « qui [...] scrutatur corda », Pater, « scit quid desideret Spiritus, quia secundum Deum postulat pro sanctis » (Rom 8,27). Oratio ad Patrem nostrum in arcanam missionem inseritur Filii et Spiritus. III. Oratio Ecclesiae
§ 2767
Esta dádiva indissociável das palavras do Senhor e do Espírito Santo que lhes dá vida no coração dos crentes foi recebida e vivida pela Igreja desde as origens. As primeiras comunidades rezavam a oração do Senhor «três vezes por dia» (15), em vez das «dezoito bênçãos» usadas pela piedade judaica.
Ecclesia donum hoc indissociabile verborum Domini et Spiritus Sancti, qui eis in fidelium cordibus dat vitam, inde ab originibus accepit et duxit in vitam. Primae communitates Orationem Domini « ter in die » 238 precantur, loco « Decem et octo benedictionum » quibus pietas utebatur Iudaica.
§ 2768
Segundo a Tradição apostólica, a oração do Senhor está essencialmente radicada na oração litúrgica:
O Senhor «ensina-nos a fazer a nossa oração em comum por todos os nossos irmãos. Porque Ele não diz «meu Pai» que estás nos céus, mas sim nosso Pai, para que a nossa oração seja, numa só alma, por todo o corpo da Igreja» (16).
Em todas as tradições litúrgicas, a oração do Senhor é parte integrante das «horas» principais do Ofício Divino. Mas é sobretudo nos três sacramentos da iniciação cristã que o seu carácter eclesial aparece com evidência:
Secundum apostolicam Traditionem, Oratio Domini essentialiter in oratione radicatur liturgica.
Dominus « docet autem communem pro fratribus orationem emittere. Non enim dicit, Pater meus, qui es in caelis; sed, Pater noster, pro communi corpore supplicationes emittens ». 239
In omnibus liturgicis traditionibus, Oratio Domini pars est integralis magnarum Officii divini Horarum. Sed eius indoles ecclesialis praecipue in tribus initiationis christianae sacramentis evidenter apparet:
§ 2769
No Baptismo e na Confirmação, a entrega («traditio») da oração do Senhor significa o novo nascimento para a vida divina. Uma vez que a oração cristã consiste em falar a Deus com a própria Palavra de Deus, aqueles que são «regenerados [...] pela palavra do Deus vivo» (1 Pe 1, 23) aprendem a invocar o seu Pai com a única palavra que Ele escuta sempre. E podem fazê-lo a partir de então, porque o selo da unção do Espírito Santo foi gravado indelevelmente no seu coração, nos seus ouvidos, nos seus lábios, em todo o seu ser filial. É por isso que a maior parte dos comentários patrísticos ao Pai-nosso são dirigidos aos catecúmenos e aos neófitos. Quando a Igreja reza a oração do Senhor, é sempre o povo dos «recém-nascidos» que ora e alcança misericórdia (17).
In Baptismate et Confirmatione, Orationis Domini traditio novam ad vitam divinam significat nativitatem. Quia oratio christiana est Deo loqui Ipso Verbo Dei, illi, qui sunt « renati [...] per Verbum Dei vivum » (1 Pe 1,23), Patrem suum invocare discunt solo Verbo quod Ipse semper exaudit. Atque ipsi id deinceps facere possunt, quia sigillum Unctionis Spiritus Sancti positum est indelebile super eorum cor, super eorum aures, super eorum labia, super totam eorum filialem realitatem. Hac de causa, maior commentariorum Patrum pars de oratione « Pater noster » ad catechumenos dirigitur et neophytos. Cum Ecclesia Orationem precatur Domini, semper populus « modo genitorum infantium » ille est qui orat et misericordiam obtinet. 240
§ 2770
Na liturgia eucarística, a oração do Senhor aparece como a oração de toda a Igreja. Ali se revela o seu sentido pleno e a sua eficácia. Situada entre a anáfora (oração eucarística) e a liturgia da comunhão, recapitula, por um lado, todas as petições e intercessões expressas no movimento da epiclese; e por outro, bate à porta do festim do Reino que a Comunhão sacramental vai antecipar.
In eucharistica liturgia, Oratio Domini tamquam totius Ecclesiae apparet oratio. Ibi eius plenus revelatur sensus eiusque efficacitas. Inter Anaphoram (precem eucharisticam) collocata et Communionis liturgiam, ex altera parte omnes petitiones compendiat et intercessiones in Epiclesis motu expressas, et, ex altera parte, ad portam pulsat Convivii Regni, quod Communio sacramentalis anticipabit.
§ 2771
Na Eucaristia, a oração do Senhor manifesta também o carácter escatológico das suas petições. É a oração própria dos «últimos tempos», dos tempos da salvação que começaram com a efusão do Espírito Santo e terminarão com o regresso do Senhor. Os pedidos que fazemos ao nosso Pai, diferentemente das orações da Antiga Aliança, apoiam-se no mistério da salvação já realizada, duma vez para sempre, em Cristo crucificado e ressuscitado.
In Eucharistia, Oratio Domini etiam indolem manifestat eschatologicam petitionum suarum. Eadem est oratio propria « ultimorum temporum », salutis temporum quae Spiritus Sancti inceperunt effusione et quae Domini finientur reditu. Petitiones ad Patrem nostrum, aliter ac Veteris Foederis orationes, salutis nituntur mysterio iam, semel pro semper, impleto in Christo crucifixo et resuscitato.
§ 2772
Desta fé inabalável brota a esperança que suscita cada uma das sete petições. Estas exprimem os gemidos do tempo presente, este tempo da paciência e da espera, durante o qual «ainda não se manifestou o que havemos de ser» (1 Jo 3, 2)(18). A Eucaristia e o Pai-nosso tendem para a vinda do Senhor, «até que Ele venha!» (1 Cor 11, 26).Resumindo:
Ex hac infragili fide oritur spes quae unamquamque suscitat septem petitionum. Eaedem gemitus exprimunt praesentis temporis, huius temporis patientiae atque exspectationis, quo durante « nondum manifestatum est quid erimus » (1 Io 3,2). 241 Eucharistia et « Pater » ad Domini tendunt Adventum, « donec veniat » (1 Cor 11,26). Compendium
§ 2773
Em resposta ao pedido dos seus discípulos («Senhor, ensina-nos a orar»: Lc 11, 1), Jesus confia-lhes a oração cristã fundamental do «Pai-nosso».
Iesus, Suorum discipulorum respondens petitioni (« Domine, doce nos orare »: Lc 11,1), orationem christianam fundamentalem « Pater noster » eis concredit.
§ 2774
«A Oração Dominical é verdadeiramente o resumo de todo o Evangelho» (19), «a mais perfeita das orações» (20). Está no centro da Sagrada Escritura.
« Revera in Oratione [Domini] breviarium totius Evangelii » comprehenditur, 242 ipsa « perfectissima est ». 243 In centro est Scripturarum.
§ 2775
É chamada «Oração Dominical», porque nos vem do Senhor Jesus, mestre e modelo da nossa oração.
Eadem « Oratio dominica » appellatur, quia nobis venit a Domino Iesu, qui nostrae orationis magister est et exemplar.
§ 2776
A Oração Dominical é a oração da Igreja por excelência. Faz parte integrante das «horas» principais do Ofício Divino e dos sacramentos da iniciação cristã: Baptismo, Confirmação e Eucaristia. Integrada na Eucaristia, manifesta o carácter «escatológico» das suas petições, na esperança do Senhor, «até que Ele venha» (1 Cor 11, 26).
Oratio dominica precatio est Ecclesiae per excellentiam. Partem constituit integralem magnarum Officii divini Horarum et initiationis christianae sacramentorum: Baptismatis, Confirmationis et Eucharistiae. In Eucharistia inserta, indolem manifestat « eschatologicam » suarum petitionum, in exspectatione Domini, « donec veniat » (1 Cor 11,26). (230) Tertullianus, De oratione, 1, 6: CCL 1, 258 (PL 1, 1255).(231) Tertullianus, De oratione, 10: CCL 1, 263 (PL 1, 1268-1269). (232) Sanctus Augustinus, Epistula 130, 12, 22: CSEL 44, 66 (PL 33, 502).(233) Cf Lc 24,44.(234) Cf Mt 5-7.(235) Sanctus Thomas Aquinas, Summa theologiae, II-II, q. 83, a. 9, c: Ed. Leon. 9, 201.(236) Cf Io 17,7.(237) Cf Mt 6,7; 1 Reg 18,26-29. (238) Didaché, 8, 3: SC 248, 174 (Funk, Patres apostolici, 1, 20).(239) Sanctus Ioannes Chrysostomus, In Matthaeum, homilia 19, 4: PG 57, 278.(240) Cf 1 Pe 2,1-10.(241) Cf Col 3,4.(242) Tertullianus, De oratione, 1, 6: CCL 1, 258 (PL 1, 1255). (243) Sanctus Thomas Aquinas, Summa theologiae, II-II, 83, 9, c: Ed. Leon. 9, 201.
§ 2777
Na liturgia romana, a assembleia eucarística é convidada a orar ao nosso Pai com ousadia filial. As liturgias orientais utilizam e desenvolvem expressões análogas: «Ousar com toda a segurança», «tomai-nos dignos de». Diante da sarça ardente foi dito a Moisés: «Não te aproximes. Descalça as sandálias» (Ex 3, 5). Este umbral da santidade divina, só Jesus o podia franquear, Ele que, «tendo realizado a purificação dos pecados» (Heb 1, 3), nos introduz perante a face do Pai: «Eis-me, a mim e aos filhos que Deus Me deu!» (Heb 2, 13):
«A consciência que temos da nossa situação de escravos far-nos-ia sumir sob o chão, a nossa condição terrena dissolver-se-ia em pó, se a autoridade do próprio Pai e o Espírito do Seu Filho não nos levasse a soltar este grito dizendo: "Deus mandou o Espírito do Seu Filho aos nossos corações clamando Abba, ó Pai!" (Rm 8, 15) [...]. Quando é que a fraqueza dum mortal se atreveria a chamar a Deus seu Pai, senão somente quando o íntimo do homem é animado pelo poder do alto?» (21).
In Romana liturgia, congregatio eucharistica invitatur ad orandum « Pater noster » cum audacia filiali; liturgiae orientales similibus utuntur expressionibus easque evolvunt: « Audere cum omni securitate », « Fac nos dignos ad ». Ante rubum ardentem dictum est Moysi: « Ne appropies [...] huc; solve calceamentum de pedibus tuis » (Ex 3,5). Solus Iesus sanctitatis divinae poterat transire limen, Ille qui « purgatione peccatorum facta » (Heb 1,3), nos ante vultum Patris introducit: « Ecce ego et pueri, quos mihi dedit Deus » (Heb 2,13):
« Subcumberet conscientia servilis, terrena condicio solveretur, nisi nos ad hunc clamorem Ipsius Patris auctoritas, Ipsius Filii Spiritus excitaret. Misit, ait, Deus Spiritum Filii Sui in corda nostra clamantem Abba, Pater! (Rom 8,15). [...] Quando ausa mortalitas Deum vocare Patrem, nisi modo, quando superna virtute hominis animantur interna? ». 244
§ 2778
Este poder do Espírito que nos introduz na oração do Senhor é expresso, nas liturgias do Oriente e do Ocidente, pela bela expressão tipicamente cristã: «parrêsía», simplicidade sem desvio, confiança filial, segurança alegre, ousadia humilde, certeza de ser amado (22).
Haec potentia Spiritus, qui nos ad Domini introducit Orationem, in liturgiis Orientis et Occidentis exprimitur pulchra expressione characteristice christiana: parrêsía, simplicitate sine ambagibus, filiali fiducia, securitate gaudiosa, humili audacia, certitudine nos amari. 245 II. « Pater! »
§ 2779
Antes de fazermos nosso este primeiro impulso da oração do Senhor, convém purificar humildemente o nosso coração de certas falsas imagens «deste mundo». A humildade faz-nos reconhecer que «ninguém conhece o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho Se dignar revelá-Lo», quer dizer «os pequeninos» (Mt 11, 25-27). A purificação do coração refere-se às imagens paternas ou maternas provenientes da nossa história pessoal e cultural, que influenciam o nosso relacionamento com Deus. É que Deus, nosso Pai, transcende as categorias do mundo criado. Transpor para Ele ou contra Ele, as nossas ideias neste domínio, seria fabricar ídolos, a adorar ou a derrubar. Orar ao Pai é entrar no seu mistério, tal como Ele é e tal como o Filho no-Lo revelou:
«A expressão Deus Pai nunca tinha sido revelada a ninguém. Quando o próprio Moisés perguntou a Deus quem era, ouviu um nome diferente. A nós, este nome foi revelado no Filho; porque este nome (de Filho) implica o nome de Pai» (23).
Antequam hunc primum impulsum Orationis Domini nostrum faciamus, inutile non est, humiliter nostrum purificare cor a quibusdam falsis imaginibus « huius mundi ». Humilitas nos hoc agnoscere facit: « Nemo novit Filium nisi Pater, neque Patrem quis novit nisi Filius et cui voluerit Filius revelare » (Mt 11,27), id est, « parvulis » (Mt 11,25). Cordis purificatio ad imagines refertur paternas vel maternas, a nostra historia personali vel culturali ortas, et quae in nostram relationem ad Deum exercent influxum. Deus Pater noster categorias transcendit mundi creati. Super Eum vel contra Eum nostras in hoc campo transferre ideas idem esset ac idola fabricare adoranda vel evertenda. Patrem orare est in Eius ingredi mysterium, prout Ipse est et qualem Filius nobis revelavit:
« Nomen Dei Patris nemini proditum fuerat. Etiam qui de ipso interrogaverat Moyses, aliud quidem nomen audierat. Nobis revelatum est in Filio. Prius enim quam Filius non Patris nomen est ». 246
§ 2780
Nós podemos invocar Deus como «Pai», porque Ele nos foi revelado pelo seu Filho feito homem e porque o seu Espírito no-Lo faz conhecer. A relação pessoal do Filho com o Pai (24), que o homem não pode conceber nem os poderes angélicos podem entrever, eis que o Espírito do Filho nos faz participar dela, a nós que cremos que Jesus é o Cristo e que nascemos de Deus (25).
Deum tamquam « Patrem » possumus invocare quia Ipse nobis est revelatus per Filium Suum hominem effectum et quia Spiritus Eius facit ut Eum cognoscamus. Quod homo cognoscere nequit et quod angelicae potestates non possunt introspicere, personalem nempe Filii ad Patrem relationem, 247 ecce Spiritus Filii facit ut eamdem participemus, nos qui credimus Iesum esse Christum et qui ex Deo nati sumus. 248
§ 2781
Quando oramos ao Pai, estamos em comunhão com Ele e com o seu Filho Jesus Cristo (26). É então que O reconhecemos num encantamento sempre novo. A primeira palavra da oração do Senhor é uma bênção de adoração, antes de ser uma súplica. Porque a glória de Deus é que nós O reconheçamos como «Pai», Deus verdadeiro. Damos-Lhe graças por nos ter revelado o seu nome, por nos ter dado a graça de acreditar n'Ele, de sermos habitados pela sua presença.
Cum Patrem oramus, in communione cum Eo sumus atque cum Eius Filio Iesu Christo. 249 Tunc Eum cognoscimus et agnoscimus in semper nova admiratione. Primum verbum Orationis Domini, antequam imploratio sit, benedictio est adorationis. Etenim Dei gloriam Ei, tamquam « Patri », agnoscimus Deo vero. Ei gratias agimus propterea quod nobis Nomen Suum revelaverit atque nobis dederit hoc credere nosque Eius habitari praesentia.
§ 2782
Nós podemos adorar o Pai porque Ele nos fez renascer para a sua vida adoptando-nos por seus filhos no seu Filho Único: pelo Baptismo, incorpora-nos no corpo do seu Cristo; e pela Unção do seu Espírito, que da Cabeça se derrama pelos membros, faz de nós «cristos»:
«Deus, que nos predestinou para a adopção de filhos, tornou-nos conformes ao corpo glorioso de Cristo. Doravante, pois, participantes de Cristo, sois com todo o direito chamados "cristos"» (27).
«O homem novo, que renasceu e foi restituído ao seu Deus pela graça, começa por dizer, "Pai!", porque se tornou filho» (28).
Patrem possumus adorare, quia Ipse nos ad Eius vitam effecit renasci, nos adoptando tamquam Suos filios in unico Filio Suo: per Baptismum, Ipse nos in corpus Christi Sui incorporat, et, per Unctionem Sui Spiritus qui a Capite ad membra Se effundit, e nobis efficit « christos »:
« Qui enim praedestinavit nos Deus in adoptionem, conformes effecit corpori glorioso Christi. Participes igitur effecti Christi, "christi" non immerito appellamini ». 250
« Homo novus, renatus et Deo suo per Eius gratiam restitutus Pater primo in loco dicit, quia filius esse iam coepit ». 251
§ 2783
Deste modo, pela oração do Senhor, nós somos revelados a nós próprios, ao mesmo tempo que nos é revelado o Pai (29):
«Ó homem, tu não ousavas levantar o teu rosto para o céu, baixavas os teus olhos para a terra, e de repente recebeste a graça de Cristo: todos os pecados te foram perdoados, de mau servo tornaste-te bom filho [...]. Portanto, ergue os olhos para o Pai que te resgatou pelo seu Filho e diz: Pai nosso [...]. Mas não reivindiques para ti algo de especial. Só de Cristo é que Ele é Pai de modo especial, de todos nós é Pai em comum; porque só a Ele gerou, ao passo que a nós, criou-nos. Portanto, por graça, diz também tu "Pai nosso", para mereceres ser filho» (30).
Sic, per Orationem Domini, nobismetipsis revelamur simul ac Pater nobis revelatur: 252
« O homo, faciem tuam non audebas ad caelum adtollere, oculos tuos in terram dirigebas, et subito accepisti gratiam Christi, omnia tibi peccata dimissa sunt. Ex malo servo factus es bonus filius. [...] Ergo adtolle oculos ad Patrem, qui te per lavacrum genuit, ad Patrem, qui per Filium te redemit, et dic "Pater noster!" [...]. Sed noli tibi aliquid specialiter vindicare. Solius Christi specialis est Pater, nobis omnibus in commune est Pater, quia Illum solum genuit, nos creavit. Dic ego et tu per gratiam "Pater noster", ut filius esse merearis ». 253
§ 2784
Este dom gratuito da adopção exige da nossa parte uma conversão contínua e uma vida nova. Orar ao nosso Pai deve desenvolver em nós duas disposições fundamentais:O desejo e a vontade de nos parecermos com Ele. Criados à sua imagem, é pela graça que a semelhança nos é restituída e a ela devemos corresponder.
«Devemos lembrar-nos de que, quando chamamos a Deus «Pai nosso», temos de nos comportar como filhos de Deus» (31). «Vós não podeis chamar vosso Pai ao Deus de toda a bondade se conservardes um coração cruel e desumano; porque, nesse caso, já não tendes a marca da bondade do Pai celeste» (32). «Devemos contemplar incessantemente a beleza do Pai e impregnar dela a nossa alma» (33)
Hoc gratuitum adoptionis donum a nobis postulat conversionem continuam et vitam novam. Nostrum orare Patrem debet in nobis duas evolvere dispositiones fundamentales: desiderium et voluntatem se Ei similes esse. Ad Eius imaginem creati, per gratiam nobis redditur similitudo eidemque respondere debemus:
« Quando Patrem Deum dicimus quasi filii Dei agere debemus ». 254
« Non potest benignum Deum Patrem appellare quisquis est feroci immitique animo: neque enim servat illas benignitatis, quae in caelesti Patre est, tesseras ». 255
« Ad paternam omni tempore pulchritudinem spectandum esse, et iuxta illam, suam unumquemque animam exornare debere ». 256
§ 2785
Um coração humilde e confiante que nos faça «voltar ao estado de crianças» (Mt 18, 3): porque é aos «pequeninos» que o Pai Se revela (Mt 11, 25):
É um estado «que se forma contemplando a Deus somente, com o ardor da caridade. Nele, a alma funde-se e abisma-se em santa dilecção e trata com Deus como com o seu próprio Pai, muito familiarmente, numa ternura de piedade muito particular» (34).
«Pai nosso – que haverá de mais querido para os filhos do que o pai? – Este nome suscita em nós ao mesmo tempo o amor, o afecto na oração, [...] e também a esperança de obter o que vamos pedir [...]. De facto, que pode Ele recusar à súplica dos seus filhos, quando já previamente lhes permitiu que fossem filhos seus?» (35).
Cor humile et confidens quo convertamur et efficiamur « sicut parvuli » (Mt 18,3): quoniam Pater Se revelat « parvulis » (Mt 11,25):
Est status, « qui contemplatione Dei solius et caritatis ardore formatur, per quem mens in Illius dilectionem resoluta atque reiecta familiarissime Deo velut Patri proprio peculiari pietate conloquitur ». 257
« Pater noster. Quo nomine et caritas excitatur — quid enim carius filiis esse debet quam pater? — et supplex affectus [...] et quaedam impetrandi praesumptio, quae petituri sumus [...]. Quid enim iam non det filiis petentibus, cum hoc ipsum ante dederit, ut filii essent? ». 258
§ 2786
Pai «nosso» refere-se a Deus. Pela nossa parte, o adjectivo «nosso» não exprime uma posse, mas sim uma relação totalmente nova com Deus.
Pater « noster » attinet ad Deum. Hoc adiectivum possessionem, e parte nostra, non exprimit, sed relationem ad Deum prorsus novam.
§ 2787
Quando dizemos Pai «nosso», reconhecemos, antes de mais nada, que todas as suas promessas de amor, anunciadas pelos profetas, se cumpriram na Nova e eterna Aliança no seu Cristo: nós tornámo-nos o «seu» povo e Ele é doravante o «nosso» Deus. Esta relação nova é uma pertença mútua, dada gratuitamente: é por amor e fidelidade (36) que temos de responder «à graça e à verdade» que nos foram dadas em Cristo Jesus (37).
Cum Pater « noster » dicimus, agnoscimus imprimis omnes Eius promissiones amoris, per Prophetas nuntiatas, Novo et aeterno Foedere in Christo Eius esse impletas: effecti sumus « Eius » populus et Ipse est exinde « noster » Deus. Haec nova relatio est mutua pertinentia gratuito donata: amore et fidelitate 259 oportet ut respondeamus « gratiae et veritati », quae nobis in Iesu Christo datae sunt. 260
§ 2788
Uma vez que a oração do Senhor é a do seu povo nos «últimos tempos», este «nosso» exprime também a certeza da nossa esperança na última promessa de Deus: na Jerusalém nova, Ele dirá ao vencedor: «Eu serei o seu Deus e ele será o meu Filho» (Ap 21, 7).
Quia Oratio Domini illa est populi Eius in « novissimis temporibus », hoc verbum « noster » exprimit etiam nostrae spei certitudinem in ultimam Promissionem Dei; Ipse in nova Ierusalem vincenti dicet: « Ero illi Deus, et ille erit mihi filius » (Apc 21,7).
§ 2789
Rezando ao «nosso» Pai, é ao Pai de nosso Senhor Jesus Cristo que nós nos dirigimos pessoalmente. Não dividimos a divindade, pois que o Pai é a sua «fonte e origem», mas confessamos desse modo que o Filho é por Ele gerado eternamente e que d'Ele procede o Espírito Santo. Também não confundimos as Pessoas, pois confessamos que a nossa comunhão é com o Pai e com o seu Filho Jesus Cristo no seu único Espírito Santo. A Santíssima Trindade é consubstancial e indivisível. Quando rezamos ao Pai, adoramo-Lo e glorificamo-Lo com o Filho e o Espírito Santo.
Orantes Patrem « nostrum », nos personaliter vertimus ad Patrem Domini nostri Iesu Christi. Divinitatem non dividimus, quia Pater est eius « fons et origo », sed sic profitemur, aeterne ab Eo Filium generari et ex Eo Spiritum Sanctum procedere. Neque Personas confundimus, quia profitemur, nostram communionem cum Patre esse Eiusque Filio, Iesu Christo, in Eorum unico Spiritu Sancto. Sancta Trinitas consubstantialis est et indivisibilis. Cum Patrem oramus, Eum cum Filio et Spiritu Sancto adoramus et glorificamus.
§ 2790
Gramaticalmente, «nosso» qualifica uma realidade comum a vários. Há um só Deus, que é reconhecido como Pai por aqueles que, pela fé no seu Filho Único, renasceram d'Ele pela água e pelo Espírito (38). A Igreja é esta nova comunhão de Deus com os homens; unida ao Filho Único, que se tornou o «primogénito de muitos irmãos» (Rm 8, 29), ela está em comunhão com um só e mesmo Pai, num só e mesmo Espírito Santo (39). Ao rezar Pai «nosso», cada baptizado reza nesta comunhão: «A multidão dos que haviam abraçado a fé tinha um só coração e uma só alma» (Act 4, 32).
Grammatice « noster » realitatem afficit pluribus communem. Unus est Deus et Ipse Pater ab illis agnoscitur, qui, per fidem in Eius Filium unicum, ab Eo renascuntur per aquam et Spiritum Sanctum. 261 Ecclesia est haec nova Dei et hominum communio: coniuncta Filio unico, qui effectus est « primogenitus in multis fratribus » (Rom 8,29), ipsa in communione est cum uno et Eodem Patre, in uno et Eodem Spiritu Sancto. 262 Patrem « nostrum » orans, unusquisque baptizatus in hac orat communione: « Multitudinis [...] credentium erat cor unum et anima una » (Act 4,32).
§ 2791
É por isso que, apesar das divisões dos cristãos, a oração ao «nosso» Pai continua a ser um bem comum e um apelo premente para todos os baptizados. Em comunhão pela fé em Cristo e pelo Baptismo, eles devem participar na oração de Jesus pela unidade dos seus discípulos (40).
Hac de causa, non obstantibus christianorum divisionibus, oratio ad Patrem « nostrum » permanet bonum commune et urgens pro omnibus baptizatis vocatio. Ipsi, in communione per fidem in Christum et per Baptismum, orationem Iesu pro Eius discipulorum unitate debent participare. 263
§ 2792
Por fim, se rezamos em verdade o «Pai-nosso», saímos do individualismo, pois o Amor que nós acolhemos dele nos liberta. O «nosso» do princípio da oração do Senhor, tal como o «nos» das quatro últimas petições, não é exclusivo de ninguém. Para que seja dito em verdade (41), as nossas divisões e oposições têm de ser superadas.
Denique, si vere orationem « Pater noster » precamur, ab individualismo eximus, quia amor, quem accepimus, nos liberat ex eodem. Verbum « noster », initio Orationis Domini, sicut verbum « nos » quattuor ultimarum petitionum, neminem excludit. Ut illud dicatur in veritate, 264 nostrae divisiones nostraeque oppositiones superandae sunt.
§ 2793
Os baptizados não podem dizer Pai «nosso», sem levar até junto d'Ele todos aqueles por quem Ele deu o seu Filho bem-amado. O amor de Deus é sem fronteiras; a nossa oração deve sê-lo também (42). Rezar Pai «nosso» abre-nos às dimensões do seu amor manifestado em Cristo: orar com e por todos os homens que ainda O não conhecem, para que sejam «reunidos na unidade» (43). Este cuidado divino por todos os homens e por toda a criação animou todos os grandes orantes; deve também dilatar a nossa oração num amor sem limites, quando ousamos dizer: Pai «nosso».
Baptizati nequeunt orare verba Pater « noster » quin apud Eum omnes illos afferant, pro quibus Ipse Suum dilectum tradidit Filium. Amor Dei finibus caret, nostra oratio etiam eis carere debet. 265 Patrem « nostrum » precari aperit nos ad dimensiones amoris Eius in Christo manifestati: orare cum omnibus hominibus et pro omnibus hominibus qui Eum adhuc ignorant, ut in unum congregentur. 266 Haec divina sollicitudo de omnibus hominibus totaque creatione omnes magnos animavit orantes: eadem nostram dilatare debet orationem in latitudinem amoris, cum audemus dicere Pater « noster ». IV. « Qui es in caelis »
§ 2794
Esta expressão bíblica não significa um lugar («o espaço»), mas um modo de ser; não é o distanciamento de Deus, mas a sua majestade. O nosso Pai não está «algures», está «para além de tudo» o que podemos conceber da sua santidade. E é por ser três vezes santo que Ele está mesmo junto do coração humilde e contrito:
«É com razão que estas palavras: "Pai nosso que estais nos céus" se referem ao coração dos justos, nos quais Deus habita como em seu templo. Por isso, também aquele que ora há-de desejar ver morar em si Aquele a quem invoca» (44). «Os "céus" também poderiam muito bem ser aqueles que trazem em si a imagem do mundo celeste e em quem Deus mora e passeia» (45).
Haec biblica locutio non significat quemdam locum (« spatium »), sed modum essendi; non Dei longinquitatem, sed Eius maiestatem. Pater noster non est « alibi », Ipse est « ultra omnia » ea quae de Eius sanctitate possumus cogitare. Quia Ipse ter Sanctus est, cordi humili et contrito est prorsus proximus:
« Recte ergo intelligitur quod dictum est, Pater noster qui es in caelis, in cordibus iustorum esse dictum, tamquam in templo sancto Suo. Simul etiam ut qui orat, in se quoque ipso velit habitare quem invocat ». 267
« Caeli autem etiam essent ii qui caelestis imaginem ferunt, in quibus est Deus inhabitans et inambulans ». 268
§ 2795
O símbolo dos céus remete-nos para o mistério da Aliança que nós vivemos, quando rezamos ao Pai. Ele está nos céus: é a sua morada. A casa do Pai é, pois, a nossa «pátria». Foi da terra da Aliança que o pecado nos exilou (46), e é para o Pai, para o céu, que a conversão do coração nos faz voltar (47). Ora, foi em Cristo que o céu e a terra se reconciliaram (48), porque o Filho «desceu do céu», sozinho, e para lá nos faz subir juntamente consigo, pela sua cruz, ressurreição e ascensão (49).
Caelorum symbolum nos ad mysterium remittit Foederis, in quo vivimus, cum Patrem nostrum precamur. Ipse est in caelis, haec Eius est mansio, domus Patris est igitur nostra « patria ». A Foederis terra nos peccatum effecit exsules 269 et ad Patrem, ad caelum conversio cordis nos facit redire. 270 In Christo igitur caelum et terra reconciliantur, 271 quia Filius « descendit de caelis », solus, et Idem efficit ut nos cum Ipso in eos ascendamus, per Suam crucem, Suam Resurrectionem Suamque Ascensionem. 272
§ 2796
Quando a Igreja reza «Pai nosso que estais nos céus», professa que somos o povo de Deus já sentado nos céus em Cristo Jesus (50) escondidos com Cristo em Deus (51) e que, ao mesmo tempo, «gememos nesta tenda, ansiando por revestir-nos da nossa habitação celeste» (2 Cor 5, 2) (52):
Os cristãos «estão na carne, mas não vivem segundo a carne. Passam a vida na terra, mas são cidadãos do céu» (53).
Cum Ecclesia « Pater noster qui es in caelis » precatur orationem, profitetur nos esse populum Dei iam in caelestibus in Christo Iesu consedentes, 273 absconditos cum Christo in Deo, 274 et qui simul « ingemiscimus, habitationem nostram, quae de caelo est, superindui cupientes » (2 Cor 5,2): 275
Christiani « in carne sunt, sed non secundum carnem vivunt. In terra degunt, sed in caelo civitatem suam habent ». 276
§ 2797
A confiança simples e fiel, a segurança humilde e alegre são as disposições que convêm a quem reza o Pai-Nosso.
Fiducia simplex et fidelis, securitas humilis et gaudiosa sunt dispositiones quae ei conveniunt qui orationem « Pater noster » precatur.
§ 2798
Podemos invocar Deus como «Pai», porque no-Lo revelou o Filho de Deus feito homem, em quem, pelo Baptismo, somos incorporados e adoptados como filhos de Deus.
Deum possumus tamquam « Patrem » invocare, quia Filius Dei, cui, per Baptismum, incorporati et in quo ut filii Dei sumus adoptati, nobis Eum revelavit.
§ 2799
A oração do Senhor põe-nos em comunhão com o Pai e com seu Filho Jesus Cristo. E, ao mesmo tempo, revela-nos a nós mesmos (54).
Oratio Domini efficit ut nos cum Patre Eiusque Filio Iesu Christo communicemus. Eadem simul nos nobismetipsis revelat. 277
§ 2800
Rezar ao nosso Pai deve fazer crescer em nós a vontade de nos parecermos com Ele e criar em nós um coração humilde e confiante.
Patrem nostrum orare debet voluntatem nos Ei similes fieri in nobis excolere, sicut etiam cor humile et confidens.
§ 2801
Ao dizermos Pai «nosso», invocamos a Nova Aliança em Jesus Cristo, a comunhão com a Santíssima Trindade e a caridade divina que, através da Igreja, se estende às dimensões do mundo.
Pater « noster » dicentes, Novum invocamus in Iesu Christo Foedus, communionem cum Sancta Trinitate et caritatem divinam quae per Ecclesiam ad mundi extenditur dimensiones.
§ 2802
A expressão «que estais nos céus» não designa um lugar, mas sim a majestade de Deus e a sua presença no coração dos justos. O céu, a Casa do Pai, constitui a verdadeira pátria, para onde caminhamos e à qual desde já pertencemos.
« Qui es in caelis » quemdam locum non denotat, sed maiestatem Dei et Eius in iustorum corde praesentiam. Caelum, Patris mansio, veram constituit patriam ad quam tendimus et ad quam iam pertinemus. (244) Sanctus Petrus Chrysologus, Sermo 71, 3: CCL 24A, 425 (PL 52, 401).(245) Eph 3,12; Heb 3,6; 4,16; 10,19; 1 Io 2,28; 3,21; 5,14. (246) Tertullianus, De oratione, 3, 1: CCL 1, 258-259 (PL 1, 1257).(247) Cf Io 1,1.(248) Cf 1 Io 5,1.(249) Cf 1 Io 1,3.(250) Sanctus Cyrillus Hierosolymitanus, Catecheses mystagogicae, 3, 1: SC 126, 120 (PG 33, 1088). (251) Sanctus Cyprianus Carthaginiensis, De dominica Oratione, 9: CCL 3A, 94 (PL 4, 541). (252) Cf Concilium Vaticanum II, Const. past. Gaudium et spes, 22: AAS 58 (1966) 1042. (253) Sanctus Ambrosius, De sacramentis, 5, 19: CSEL 73, 66 (PL 16, 450).(254) Sanctus Cyprianus Carthaginiensis, De dominica Oratione, 11: CCL 3A, 96 (PL 4, 543). (255) Sanctus Ioannes Chrysostomus, De angusta porta et in Orationem dominicam, 3: PG 51, 44. (256) Sanctus Gregorius Nyssenus, Homiliae in Orationem dominicam, 2: Gregorii Nysseni opera, ed. W. Jaeger-H. Langerbeck, v. 72 (Leiden 1992) p. 30 (PG 44, 1148). (257) Sanctus Ioannes Cassianus, Conlatio 9, 18, 1: CSEL 13, 265-266 (PL 49, 788). (258) Sanctus Augustinus, De sermone Domini in monte, 2, 4, 16: CCL 35, 106 (PL 34, 1276). (259) Cf Os 2,21-22; 6,1-6. (260) Cf Io 1,17. (261) Cf 1 Io 5,1; Io 3,5. (262) Cf Eph 4,4-6. (263) Cf Concilium Vaticanum II, Decr. Unitatis redintegratio, 8: AAS 57 (1965) 98; Ibid., 22: AAS 57 (1965) 105-106. (264) Cf Mt 5,23-24; 6,14-15. (265) Cf Concilium Vaticanum II, Decl. Nostra aetate, 5: AAS 58 (1966) 743-744.(266) Cf Io 11,52.(267) Sanctus Augustinus, De sermone Domini in monte, 2, 5, 18: CCL 35, 108-109 (PL 34, 1277). (268) Sanctus Cyrillus Hierosolymitanus, Catecheses mystagogicae, 5, 11: SC 126, 160 (PG 33, 1117). (269) Cf Gn 3. (270) Cf Ier 3,19–4,1a; Lc 15,18.21. (271) Cf Is 45,8; Ps 85,12. (272) Cf Io 12,32; 14,2-3; 16,28; 20,17; Eph 4,9-10; Heb 1,3; 2,13.(273) Cf Eph 2,6.(274) Cf Col 3,3.(275) Cf Phil 3,20; Heb 13,14. (276) Epistula ad Diognetum, 5, 8-9: SC 33, 62-64 (Funk 1,398).(277) Cf Concilium Vaticanum II, Const. past. Gaudium et spes, 22: AAS 58 (1966) 1042.
§ 2803
Depois de nos termos posto na presença de Deus nosso Pai para O adorarmos, amarmos e bendizermos, o Espírito filial faz brotar dos nossos corações sete petições, que são sete bênçãos. As três primeiras, mais teologais, atraem-nos para a glória do Pai; as quatro últimas, como caminhos para Ele, expõem a nossa miséria à sua graça. «Abismo atrai abismo» (Sl 42, 8).
Postquam ante Deum Patrem nostrum venimus ad Eum adorandum, Eum amandum Eique benedicendum, Spiritus filialis efficit ut e nostris cordibus septem petitiones, septem benedictiones, ascendant. Tres primae, quae magis sunt theologales, nos in gloriam attrahunt Patris, quattuor postremae, tamquam viae ad Eum, Eius gratiae nostram offerunt miseriam. « Abyssus abyssum invocat » (Ps 42,8).
§ 2804
O primeiro conjunto leva-nos até Ele, para Ele: o vosso nome, o vosso Reino, a vossa vontade! É próprio do amor pensar, em primeiro lugar, n' Aquele que amamos. Em cada um dos três pedidos, nós não «nos» nomeamos, mas o que nos move é o «desejo ardente», é mesmo «a ânsia» do Filho bem-amado pela glória de seu Pai (55): «Santificado seja [...]. Venha [...]. Seja feita...». Estas três súplicas já foram atendidas no sacrifício de Cristo salvador, mas agora estão orientadas, na esperança, para o seu cumprimento final, enquanto Deus ainda não é tudo em todos (56).
Primus motus ad Eum, pro Eo, nos fert: Nomen Tuum, Regnum Tuum, voluntas Tua! Proprium est amoris imprimis cogitare de Eo quem amamus. In unaquaque ex his tribus petitionibus « nos » non nominamus, sed « desiderium ardens », « anxietas » ipsa, Filii dilecti pro Eius Patris gloria nos prehendit. 278 « Sanctificetur [...]. Adveniat [...]. Fiat... »: hae tres supplicationes in sacrificio Christi Salvatoris sunt iam exauditae, sed eadem exinde in suam finalem impletionem vertuntur in spe, dum Deus nondum est omnia in omnibus. 279
§ 2805
O segundo conjunto de petições segue a dinâmica de certas epicleses eucarísticas: é oferenda das nossas expectativas e atrai o olhar do Pai das misericórdias. Parte de nós e diz-nos respeito já agora, neste mundo: «Dai-nos [...], perdoai-nos [...], não nos deixeis [...], livrai-nos...». A quarta e quinta petições dizem respeito à nossa vida, como tal, quer para a alimentar, quer para a curar do pecado. As duas últimas dizem respeito ao nosso combate pela vitória da vida, que é o próprio combate da oração.
Secunda petitionum congeries in motu evolvitur quarumdam Epiclesium eucharisticarum: nostrarum exspectationum est oblatio et Patris misericordiarum attrahit intuitum. A nobis ascendit et iam nunc, in hoc mundo, attinet ad nos: « Da nobis [...]; dimitte nobis [...]; ne nos inducas [...]; libera nos... ». Petitiones quarta et quinta ad nostram attinent vitam, qua talem, sive ad illam nutriendam, sive ad illam a peccato sanandam; duae postremae ad nostram attinent colluctationem pro vitae victoria, ad ipsam orationis colluctationem.
§ 2806
Pelas três primeiras petições, somos confirmados na fé, repletos de esperança e abrasados pela caridade. Criaturas e, para além disso, pecadores, devemos pedir por nós – um «nós» à medida do mundo e da história – que entregamos ao amor sem medida do nosso Deus. Pois é pelo nome do seu Cristo e pelo Reino do seu Espírito Santo que o nosso Pai realiza o seu desígnio de salvação para nós e para todo o mundo.
Tribus primis petitionibus in fide confirmamur, spe implemur et caritate inflammamur. Creaturae et adhuc peccatores, petere debemus pro nobis, hoc « nobis » vocabulo ad mensuram mundi et historiae, quos immenso nostri Dei amori offerimus. Nam Pater noster, per Nomen Christi Sui et Regnum Sui Spiritus Sancti Suum salutis adimplet consilium pro nobis et pro universo mundo. I. « Sanctificetur Nomen Tuum »
§ 2807
A palavra «santificar» deve ser entendida, aqui, antes de mais, não no seu sentido causativo (só Deus santifica, torna santo), mas sobretudo num sentido estimativo: reconhecer como santo, tratar de um modo santo. É assim que, na adoração, esta invocação é por vezes entendida como louvor e acção de graças (57). Mas esta petição é-nos ensinada por Jesus na forma optativa: um pedido, um desejo, e expectativa na qual Deus e o homem estão empenhados. Desde a primeira petição ao nosso Pai, mergulhamos no mistério íntimo da sua divindade e no drama da salvação da nossa humanidade. Pedir-Lhe que o seu nome seja santificado é envolvermo-nos «no desígnio benevolente que Ele de antemão formou a nosso respeito» (Ef 1, 9), para que «sejamos santos e imaculados diante d'Ele, no amor» (Ef 1, 4).
Verbum « sanctificare » debet hic intelligi, non imprimis suo sensu causativo (solus Deus sanctificat, sanctum efficit), sed praecipue sensu aestimativo: tamquam sanctum agnoscere, sancte tractare. Sic in adoratione, haec invocatio quandoque tamquam laus intelligitur et gratiarum actio. 280 Sed Iesus nos hanc docuit petitionem tamquam optativam formam: petitionem, desiderium et exspectationem in qua Deus et homo innectuntur. Inde a prima petitione orationis in intimum Eius divinitatis immergimur mysterium et in drama salutis humanitatis nostrae. Petere ut Nomen Eius sanctificetur nos implicat in « beneplacitum Eius quod proposuit » (Eph 1,9), « ut essemus sancti et immaculati in conspectu Eius in caritate » (Eph 1,4).
§ 2808
Nos momentos decisivos da sua economia, Deus revela o seu nome; mas revela-o realizando a sua obra. Ora esta obra só se realiza, para nós e em nós, se o seu nome for santificado por nós e em nós.
Deus, in definitivis Suae Oeconomiae momentis, Nomen revelat Suum, sed id revelat Suum adimplens opus. Hoc vero opus in rem pro nobis et in nobis non efficitur, nisi Eius Nomen a nobis et in nobis sanctificetur.
§ 2809
A santidade de Deus é o foco inacessível do seu mistério eterno. Ao que dela se manifestou na criação e na história, a Escritura chama Glória, a irradiação da sua majestade (58). Ao fazer o homem «à sua imagem e semelhança» (Gn 1, 26), Deus «coroa-o de glória» (59), mas, ao pecar, o homem é «privado da glória de Deus» (60). Desde então, Deus vai manifestar a sua santidade revelando e dando o seu nome, para restaurar o homem «à imagem do seu Criador» (Cl 3, 10).
Sanctitas Dei centrum est inaccessibile Eius mysterii aeterni. Scriptura quod de Eo in creatione manifestatur et in historia, gloriam appellat, Eius maiestatis splendorem. 281 Deus, hominem « ad imaginem et similitudinem » (Gn 1,26) faciens Suam, eum gloria coronavit, 282 sed homo peccans « eget gloria Dei ». 283 Exinde Deus Suam ostendet sanctitatem, homini Suum revelans ac donans Nomen, ut eum restauret « secundum imaginem Eius, qui creavit eum » (Col 3,10).
§ 2810
Na promessa feita a Abraão e no juramento que a acompanha (61), Deus compromete-Se a Si mesmo, mas sem revelar o seu nome. É a Moisés que começa a revelá-Lo (62), e manifesta-O aos olhos de todo o povo salvando-o dos Egípcios: «revestiu-Se de glória» (Ex 15, 1). A partir da Aliança do Sinai, este povo é «seu» e deve ser uma «nação santa» (ou consagrada; em hebreu é a mesma palavra) (63), porque o nome de Deus habita nela.
In Promissione Abrahae facta et in iureiurando, quod eam comitatur, 284 Deus Se obligat quin Nomen detegat Suum. Ipse id Moysi revelare incipit 285 idque oculis manifestat totius populi, eum ab Aegyptiis salvans: « Gloriose [...] magnificatus est » (Ex 15,1). Post Sinai Foedus, hic populus est « Eius » et debet esse « gens sancta » (seu consecrata, quod Hebraice idem est verbum) 286 quia Nomen Dei in eo habitat.
§ 2811
Ora, apesar da Lei santa que o Deus santo lhe deu e tornou a dar (64), e muito embora o Senhor, «por respeito pelo seu nome», usasse de paciência, o povo desviou-se do Santo de Israel e «profanou o seu nome entre as nações» (65). Por isso, os justos da Antiga Aliança, os pobres retornados do exílio e os profetas arderam de paixão pelo Nome.
Populus tamen, non obstante Lege sancta quam Deus Sanctus 287 semel ei donat atque iterum, et licet Dominus « propter Nomen sanctum Suum » patienter agat, se avertit a Sancto Israel et « polluit Nomen sanctum Eius in gentibus ». 288 Propterea iusti Veteris Foederis, pauperes, qui redierunt ab exilio, et Prophetae Eius Nominis ardebant passione.
§ 2812
Finalmente, é em Jesus que o nome do Deus santo nos é revelado e dado, na carne, como salvador (66): revelado pelo que Ele é, pela sua Palavra e pelo seu sacrifício (67). É o coração da sua oração sacerdotal: «Pai santo, [...] por eles Eu me consagro para que também eles sejam consagrados na verdade» (Jo 17, 19). Porque Ele próprio «santifica» o seu nome (68), é que Jesus nos «manifesta» o nome do Pai (69). No termo da sua Páscoa é que o Pai Lhe dá então o nome que está acima de todo o nome: Jesus é Senhor para glória de Deus Pai (70).
In Iesu denique Nomen Dei Sancti nobis revelatum est et datum, in carne, tamquam Salvator: 289 revelatum ab eo quod Ipse Est, ab Eius verbo ab Eiusque sacrificio. 290 Hoc Eius orationis sacerdotalis est cor: Pater Sancte, « pro eis ego sanctifico meipsum, ut sint et ipsi sanctificati in veritate » (Io 17,19). Iesus, quia Nomen Suum Ipse « sanctificat », 291 nobis Nomen Patris « manifestat ». 292 Ad Eius Paschatis finem, Pater Ei Nomen, quod est super omne nomen, tunc donat: Iesus est Dominus in gloriam Dei Patris. 293
§ 2813
Na água do Baptismo, nós fomos «purificados, santificados, justificados pelo nome do Senhor Jesus Cristo e pelo Espírito do nosso Deus» (1 Cor 6, 11). Em toda a nossa vida, o nosso Pai chama-nos «à santidade» (1 Ts 4, 7) e, uma vez que é por Ele que nós estamos em Cristo Jesus, «o qual Se tornou para nós [...] santidade» (1 Cor 1, 30), interessa à sua glória e à nossa vida que o seu nome seja santificado em nós e por nós. Tal é a urgência da nossa primeira petição.
«Por quem poderia Deus ser santificado se é Ele próprio quem santifica? Mas porque Ele mesmo disse: "sede santos, porque Eu sou santo" (Lv 14, 44), nós que fomos santificados no Baptismo, pedimos e rogamos para perseverar no que começámos a ser. E isso nós o pedimos todos os dias. Precisamos de uma santificação quotidiana para que, incorrendo em faltas todos os dias, todos os dias sejamos delas purificados por uma santificação assídua [...] Portanto, oramos para que esta santificação permaneça em nós» (71).
In Baptismatis aqua, fuimus « abluti [...], sanctificati [...], iustificati [...] in nomine Domini Iesu Christi et in Spiritu Dei nostri » (1 Cor 6,11). Per totam nostram vitam, Pater noster nos vocat « in sanctificationem » (1 Thess 4,7), et quia ex Ipso sumus in Christo Iesu, « qui factus est [...] nobis [...] sanctificatio » (1 Cor 1,30), de Eius gloria agitur et de nostra vita in eo quod Eius Nomen sanctificetur in nobis et a nobis. Sic urget nostra prima petitio.
« Ceterum a quo Deus sanctificatur qui Ipse sanctificat? Sed quia Ipse dixit: "Sancti estote, quoniam et ego sanctus sum" (Lv 11,44), id petimus et rogamus, ut qui in Baptismo sanctificati sumus, in eo quod esse coepimus perseveremus. Et hoc cotidie deprecamur. Opus est enim nobis cotidiana sanctificatio, ut qui cotidie delinquimus delicta nostra sanctificatione adsidua repurgemus. [...] Haec sanctificatio ut in nobis permaneat oramus ». 294
§ 2814
Depende inseparavelmente da nossa vida e da nossa oração que o seu nome seja santificado entre as nações:
«Pedimos a Deus que o seu nome seja santificado, porque é pela santidade que Ele salva e santifica toda a criação. [...] Este é o nome que dá a salvação ao mundo perdido. Mas nós pedimos que este nome de Deus seja santificado em nós pela nossa actuação. Porque se nós agirmos bem, o nome de Deus é bendito; mas é blasfemado se agirmos mal. Escuta o que diz o Apóstolo: "O nome de Deus é blasfemado entre as nações, por causa de vós" (Rm 2, 24) 72. Nós, portanto, pedimos para merecermos ter nos nossos costumes tanta santidade, quanto é santo o nome de Deus» (73).
«Quando dizemos: "Santificado seja o vosso nome", pedimos que ele seja santificado em nós que estamos n'Ele, mas também nos outros, por quem a graça de Deus ainda está à espera, para nos conformarmos com o preceito que nos obriga a orar por todos, mesmo pelos nossos inimigos. É por isso que nós não dizemos expressamente: santificado seja o vosso nome "em nós", porque pedimos que o seja em todos os homens» (74).
A nostra vita et a nostra oratione inseparabiliter pendet ut Eius Nomen inter nationes sanctificetur:
« Nos petimus, ut sanctificet Nomen Suum Deus, quod sanctitate Sua totam salvat et sanctificat creaturam. [...] Hoc Nomen est quod mundo perdito dat salutem. Sed petimus ut Nomen Dei actu nostro sanctificetur in nobis. Nobis enim bene agentibus benedicitur Nomen Dei, male agentibus blasphematur. Audi Apostolum dicentem: "Nomen Dei per vos blasphematur in gentibus" (Rom 2,24). 295 Petimus ergo, petimus ut quantum Nomen Dei sanctum est, tantum nos Eius mereamur in nostris moribus sanctitatem ». 296
« Cum dicimus: "Sanctificetur Nomen Tuum", id petimus, ut sanctificetur in nobis, qui in Illo sumus, simul et in ceteris, quos adhuc gratia Dei expectat, ut et huic praecepto pareamus orando pro omnibus, etiam pro inimicis nostris. Ideoque suspensa enuntiatione non dicentes: sanctificetur in nobis, in omnibus dicimus ». 297
§ 2815
Esta petição, que as inclui todas, é atendida pela oração de Cristo, como as restantes seis petições que se seguem. A oração que fazemos ao nosso Pai é nossa, se for rezada «em nome» de Jesus (75). Na sua oração sacerdotal, Jesus pede: «Pai santo, guarda em teu nome aqueles que Me deste» (Jo 17, 11).
Haec petitio, quae omnes continet, Christi oratione exauditur, sicut sex reliquae petitiones quae sequuntur. Oratio ad Patrem nostrum nostra est oratio, si in nomine Iesu oratur. 298 Iesus in Sua oratione sacerdotali petit: « Pater Sancte, serva eos in Nomine Tuo, quod dedisti mihi » (Io 17,11). II. « Adveniat Regnum Tuum »
§ 2816
No Novo Testamento, a mesma palavra « basileia» pode traduzir-se por realeza (nome abstracto), reino (nome concreto) ou reinado (nome de acção). O Reino de Deus está diante de nós. Aproximou-se no Verbo encarnado, foi anunciado através de todo o Evangelho, veio na morte e ressurreição de Cristo. O Reino de Deus vem desde a santa ceia e, na Eucaristia, está no meio de nós. O Reino virá na glória, quando Cristo o entregar a seu Pai:
«É mesmo possível [...] que o Reino de Deus signifique o próprio Cristo, a Quem todos os dias desejamos que venha e cuja Vinda queremos que aconteça depressa. Do mesmo modo que Ele é a nossa ressurreição, pois n'Ele ressuscitamos, assim também pode ser Ele próprio o Reino de Deus, porque n'Ele reinaremos» (76).
In Novo Testamento, idem verbum basileia verti potest ut « regalitas » (nomen abstractum), « regnum » (nomen concretum) vel « regnatio » (nomen actionis). Regnum Dei nobis est prius. In Verbo incarnato appropinquavit, per totum Evangelium est annuntiatum, in morte et resurrectione Christi advenit. Regnum Dei venit inde a Sancta Coena et in Eucharistia, idem est in medio nostri. Regnum veniet in gloria, cum Christus illud Patri reddet Suo:
« Potest vero [...] et Ipse Christus esse Regnum Dei quem venire cotidie cupimus, cuius Adventus ut cito nobis repraesentetur optamus. Nam cum Resurrectio Ipse sit, quia in Illo resurgimus, sic et Regnum Dei potest Ipse intellegi, quia in Illo regnaturi sumus ». 299
§ 2817
Esta petição é o «Marana Tha», o clamor do Espírito e da esposa: «Vem, Senhor Jesus!»:
«Mesmo que esta oração não nos tivesse imposto o dever de pedir a vinda deste Reino, teríamos espontaneamente soltado este grito, com pressa de irmos abraçar o objecto das nossas esperanças. As almas dos mártires, sob o altar de Deus, invocam o Senhor com grandes gritos: "Até quando, Senhor, até quando tardarás em pedir contas do nosso sangue aos habitantes da terra?" (Ap 6, 10). Eles devem, com efeito, alcançar justiça, no fim dos tempos. Apressa, portanto, Senhor, a vinda do Teu Reino!» (77).
Haec petitio illud est « Marana tha », clamor Spiritus et Sponsae: « Veni, Domine Iesu »:
« Etiam si praefinitum in oratione non esset de postulando Regni Adventu, ultro eam vocem protulissemus festinantes ad spei nostrae complexum. Clamant ad Dominum invidia animae martyrum sub altari: "Quonam usque non ulcisceris, Domine, sanguinem nostrum de incolis terrae?" (Apc 6,10). Nam utique ultio illorum a saeculi fine dirigitur. Immo quam celeriter veniat, Domine, Regnum Tuum ». 300
§ 2818
Na oração do Senhor, trata-se principalmente da vinda final do Reino de Deus pelo regresso de Cristo (78). Mas este desejo não distrai a Igreja da sua missão neste mundo, antes a empenha nela. Porque, desde o Pentecostes, a vinda do Reino é obra do Espírito do Senhor, «para continuar a sua obra no mundo e consumar toda a santificação» (79).
In Oratione Domini praecipue agitur de finali Adventu Regni Dei per Christi reditum. 301 Sed hoc desiderium Ecclesiam ab eius in hoc mundo non avertit missione, eam potius ad illam obligat. Etenim inde a Pentecoste, Adventus Regni est opus Spiritus Domini, « qui, opus Suum in mundo perficiens, omnem sanctificationem » complet. 302
§ 2819
«O Reino de Deus [...] é justiça, paz e alegria no Espírito Santo» (Rm 14, 17). Os últimos tempos em que nos encontramos são os da efusão do Espírito Santo. Trava-se desde então um combate decisivo entre «a carne» e o Espírito (80):
«Só um coração puro pode dizer com confiança: "Venha a nós o vosso Reino". É preciso ter passado pela escola de Paulo para dizer: "Que o pecado deixe de reinar no vosso corpo mortal" (Rm 6, 12). Quem se conserva puro nos seus actos, pensamentos e palavras é que pode dizer a Deus: "Venha a nós o vosso Reino!"» (81).
« Regnum Dei [...] [est] iustitia et pax et gaudium in Spiritu Sancto » (Rom 14,17). Tempora novissima, in quibus sumus, illa sunt effusionis Spiritus Sancti. Exinde dimicatio inter « carnem » et Spiritum committitur definitiva: 303
« Mundae animae est dicere cum fiducia: "Veniat Regnum Tuum". Qui enim audiverit Paulum dicentem: "Non igitur regnet peccatum in mortali vestro corpore" (Rom 6,12); et seipsum opere, cogitatione ac sermone purum praestiterit; is Deo dicturus est: "Veniat Regnum Tuum" ». 304
§ 2820
Discernindo segundo o Espírito, os cristãos devem distinguir entre o crescimento do Reino de Deus e o progresso da cultura e da sociedade em que estão inseridos. Esta distinção não é uma separação. A vocação do homem para a vida eterna não suprime, antes reforça, o seu dever de aplicar as energias e os meios recebidos do Criador no serviço da justiça e da paz neste mundo (82).
In discretione secundum Spiritum, christiani distinguere debent inter Regni Dei incrementum et culturae et societatis progressum in quibus inseruntur. Haec distinctio separatio non est. Hominis ad vitam aeternam vocatio non supprimit, sed roborat eius officium suas vires in praxim ducendi atque media quae a Creatore recepit ad in mundo serviendum iustitiae et paci. 305
§ 2821
Esta petição é feita e atendida na oração de Jesus (83), presente e eficaz na Eucaristia; ela produz o seu fruto na vida nova segundo as bem-aventuranças (84).
Haec petitio sustinetur ab oratione Iesu et exauditur in ea, 306 quae praesens est et efficax in Eucharistia; suum fructum fert in nova vita secundum beatitudines. 307 III. « Fiat voluntas Tua, sicut in caelo, et in terra »
§ 2822
É vontade do nosso Pai «que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade» (1 Tm 2, 3-4). Ele «usa de paciência [...], não querendo que ninguém se perca» (2 Pe 3, 9) (85). O seu mandamento, que resume todos os outros e nos diz toda a sua vontade, é que nos amemos uns aos outros como Ele nos amou (86).
Patris nostri voluntas est « omnes homines [...] salvos fieri et ad agnitionem veritatis venire » (1 Tim 2,4). Ipse « patienter agit [...], nolens aliquos perire » (2 Pe 3,9). 308 Eius praeceptum, quod cetera omnia compendiat, et quod nobis totam Eius exprimit voluntatem, est ut diligamus invicem, sicut Ipse dilexit nos. 309
§ 2823
Ele «manifestou-nos o mistério da sua vontade, segundo o beneplácito que nele de antemão estabeleceu [...]: instaurar todas as coisas em Cristo [...]. Foi n'Ele também que fomos escolhidos como sua herança, predestinados de acordo com o desígnio daquele que tudo opera de acordo com a decisão da sua vontade» (Ef 1, 9-11). Nós pedimos com empenho que este plano benevolente se realize por completo na terra, como já se cumpre no céu.
Ipse « notum [...] [fecit] nobis mysterium voluntatis Suae, secundum beneplacitum Eius, quod proposuit in eo, [...] recapitulare omnia in Christo [...]; in quo etiam sorte vocati sumus, praedestinati secundum propositum Eius, qui omnia operatur secundum consilium voluntatis Suae » (Eph 1,9-11). Instanter petimus ut hoc benevolens consilium in terra plene adimpleatur sicut iam factum est in caelo.
§ 2824
Foi em Cristo e pela sua vontade humana que a vontade do Pai se cumpriu perfeitamente e duma vez para sempre. Ao entrar neste mundo, Jesus disse: «Eu venho, [...] ó Deus, para fazer a tua vontade» (Heb 10, 7) (87). Só Jesus pode dizer: «Faço sempre o que é do seu agrado» (Jo 8, 29). Na oração da sua agonia, Ele conforma-Se totalmente com esta vontade: «Não se faça a minha vontade, mas a tua» (Lc 22, 42) (88). Eis por que Jesus «Se entregou pelos nossos pecados [...] consoante a vontade de Deus» (Gl 1, 4). «Em virtude dessa mesma vontade é que nós fomos santificados, pela oferenda do corpo de Jesus Cristo » (Heb 10, 10).
Voluntas Patris, in Christo, et per Huius humanam voluntatem, perfecte et semel pro semper adimpleta est. Iesus, hunc ingrediens mundum, dixit: « Ecce venio, [...] ut faciam, Deus, voluntatem Tuam » (Heb 10,7). 310 Solus Iesus dicere potest: « Ego, quae placita sunt Ei, facio semper » (Io 8,29). In Suae agoniae oratione, prorsus huic consentit voluntati: « Non mea voluntas, sed Tua fiat » (Lc 22,42). 311 Ecce cur Iesus « dedit Semetipsum pro peccatis nostris [...] secundum voluntatem Dei » (Gal 1,4). « In qua voluntate sanctificati sumus per oblationem corporis Christi Iesu » (Heb 10,10).
§ 2825
Jesus, «apesar de ser Filho, aprendeu, por aquilo que sofreu, o que é obedecer» (Heb 5, 8). Com quanto mais razão nós, criaturas e pecadores, que n'Ele nos tornamos filhos de adopção! Nós pedimos ao nosso Pai que una a nossa vontade à do seu Filho, para que se cumpra a vontade d'Ele, o seu plano de salvação para a vida do mundo. Somos radicalmente impotentes para tal, mas unidos a Jesus e com o poder do seu Espírito Santo, podemos entregar-Lhe a nossa vontade e decidir escolher o que o seu Filho sempre escolheu: fazer o que é do agrado do Pai (89):
«Aderindo a Cristo, podemos tornar-nos um só espírito com Ele e assim cumprir a sua vontade; desse modo, ela será feita na terra como no céu» (90).«Considerai como Jesus Cristo nos ensina a ser humildes, fazendo-nos ver que a nossa virtude não depende só do nosso trabalho, mas da graça de Deus. Aqui, Ele ordena a todo o fiel que ora a fazê-lo de modo universal, por toda a terra. Porque não diz "seja feita a vossa vontade" em mim ou em vós, mas "em toda a terra": para que dela seja banido o erro e nela reine a verdade, o vício seja destruído e a virtude refloresça, e para que a terra deixe de ser diferente do céu» (91).
Iesus, « cum esset Filius, didicit ex his, quae passus est, oboedientiam » (Heb 5,8). Quanto maiore ratione, nos, creaturae et peccatores, in Eo filii adoptionis effecti. A nostro petimus Patre, nostram voluntatem cum illa Filii Eius coniungere ad Eius adimplendam voluntatem, Eius consilium salutis pro mundi vita. Ad id radicaliter sumus impotentes, sed Iesu coniuncti et cum Eius Spiritus Sancti potentia possumus Ei nostram tradere voluntatem et statuere illud eligere quod Eius Filius semper elegit: id facere quod Patri placet: 312
« Possumus [...] Ei adhaerendo unus cum Ipso spiritus fieri, et ita Eius capere voluntatem ut, quomodo perfecta est in caelo, sic perficiatur et in terra ». 313
« Viden quomodo [Iesus Christus] modeste agere doceat, ostendens virtutem non ex nostro studio tantum, sed etiam ex superna gratia pendere? Itemque totius orbis sollicitudinem, nos qui oramus singulos gerere praecipit. Neque enim dixit, "Fiat voluntas Tua" in me, aut in vobis; sed, ubique terrarum, ut error avellatur et veritas inseratur, omnisque nequitia eliminetur, virtus revertatur, atque in ea colenda nihil deinceps differat caelum a terra ». 314
§ 2826
É pela oração que podemos discernir qual é a vontade de Deus (92) e obter perseverança para a cumprir (93). Jesus ensina-nos que se entra no Reino dos céus, não por palavras, mas «fazendo a vontade do meu Pai que está nos céus» (Mt 7, 21).
In oratione discernere possumus quid sit voluntas Dei 315 et obtinere patientiam ad eam implendam. 316 Iesus nos docet in caelorum Regnum ingredi non verbis, sed faciendo « voluntatem Patris mei, qui in caelis est » (Mt 7,21).
§ 2827
«Se alguém honrar a Deus e cumprir a sua vontade, Ele o atende» (Jo 9, 31) (94). Tal é o poder da oração da Igreja feita em nome do seu Senhor, sobretudo na Eucaristia; ela é comunhão de intercessão com a santíssima Mãe de Deus (95) e com todos os santos que foram «agradáveis» ao Senhor por não terem querido senão a sua vontade:
«Podemos ainda, sem trair a verdade, traduzir estas palavras: "seja feita a vossa vontade assim na terra como no céu" por estoutras: na Igreja como em nosso Senhor Jesus Cristo; na esposa que Lhe foi desposada, como no esposo que cumpriu a vontade do Pai» (96).
« Si quis Dei [...] voluntatem [...] facit, hunc exaudit » (Io 9,31). 317 Tanta est orationis Ecclesiae potentia in nomine Eius Domini, praesertim in Eucharistia; eadem est intercessionis communio cum sanctissima Matre Dei 318 et cum omnibus sanctis qui Domino fuerunt « grati » quia nihil nisi Eius voluerunt voluntatem:
« Nec illud a veritate abhorret, ut accipiamus, "Fiat voluntas Tua sicut in caelo et in terra", sicut in Ipso Domino nostro Iesu Christo, ita et in Ecclesia: tanquam in viro qui Patris voluntatem implevit, ita et in femina quae illi desponsata est ». 319
§ 2828
«Dai-nos»: como é bela a confiança dos filhos, que tudo esperam do Pai! «Ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons e chover sobre justos e injustos» (Mt 5, 45); dá a todos os seres vivos «de comer a seu tempo» (Sl 104, 27). É Jesus quem nos ensina esta petição que, de facto, glorifica o nosso Pai porque é o reconhecimento de quanto Ele é bom, acima de toda a bondade.
« Da nobis »: pulchra haec est fiducia filiorum qui omnia a suo exspectant Patre: « Solem Suum oriri facit super malos et bonos et pluit super iustos et iniustos » (Mt 5,45) et omnibus viventibus dat « escam in tempore suo » (Ps 104,27). Iesus nos hanc docet petitionem: eadem revera nostrum glorificat Patrem, quia agnoscit quantopere Ille, ultra omnem bonitatem, sit bonus.
§ 2829
«Dai-nos» é também expressão da Aliança: nós somos d'Ele e Ele é nosso, é para nós. Mas este «nós» reconhece-O também como Pai de todos os homens, e nós pedimos-Lhe por todos, solidários com as suas necessidades e os seus sofrimentos.
« Da nobis » est etiam Foederis expressio: Eius sumus et Ipse est noster, pro nobis. Sed hoc verbum « nos » Eum etiam tamquam Patrem agnoscit omnium hominum et Eum pro eis omnibus precamur, in solidarietate cum eorum necessitatibus eorumque doloribus.
§ 2830
«O pão nosso». O Pai que nos dá a vida não pode deixar de nos dar o alimento necessário para a vida e todos os bens «convenientes», materiais e espirituais. No sermão da montanha, Jesus insiste nesta confiança filial que coopera com a providência do nosso Pai (97). Não nos incita a qualquer espécie de passividade (98), mas quer libertar-nos de toda a inquietação ansiosa e de qualquer preocupação. Assim é o abandono filial dos filhos de Deus:
«Àqueles que procuram o Reino e a justiça de Deus, Ele promete dar tudo por acréscimo. Com efeito, tudo pertence a Deus: nada faltará àquele que possui a Deus se ele próprio não faltar a Deus»(99).
« Panem nostrum ». Pater, qui nobis dat vitam, nequit nobis nutrimentum ad vitam non dare necessarium, omnia bona « convenientia », materialia et spiritualia. In sermone montano, Iesus hanc filialem urget fiduciam quae Patris nostri cooperatur providentiae. 320 Ipse ad passivitatem nequaquam nos inducit, 321 sed vult nos ab omni anxia liberare inquietudine et ab omni sollicitudine. Talis est filialis deditio filiorum Dei:
« Quaerentibus Regnum et iustitiam Dei omnia promittit apponi: nam cum Dei sint omnia, habenti Deum nihil deerit, si Deo ipse non desit ». 322
§ 2831
Mas a presença daqueles que têm fome por falta de pão revela outra profundidade desta petição. O drama da fome no mundo chama os cristãos que oram com sinceridade a assumir uma responsabilidade efectiva em relação aos seus irmãos, tanto nos seus comportamentos pessoais como na solidariedade para com a família humana. Esta petição da oração do Senhor não pode ser isolada das parábolas do pobre Lázaro (100) e do Juízo final (101).
Sed praesentia eorum, qui panis inopia esuriunt, aliam huius petitionis revelat profunditatem. Drama famis in mundo vocat christianos, qui in veritate orant, ad efficacem responsabilitatem erga eorum fratres, tam in eorum personalibus agendi modis quam in eorum solidarietate cum humana familia. Haec Orationis Domini petitio separari nequit a parabolis pauperis Lazari 323 et Iudicii ultimi. 324
§ 2832
Tal como o fermento na massa, a novidade do Reino deve levedar a terra com o Espírito de Cristo (102). Há-de manifestar-se pela instauração da justiça nas relações pessoais e sociais, económicas e internacionais, sem nunca esquecer que não há nenhuma estrutura justa sem homens que queiram ser justos.
Sicut fermentum in massa, Regni novitas terram debet Spiritu Christi perfundere. 325 Hoc manifestari debet iustitiae instauratione in relationibus personalibus et socialibus, oeconomicis et internationalibus, quin oblivioni mandetur structuram iustam non haberi sine hominibus qui iusti esse velint.
§ 2833
Trata-se do «nosso» pão, de «um» para «muitos». A pobreza das bem-aventuranças é a virtude da partilha. Ela convida a comunicar e a partilhar os bens materiais e espirituais, não por coacção, mas por amor, para que a abundância de uns remedeie às necessidades dos outros (103).
De pane agitur « nostro », de « uno » pro « pluribus ». Beatitudinum paupertas virtus est communicationis: eadem vocat ad bona materialia et spiritualia communicanda et dividenda, non coactione, sed amore, ut aliorum abundantia necessitatibus aliorum sit remedium. 326
§ 2834
«Ora e trabalha» (104). «Orai como se tudo dependesse de Deus, e trabalhai como se tudo dependesse de vós» (105). Tendo nós feito o nosso trabalho, o alimento continua a ser uma dádiva do nosso Pai; é bom pedir-Lho dando-Lhe graças por ele. Tal o sentido da bênção da mesa numa família cristã.
« Ora et labora ». 327 « Sic orate ac si totum a Deo dependeret, et sic laborate ac si totum dependeret a vobis ». 328 Post nostrum peractum laborem, nutrimentum permanet donum Patris nostri; bonum est id ab Illo postulare, Eidem de hoc gratias agere. Hic in familia christiana sensus est benedictionis ad mensam.
§ 2835
Esta petição e a responsabilidade que comporta valem também para outra fome de que os homens morrem: «O homem não vive só de pão, mas de toda a palavra que sai da boca do Deus» (Mt 4, 4) (106), quer dizer, da sua Palavra e do seu Sopro. Os cristãos devem mobilizar todos os esforços para «anunciar o Evangelho aos pobres». Há uma fome na terra que «não é fome de pão nem sede de água, mas de ouvir a Palavra do Senhor» (Am 8, 11). É por isso que o sentido especificamente cristão desta quarta petição tem a ver com o Pão da Vida: a Palavra de Deus, que deve ser acolhida na fé, e o corpo de Cristo, recebido na Eucaristia (107).
Haec petitio et responsabilitas quam eadem secumfert, etiam de alia valent fame, qua homines pereunt: « Non in pane solo vivet homo, sed in omni verbo, quod procedit de ore Dei » (Mt 4,4), 329 id est, in Eius Verbo et Eius Spiritu. Christiani omnes suos conatus impellere debent ut « pauperes evangelizentur ». Sunt qui famem habent in terra, « non famem panis neque sitim aquae, sed audiendi Verbum Domini » (Am 8,11). Hac de causa, sensus specifice christianus huius quartae petitionis ad Panem vitae refertur: Verbum Dei fide accipiendum, corpus Christi in Eucharistia receptum. 330
§ 2836
«Hoje» é outra expressão de confiança. É o Senhor que no-la ensina (108); a nossa presunção não poderia inventá-la. Tratando-se sobretudo da sua Palavra e do corpo do seu Filho, este «hoje» não é somente o do nosso tempo mortal: é o «Hoje» de Deus:
«Se em cada dia recebes o pão, cada dia é hoje para ti. Se Cristo é para ti hoje, todos os dias Ele ressuscita para ti. Como é isso? "Tu és o Meu Filho, Eu hoje Te gerei" (Sl 2, 7). Hoje quer dizer: quando Cristo ressuscita» (109).
« Hodie » est etiam fiduciae locutio. Dominus eam nos docet; 331 nostra praesumptio eam invenire non poterat. Siquidem praesertim de Eius agitur Verbo et de corpore Filii Eius, hoc « hodie » non solum est illud nostri mortalis temporis: est « Hodie » Dei:
« Cotidie si accipis, cotidie tibi hodie est. Si tibi hodie est Christus, tibi cotidie resurgit. Quomodo? "Filius meus es tu, ego hodie genui te" (Ps 2,7). Hodie ergo est, quando Christus resurgit ». 332
§ 2837
«De cada dia». Esta palavra «epioúsios» não é usada em mais lado nenhum no Novo Testamento. Tomada num sentido temporal, é uma repetição pedagógica do «hoje» (110) para nos confirmar numa confiança «sem reservas». Tomada no sentido qualitativo, significa o necessário para a vida e, de um modo mais abrangente, todo o bem suficiente para a subsistência (111). Tomada à letra (epioúsios, «sobre-substancial»), designa directamente o Pão da Vida, o corpo de Cristo, «remédio de imortalidade» (112), sem o qual não temos a vida em nós (113). Enfim, ligado ao antecedente, é evidente o sentido celestial: «este dia» é o do Senhor, o do banquete do Reino, antecipado na Eucaristia que é já o antegozo do Reino que vem. É por isso conveniente que a liturgia Eucarística seja celebrada em «cada dia».
«A Eucaristia é o nosso pão de cada dia [...]. A virtude própria deste alimento é a de realizar a unidade a fim de que, reunidos no corpo de Cristo, tornados seus membros, sejamos o que recebemos. [...] E também são pão de cada dia as leituras que em cada dia ouvis na igreja; e os hinos que escutais e cantais, são pão de cada dia. Estes são os mantimentos necessários para a nossa peregrinação» (114).
O Pai celeste exorta-nos a pedir, como filhos do céu, o Pão celeste (115). Cristo «é Ele mesmo o Pão que, semeado na Virgem, levedado na carne, amassado na paixão, cozido no forno do sepulcro, guardado em reserva na Igreja, levado aos altares, fornece cada dia aos fiéis um alimento celeste» (116).
O Pai celeste exorta-nos a pedir, como filhos do céu, o Pão celeste (115). Cristo «é Ele mesmo o Pão que, semeado na Virgem, levedado na carne, amassado na paixão, cozido no forno do sepulcro, guardado em reserva na Igreja, levado aos altares, fornece cada dia aos fiéis um alimento celeste» (116).
« Cotidianum ». Novum Testamentum alias hoc verbo epioúsios non utitur. Id, sensu temporali sumptum, paedagogica est repetitio illius « hodie » 333 ad nos confirmandos in fiducia « sine exceptione ». Sensu qualitativo sumptum, significat id quod ad vitam necessarium est, et largius omne bonum sufficiens ad subsistendum. 334 Ad litteram sumptum (epioúsios: « super-substantiale »), directe indicat Panem vitae, corpus Christi, « pharmacum immortalitatis » 335 sine quo vitam in nobis non habemus. 336 Tandem, si cum verbo praecedenti coniungatur, sensus caelestis est evidens: « dies », de quo ibi agitur, est ille Domini, ille Convivii Regni, anticipati in Eucharistia quae iam praegustatio est Regni venturi. Hac de causa, oportet liturgiam eucharisticam « cotidie » celebrari.
« Ergo Eucharistia panis noster cotidianus est [...]. Virtus enim ipsa quae ibi intelligitur, unitas est, ut redacti in corpus Eius, effecti membra Eius, simus quod accipimus. [...] Et quod in Ecclesia lectiones cotidie auditis, panis cotidianus est: et quod hymnos auditis et dicitis, panis cotidianus est. Haec enim sunt necessaria peregrinationi nostrae ». 337
Pater de caelo nos hortatur ut, sicut filii de caelo, Panem de caelo petamus. 338 Christus « Ipse est panis qui est satus in Virgine, fermentatus in carne, in passione confectus, fornace coctus sepulcri, in ecclesiis conditus, inlatus altaribus caelestem cibum cotidie fidelibus subministrat ». 339
Pater de caelo nos hortatur ut, sicut filii de caelo, Panem de caelo petamus. 338 Christus « Ipse est panis qui est satus in Virgine, fermentatus in carne, in passione confectus, fornace coctus sepulcri, in ecclesiis conditus, inlatus altaribus caelestem cibum cotidie fidelibus subministrat ». 339 V. « Dimitte nobis debita nostra, sicut et nos dimittimus debitoribus nostris »
§ 2838
Esta petição é surpreendente. Se comportasse somente o primeiro membro da frase – «Perdoai-nos as nossas ofensas» – poderia estar incluída implicitamente nas três primeiras petições da oração do Senhor, pois que o sacrifício de Cristo é «para a remissão dos pecados». Mas, de acordo com o segundo membro da frase, a nossa petição não será atendida sem que primeiro tenhamos satisfeito uma exigência. É uma petição voltada para o futuro e a nossa resposta deve tê-la precedido; liga-as uma expressão: «assim como».
Haec petitio admirationem movet. Si solummodo primum sententiae implicaret membrum — « Dimitte nobis debita nostra » —, in tribus primis petitionibus Orationis Domini posset implicite includi, quia Christi sacrificium « in remissionem peccatorum » est. Attamen, iuxta secundum sententiae membrum, nostra petitio non exaudietur nisi prius cuidam responderimus exigentiae. Nostra petitio se vertit ad futurum, nostra responsio praecessisse debet; quoddam eas coniungit verbum: « sicut ».« Dimitte nobis debita nostra »...
§ 2839
Começámos a orar ao nosso Pai com um sentimento de audaciosa confiança. Suplicando-Lhe que o seu nome seja santificado, pedimos-Lhe para sermos cada vez mais santificados. Mas, apesar de revestidos da veste baptismal, não deixámos de pecar, de nos desviar de Deus. Agora, nesta nova petição, voltamos para Ele, como o filho pródigo (117), e reconhecemo-nos pecadores na sua presença, como o publicano (118). A nossa petição começa por uma «confissão» na qual, ao mesmo tempo, confessamos a nossa miséria e a sua misericórdia. A nossa esperança é firme, pois que em seu Filho «nós temos a redenção, a remissão dos nossos pecados» (Cl 1, 14) (119). E encontramos nos sacramentos da sua Igreja o sinal eficaz e indubitável do seu perdão (120).
Audaci fiducia, Patrem nostrum orare incepimus. Eum supplicantes ut Nomen Eius sanctificetur, ab Eo petivimus ut semper magis sanctificemur. Sed, licet veste baptismali superinduti, peccare nosque a Deo avertere non desinimus. Nunc in hac nova petitione, ad Eum redimus, tamquam filius prodigus, 340 et nos coram Eo agnoscimus peccatores, sicut publicanus. 341 Nostra petitio quadam incipit « confessione » qua simul nostram miseriam Eiusque confitemur misericordiam. Firma est nostra spes, quia, in Eius Filio, « habemus Redemptionem, remissionem peccatorum » (Col 1,14). 342 Efficax et indubium remissionis Eius signum in sacramentis invenimus Ecclesiae Eius. 343
§ 2840
Ora, e isso é temível, esta onda de misericórdia não pode penetrar nos nossos corações enquanto não tivermos perdoado àqueles que nos ofenderam. O amor, como o corpo de Cristo, é indivisível: nós não podemos amar a Deus, a quem não vemos, se não amarmos o irmão ou a irmã, que vemos (121). Recusando perdoar aos nossos irmãos ou irmãs, o nosso coração fecha-se, a sua dureza torna-o impermeável ao amor misericordioso do Pai. Na confissão do nosso pecado, o nosso coração abre-se à sua graça.
Iam vero, et hoc quidem metuendum est, hic misericordiae fluxus nostrum cor nequit penetrare, dum illis non pepercerimus qui nos offenderunt. Amor, sicut corpus Christi, est indivisibilis: nequimus diligere Deum quem non videmus, nisi diligamus fratrem, sororem, quos videmus. 344 Nostrum cor, nostris fratribus et sororibus indulgere recusans, occluditur, eius durities illud misericordi Patris amori impenetrabile reddit; in nostri peccati confessione, cor nostrum aperitur gratiae Eius.
§ 2841
Esta petição é tão importante que é a única na qual o Senhor volta a insistir, desenvolvendo-a no sermão da montanha (122). Esta exigência crucial do mistério da Aliança é impossível para o homem. Mas «a Deus tudo é possível» (Mt 19, 26).
Haec petitio tanti momenti est, ut ea una sit ad quam Dominus redit quamque Ipse in sermone evolvit montano. 345 Capitalis haec mysterii Foederis exigentia homini est impossibilis. « Apud Deum autem omnia possibilia sunt » (Mt 19,26). ...« sicut et nos dimittimus debitoribus nostris »
§ 2842
Este «como» não é único no ensinamento de Jesus. «Sede perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito» (Mt 5, 48); «sede misericordiosos como o vosso Pai é misericordioso» (Lc 6, 36); «dou-vos um mandamento novo: amai-vos uns aos outros como Eu vos amei» (Jo 13, 34). Observar o mandamento do Senhor é impossível, quando se trata de imitar, do exterior, o modelo divino. Trata-se duma participação vital, vinda «do fundo do coração», na santidade, na misericórdia e no amor do nosso Deus. Só o Espírito, que é «nossa vida» (Gl 5, 25), pode fazer «nossos» os mesmos sentimentos que existiram em Cristo Jesus (123). Então, a unidade do perdão torna-se possível, «perdoando-nos mutuamente como Deus nos perdoou em Cristo» (Ef 4, 32).
Hoc « sicut » non est unicum in Iesu doctrina: « Estote ergo vos perfecti, sicut Pater vester caelestis perfectus est » (Mt 5,48). « Estote misericordes, sicut et Pater vester misericors est » (Lc 6,36). « Mandatum novum do vobis, ut diligatis invicem; sicut dilexi vos, ut et vos diligatis invicem » (Io 13,34). Observantia mandati Domini est impossibilis, si agitur de exemplari divino extrinsece imitando. Agitur de vitali atque « ex imo corde » provenienti participatione sanctitatis, misericordiae, amoris Dei nostri. Solus Spiritus, quo « vivimus » (Gal 5,25), potest efficere « nostros » eosdem sensus qui in Christo Iesu fuerunt. 346 Tunc veniae unitas possibilis fit, « donantes invicem, sicut et Deus in Christo donavit vobis » (Eph 4,32).
§ 2843
Assim ganham vida as palavras do Senhor sobre o perdão, sobre este amor que ama até ao extremo do amor (124). A parábola do servo desapiedado, que conclui o ensinamento do Senhor sobre a comunhão eclesial (125), termina com estas palavras: «Assim procederá convosco o meu Pai celeste, se cada um de vós não perdoar a seu irmão do fundo do coração». É aí, de facto, «no fundo do coração», que tudo se ata e desata. Não está no nosso poder deixar de sentir e esquecer a ofensa; mas o coração que se entrega ao Espírito Santo muda a ferida em compaixão e purifica a memória, transformando a ofensa em intercessão.
Sic vitam accipiunt Domini verba de remissione, de hoc amore qui amat usque ad amoris finem. 347 Servi immisericordis parabola, quae Domini coronat doctrinam de communione ecclesiali, 348 his verbis concludit: « Sic et Pater meus caelestis faciet vobis, si non remiseritis unusquisque fratri suo de cordibus vestris ». Ibi, revera, in « imo corde » omnia ligantur et solvuntur. In potestate nostra non est offensam non amplius sentire eamque oblivisci; sed cor quod Spiritui Sancto se offert, vulnus in compassionem vertit atque memoriam purificat, offensam in intercessionem transformans.
§ 2844
A oração cristã vai até ao perdão dos inimigos (126). Transfigura o discípulo, configurando-o com o seu Mestre. O perdão é o cume da oração cristã; o dom da oração só pode ser recebido num coração em sintonia com a compaixão divina. O perdão testemunha também que, no nosso mundo, o amor é mais forte que o pecado. Os mártires de ontem e de hoje dão este testemunho de Jesus. O perdão é a condição fundamental da reconciliação (127) dos filhos de Deus com o seu Pai e dos homens entre si (128).
Oratio christiana usque ad inimicorum veniam procedit. 349 Transfigurat discipulum, eumdem Eius Magistro configurando. Venia quoddam culmen est orationis christianae; orationis donum solummodo in corde compassioni divinae conformi recipi potest. Venia etiam testatur, amorem, in nostro mundo, peccato esse fortiorem. Hesterni et hodierni martyres hoc Iesu ferunt testimonium. Venia condicio fundamentalis est Reconciliationis 350 filiorum Dei cum eorum Patre et hominum inter se. 351
§ 2845
Não há limite nem medida para este perdão essencialmente divino (129). Quando se trata de ofensas (de «pecados», segundo Lc 11, 4, ou de «dívidas» segundo Mt 6, 12), de facto nós somos sempre devedores: «Não devais a ninguém coisa alguma, a não ser o amor de uns para com os outros» (Rm 13, 8). A comunhão da Santíssima Trindade é a fonte e o critério da verdade de toda a relação (130). E é vivida na oração, sobretudo na Eucaristia (131):
«Deus não aceita o sacrifício do dissidente e manda-o retirar-se do altar e reconciliar-se primeiro com o irmão: só com orações pacíficas se podem fazer as pazes com Deus. O maior sacrifício para Deus é a nossa paz, a concórdia fraterna e um povo reunido na unidade do Pai e do Filho e do Espírito Santo» (132).
Haec venia essentialiter divina nullum habet limitem nullamque mensuram. 352 Si de « offensis » agitur (de « peccatis » secundum Lc 11,4 vel de « debitis » secundum Mt 6,12), revera omnes semper sumus debitores: « Nemini quidquam debeatis, nisi ut invicem diligatis » (Rom 13,8). Sanctae Trinitatis communio fons est et regula veritatis cuiuslibet relationis. 353 Eadem fit vita in oratione, praesertim in Eucharistia: 354
« Nec sacrificium Deus recipit dissidentis et ab altari revertentem prius fratri reconciliari iubet, ut pacificis precibus et Deus possit esse pacatus. Sacrificium Deo maius est pax nostra et fraterna concordia et de unitate Patris et Filii et Spiritus Sancti plebs adunata ». 355
VI. « Ne nos inducas in tentationem »
§ 2846
Esta petição atinge a raiz da precedente, porque os nossos pecados são fruto do consentimento na tentação. Nós pedimos ao nosso Pai que não nos «deixe cair» na tentação. Traduzir numa só palavra o termo grego é difícil. Significa «não permitas que entre em» (133), «não nos deixes sucumbir à tentação». «Deus não é tentado pelo mal, nem tenta ninguém» (Tg 1, 13). Pelo contrário, Ele quer livrar-nos do mal. O que Lhe pedimos é que não nos deixe seguir pelo caminho que conduz ao pecado. Nós andamos empenhados no combate «entre a carne e o Espírito». Esta petição implora o Espírito de discernimento e de fortaleza.
Haec petitio radicem attingit praecedentis, quia peccata nostra fructus sunt consensus tentationi. Patrem nostrum rogamus ne nos in eam « inducat ». Difficile est vocem Graecam uno vertere verbo: haec significat « ne permittas intrare in », 356 « ne sinas nos tentationi succumbere ». « Deus enim non tentatur malis, Ipse autem neminem tentat » (Iac 1,13), vult e contra nos a tentatione liberare. Eum precamur ne nos sinat ingredi viam quae ad peccatum ducit. In colluctationem incumbimus inter « carnem et Spiritum ». Haec petitio Spiritum implorat discretionis et roboris.
§ 2847
O Espírito Santo permite-nos discernir entre a provação, necessária ao crescimento do homem interior (134) em vista duma virtude «comprovada» (135) e a tentação que conduz ao pecado e à morte (136). Devemos também distinguir entre «ser tentado» e «consentir» na tentação. Finalmente, o discernimento desmascara a mentira da tentação: aparentemente, o seu objecto é «bom, agradável à vista, desejável» (Gn 3, 6), quando, na realidade, o seu fruto é a morte.
«Deus não quer impor o bem, quer seres livres [...]. Para alguma coisa serve a tentação. Ninguém, senão Deus, sabe o que a nossa alma recebeu de Deus, nem nós próprios. Mas a tentação manifesta-o para nos ensinar a conhecermo-nos e desse modo descobrir a nossa miséria e obrigar-nos a dar graças pelos bens que a tentação nos manifestou» (137).
Spiritus Sanctus efficit ut discernamus inter probationem, ad interioris hominis progressum necessariam, 357 quaeque « virtutem probatam » intendit, 358 et tentationem quae ad peccatum ducit et mortem. 359 Etiam discernere debemus inter « tentari » et tentationi « consentire ». Discretio denique mendacium aperit tentationis: specie, eius obiectum est « bonum [...], pulchrum oculis et desiderabile » (Gn 3,6), dum revera eius fructus mors est.
« Neque enim cuiquam Deus bonum vult quasi necessitate fieri, sed voluntate [...]. Porro haec tentationis est utilitas. Quae in anima nostra recepta omnes praeter Deum latent, nosque etiam ipsos, ea per tentationes manifesta fiunt, ne nos amplius lateat quales simus, sed qui simus cognoscentes, sentiamus si velimus propria mala, et agamus etiam gratias pro bonis quae nobis per tentationes ostensa sunt ». 360
§ 2848
«Não entrar em tentação» implica uma decisão do coração: «Onde estiver o teu tesouro, aí estará também o teu coração [...] Ninguém pode servir a dois senhores» (Mt 6, 21, 24). «Se vivemos pelo Espírito, caminhemos também segundo o Espírito» (Gl 5, 25). É neste «consentimento» ao Espírito Santo que o Pai nos dá a força. «Não vos surpreendeu nenhuma tentação que tivesse ultrapassado a medida humana. Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados acima das vossas forças, mas, com a tentação, vos dará os meios de sair dela e a força para a suportar» (1 Cor 10, 13).
« Non induci in tentationem » decisionem cordis implicat: « Ubi enim est thesaurus tuus, ibi erit et cor tuum. [...] Nemo potest duobus dominis servire » (Mt 6,21.24). « Si vivimus Spiritu, Spiritu et ambulemus » (Gal 5,25). In hoc Spiritui Sancto « consensu », Pater nobis robur tribuit. « Tentatio vos non apprehendit nisi humana; fidelis autem Deus, qui non patietur vos tentari super id quod potestis, sed faciet cum tentatione etiam proventum, ut possitis sustinere » (1 Cor 10,13).
§ 2849
Ora um tal combate e uma tal vitória só são possíveis pela oração. Foi pela oração que Jesus venceu o Tentador desde o princípio (138) e no último combate da sua agonia (139). Foi ao seu combate e à sua agonia que Cristo nos uniu nesta petição ao nosso Pai. A vigilância do coração é lembrada com insistência (140) em comunhão com a sua. A vigilância é a «guarda do coração» e Jesus pede ao Pai que «nos guarde em seu nome» (141). O Espírito Santo procura incessantemente despertar-nos para esta vigilância (142). Esta petição adquire todo o seu sentido dramático, quando relacionada com a tentação final do nosso combate na terra: ela pede a perseverança final. «Olhai que vou chegar como um ladrão: feliz de quem estiver vigilante!» (Ap 16, 15).
Talis autem colluctatio talisque victoria possibiles non sunt nisi oratione. Per orationem, Iesus victor est Tentatoris, inde ab initio 361 et in ultima Suae agoniae colluctatione. 362 Christus Suae colluctationi Suaeque agoniae nos coniungit in hac ad Patrem nostrum petitione. Cordis vigilantia, in communione cum vigilantia Eius, instanter commemoratur. 363 Vigilantia est « custodia cordis » et Iesus Patrem precatur Suum ut servet nos in nomine Eius. 364 Spiritus Sanctus nos indesinenter excitare quaerit ad hanc vigilantiam. 365 Haec petitio suum sensum accipit dramaticum in relatione ad tentationem finalem nostrae colluctationis in terra; eadem perseverantiam finalem petit. « Ecce venio sicut fur. Beatus, qui vigilat » (Apc 16,15). VII. « Sed libera nos a Malo »
§ 2850
A última petição ao nosso Pai também está incluída na oração de Jesus: «Não peço que os tires do mundo, mas que os guardes do Maligno» (Jo 17, 15). Ela diz-nos respeito, a cada um pessoalmente, mas somos sempre «nós» que rezamos, em comunhão com toda a Igreja, pela libertação de toda a família humana. A oração do Senhor não cessa de nos abrir às dimensões da economia da salvação. A nossa interdependência no drama do pecado e da morte transforma-se em solidariedade no corpo de Cristo, em «comunhão dos santos» (143).
Ultima ad Patrem nostrum petitio etiam in Iesu oratione refertur: « Non rogo, ut tollas eos de mundo, sed ut serves eos ex Malo » (Io 17,15). Eadem ad nos spectat, ad unumquemque personaliter, sed semper sumus « nos » qui oramus, in communione cum tota Ecclesia et pro totius familiae humanae liberatione. Oratio Domini non desinit, nos ad dimensiones Oeconomiae salutis aperire. Nostra mutua dependentia in peccati et mortis dramate in solidarietatem intra corpus Christi mutatur, in « communionem sanctorum ». 366
§ 2851
Nesta petição, o Mal não é uma abstracção, mas designa uma pessoa, Satanás, o Maligno, o anjo que se opõe a Deus. O «Diabo» («dia-bolos») é aquele que «se atravessa» no desígnio de Deus e na sua «obra de salvação» realizada em Cristo.
In hac petitione, Malum abstractio quaedam non est, sed personam designat, Satan, Malignum, angelum qui Deo opponitur. « Diabolus » (diá-bolos) est ille qui « se proiicit traversum » consilio Dei atque Eius « operi salutis » adimpleto in Christo.
§ 2852
«Assassino desde o princípio, [...] mentiroso e pai da mentira» (Jo 8, 44), «Satanás, que seduz o universo inteiro» (Ap 12, 9), foi por ele que o pecado e a morte entraram no mundo, e é pela sua derrota definitiva que toda a criação será «liberta do pecado e da morte» (144). «Sabemos que ninguém que nasceu de Deus peca, porque o preserva Aquele que foi gerado por Deus, e o Maligno, assim, não o atinge. Sabemos que somos de Deus e que o mundo inteiro está sujeito ao Maligno» (1 Jo 5, 18-19):
«O Senhor, que tirou o vosso pecado e perdoou as vossas faltas, tem poder para vos proteger e guardar contra as insídias do Diabo que vos combate, para que não vos surpreenda o inimigo que tem o hábito de engendrar a culpa. Mas quem a Deus se entrega não tem medo do Diabo. Porque "se Deus está por nós, quem contra nós?" (Rm 8, 31)» (145).
« Homicida [...] ab initio [...], mendax [...] et pater » mendacii (Io 8,44), « Satanas, qui seducit universum orbem » (Apc 12,9), est ille propter quem peccatum et mors intraverunt in mundum et per cuius definitivam cladem tota creatio erit « a corruptione peccati et mortis liberata ». 367 « Scimus quoniam omnis, qui natus est ex Deo, non peccat, sed ille, qui genitus est ex Deo, conservat eum, et Malignus non tangit eum. Scimus quoniam ex Deo sumus, et mundus totus in Maligno positus est » (1 Io 5,18-19):
« Potens est autem Dominus, qui abstulit peccatum vestrum et delicta vestra donavit, tueri et custodire vos adversum Diaboli adversantis insidias, ut non vobis obrepat inimicus, qui culpam generare consuevit. Sed qui Deo se committit, Diabolum non timet. "Si" enim "Deus pro nobis, quis contra nos" (Rom 8,31) ». 368
§ 2853
A vitória sobre o «príncipe deste mundo» (146) foi alcançada, duma vez para sempre, na «Hora» em que Jesus livremente Se entregou à morte para nos dar a sua vida. Foi o julgamento deste mundo, e o príncipe deste mundo foi «lançado fora» (147). «Pôs-se a perseguir a Mulher»(Ap 12, 13) (148), mas não logrou alcançá-la: a nova Eva, «cheia da graça» do Espírito Santo, foi preservada do pecado e da corrupção da morte (Imaculada Conceição e Assunção da santíssima Mãe de Deus, Maria, sempre Virgem). Então, «furioso contra a Mulher, foi fazer guerra contra o resto da sua descendência» (Ap 12, 17). Eis porque o Espírito e a Igreja rogam: «Vem, Senhor Jesus!» (Ap 22, 17.20), já que a sua vinda nos libertará do Maligno.
De « principe huius mundi » 369 victoria, semel pro semper, obtenta est illa Hora, qua Iesus Se libere tradit morti ut nobis Suam donet vitam. Tunc iudicium est huius mundi et princeps huius mundi « proiicitur ». 370 Hic « persecutus est Mulierem » (Apc 12,13), 371 illam tamen non prehendit: nova Eva, Spiritus Sancti « gratia plena », a peccato et a corruptione mortis praeservatur (immaculata Conceptio et Assumptio sanctissimae Matris Dei, Mariae, semper Virginis). « Et iratus est draco in Mulierem et abiit facere proelium cum reliquis de semine eius » (Apc 12,17). Hac de causa, Spiritus et Ecclesia orant: « Veni, Domine Iesu » (Apc 22,17.20), quia Eius Adventus nos a Malo liberabit.
§ 2854
Ao pedirmos para sermos libertados do Maligno, pedimos igualmente para sermos livres de todos os males, presentes, passados e futuros, dos quais ele é autor ou instigador. Nesta última petição, a Igreja leva à presença do Pai toda a desolação do mundo. Com a libertação dos males que pesam sobre a humanidade, a Igreja implora o dom precioso da paz e a graça da espera perseverante do regresso de Cristo. Orando assim, antecipa na humildade da fé a recapitulação de todos e de tudo, n'Aquele que «tem as chaves da morte e da morada dos mortos» (Ap 1, 18), «Aquele que é, que era e que há-de vir, o Todo-Poderoso» (Ap 1, 8) (149):
«Livrai-nos de todo o mal, Senhor, e dai ao mundo a paz em nossos dias, para que, ajudados pela vossa misericórdia, sejamos sempre livres do pecado e de toda a perturbação, enquanto esperamos a vinda gloriosa de Jesus Cristo nosso Salvador» (150)
Petentes a Malo liberari, pariter ab omnibus malis liberari petimus, praesentibus, praeteritis et futuris, quorum ille auctor est vel instigator. In hac ultima petitione, Ecclesia omnem mundi angustiam fert coram Patre. Cum liberatione a malis quae genus opprimunt humanum, precatur donum pretiosum pacis et gratiam perseverantis exspectationis reditus Christi. Sic orans, in fidei humilitate recapitulationem anticipat omnium hominum omniumque rerum in Eo qui habet « claves mortis et inferni » (Apc 1,18), « qui est et qui erat et qui venturus est, Omnipotens » (Apc 1,8). 372
« Libera nos, quaesumus, Domine, ab omnibus malis, da propitius pacem in diebus nostris, ut, ope misericordiae Tuae adiuti, et a peccato simus semper liberi et ab omni perturbatione securi: exspectantes beatam spem et Adventum Salvatoris nostri Iesu Christi ». 373
§ 2855
A doxologia final – «Porque Vosso é o Reino, o poder e a glória» – retoma, por inclusão, as três primeiras petições do Pai-nosso: a glorificação do seu nome, a vinda do seu Reino e o poder da sua vontade salvífica. Mas esta repetição faz-se agora sob a forma de acção de graças, como na liturgia celeste (151). O príncipe deste mundo tinha-se atribuído mentirosamente este três títulos de realeza, de poder e de glória (152). Cristo, o Senhor, restitui-os ao seu e nosso Pai, até que Ele Lhe entregue o Reino, quando estiver definitivamente consumado o mistério da salvação e Deus for tudo em todos (153).
Doxologia finalis « Quia Tuum est regnum, et potestas, et gloria » tres primas petitiones ad Patrem nostrum, per inclusionem, resumit: glorificationem Eius Nominis, Adventum Eius Regni et potentiam Eius voluntatis salvificae. Haec tamen iterata sumptio in ea fit sub forma adorationis et actionis gratiarum, sicut in liturgia caelesti. 374 Princeps huius mundi sibi mendaciter hos tres titulos tribuerat regalitatis, potentiae et gloriae; 375 Christus Dominus eos Patri Suo Patrique nostro restituit, donec Ei Regnum tradat, cum mysterium salutis definitive consummabitur et Deus erit omnia in omnibus. 376
§ 2856
«Depois, acabada a oração, dizes: Ámen, subscrevendo com esta palavra, que significa «Assim seja» (154), o conteúdo desta oração que Deus nos ensinou» (155).Resumindo:
« Tum vero expleta oratione, dicis: "Amen", per illud Amen, quod significat "fiat", 377 quaecumque in hac a Deo tradita oratione continentur, obsignans ». 378
§ 2857
No «Pai-nosso», as três primeiras petições têm por objecto a glória do Pai: a santificação do Nome, a vinda do Reino e o cumprimento da divina vontade. As outras quatro petições apresentam-Lhe os nossos desejos: pedidos concernentes à nossa vida para a alimentar ou para a curar do pecado, ou relativos ao nosso combate para a vitória do Bem sobre o Mal.
In oratione « Pater noster » tres primae petitiones habent, ut obiectum, gloriam Patris: sanctificationem Nominis, Adventum Regni et adimpletionem voluntatis divinae. Reliquae quattuor Ei nostra praesentant desideria: hae petitiones ad nostram referuntur vitam ad eam nutriendam vel ad eam a peccato sanandam et ad nostram attinent colluctationem pro victoria Boni super Malum.
§ 2858
Ao pedirmos: «santificado seja o vosso nome», entramos no desígnio de Deus, que é a santificação do seu nome – revelado a Moisés e depois em Jesus – por nós e em nós, bem como em todas as nações e em cada homem.
Petentes: « Sanctificetur Nomen Tuum » ingredimur Dei consilium, sanctificationem Eius Nominis — revelati Moysi, deinde in Iesu — a nobis et in nobis, sicut etiam in omni gente et in unoquoque homine.
§ 2859
Na segunda petição, a Igreja tem em vista principalmente o regresso de Cristo e a vinda final do reinado de Deus. Reza também pelo crescimento do Reino de Deus no «hoje» das nossas vidas.
Secunda petitione, Ecclesia reditum Christi et finalem Regni Dei Adventum praecipue intendit. Etiam orat pro Regni Dei incremento in nostrarum vitarum « hodie ».
§ 2860
Na terceira petição, pedimos ao Pai que una a nossa vontade à do Seu Filho para cumprir o seu desígnio de salvação na vida do mundo.
In tertia petitione, Patrem nostrum precamur ut nostram voluntatem cum illa coniungat Filii Sui ad Suum salutis consilium in vita mundi adimplendum.
§ 2861
Na quarta petição, ao dizer «dai-nos», exprimimos, em comunhão com os nossos irmãos, a nossa confiança filial no nosso Pai dos céus. «O pão nosso» designa o alimento terrestre necessário à subsistência de nós todos, mas também significa o Pão da Vida: a Palavra de Deus e o Corpo de Cristo. Ele é recebido no «Hoje» de Deus, como alimento indispensável e (sobre) substancial do banquete do Reino, antecipado na Eucaristia.
In quarta petitione, dicentes « Da nobis », in communione cum fratribus nostris, nostram filialem exprimimus fiduciam erga Patrem nostrum caelestem. « Panem nostrum » nutrimentum indicat terrestre ad omnium subsistentiam necessarium atque etiam vitae significat Panem: Verbum Dei et corpus Christi. Recipitur in « Hodie » Dei, tamquam nutrimentum pernecessarium, (super-)substantiale Convivii Regni, quod Eucharistia anticipat.
§ 2862
A quinta petição implora para as nossas ofensas a misericórdia de Deus, a qual não pode penetrar no nosso coração sem nós termos sido capazes de perdoar aos nossos inimigos, a exemplo e com a ajuda de Cristo.
Quinta petitio pro nostris offensis misericordiam postulat Dei, quae nostrum cor nequit penetrare, nisi nostris inimicis indulgere didicimus secundum Christi exemplum et cum Eius adiutorio.
§ 2863
Ao dizermos: «não nos deixeis cair em tentação», pedimos a Deus que não permita que enveredemos pelo caminho que conduz ao pecado. Esta petição implora o Espírito de discernimento e de fortaleza; solicita a graça da vigilância e a perseverança final.
Cum dicimus « Ne nos inducas in tentationem », Deum rogamus ne permittat nos viam aggredi quae ad peccatum ducit. Haec petitio Spiritum implorat discretionis et roboris; gratiam efflagitat vigilantiae et finalem perseverantiam.
§ 2864
Na última petição: «mas livrai-nos do Mal», o cristão roga a Deus, com a Igreja, que manifeste a vitória, já alcançada por Cristo, sobre o «príncipe deste mundo», Satanás, o anjo que se opõe pessoalmente a Deus e ao seu plano de salvação.
In ultima petitione, « Sed libera nos a Malo », christianus Deum cum Ecclesia precatur, ut victoriam, iam a Christo obtentam, de « principe huius mundi », de Satana, angelo qui se personaliter Deo Eiusque salutis consilio opponit, manifestet.
§ 2865
Pelo «Ámen» final, exprimimos o nosso «fiat» em relação às sete petições: «Assim seja...».
Per finale « Amen », « Fiat » nostrum ad septem attinens petitiones exprimimus: « Ita sit... ».
Notas e Referências
1. Cf. Act 2, 42. 2.
2. Cf. João Paulo II, Ex. ap. Catechesi tradendae, 1: AAS 71 (1979) 1277-1278.
3. Cf. João Paulo II, Ex. ap. Catechesi tradendae, 18: AAS 71 (1979) 1292.
4. Cf. João Paulo II, Ex. ap. Catechesi tradendae, 18: AAS 71 (1979) 1292.
5. Cf. João Paulo II, Ex. ap. Catechesi tradendae, 13: AAS 71 (1979) 1288.
6. Sínodo dos Bispos, Assembleia extraordinária, Ecclesia sub Verbo Dei mysteria Christi celebrans pro salute mundi. Relatório final II B A 4 (Cidade do Vaticano 1985), p. 11.
7. João Paulo II, Discurso de encerramento da Assembleia extraordinária do Sínodo dos Bispos (7 de Dezembro de 1985), 6: AAS 58 (1986) 435.
8. Sínodo dos Bispos, Ecclesia sub Verbo Dei mysteria Christi celebrans pro salute mundi. Relatório final II B A 4 (Cidade do Vaticano 1985), p. 11.
9. Cf. Mt 10, 23; Rm 10, 9.
10. Cf. João Paulo II, Ex. ap. Catechesi tradendae, 20-22: AAS 71 (1979) 1293-1296; Ibid., 25: AAS 71 (1979) 1207-1298.
11. Catechismus Romanus seu Catechismus ex decreto Concilii Tridentini ad parochos, Pii V Pontificis Maximi iussu editus, Praefatio, 11: ed P. Rodríguez (Città del Vaticano – Pamplona 1989) p. 11.
12. Catechismus Romanus, Praefatio 10: ed. P. Rodriguez (Città del Vaticano – Pamplona 1989) p. 10.
Notas e Referências
1. II Concílio do Vaticano, Const. past. Gaudium et Spes, 19: AAS 58 (1966) 1038-1039.
2. II Concílio do Vaticano, Const. past. Gaudium et Spes,, 19: AAS 58 (1966) 1039.
3. II Concílio do Vaticano, Const. past. Gaudium et Spes, 19-21: AAS 58(1966) 1038-1042.
10. II Concílio do Vaticano, Const. past. Gaudium et Spes,18: AAS 58 (1966) 1038: cf. ibid., 14: AAS 58 (1966) 1036.
11. São Tomás de Aquino, Summa theologiae I. q. 2, a. 3, e: Ed. Leon. 4, 31.
13. Pio XII. Enc. Humani Generis: DS 3875.
14. Ibid., DS 3876. Cf. I Concílio do Vaticano, Const. dogm. Dei Filius. c. 2: DS 3005;II Concílio do Vaticano. Const. dogm. Dei Verbum. 6: AAS 58 (1966) 819-820; São Tomás de Aquino, Summa theologiae, I, q. 1, a. 1, c.: Ed. Leon. 4. 6.
15. Liturgia Bizantina. Anáfora de São João Crisóstomo: Liturgies Eastern and Western, ed. F. E. Brightman, Oxford 1896. p. 384 (PG 63, 915).
16. IV Concílio de Latrão, Cap. 2. De errore abbatis Ioachim: DS 806.
17. São Tomás de Aquino, Summa contra gentiles I 30: Ed. Leon. 13, 92.
19. I Concílio Vaticano, Const. dogm. Dei Filius, De revelatione, canon 2: DS 3026.
20. II Concílio do Vaticano II, Const. past. Gaudium et Spes, 36: AAS 58 (1966) 1054.
Notas e Referências
1. Cf. I Concílio do Vaticano, Const. dogm. Dei Filius, c. 4: DS 3015.
2. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Dei Verbum, 2: AAS 58 (1966) 818.
3. Cf. Ef 1, 4-5.
4. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Dei Verbum, 2: AAS 58 (1966) 818.
5. Santo Ireneu de Lião, Adversus haereses III, 20, 2: SC 211, 392 (PG 7, 944); cf. por exemplo, Ibid. III 17, I: SC 211. 330 (PG 7, 929); Ibid. IV, 12. 4: SC 100, 518 (PG 7, 1006); Ibid. IV 21, 3: SC 100, 684 (PG 7, 1046).
6. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Dei Verbum, 3: AAS 58 (1966) 818.
7. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Dei Verbum, 3: AAS 58 (1966) 818.
8. Oração eucarística IV: Missal Romano, editio typica. Typis Polyglottis Vaticanis. 1970 p. 467. [Gráfica de Coimbra 1992, p. 538].
9. Cf. Gn 9, 9.
10. Cf. Gn 10, 20-31.
11. Cf. Act 17, 26-27.
12. Cf. Sb 10, 5.
13. Cf. Gn 11, 4-6.
14. Cf. Rm 1, 18-25.
15. Cf. Lc 21, 24.
16. Cf. Gn 14, 18.
17. Cf. Heb 7, 3.
18. Cf. Gl 3, 8.
19. Cf. Rm 11, 28.
20. Cf. Jo 11, 52; 10, 16.
21. Cf. Rm 11, 17-18. 24.
22. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Dei Verbum, 3: AAS58 (1966) 818.
23. Cf. Ex 19, 6.
24. Sexta-Feira da Paixão do Senhor. Oração universal VI: Missale Romanum. editio typica. Typis Polyglottis Vaticanis 1975, p. 254 [atradução oficial portuguesa omite este particular: Missal Romano. Gráfica de Coimbra 1992. p. 259.267].
25. João Paulo II, Discurso na sinagoga durante o encontro com a comunidade hebraica da cidade de Roma (13 de Abril de 1986), 4: Insegnamenti di Giovanni Paolo II, IX/1, 1027.
26. Cf. Is 2, 2-4.
27. Cf. Jr 31, 31-34: Heb 10, 16.
28. Cf. Ez 36.
29. Cf. Is 49, 5-6: 53, 11.
30. Cf. Sf 2, 3.
31. Cf. Lc 1, 38.
32. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Dei Verbum, 2: AAS 58 (1966) 818.
33. São João da Cruz, Subida del monte Carmelo 2, 22, 3-5: Biblioteca Mística Carmelitana, v. 11, Burgos 1929. p. 184. [ID. Obras Completas (Paço de Arcos, Edições Carmelo 1986) p. 196 = Segunda leitura do Ofício de Leituras da Segunda-Feira da II Semana do Advento].
34. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Dei Verbum, 4: AAS 58 (1966) 819.
35. Cf. Gn 3, 15.
36. Cf. Gn 9, 16.
37. Cf. Jo 14, 6.
38. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Dei Verbum, 7: AAS 58 (1966) 820.
39. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Dei Verbum, 7: AAS 58 (1966) 820.
40. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Dei Verbum, 7: AAS 58 (1966) 820.
41. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Dei Verbum, 7: AAS 58 (1966) 820.
42. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Dei Verbum, 8: AAS 58 (1966) 821.
43. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Dei Verbum, 8: AAS 58 (1966) 821.
44. II Concílio do Vaticano. Const. dogm. Dei Verbum, 8: AAS 58 (1966) 821.
45. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Dei Verbum, 8: AAS 58 (1966) 821.
46. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Dei Verbum, 9: AAS 58 (1966) 821.
47. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Dei Verbum, 9: AAS 58 (1966) 821.
48. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Dei Verbum, 9: AAS 58 (1966) 821.
49. Cf. 1 Tm 6, 20; 2 Tm 1, 12-14.
50. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Dei Verbum, 10: AAS 58 (1966) 822.
51. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Dei Verbum, 10: AAS 58 (1966) 822.
52. II Concílio do Vaticano. Const. dogm. Dei Verbum, 10: AAS 58 (1966) 822.
53. Cf. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 20: AAS 57 (1965) 24.
54. Cf. Jo 8, 31-32.
55. Cf. I Concílio do Vaticano, Const. dogm. Dei Filius, c. 4: DS 3016 «mysteriorum nexus». Cf. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 25: AAS 57 (1965) 29.
«
»
56. II Concílio do Vaticano, Decr. Unitatis redintegratio, 11: AAS 57 (1965) 99.
57. Cf. 1 Jo 2, 20. 27.
58. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 12: AAS 57 (1965) 16.
59. II Concílio do Vaticano. Const. dogm. Lumen Gentium, 12: AAS 57 (1965) 16.
60. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Dei Verbum, 8: AAS 58 (1966) 821.
71. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Dei Verbum, 21: AAS 58 (1966) 827.
72. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Dei Verbum, 24: AAS 58 (1966) 829.
73. Cf. 1 Ts 2, 13.
74. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Dei Verbum, 21: AAS 58 (1966) 827-828.
75. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Dei Verbum, 11: AAS 58 (1966) 822-823.
76. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Dei Verbum, 11: AAS 58 (1966) 823.
77. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Dei Verbum, 11: AAS 58 (1966) 823.
78. São Bernardo de Claraval, Homilia super "Missus est", 4, 11: Opera, ed. J. Leclercq – H. Rochais, V. 4, Roma 1966, p. 57.
79. Cf. Lc 24, 45.
80. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Dei Verbum 12: AAS 58 11966) 823.
81. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Dei Verbum, 12: AAS 58 (1966) 823.
82. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Dei Verbum, 12: AAS 58 (1966) 824.
83. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Dei Verbum, 12: AAS 58 (1966) 824.
84.Cf. Lc 24. 25-27. 44-46.
85. Cf. Sl 22, 15.
86. São Tomás de Aquino, Expositio in Psalmos, 21, 11: Opera omnia. v. 18. Paris 1876, p. 350.
87. Cf. Santo Hilário de Poitiers, Liber ad Constantium Imperatorem 9: CSEL 65. 204 PL 10, 570);São Jerónimo. Commentarius in epistulam ad Galatas I 1, 11-12: PL 26. 347.
90. São Tomás de Aquino, Summa theologiae I, q. 1, a. 10, ad I: Ed. Leon. 4, 25.
91. Cf. 1 Cor 10, 2.
92. Cf. Heb 3-4, 11.
93. Cf. Ap 21, 1-22, 5.
94. Agostinho de Dácia, Rotulus pugillaris, I: ed. A. Waltz: Angelicum 6(1929) 256.
95. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Dei Verbum, 12: AAS 58 (1966) 824.
96. Santo Agostinho, Contra Epistulam Manichaei quam vocant fundamenti 5. 6: CSEL 25,197 (PL 42, 176).
97. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Dei Verbum, 8: AAS 58 (1966) 821.
98. Cf. Decretum Damasi: DS 179-180: Concílio de Florença, Decretum pro Iacobitis: DS 1334-1336; Concílio de Trento. Sess. 4ª. Decretum de Libris Sacris et de traditionibus recipiendis: DS 1501-1504.
99. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Dei Verbum, 14: AAS 58 (1966) 825.
100. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Dei Verbum, 15: AAS 58 (1966) 825.
101.II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Dei Verbum, 17: AAS 58 (1966) 826.
102. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Dei Verbum, 20: AAS 58 (1966) 827.
103.II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Dei Verbum, 18: AAS 58 (1966) 826.
104. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Dei Verbum, 19: AAS 58 (1966) 826-827.
105. Santa Cesária, A Jovem, Epistula ad Richildam et Radegundem: SC 345, 480.
106. Santa Teresa do Menino Jesus, Manuscrit A, 83v: Manuscrits autobiographiques, Paris 1929, p. 268. [Santa Teresa do Menino Jesus e da Santa Face, Obras Completas (Paço de Arcos. Edições do Carmelo 1996) p. 213].
107. Cf. 1 Cor 10, 6: Heb 10, 1; 1 Pe 3, 21.
108.Cf. Mc 12, 29-31.
109. Cf. 1 Cor 5, 6-8: 10, 1-11.
110. Santo Agostinho, Quaestiones in Heptateucumt 2, 73: CCL 33. 106 (PL 34, 623); cf. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Dei Verbum, 16: AAS 58 (1966) 825.
111. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Dei Verbum, 21: A AS 58 (1966) 828.
112. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Dei Verbum, 22: AAS 58 (1966) 828.
113. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Dei Verbum, 24: AAS 58 (1966) 829.
114. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Dei Verbum, 25: AAS 58 (1966) 829: cf. São Jerónimo, Commentarii in Isaiam, Prologus: CCL 73, 1 (PL 24, 17).
115. Hugo de São Vítor, De arca Noe II, 8: PL 176, 642: cf. Ibid. 2. 9: PL 176, 642-643.
116. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Dei Verbum. 24: AAS 58 (1966) 829.
117. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Dei Verbum, 11: AAS 58 (1966) 822-823.
36. I Concílio Vaticano, Const. dogm. Dei Filius, c 3: DS 3012; cf. Concílio de Trento, Sess. 6ª, Decretum de iustiftcatione, c. 8: DS 1532.
37. Cf. Mc 9, 24; Lc 17, 5: 22, 32.
38. Cf. Tg 2, 14-26.
39. Cf. Rm 15, 13.
40. São Basílio Magno, Liber de Spiritu Sancto, 15, 36: SC 17bis. 370 (PG 32, 132); cf. São Tomás de Aquino, Summa Theologiae II-II, q. 4, a. I. c: Ed. Leon. 8. 44.
6. IV Concílio de Latrão, Cap. 1. De fide catholica: DS 800.
7. Cf. Jz 13, 1.
8. Cf. Ex 3, 5-6.
9. Cf. Ex 32.
10. Cf. Ex 33, 12-17.
11. Cf. Ex 34, 9.
12. Cf. Is 44, 6.
13. Cf. Sl 85, 11.
14. Cf. Dt 7, 9.
15. Cf. Sb 13, 1-9.
16. Cf. Sl 115, 15.
17. Cf. Sb 7, 17-21.
18. Cf. Jo 17, 3.
19. Cf. Dt 4, 37; 7, 8: 10, 15.
20. Cf. Is 43, 1-7.
21. Cf. Os 2.
22. Cf. Os 11, 1.
23. Cf. Is 49, 14-15.
24. Cf. Is 62, 4-5.
25. Cf. Ez 16; Os 11.
26. Cf. 1 Cor 2, 7-16: Ef 3, 9-12.
27. Santa Joana D'Arc, Dito: Procès de condamnation, ed. P. Tisset–Y.Lanhers. v. I (Paris 1960) p. 280 e 288.
28. Cf. Mt 5, 29-30: 16. 24: 19. 23-24.
29. S. Nicolau de Flüe, Bruder-Klausen-Gebet, apud R. Amschwand, Bruder Klaus. Ergänzungsband zum Quellenwerk von R. Durrer (Sarnen 1987). p. 215.
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30. Santa Teresa de Jesus. Poesía. 9: Biblioteca Mística Carmelitana. v. 6 (Burgos 1919). p. 90. [Santa Teresa de Jesus, Obras Completas (Paço de Arcos. Edições Carmelo 1994) p. 1390]
31. Tertuliano, Adversus Marcionem, I, 3, 5: CCL 1, 444 (PL 2. 274).
64. II Concílio de Constantinopla (ano 553), Anathematismi de tribus Capitulis. 1: DS 421.
65. XI Concílio de Toledo (ano 675). Symbolum: DS 530.
66. IV Concílio de Latrão (ano 1215), Cap. 2. De errore abbatis Ioachim: DS 804.
67. Fides Damasi: DS 71.
68. XI Concílio de Toledo (ano 675). Symbolum: DS 530.
69. IV Concílio de Latrão (ano 1215). Cap. 2, De errore abbatis Ioachim: DS 804.
70. XI Concílio de Toledo (ano 675). Symbolum: DS 528.
71. Concílio de Florença, Decretum pro Iacobitis (ano 1442): DS 1330.
72. Concílio de Florença, Decretum pro Iacobitis (ano 1442): DS 1331.
73. São Gregório de Nazianzo, Oratio 40. 41: SC 358, 292-294 (PG 36, 417).
74. Hino das II Vésperas de Domingo, nas semanas 2 e 4: Liturgia Horarum, editio typica, 3 (Typis Poliglottis Vaticanis Poliglottis Vaticanis 1974) p. 632 e 879 [Este hino está traduzido naed. portuguesa: Liturgia das Horas (Gráfica de Coimbra 1983), v. 3, p. 86 e N. 4, p. 86].
75. I Concílio de Vaticano, Decr. Ad gentes, 2-9: AAS 58 (1966) 948-958.
76. II Concílio de Constantinopla (ano 553), Anathematismi de tribus Capitulis, 1: DS 421.
77. Concílio de Florença, Decretum pro Incobitis (ano 1442): DS 1331.
78. Cf. 1 Cor 8, 6.
79. II Concílio de Constantinopla (ano 553). Anathematismi de tribus Capitulis, 1: DS 421.
80. Cf. Jo 6. 44.
81. Cf. Rm 8, 14.
82. Cf. Jo 17, 21-23.
83. Beata Isabel da Trindade, Élévation à la Trinité: Écrits spirituels. 50. ed. M. M. Philipon (Paris 1949), p. 80. [Escritos espirituais (Oeiras, Edições Carmelo 1989) p. 327].
96. São Tomás De Aquino, Summa theologiae 1, q. 25, a. 5, ad 1: Ed Leon. 4, 297.
97. Cf. 2 Cor 12, 9: Fl 4. 13.
98. CatRom I, 2, 13, p. 31.
99. Cf. Gn 18. 14: Mt 19, 26.
100. Domingo XXVI do Tempo Comum, Colecta: Missale Romanum. editio typica (Typis Polyglottis Vaticanis 1970), p. 365 [Trad. oficial portuguesa: Missal Romano, Gráfica de Coimbra 1992. p. 420]
105. Cf. Egria, Itinerarium seu Peregrinatio ad loca sancta 46, 2: SC 296, 308:PLS 1, 1089-1090: Santo Agostinho. De catechizandis rudibus 3, 5: CCL 46. 124 (PL 40, 313).
106. Cf. I Concílio do Vaticano, Const. dogm. Dei Fillius, De Revelatione. canon I: DS 3026.
107. Cf. Act 17, 24-29; Rm 1, 19-20.
108. Cf. Is 43, 1.
109. Cf. Gn 15, 5; Jr 33, 19-26.
110. Cf. Is 44, 24.
111. Cf. S1 104.
112. Cf. Pr 8. 22-31.
113. Símbolo Niceno-Constantinopolitano: DS 150.
114. Liturgia Bizantina. Tropário das Vésperas de Pentecostes: Pentêkostáriom (Rome 1883). 408.
115. Cf. Sl 33, 6; 104. 30; Gn 1, 2-3.
116. Santo Irineu de Lião, Adversus haereses, 2, 30, 9: SC 294,318-320 (PG 7, 822).
117. Ibidem, 4, 20, 1: SC 100, 626 (PG 7, 1032).
118. I Concílio Vaticano, Const dogm. Dei Filius. De Deo rerum omnium Creatore, canon 5: DS 3025.
119. São Boavenura, In secundum librum Sententiarum, dist. 1. p. 2. a. 2, q. 1. concl.: Opera omnia, v. 2 (Ad Claras Aquas 1885), p. 44.
120. São Tomás de Aquino, Commentum in secundum librum Sententiarum, Prologus: Opera omnia, v. 8 (Parisiis 1873), p. 2.
121. I Concílio do Vaticano, Const. dogm. Dei Filius, c. 1: DS 3002.
122. Santo Ireneu de Lião, Adversus haereses 4, 20, 7: SC 100, 648 (PG 7, 1037).
123. II Concílio do Vaticano, Decr. Ad gentes. 2: AAS 58 (1966) 948.
124. Cf. Sb 9, 9.
125. I Concílio do Vaticano. Const. dogm. Dei Filius, c. 1: DS 3002.
126. I Concílio do Vaticano. Const. dogm. Dei Filius, De Deo rerum omnium Creatore, canones 1-4: DS 3023-3024.
127. IV Concílio de Latrão, Cap. 2. De fide catholica: DS 800; I Concílio do Vaticano. Const. dogm. Dei Filius,. Const. dogm. Dei Filiu.s, De Deo rerum omnium Creatore, canon 5: DS 3025.
128. São Teófilo de Antioquia, Ad Autolycum, 2. 4; SC 20. 102 (PG 6. 1052).
129. Cf. Sl 51, 12.
130. Cf. Gn 1, 3.
131. Cf. 2 Cor 4, 6.
132. Cf. Cf. Gn 1, 26.
133. Cf. Sl 19, 2-5.
134. Cf. Job 42, 3.
135. Cf. São Leão Magno, Ep Quam laudabiliter: DS 286: I Concílio de Braga, Anathematismi praesertim contra Priscillianistas, 5-13: DS 455-463: IV Concílio de Latrão, Cap. 2, De fide catholica: DS 800; Concílio de Florença, Decretam pro Iacobitis: DS 1333. I Concílio do Vaticano, Const. dogm. Dei Filius, c. 1: DS 3002.
138. I Concílio do Vaticano, Const. dogm. Dei Filius, c. 1: DS 3003.
139. Cf. Is 10, 5-15: 45, 5-7: Dt 32, 39: Sir 11, 14.
140. Cf. Sl 22; 32; 35; 103; 138; etc.
141. Cf. Mt 10, 29-31.
142. Cf. Gn 1, 26-28.
143. Cf. Cl 1, 24.
144. Cf. 1 Ts 3, 2.
145. Cf. Cl 4, 11.
146. Cf. 1 Cor 12, 6.
147. II Concílio do Vaticano, Const. past. Gaudium et spes. 36: AAS 58 (1966) 1054.
148. Cf. Mt 19, 26: Jo 15, 5; Fl 4, 13.
149. Cf. São Tomás de Aquino, Summa theologiae, 1, q. 25, a. 6: Ed. Leon. 4, 298-299.
150. São Tomás de Aquino, Summa contra gentiles, 3, 71: Ed. Leon. 14. 209-211.
151. Cf. Santo Agostinho, De libero arbitrio, 1, 1, 1: CCL 29, 211 (PL 32. 1221-1223): Santo Tomás de Aquino, Summa theologiae, 1-2, q. 79, a. l: Ed. Leon. 7, 76-77.
152. Santo Agostinho, Enchiridion de fide, spe et caritate. 3. 11: CCL 46, 53 (PL 40, 236).
153. Cf. Tb 2. 12-18 vulg.
154. Cf. Rm 5, 20.
155.Santa Catarina de Sena, ll dialogo della Divina provvidenza, 138: ed. G. Cavallini (Roma 1995) p. 441.
156. Margarita Roper, Epistola ad Aliciam Alington (Agosto 1534): The Correspondence of Sir Thomas More, ed. E. F. Rogers (Princeton 1947), p. 531-532. [Texto no Ofício de Leituras da memória de São Tomás Moro a 22 de Junho].
157. Juliana de Norwich, Revelatio 13, 32: A Book of Showings to the Anchoress Julian of Norwich. ed. E. Colledge — J. Walsh, vol.. 2 (Toronto 1978), p. 426 e 422.
158. Cf. Gn 2. 2.
159. Cf. Sagrada Congregação de Estudos, Decreto (27 Julho 1914): DS 3624.
160. Cf. Mt 6, 26-34.
161. Cf. Sl 55, 23.
162. DS 30.
163. DS 150.
164. Cf. Sl 115, 16.
165. Cf. Sl 19. 2.
166. Cf. Sl 115, 16.
163. DS 150.
164. Cf, Sl 115, 16.
165. Cf. Sl 19, 2.
166. Cf. Sl 115, 16.
167. IV Concílio de Latrão, Cap. I. De fide catholica: DS 800; Cf. I Concílio do Vaticano, Const. dogm. Dei Filius, c. I: DS 3002 e Paulo VI, Sollemnis Professio fìdei, 8: .AAS 60 (1968) 436.
194. Cf. Oração eucarística. «Santo»: (editio typica (Typis Polyglottis Vaticanis 1970). p. 392) [Missal Romano, Gráfica de Coimbra 1992, 452].
195. Ordo exsequiarum, 50, editio typica (Typis Polyglottis Vaticanis 1969), p. 23 [Ed. portuguesa: Celebração das Exéquias. Braga, Conferência Episcopal Portuguesa – Editorial A.O., 1984, n. 77, p. 71].
196. Liturgia Byzantina sancti Ioannis Chrysostomi, Hymnus cherubinorum: Liturgies Eastern and Western, ed. F. E. Brightman (Oxford 1896) p. 377.
197. Cf. Mt 18, 10.
198. Cf. Lc 16, 22.
199. Cf. Sl 34, 8; 91, 10-13.
200. Cf. Job 33, 23-24; Zc 1, 12; Tb 12, 12.
201. São Basílio Magno, Adversus Eunomium 3, 1; SC 305, 148 (PG 29, 656B).
202. Cf. Gn 1, 1-2, 4.
203. Cf. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Dei Verbum, 11: AAS 58 (1966) 823.
204. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 36: AAS 57 (1965) 41.
205. Cf. Santo Agostinho, De genesi contra Manichaeos, 1, 2, 4: PL 36, 175.
206. II Concílio do Vaticano, Const. past. Gaudium et spes, 36: AAS 58 (1966) 1054.
207. Cf. Sl 145, 9.
208. Cf. Gn 1, 26.
209. São Francisco de Assis. Cântico das criaturas: Opuscula sancti Patris Francisci Assisiensis, ed C. Esser (Grottaferrata 1978) p. 84-86 [Fontes Franciscanas, l Braga, Editorial Franciscana, 1994) p. 77-78].
214. Cf. Vigília Pascal, oração depois da primeira leitura: Missale Romanum, editio typica (Typis Polyglottis Vaticanis 1970), p. 276 [Missal Romano, Gráfica de Coimbra 1992, p. 304].
215. São Tomás de Aquino, Summa theologiae, 1, 114. 3, ad 3: Ed. Leon. 5, 535.
216. II Concílio do Vaticano, Const. past. Gaudium et spes, 12: AAS 58 (1966) 1034.
217. II Concílio do Vaticano, Const. past. Gaudium et spes, 24: AAS 58 (1966) 1045.
218. Santa Catarina de Sena, Il dialogo della Divina provvidenza, 13: ed. G. Cavallini (Roma 1995) p. 43.
220. São João Crisóstomo, Sermones in Genesim, 2, 1: PG 54, 587D-588A.
221. II Concílio do Vaticano, Const. past. Gaudium et spes, 22: AAS 58 (1966) 1042.
222. São Pedro Crisólogo, Sermones 117, 1-2: CCL 24A, 709 (PL 52, 520) [2ª leit. do Ofício de Leituras de Sábado da XXIX Semana do Tempo Comum: Liturgia das Horas (Gráfica de Coimbra 1983), v. 4, p. 440].
233. Cf. Pio XII, Enc. Humani generis (ano 1950): DS 3896; Paulo VI, Sollemnis Professio fidei, 8: AAS 60 (1968) 436.
234. Cf. V Concílio de Latrão (ano 1513), Bulla Apostolici regiminis: DS 1440.
235. IV Concílio de Constantinopla (ano 870), canon 11: DS 657.
236. Cf. I Concílio do Vaticano, Const. dogm. Dei Filius, c. 2: DS 3005; II Concílio Vaticano, Const. past. Gaudium et spes, 22: AAS 58 (1966) 1042-1043.
237. Cf. Pio XII, Enc. Humani generis (ano 1950): DS 3891.
264. Cf. II Concílio do Vaticano, Const. past. Gaudium et spes, 13: AAS 58 (1966) 1034-1035.
265. Cf. Concílio de Trento, Sess. 5.º, Decretum de peccato originali, canon 3: DS1513: Pio XII, Enc. Humani generis: DS 3897: Paulo VI, Alocução aos participantes no «simpósio» teológico sobre o pecado original (11 de Julho de 1966): AAS 58 (1966) 649-655.
266. Cf. Gn 3, 1-5.
267. Cf. Sb 2, 24.
268. Cf. Jo 8, 44; Ap 12, 9.
269. IV Concílio de Latrão (ano 1215), Cap. 1, De fide catholica: DS 800.
270. Cf. 2 Pe 2, 4.
271. São João Damasceno, Expositio fidei [De fide orthodoxa 2, 4]: PTS 12, 50 (PG 94, 877).
272. Cf. Mt 4, 1-11.
273. Cf Gn 3, 1-11.
274. Cf. Rm 5, 19.
275. Cf. Gn 3, 5.
276. São Máximo o Confessor, Ambiguorum liber: PG 91, 1156.
277. Cf. Rm 3, 23.
278. Cf. Gn 3, 9-10.
279. Cf. Gn 3, 5.
280. Cf. Gn 3, 7.
281. Cf. Gn 3, 11-13.
282. Cf. Gn 3, 16.
283. Cf. Gn 3, 17.19.
284. Cf. Rm 8, 20.
285. Cf. Gn 2, 17.
286. Cf. Gn 3, 19.
287. Cf. Rm 5, 12.
288. Cf. Gn 4, 3-15.
289. Cf. Gn 6, 5.12; Rm 1, 18-32.
290. Cf. 1 Cor 1-6; Ap 2-3.
291. I Concílio do Vaticano, Const. past. Gaudium et spes, 13: AAS 58 (1966) 1035.
292. Concílio de Trento, Sess.5.ª, Decretum de peccato originali, canon 2: DS 1512.
293 Concílio de Trento, Sess. 5.ª, Decretum de peccato originali, canon 4: DS 1514.
294. São Tomás de Aquino, Quaestiones disputatae de malo, 4. 1, c.: Ed. Leon. 23, 105.
295. Concílio de Trento, Sess. 5.ª, Decretum de peccato originali, canon 1-2: DS 1511-1512.
296. Concílio de Trento, Sess. 5.ª, Decretum de peccato originali, canon 3: DS 1513.
297. Concílio de Orange, Canones 1-2: DS 371-372.
298. Concílio de Trento, Sess. Decretum de peccato originali, DS 1510-1516.
299. Concílio de Trento, Sess. Decretum de peccato originali, canon l: DS 1511; cf. Heb 2, 14.
300. Cf. João Paulo II, Enc. Centesimus annus, 25: AAS 83 (1991) 823-824.
301. Cf. João Paulo II, Ex. ap. Reconciliatio et paenitentia, 16: AAS 77 (1985) 213-217.
302. Cf. 1 Pe 5, 8.
303. II Concílio do Vaticano. Const. past. Gaudium et spes, 37: AAS 58 (1966) 1055.
304. Cf. Gn 3, 9.
305. Cf. Gn 3, 15.
306. Cf. 1 Cor 15, 21-22.45.
307. Cf. Rm 5, 19-20.
308. Cf. Pio IX. Bulla Ineffabilis Deus: DS 2803.
309. Cf. Concílio de Trento, Sess. 6ª., Decretum de iustificatione, canon 23: DS 1573.
311. São Tomás de Aquino, Summa theologiae. 3, q. 1, a. 3. ad 3: Ed. Leon. 11, 14: as palavras aqui citadas por São Tomás cantam-se no Precónio pascal «Exsultet».
312. II Concílio do Vaticano, Const. past. Gaudium et spes, 13: AAS 58 (1966) 1034-1035.
7. João Paulo II. Ex. Ap. Catechesi tradendae, 5: AAS 71 (1979). 1280-1281.
8. João Paulo II. Ex. Ap. Catechesi tradendae, 5: AAS 71 (1979). 1281.
9. João Paulo II. Ex. Ap. Catechesi tradendae, 6: AAS 71 (1979). 1281-1282.
10. Cf. Lc 1 , 3 1 .
11. Cf. Sl 51 , 6.
12. Cf. Sl 51. 11.
13. Cf. Sl 79, 9.
14. Cf. Act 5, 41: 3 Jo 7.
15.Cf. Jo 3, 18: Act 2. 21.
16. Cf. Rom 10, 6-13.
17. Cf. Act 9. 14; Tg 2, 7.
18.Cf. Lv 16, 15-16: Sir 50, 20-22: Heb 9, 7.
19. Cf. Ex 25, 22; Lv 16, 2; Nm 7, 8 9; Heb 9, 5.
20. Cf. Jo 12. 28.
21. Cf. Act 16, 16-18; 19, 13-16.
22. Cf. Mc 16. 17.
23.Cf. Jo 15, 16.
24. Cf. La réhabilitation de Jeanne la Pucelle. L'enquête ordonée par Charles VII en 1450 et le codicille de Guillaume Bouillé, ed. P. Doncoeur – Y. Larhers (Paris 1956), p. 39.45.56.
85. São Tomás de Aquino, Officium de festo corporis Christi, Ad Matutinas. In primo Nocturno, Lectio 1: Opera omnia, v. 29 (Parisiis 1876) p. 336.
86. Cf. Cântico nas I Vésperas de Domingo: Liturgia Horarum, editio typica (Typis Polyglottis Vaticanis 1973-1974), v. 1, p. 545.629.718 e 808: v. 2, p. 844.937.1037 e 1129: v. 3. p. 548.669.793 e 916; v. 4, p. 496.617.741 e 864 [Ed. portuguesa: Liturgia das Horas (Gráfica de Coimbra 1983), v. I. p. 621.710.803 e 897: v. 2, p. 984, 1079, 1182 e 1278; v. 3. p. 685.800.918 e 1032; v. 4, p.633.748.866 e 980].
87. Cf. 1 Jo 4, 2-3; 2 Jo 7.
88. Símbolo de Niceia: DS 125.
89. Concílio de Nicéia, Epistula synodalis «Epeidê tês» ad Aegyptios: DS 130.
90. Símbolo de Niceia: DS 126.
91. Concílio de Éfeso, Epistula II Cyrilli Alexandrini ad Nestorium: DS250.
92. Concílio de Éfeso, Epistola II Cyrilli Alexandrini ad Nestorium: DS251.
93. Cf. Heb 4, 15.
94. Concílio de Calcedónia, Symbolum: DS 301-302.
95. II Concílio de Constantinopla, Sess. 8ª, Canon 4: DS 424.
97. Cf. II Concílio de Constantinopla, Sess. 8ª, Canon 3:DS 423.
98. Cf. II Concílio de Constantinopla, Sess. 8ª, Canon 10: DS 432.
99. Antífona do «Benedictus» no ofício da Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus: Liturgia Horarum, editio typica, v. 1 (Typis Polyglottis Vaticanis 1973) p. 394 [a edição oficial portuguesa omite a versão deste texto: Liturgia das Horas (Gráfica de Coimbra 1983),v. 1, p. 438]: cf. São Leão Magno, Sermão 21. 2: CCL138, 87 (PL 54, 192).
100. Ofício das Horas Bizantino, Tropário «O monoghenis»: «Horológion tò méga (Romae 1876) p. 82.
101. II Concílio do Vaticano, Const. past. Gaudium et spes, 22: AAS 58 (1966) 1042.
102. Cf. Jo 14. 9-10.
103. II Concílio do Vaticano, Const. past. Gaudium et spes, 22: AAS 58 (1966) 1042-1043.
104. Cf. São Dâmaso I, Epistula «Hóti tê apostolikê kathédra»:DS 149.
105. Cf. Mc 6. 38: 8. 27; Jo 11. 34: etc.
106. Cf. Fl 2, 7.
107. Cf. São Gregório Magno, Ep. Sicut aqua: DS 475.
108. São Máximo Confessor, Quaestiones et dubia, Q. I, 67: CCG10, 155 (66: PG 90. 840).
109. Cf. Mc 14, 36: Mt 11. 27; Jo I. 18; 8. 55; etc.
151. Cf. Concílio de Éfeso, Epistula II Cyrilli Alexandrini ad Nestorium: DS 251.
152. Cf. DS 10-64.
153. Concílio de Latrão (ano 649), Canon 3: DS 503.
154. Cf. Rm 1, 3.
155. Cf. Jo 1, 13.
156. Santo Inácio de Antioquia, Epistula ad Smyrnaeos 1-2: SC 10bis. p. 132-134 (Funk 1, 274‑276).
157. Cf. Mt 1, 18-25: Lc 1, 26-38.
158. Cf. Lc 1, 34.
159. Cf. São Justino, Dialogus cum Tryphone Iudaeo 66-67: CA 2. 234-236 (PG 6, 628-629): Orígenes, Contra Celsum, 1. 32: SC 132, 162-164 (PG 8. 720-724); Ibid., 1, 69: SC 132, 270 (PG 8, 788-789): e outros.
160. I Concílio do Vaticano, Const. dogm. Dei Filius, c. 4: DS 3016.
161. Santo Inácio de Antioquia, Epistula ad Ephesios 19, 1: SC l0bis- 74 (Funk 1, 228); cf. 1 Cor 2, 8.
162. II Concílio de Constantinopla, Sess.8ª Canon 6 : DS 427.
163. Cf. São Leão Magno, Tomus ad Flavianum: DS 291; Ibid.: DS 294; Pelágio I, Ep. Humanigeneris: DS 442: Concílio e Latrão, Canon 3: DS 503; XVI Concílio de Toledo, Symbolum: DS 571; Paulo IV, Const. Cum quorumdam hominum: DS 1880.
164. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 57: AAS 57 (1965) 61.
165 II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 52: AAS 57 (1965) 58.
166. Cf. Mc 3, 31-35; 6, 3: 1 Cor 9, 5: Gl 1, 19.
167. Cf. Mt 27, 56.
168. Cf. Gn 13, 8; 14, 16; 29. 15; etc.
169. Cf. Jo 19, 26-27; Ap 12, 17.
170. Cf. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 63: AAS 57 (1965) 64.
171. Cf. Lc 2, 48-49.
172. Concílio de Friúl (ano 796). Symbolum: DS 619.
173. Cf. 1 Cor 15, 45.
174. Cf. Cl 1, 18.
175. Cf. Jo 3, 9.
176. Cf. 2 Cor 11, 2.
177. Cf. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 63: AAS 57 (1965) 64.
178. Cf. 1 Cor 7, 34-35.
179. Santo Agostinho, De sancta virginitate, 3, 3: CSEL 41. 237 (PL 40, 398).
180. Cf. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 63: AAS 57 (1965) 64.
181. Cf. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 64: AAS 57 (1965) 64.
182. II Concílio do Vaticano, Const. Sacrosanctum Concilium, 103: AAS 56 (1964) 125.
183. Santo Agostinho, Sermão 186, 1: PL 38, 999.
184. Cf. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 56: AAS 57 (1965) 60.
185. São Tomás de Aquino, Summatheologiae, 3. q. 30, a. I. c: Ed. Leon. 11, 315.
186. Cf. Jo 20, 3.
187. Cf. Mc 1, 1; Jo 21, 24
188. Cf. Lc 2, 7.
189. Cf. Mt 27, 48.
190. Cf Jo 20, 7.
191.Cf. Heb 10, 5-7.
192. Cf. 1 Jo 4, 9.
193. Cf. Ef 1, 7: Cl I. 13-14 (Vulgata); 1 Pe 1, 18-19.
194. Cf. 2 Cor 8, 9.
195. Cf. Lc 2, 51.
196. Cf. Jo 15, 3.
197. Cf. Is 53, 4.
198. Cf. Rm 4, 25.
199. Santo Ireneo de Lião, Adversus haereses 3, 18, 1: SC 211, 342-344 (PG 7, 932).
204. II Concílio do Vaticano, Const. past. Gaudium et spes, 38: AAS 58 (1966) 1055.
205. Cf. Jo 13, 15.
206. Cf. Lc 11, 1.
207. Cf. Mt 5, 11-12.
208. II Concílio do Vaticano, Const. past. Gaudium et spes, 22: AAS 58 (1966) 1042.
209. São João Eudes: Le royaume de Jésus, 3, 4: Oeuvres complètes, v. 1 (Vannes 1905) p. 310-311 [2ª leitura do Ofício de Leituras de sexta-feira da 33ª semana do Tempo Comum: Liturgia das Horas, v. 4 (Gráfica de Coimbra 1983), p. 539].
210. Cf. Heb 9, 15.
211. Cf. Act 13, 24.
212 Cf. Mt 3, 3.
213. Cf. Lc 7 26
214. Cf. Mt 11, 13.
215. Cf. Act 1, 22: Lc 16, 16.
216. Cf. Lc 1, 41.
217. Cf. Mc 6, 17-29.
218. Cf. Ap 22, 17.
219. Cf. Lc 2, 6-7.
220. Cf. Lc 2, 8-20.
221. São Romano o Melódio, Kontakion, 10, In diem Nativitatis Christi, Prooemium: SC 110, 50.
222. Cf. Mt 18, 3-4.
223. Cf. Mt 23, 12.
224. Cf. Jo 1, 13.
225. Cf. Jo 1, 12.
226. Cf. Gl 4, 19.
227. Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus, 1ª Antífona das I e II Vésperas: Liturgia Horarum, editio typica, v. I (Typis Polyglottis Vaticanis 1973), p. 385 e 397 [a versão oficial portuguesa é menos exacta: «Oh admirável mistério! O Criador do género humano, tomando corpo e alma, dignou-Se nascer duma Virgem; e, feito homem, tornou-nos participantes da sua divindade!»: Liturgia das Horas. v. 1 (Gráfica de Coimbra 1983). p. 426 e 441].
228. Cf. Lc 2, 21.
229. Cf. Gl 4, 4. -'9
230. Cf. Cl 2, 11-13.
:231. Cf. Solenidade da Epifania do Senhor. Antífona do «Magnificat» das II Vésperas: Liturgia Horarum, editio typica, v. 1 (Typis Polyglottis Vaticanis 1973) p. 465 [Liturgia das Horas, v. 1 (Gráfica de Coimbra 1983) p. 528].
232. Cf. Mt 2, 1.
233. Cf. Mt 2, 2.
234. Cf. Nm 24, 17; Ap 22, 16.
235. Cf. Nm 24, 17-19.
236. Cf. Jo 4, 22.
237. Cf. Mt 2, 4-6.
238.São Leão Magno, Sermão 33, 3: CCL 138, 173 (PL 54. 242) [Solenidade da Epifania do Senhor, 2ª Leitura do Ofício de Leituras: Liturgia das Horas, v. 1 (Gráfica de Coimbra 1983) p.519].
239. Vigília Pascal, Oração depois da 3ª leitura: Missale Romanum, editio typica (Typis Polyglottis Vaticanis 1970), p. 277 [Missal Romano, Gráfica de Coimbra 1992, 305].
240. Cf. Lc 2, 22-39.
241. Cf. Ex 13, 2. 12-13.
242. Cf. Mt 2, 13-18.
243. Cf. Jo 15, 20.
244. Cf. Mt 2,15.
245. Cf. Os 11, 1.
246. Cf. G1 4, 4.
247. Cf. Lc 2, 51.
248. Cf. Rm 5, 19.
249. Paulo VI, Alocução na igreja da Anunciação à bem-aventurada Virgem Maria em Nazaré, 5 de Janeiro de 1964: AAS 56 (1964) 167-168 [Festa da Sagrada Família, 2ª Leitura do Ofício de Leitura: Liturgia das Horas, v. 1 (Gráfica de Coimbra 1983) p. 381-382].
435. II Concílio do Vaticano, Decl. Nostra aetate, 4: AAS 58 (1966) 743.
436. CatRom 1, 5, 11. p. 64: Cf. Heb 12, 3.
437. Cf. Mt 25, 45; Act 9, 4-5.
438. CatRom 1, 5, 11, p. 64.
439. São Francisco de Assis, Admonitia 5, 3: Opuscula Sancti Patris Francisci Assisiensis, ed. G. Esser (Grottaferrata 1978) p. 66. [Fontes Franciscanas I (Braga. Editorial Franciscana. 1994) p.114].
461. Concílio de Quiercy (ano 853). De libero arbitrio hominis et de praedestinatione, canon 4: DS 624.
462. Cf. Jo 6. 38.
463. Cf. Lc 12, 50; 22, 15: Mt 16, 21-23.
464. Cf. Lc 3, 21; Mt 3, 14-15.
465. Cf. Jo 1, 29.36.
466. Cf. Is 53, 7: Jr 11,19.
467. Cf. Is 53, 12.
468. Cf. Ex 12, 3-14; Jo 19, 36; 1 Cor 5, 7.
469. Cf. Mc 10, 45.
470.Cf. Heb 2, 10.17-18; 4, 15; 5, 7-9.
471. Cf. Jo 18, 4-6; Mt 26, 53.
472. Cf. Mt 26, 20.
473. Cf. 1 Cor 5, 7.
474. Cf. 1 Cor 11, 25.
475. Cf. Lc 22, 19.
476. Cf. Concílio de Trento, Sess. 22ª, Doctrina de sanctissimo Missae Sacriftcio, canon 2: DS 1752: Sess. 23ª, Doctrina de sacramento Ordinis, c. 1: DS 1764.
477. Cf. Lc 22, 20.
478. Cf. Mt 26, 42.
479. Cf. Heb 5, 7-8.
480. Cf. Heb 4, 15.
481. Cf. Rm 5, 12.
482. Cf. Act 3, 15.
483. Cf. Ap 1, 18; Jo 1, 4; 5, 26.
484. Cf. Mt 26, 42.
485. Cf. 1 Cor 5, 7; Jo 8, 34-36.
486. Cf. Jo 1, 29: 1 Pe 1, 19.
487. Cf. 1 Cor 11, 25.
488. Cf. Ex 24, 8.
489. Cf. Mt 26, 28; Lv 16, 15-16.
490. Cf. Heb 10, 10.
491. Cf. 1 Jo 4, 10.
492. Cf. Jo 15, 13.
493. Cf. Jo 10, 17-18.
494. Cf. Heb 9, 14.
495. Cf. Is 53, 10-12.
496. Cf. Concílio de Trento, Sess. 6ª, Decretum de iustificatione, c. 7: DS 1529.
497. Cf. Jo 13, 1.
498. Cf. Gl 2, 20; Ef 5, 2. 25.
499. Concílio de Trento, Sess. 6ª. Decretum de iustificatione, c. 1: DS 1529.
500. Cf. Heb 5, 9.
501. Aditamento litúrgico ao Hino «Vexilla Regis»: Liturgia Horarum, editio typica. N. 2 (Typis Polyglottis Vaticanis 1974) p. 313: v. 4, p. 1129 [a versão litúrgica em português difere um pouco: «Cruz do Senhor, és única esperança!»: Liturgia das Horas. v. 2 (Gráfica de Coimbra 1983) p. 366; v. 4. p. 1267].
502. Cf. 1 Tm 2, 5.
503. II Concílio do Vaticano, Const. past. Gaudium et spes, 22: AAS 58 (1966) 1042.
504. Cf. II Concílio do Vaticano, Const. past. Gaudium et spes,22: AAS 58 (1966) 1043.
505. Cf. Mt 16, 24.
506. Cf. 1 Pe 2, 21.
507. Cf. Mc 10, 39; Jo 21, 18-19; Cl 1, 24.
508. Cf. Lc 2, 35.
509. Santa Rosa de Lima: P. Hansen. Vita mirabilis [...] venerabilis sororis Rosae de sancta Maria Limensis (Romae 1664), p. 137.
510. Cf. 1 Pe 1, 18.
511. Cf. Is 53, 10.
512. Cf. Is 53, 11; Rm 5, 19.
513. Cf. Jo 19, 42.
514. Cf. Heb 4, 4-9.
515. Cf. Jo 19, 30.
516. Cf. Cl 1, 18-20.
517. São Gregório de Nissa, Oratio catechetica, 16, 9: TD 7, 90 (PG 45, 52).
518. Cf. Act 3, 15.
519. Cf. Lc 24, 5-6.
520. São João Damasceno, Expositio fidei, 71 [De Fide orthodoxa 3, 27]. PTS 12, 170 (PG 94, 1098).
521. São Tomás de Aquino, Summatheologiae, 3, 51, 3. ad 2: ED. Leon. 11, 490.
522. Cf. Sl 16, 9-10.
523. Cf. Mt 12, 40: Jo 2, 1; Os 6, 2.
524. Cf. Jo 11, 39.
525. Cf. Cl 2, 12: Ef 5, 26.
526. Cf. Heb 2, 9.
527. Vigília Pascal, Precónio Pascal («Exsultet»): Missale Romanum, editio typica (Typis Polyglottis Vaticanis 1970), p. 273 e 275 [Missal Romano, Gráfica de Coimbra 1992, p. 292 e 295].
528. Cf. Act 3, 15; Rm 8, 11.
529. Cf. Heb 13, 20.
530. Cf. 1 Pe 3, 18-19.
531. Cf. Fl 2, 10; Act 2, 24: Ap 1, 18; Ef 4, 9.
532. Cf. Sl 6, 6; 88, 11-13.
533. Cf. Sl 89, 49; 1 Sm 28, 19: Ez 32, 17-32.
534. Cf. Lc 16, 22-26,
535. CatRom 1. 6. 3. p. 71.
536. Cf. Concílio de Roma (ano 745), De descensu Christi ad inferos: DS 587.
537. Cf. Bento XII, Libellus, Cum dudum (1341).18: DS 1011; Clemente VI, Ep. Super quibusdam (ano 1351), c. 15, 13: DS 1077.
538. Cf. IV Concílio de Toledo (ano 633). Capitulum, 1: DS 485; Mt 27, 52-53.
539. Cf Mt 12, 40; Rm 10, 7; Ef 4, 9.
540. Cf. Act 3, 15.
541. Antiga homilia para Sábado Santo: PG 43. 440.452.461 [Sábado Santo, 2ª Leitura do Ofício de Leituras: Liturgia das Horas, s. 2 (Gráfica de Coimbra 1983) p. 454-4551.
542. Liturgia bizantina, Tropário no dia de Páscoa: «Pentêkostárion» (Romae 1884) p.6.
573. Vigília Pascal, Precónio Pascal («Exsultet» ): Missale Romanum, editio typica (Typis Polyglottis Vaticanis 1970), p. 272 [Missal Romano, Gráfica de Coimbra 1992, p. 290 e 294].
574. Cf. Jo 14, 22.
575. Cf. Rm 6, 4; 2 Cor 13, 4: Fl 3. 10; Ef 1, 19-22; Heb 7, 16.
576. Cf. Mc8, 31; 9. 9.31; 10. 34.
577. São Gregório de Nissa, De tridui inter mortem et resurrectionem Domini nostri Iesu Christi spatio: Gregorii Nysseni opera, ed. W. Jaeger — H. Langerbeck, V. 9 (Leiden 1967) p. 293- 294 (PG 46, 417B): cf. também Statuta Ecelesiae Antigua: DS 325: Anastásio II, Ep. In prolixitate epistulae: DS 359: Santo Hormisda. Ep. Inter ea quae: DS 369: XI Concílio de Toledo, Symbolum: DS 539.
641. Cf. 2 Ts 2, 4-12; 1 Ts 5. 2-3; 2 Jo 7; 1 Jo 2, 18.22.
642. Cf. Santo Ofício, Decretum de millenarismo (19 de Julho de 1944): DS 3839.
643. Cf. Pio XI, Enc. Divini Redemtptoris (19 de Março de 1937): AAS 29 (1937) 65-106, condenando o «falso misticismo» desta «simulação da redenção dos humildes» (p. 69);II Concílio do Vaticano, Const. past. Gaudium et spes, 20-21: AAS 58 (1966) 1040-1042.
3. São Gregório de Nazianzo, Oratio 31 (Theologica 5), 26: SC 250, 326 (PG 36, 161-164).
4. Símbolo Niceno-Constantinopolitano: DS 150.
5. Símbolo Niceno-Constantinopolitano: DS 150.
6. Cf. Jo 16, 13.
7. Cf. Gl 4, 6.
8. Cf. Jo 3, 34.
9. Cf. Jo 7, 39.
10. Cf. Jo 17, 22.
11. Cf. Jo 16, 14.
12. São Gregório de Nissa, Adversus Macedonianos de Spiritu Sancto, 16: Gregorii Nysseni opera, ed. W. Jaeger-H. Langerbeck, V. 3/1 (Leiden 1958) p. 102-103 (PG 45, 1321).
13. Cf. Mt 28, 19.
14. Cf. Jo 3, 5-8.
15. Cf. 1 Jo 2, 1 (paráklêton).
16. Cf. Jo 16. 13.
17. Cf. Jo 19, 34; 1 Jo 5, 8.
18. Cf. Jo 4, 10-14; 7, 38: Ex 17, 1-6: Is 55, 1; Zc 14, 8: 1 Cor 10, 4. Ap 21, 6; 22, 17.
32. Cf. São João da Cruz, Llama de amor viva: Biblioteca Mística Carmelitana, v. 13 (Burgos 1931) p. 1-102; 103-213. [ID., Chama vida de amor: Obras Completas (Paço de Arcos, Edições Carmelo 1986) p. 829-957)].
33. Cf. Ex 24, 15-18.
34. Cf. Ex 33, 9-10.
35. Cf. Ex 40, 36-38; 1 Cor 10, 1-2.
36. Cf. 1 Rs 8, 10-12.
37. Cf. Lc 1, 35.
38. Cf. Act 1, 9.
39. Cf. Lc 21, 27.
40. Cf. 2 Cor 1, 22; Ef 1, 13; 4, 30.
41. Cf. Mc 6, 5; 8, 23.
42. Cf. Mc 10. 16.
43. Cf. Mc 16, 18; Act 5, 12; 14, 3.
44. Cf. Act 8, 17-19; 13, 3; 19, 6.
45. Cf. Heb 6, 2.
46. Cf. Lc 11, 20.
47. Cf. Domingo de Pentecostes, Hino das I e II Vésperas: Liturgia Horarum, editio typica, v. 2 (Typis Polyglottis Vaticanis 1974), p. 795 e 812. [Liturgia das Horas. vol. II p. 850 e 861. edição da Gráfica de Coimbra, 1999].
48. Cf. Gn 8, 8-12.
49. Cf. Mt 3, 16 e par.
50. Cf. Gl 4, 4
51. Cf. 2 Cor 3, 14.
52. Cf. Jo 5, 39. 46.
53. Símbolo Niceno-Constantinopolitano: DS 150.
54. Cf. Lc 24, 44.
55. Cf. Sl 33, 6; 104. 30; Gn 1, 2; 2, 7; Ecl 3, 20-21; Ez 37, 10.
56. Liturgia bizantina, Ofício das Horas. Matinas dos Domingos do segundo modo, Antífonas 1 e 2: Paraklêtikês (Romae 1885), p. 107.
301. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 11: AAS 57 (1965) 16.
302. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 42: AAS 57 (1965) 48.
303. Santa Teresa do Menino Jesus, Manuscrito B. 3v: Manuscrits autobiographiques (Paris992) p. 299. [Santa Teresa do Menino Jesus e da Santa Face, Obras Completas (Paço de Arcos, Edições do Carmelo 1996) p. 230].
304. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 8: AAS 57 (1965) 12; cf. In. Decr. Unitatis redintegratio, 3: AAS 57 (1965) 92-94; Ibid. 6: AAS 57 (1965) 96-97.
325. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 23: AAS57 (1965) 29.
326. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 13: AAS 57 (1965) 18.
327. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 14: AAS 57 (1965) 18-19.
328. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 15: AAS 57 (1965) 19.
329. II Concílio do Vaticano, Decr. Unitatis redintegratio, 3: AAS 57 (1965) 93.
330. Paulo VI, Allocutio in Aede Sixtina, decem exactis annis a sublatis mutuis excomunicationibus inter Romanam et Constantinopolitanam Ecclesias (14 de Dezembro de1975): AAS 68 (1976) 121: cf.II Concílio do Vaticano, Decr. Unitatis redintegratio, 13-18: AAS 57 (1965) 100-104.
331. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 16: AAS 57 (1965) 20.
332. Cf. II Concílio do Vaticano, Decl. Nostra aetate, 4: AAS 58 (1966) 742-743.
333. Sexta-Feira da Paixão do Senhor, Celebração da Paixão do Senhor Oração Universal VI: Missale Romanum, editio typica (Typis Polyglottis Vaticanis 1970), p. 254 [Trad. oficial portuguesa: Missal Romano, Gráfica de Coimbra 1992. p. 259.267].
339. Santo Ambrósio, De virginitate 18, 119: Sancti Ambrosii Episcopi Mediolanensis opera, v. 14/2 (Milano-Roma 1989) p. 96 (PL 16, 297).
340. Cf. já em 1 Pe 3, 20-21.
341. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 14: AAS 57 (1965) 18.
342. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 16: AAS 57 (1965) 20; cf. Santo Ofício, Epistula ad Archiepiscopum Bostoniensem (8 de Agosto 1949): DS 3866-3872.
343. Cf. Heb 11, 6.
344. II Concílio do Vaticano, Decr. Ad gentes, 7: AAS 58 (1966) 955.
345. II Concílio do Vaticano, Decr. Ad gentes, 1: AAS 58 (1966) 947.
346. II Concílio do Vaticano, Decr. Ad gentes, 2: AAS 58 (1966) 948.
347. Cf. João Paulo II. Enc. Redemptoris missio, 23: AAS 83 (1991) 269-270.
348. Cf. II Concílio do Vaticano, Decr. Apostolicam actuositatem, 6: AAS 58 (1966) 842-843; João Paulo II, Enc. Redemptoris missio, 11: AAS 83 (1991) 259-260.
349. João Paulo II, Enc. Redemptoris missio, 21: AAS 83 (1991) 268.
350. II Concílio do Vaticano, Decr. Ad gentes, 5: AAS 58 (1966) 952.
420. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 23: AAS 57 (1965) 29.
421. II Concílio do Vaticano, Decr. Presbiterorum ordinis, 4: AAS 58 (1966) 995.
422. Cf. Mc 16, 15.
423. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 25: AAS 57 (1965) 29.
424. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 12: AAS 57 (1965) 16: cf. Id, Const. dogm. Dei Verbum, 10: AAS 58 (1966) 822.
425. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 25: AAS 57 (1965) 30: cf. I Concílio do Vaticano, Const. dogm. Pastor aeternus, c.4: DS 3074.
426 II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Dei Verbum, 10: AAS 58 (1966) 822.
427. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 25: AAS 57 (1965) 30.
428. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 25: AAS 57 (1965) 30.
429. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 25: AAS 57 (1965) 29-30.
430. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 26: AAS 57 (1965) 31.
431. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 26: AAS 57 (1965) 32.
432. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 27: AAS 57 (1965) 32.
433. Cf. Lc 22, 26-27.
434. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 27: AAS 57 (1965) 32.
435. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 27: AAS 57 (1965) 33.
436. Santo Inácio de Antioquia, Epistula ad Smyrnaeos 8, 1: SC 10bis, 138 (Funk 1, 282).
437. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 31: AAS 57 (1965) 37.
438. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 31: AAS 57 (1965) 37-38.
439. Pio XII, Allocutio ad Patres Cardinales recenter creatos (20 de Fevereiro de 1946): AAS 38 (1946) 149; aduzido por João Paulo II, Ex. ap. Christifideles laici, 9: AAS 81 (1989) 406.
440. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 33: AAS 57 (1965) 39.
469. Cf. II Concílio do Vaticano, Decr. Perfectae caritatis, 5: AAS 58 (1966) 704-705.
470. Cf. CIC cân 573.
471. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 43: AAS 57 (1965) 49.
472. II Concílio do Vaticano, Decr. Perfectae caritatis, 1: AAS 58 (1966) 702.
473 Cf. CIC cân 605.
474. CIC cân 603 § 1.
475. 1 Cor 7, 34-36.
476. Cf. João Paulo II, Ex. ap. Vita consecrata, 7: AAS 88 (1996) 382.
477. CIC cân. 604 § 1.
478. Ordo Consecrationis virginum. Praenotanda 1, editio typica (Typis Polyglottis Vaticanis1970). p. 7 [ed. oficial portuguesa: Consagração das Virgens. Preliminares 1, ediçãotípica.(Coimbra. Conferência Episcopal Portuguesa - Gráfica de Coimbra 1993) p. 9].
479. Cf.CIC cân 604 § 1.
480. Cf. Ordo Consecrationis virginum. Praenotanda 2. editio typica (Typis Polyglottis Vaticanis 1970), p. 7 [ed. oficial portuguesa: Consagração das Virgens. Preliminares 2, edição típica.(Coimbra, Conferência Episcopal Portuguesa — Gráfica de Coimbra 1993) p. 9].
481. Cf. CIC cân 604 § 2.
482. Cf. II Concílio do Vaticano, Decr. Unitatis redintegratio, 11: AAS 57 (1965) 102.
483. Cf.CIC cân 573.
484. Cf.CIC cân 607.
485. Cf. CIC cân 591.
486. II Concílio do Vaticano, Decr. Christus Dominus, 33-35: AAS 58 (1966) 690-692.
487. II Concílio do Vaticano, Decr. Ad gentes, 18: AAS 58 (1966) 968-969; Ibid. 40: AAS 58 (1966) 987-988.
488. João Paulo II, Enc. Redemptoris missio, 69: AAS 83 (1991) 317.
492. II Concílio do Vaticano, Decr. Perfectae caritatis, 11: AAS 58 (1966) 707.
493. Cf. CIC cân 713.
494.CIC cân 731 § 1-2.
495. CIC cân 783: João Paulo II, Enc. Redemptoris missio, 69: AAS 83 (1991) 317-318.
496. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 31: AAS 57 (1965) 37.
497. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 44: AAS 57 (1965) 50-51
498.Cf. CIC cân 207 § 1-2.
499. CIC cân 331.
500. II Concílio do Vaticano, Decr. Christus Dominus, 2: AAS 58 (1966) 673.
501. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 23: AAS 57 (1965) 27.
502. II Concílio do Vaticano, Decr. Apostolicam actuositatem, 2: AAS 58 (1966) 839.
503. II Concílio do Vaticano, Const. past. Gaudium et spes, 43: AAS 58 (1966) 1063.
504. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 36: AAS 57 (1965) 41.
505. São Nicetas de Remesiana, Instructio ad competentes 5, 3, 23 [Explanatio Symboli, 10]: TPL 1, 119 (PL 52, 871).
506.São Tomás de Aquino, In Symbolum Apostolorum scilicet «Credo in Deum» espositio, 13: Opera omnia, v. 27 (Parisiis 1875) p. 224.
507. Cat Rom 1, 10, 24, p. 119.
508. Cat Rom 1, 10, 24, p. 119.
509. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 12: AAS 57 (1965) 16.
510. Cat Rom 1, 10, 27, p. 121.
511. Cf. Lc 16, 1-3.
512. Cf. 1 Cor 10. 24.
513. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 49: AAS 57 (1965) 54.
514. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 49: AAS 57 (1965) 54-55.
515. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 49: AAS 57 (1965) 55.
516. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 49: AAS 57 (1965) 55.
517. São Domingos, moribundo, aos seus irmãos: Relatio iuridica 4 (Frater Radulphus de Faventia), 42: Acta sanctorum, Augustus I, p. 551.
518. Santa Teresa do Menino Jesus, Verba (17 de Julho de 1897): Derniers Entretiens (Paris 1971) p. 270. [Santa Teresa do Menino Jesus e da Santa Face, Obras Completas (Paço de Arcos, Edições do Carmelo 1996) p. 1167].
519. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 50: AAS 57 (1965) 56.
531. II Concílio do Vaticano,Const. dogm. Lumen Gentium, 59: AAS 57 (1965) 62: cf. Pio XII, Const. ap. Munificentissimus Deus (1 Novembro de 1950): DS 3903.
532. Liturgia bizantina, Tropário para a festa da Dormição da bem-aventurada Virgem Maria: Horológion tò mega (Romae 1876) p. 215.
533. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 53: AAS 57 (1965) 59.
534. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 63: AAS 57 (1965) 64.
535. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 61: AAS 57 (1965) 63.
536. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 62: AAS 57 (1965) 63.
537. II Concílio do Vaticano,Const. dogm. Lumen Gentium, 60: AAS 57 (1965) 62.
538. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 62: AAS 57 (1965) 63.
586. Cf. Concílio de Trento, Sess. 5ª. Decr. de peccato originali, can 1: DS 1511.
587. Cf. Sb 2, 23-24.
588. II Concílio do Vaticano, Const. past. Gaudium et spes, 18: AAS 58 (1966) 1038.
589.Cf. Mc 14, 33-34: Heb 5, 7-8.
590. Cf. Rm 5, 19-21.
591. Santo Inácio de Antioquia, Epistula ad Romanos 6,1-2: Sc: l0bis, 114 (Funk 1, 258-260).
592. Cf. Lc 23, 46.
593. Santo Inácio de Antioquia, Epistula ad Romanos 7, 2: Sc 10bis, 116 (Funk 1, 260).
594. Santa Teresa de Jesus, Poesía, 7: Biblioteca Mística Carmelitana, v. 6 (Burgos 1919) p. 86. [Santa Teresa de Ávila, Seta de Fogo (Lisboa, Assírio & Alvim 1989) p. 31].
595. Santa Teresa do Menino Jesus, Lettre (9 de Junho de 1897): Correspondance Générale, v.2 (Paris 1973) p. 1015. [Santa Teresa do Menino Jesus e d Santa Face, Obras Completas (Paço de Arcos, Edições do Carmelo 1996) p. 622].
596. Cf. 1 Ts 4, 13-14.
597. Prefácio dos Defuntos I: Missale Romanum, editio typica (Typis Polyglottis Vaticanis 1970), p. 439 [Missal Romano, Gráfica de Coimbra 1992, 509].
598. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 48: AAS 57 (1965) 54.
599. Imitação de Cristo 1, 23, 5-8: ed. T. Lupo (Città del Vaticano 1982) p. 70.
600. São Francisco de Assis, Cântico das criaturas: Opuscula sancti Patris Francisci Assisiensis, ed. C. Esser (Grottaferrata 1978) p. 85-86. [Cf. Fontes Franciscanas, I (Braga, Editorial Franciscana, 1994) p. 781.
602. II Concílio de Lião, Professio fidei Michaelis Palaeologi imperatoris: DS 854. C
603. Cf. 1 Cor 15, 42.
604. II Concílio do Vaticano, Const. past. Gaudium et spes, 18: AAS 58 (1966) 1038.
605. Ordo Unctionis infirmorum eorumque pastoralis curae. Orto commendationis morientium. 146-147, editio typica (Typis Polyglottis Vaticanis 1972) p. 60-61 [em port.: Unção e Pastoral dos Doentes. Encomendação dos moribundos. 146-147, segunda edição típica (Coimbra, Gráfica de Coimbra — Conferência Episcopal Portuguesa, 1994) p. 1091.
606. Cf. 2 Tm 1, 9-10.
607. Cf. Lc 16, 22.
608. Cf. Lc 23, 43.
609. Cf. 2 Cor 5, 5: Fl 1, 23; Heb 9, 27: 12, 23.
610. Cf. Mt 16, 26.
611. Cf. II Concílio de Lião, Professio fidei Michaelis Palaeologi imperatoris: DS 856: Concílio de Florença, Decr. pro Graecis: DS 1304: Concílio de Trento, Sess. 25ª, Decretum de purgatorio: DS 1820.
612. Cf. II Concílio de Lião, Professio fidei Michaelis Palaeologi imperatoris: DS 857; João XXII, Buda Ne super his: DS 991; Bento XII, Const. Benedictus Deus: DS 1000-1001; Concílio de Florença, Decr. pro Graecis: DS 1305.
613. Cf. II Concílio de Lião, Professio fidei Michaelis Palaeologi imperatoris: DS 858; Bento XII, Const. Benedictus Deus: DS 1002; Concílio de Florença, Decr. pro Graecis: DS 1306.
614. São João da Cruz, Avisos y sentencias. 57: Biblioteca Mística Carmelitana, N. 13 (Burgos 1931), p. 238. [S. João da Cruz, Ditos de luz, e amor. 57: Obras Completas (Paço de Arcos, Edições Carmelo 1986) P. 1015].
615. Cf. Ap 22, 4.
616. Bento XII. Const. Benedictus Deus: DS 1000; cf. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 49 AAS 57 (1965) 54.
653. Oração antes da Comunhão, 132: Missale Romanum, editio typica (Typis Polyglottis Vaticanis 1970), p. 474 [Missal Romano, Gráfica de Coimbra 1992, 546].
654. II Concílio de Lião, Professio fidei Michaelis Palaeologi imperatoris: DS 859: cf. Concílio de Trento, Sess. 6ª, Decretum de iustificatione, c. 16: DS 1549.
9. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 2: AAS 57 (1965) 6.
10. Cf.II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Dei Verbum, 14-16: AAS 58 (1966) 824-625.
11. Cf. Lc 24, 13-49.
12. Cf. 2 Cor 3, 14-16.
13. Cf. 1 Pe 3, 21.
14. Cf. 1 Cor 10, 1-6.
15. Cf. Lc 1, 17.
16. Cf. Jo 14, 26.
17. II Concílio do Vaticano, Const. Sacrosactum Concilium, 24: AAS 56 (1964) 106-107.
18. II Concílio do Vaticano, Decr. Presbiterorum ordinis, 4: AAS 58 (1966) 996.
19. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Dei Verbum, 2: AAS 58 (1966) 818.
20. São João Damasceno, Expositio fidei, 86 [De fide orthodoxa, 4, 13]: PTS 12, 194-195 (PG 94, 1141.1145).
21. Cf. Ef 1, 14; 2 Cor 1, 22.
22. Cf. Jo 15, 1-17; Gl 5, 22.
23. Cf. 1 Jo 1, 3-7.
24. Cf. II Concílio do Vaticano, Const. Sacrosactum Concilium, 6: AAS 56 (1964) 100.
25. Cf. II Concílio de Lião, Professio fidei. Michaelis Palaeologi imperatoris: DS 860;Concílio de Florença, Decretum pro Armenis: DS 1310; Concílio de Trento, Sess. 7ª, Canones de sacramentis in genere, can 1: DS 1601.
26. Concílio de Trento, Sess. 7ª, Decretum de sacramentis, Prooemium: DS 1600.
27. Concílio de Trento, Sess. 7ª, Canones de sacramentis in genere, can 1: DS 1601.
31. Santo Agostinho, De civitate Dei 22, 17: CSEL 40/2, 625 (PL 41. 779); cf. São Tomás de Aquino, Summa theologiae, 3. q. 64, a. 2. ad 3; Ed. Leon. 12, 43.
32. Pio XII, Enc. Mystici corporis: AAS 35 (1943) 226.
33. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 11: AAS 57 (1965) 15.
34. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 11: AAS 57 (1965) 15.
35. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 14: AAS 57 (1965) 14.
36. Cf. Jo 20. 21-23; Lc 24. 47; Mt 28, 18-20.
37. Concílio de Trento, Sess. 7ª, Canones de sacramentis in genere, can 9: DS 1609.
75. Cf. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 23: AAS 57 (1965) 28-29; in. Decr. Unitatis redintegratio, 4: AAS 57 (1965) 95.
76. II Concílio do Vaticano, Const. Sacrosanctum Concilium, 4: AAS 56 (1964) 98.
77. Cf. II Concílio do Vaticano, Const. Sacrosanctum Concilium, 37-40: AAS 56 (1964) 110-111.
78. Cf. João Paulo II, Ex. Ap. Catechesi tradendae, 53: AAS 71 (1979) 1319-1321.
79. João Paulo II, Carta Ap. Vicesimus quintus annus, 16: AAS 81 (1989) 912-913: cf. II Concílio do Vaticano, Const. Sacrosanctum Concilium, 21: AAS 56 (1964) 105-106.
80. João Paulo II, Carta Ap. Vicesimus quintus annus, 16: AAS 81 (1989) 913.
Notas e Referências
1. São Tomás de Aquino, Summa theologiae, 3. q. 65, a. 1. c: Ed. Leon. 12, 56-57.
2. São Tomás de Aquino, Summa theologiae, 3. q. 65. a. 3. c: Ed. Leon. 12, 60.
3. Paulo VI,Const. Ap. Divinae consortium naturae: AAS 63 (1971) 657: cf. Ordo initiationis christianae adultorum, Praenotanda 1-2 (Typis Polyglottis Vaticanis 1972) p. 7 [Iniciação cristã dos adultos, Segunda Edição, Preliminares, 1-2 (Coimbra, Gráfica de Coimbra – Conferência Episcopal Portuguesa, 1996) p. 9-10]
4. Cf. Concílio de Florença, Decretum pro Armenis: DS 1314: CIC can 204, § 1. 849; CCEO can 675 § 1.
5. CatRom 2, 2, 5, p. 179.
6. Cf. Rm 6, 3-4; Cl 2, 12.
7. São Justino, Apologia 1, 61: CA 1, 168 (PG 6, 421).
11. Vigília Pascal, Bênção da água: Missale Romanum, editio typica (Typis Polyglottis Vaticanis 1970), p. 283 [Missal Romano, Gráfica de Coimbra 1992, 315].
12. Cf. Gn 1, 2.
13. Vigília Pascal, Bênção da água: Missale Romanum, editio typica (Typis Polyglottis Vaticanis 1970). p. 283 [A tradução oficial portuguesa desta oração não inclui a metáfora da «concepção»: «Logo no princípio do mundo, o vosso Espírito pairava sobre as águas, prefigurando o seu poder de santificar»: Missal Romano, Gráfica de Coimbra 1992, 315].
14. Vigília Pascal, Bênção da água: Missale Romanum, editio typica (Typis Polyglottis Vaticanis 1970), p. 283 [Missal Romano, Gráfica de Coimbra 1992. 3151.
15. Vigília Pascal, Bênção da água: Missale Romanum, editio typica (Typis Polyglottis Vaticanis 1970), p. 283 [Missal Romano, Gráfica de Coimbra 1992, 315].
30. Santo Agostinho, In Iohannis evangelium tractatus 80, 3: CCL 36, 529 (PL 35, 1840).
31. II Concílio do Vaticano, Const. Sacrosanctum Concilium, 64: AAS 56 (1964) 117.
32. II Concílio do Vaticano, Const. Sacrosanctum Concilium, 65: AAS 56 (1964) 117; cf. Ibid., 37-40: AAS 56 (1964) 110-111.
33. Cf. II Concílio do Vaticano, Decr. Ad gentes, 14: AAS 58 (1966) 963: CIC can. 851.865 866.
34. Cf. CIC can. 851, 2. 868.
35. Cf. Rm 6, 17.
36. Cf. Ordo Baptismi parvulorum, 62 (Typis Polyglottis Vaticanis 1969) p. 32 [Celebração do Baptismo das crianças, 62, Segunda edição típica (Coimbra, Gráfica de Coimbra – Conferência Episcopal Portuguesa, 1994), p.61).
37. Cf. Gl 3, 27.
38. Cf. Fl 2, 15.
39. CIC can.864; cf. CCEO. can.679.
40. II Concílio do Vaticano, Decr. Ad gentes, 14: AAS 58 (1966) 962-963; cf. Ordo initiationis christianae adultorum, Praenotanda 19 (Typis Polyglottis Vaticanis 1972) p. 11 Iniciação cristã dos adultos. Segunda Edição, Preliminares, 19 (Coimbra, Gráfica de Coimbra - Conferência Episcopal Portuguesa. 1996) p. 26-27); Ibid., De tempore catechumenatus eiusque ritibus 98, p. 36 [Ibid.. O tempo do catecumenado e os seus ritos 98. p. 66].
41. II Concílio do Vaticano, Decr. Ad gentes, 14: AAS 58 (1966) 963.
42. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 14: AAS 57 (1965) 19: cf. CIC can. 206.788.
43. Cf. Concílio de Trento, Sess. 5ª, Decretum de peccato originali, can. 4: DS 1514.
103. Paulo VI. Const. ap. Divinae consortium naturae: AAS 63 (1971) 659.
104. Cf. São Cipriano de Cartago, Epistula 73, 21: CSEL 3/2, 795; (1996), CCL 3C. 556 (PL 3, 1169).
105. Cf. CCEO can. 695, § 1. 696. § 1.
106. Cf. Santo Hipólito de Roma, Traditio apostolica, 21: ed. B. Botte (Münster i.W. 1989) p. 50 e 52.
107. Cf. Dt 11, 14; etc.
108. Cf. Sl 23, 5: 104, 15.
109. Cf. Is 1, 6: Lc 10, 34.
110. Cf. 2 Cor 2, 15.
111. Cf. Gn 38, 18; Cf . 8, 6.
112. Cf. Gn 41, 42.
113. Cf. Dt 32. 34.
114. Cf. 1 Rs 21, 8.
115. Cf. Jr 32, 10.
116. Cf. Is 29, 11.
117. Cf. Jo 6, 27.
118. Cf. Ef 1, 13; 4, 30.
119. Cf. Ap 7, 2-3; 9. 4; Ez 9, 4-6.
120. Pontificale iuxta ritum Syrorum Occidentalium id est Antiochiae, Pars I, Versio latina (Typis Polyglottis Vaticanis 1941) p. 36-37.
121. Cf. II Concílio do Vaticano, Const. Sacrosanctum Concilium, 71: AAS 56 (1964) 118.
122. Cf. CIC can. 866.
123. Ordo Confirmationis, 25 (Typis Polyglottis Vaticanis 1973). p. 26 [Celebração da Confirmação, 25 (Coimbra, Gráfica de Coimbra — Conferência Episcopal Portuguesa, 1991) p. 33].
124. Paulo VI. Const. Ap. Divinae consortium naturae: AAS 63 (1971) 657 [Celebração da Confïrmação, Const. ap. sobre o Sacramento da Confirmação (Coimbra, Gráfica de Coimbra – Conferência Episcopal Portuguesa. 1991) p. 19].
125. Rituale per le Chiese orientali di rito bizantino in lingua greca, Pars 1 (Libreria Editrice Vaticana 1954) p. 36.
126 Cf. Santo Hipólito, Traditio apostolica, 21: ed. B. Botte (Münster i.W. 1989) p. 54.
127. Cf. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 11: AAS 57 (1965) 15.
128. Cf. Concílio de Florença, Decretum por Armenis: DS 1319: II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 11: AAS 57 (1965) 15; Ibid., 12: AAS 57 (1965) 16.
221. Liturgia Bizantina. Anáfora de São João Crisóstomo, Prece antes da Comunhão: F. E. Brightman, Liturgies Eastern and Western (Oxford 1896) p. 394 (PG 63, 920).
224. Os fiéis, no mesmo dia. só podem receber a ss. Eucaristia uma segunda vez. Comissão Pontifícia para a Interpretação Autêntica do Código de Direito Canónico, Responsa ad proposita dubia, 1: AAS 76 (1984) 746.
225. II Concílio do Vaticano, Const. Sacrosanctum Concilium, 55: AAS 56 (1964) 115.
233. Cf. Concílio de Trento, Sess. 13ª. Decretum de ss. Eucharista, c. 2: DS 1638.
234. São Fulgêncio de Ruspas, Contra gesta Fabiani 28, 17: CCL 91A, 813-814 (PL 65, 789).
235. Cf. 1 Cor 12, 13.
236. Santo Agostinho, Sermão 272: PL 38, 1247.
237. Cf. Mt 25, 40.
238 São João Crisóstomo, In epistulam I ad Corinthios, homilia 27. 5: PG 61, 230.
239. Santo Agostinho, In Iohannis evangelium tractatus 26, 13: CCL 36. 266 (PL 35, 1613): cf. II Concílio do Vaticano, Const. Sacrosanctum Concilium, 47: AAS 56 (1964) 113.
240. II Concílio do Vaticano, Decr. Unitatis redintegratio, 15: AAS 57 (1965) 102.
241. II Concílio do Vaticano, Decr, Unitatis redintegratio, 15: AAS 57 (1965) 102: ef. CIC can.844, § 3.
242. II Concílio do Vaticano, Decr. Unitatis redintegratio, 22: AAS 57 (1965) 106.
243. II Concílio do Vaticano, Decr. Unitatis redintegratio, 22: AAS 57 (1965) 106.
244. Cf. CIC can. 844. § 4.
245. Na solenidade do santíssimo corpo e sangue de Cristo, Antífona do «Magnificat» das Vésperas II: Liturgia Horarum, editio typica, v. 3 (Typis Polyglottis Vaticanis 1973) p. 502 [Liturgia das Horas. v. 3 (Gráfica de Coimbra 1983) p. 621].
246. Oração Eucarística I ou Cânone Romano. 96: Missale Romanum, editio typica (Typis Polyglottis Vaticanis 1970), p.453 [Missal Romano. Gráfica de Coimbra 1992, 521].
249. Rito de Comunhão, 126 [Embolismo depois do Pai Nosso]: Missale Romanum, editio typica (Typis Polyglottis Vaticanis 1970), p.472 [a tradução oficial portuguesa difere um pouco: «enquanto esperamos a vinda gloriosa de Jesus Cristo nosso Salvador»: Missal Romano, Gráfica de Coimbra 1992, 5451: cf. Tt 2, 13.
250. Oração Eucarística III, 116: Missale Romanum, editio typica (Typis Polyglottis Vaticanis 1970), p. 465 [Missal Romano, Gráfica de Coimbra 1992, 535].
251. Cf. 2 Pe 3, 13.
252. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 3: AAS 57 (1965) 6.
253. Santo Inácio de Antiquia, Epistula ad Ephesios, 20, 2: SC l0bis. 76 (Funk 1, 230).
254. Cf. Concílio de Trento, Sess. 13ª, Decretum de ss. Eucharistae. c. 3: DS 1640; Ibid., can. 1: DS 1651.
255. Paulo VI, Enc. Mysterium fidei: AAS 57 (1965) 771.
Notas e Referências
1. Cf. 2 Cor 5, 1.
2. Cf. Mc, 2, 1-12.
3. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 11 : AAS 57 (1965) 15.
4. Cf. Mc 1, 15.
5. Cf. Lc 15, 18.
6. Ordo Paenitentiae. 46.55 (TypisPolyglottis Vaticanis 1974) p. 27. 37 [Celebração da Penitência, 46.55 (Coimbra. Gráfica de Coimbra — Conferência Episcopal Portuguesa, 1997) p. 47. 65].
7. Cf. Gl 3, 27.
8. Cf. Concílio de Trento, Sess. 5ª, Decretum de peccato originali, can. 5: DS 1515.
9. Cf.Concílio de Trento, Sess. 6ª, Decretum de iustificatione, c. 16: DS 1545; II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 40: AAS 57 (1965) 44-45.
10. Cf. Act 2, 38.
11. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 8: AAS 57 (1965) 12.
12. Cf. Sl 51, 19.
13. Cf. Jo 6, 44: 12, 32.
14. Cf. 1 Jo 4, 10.
15. Cf. Lc 22, 61-62.
16. Cf. Jo 21, 15-17.
17. Santo Ambrósio, Epistula extra collection 1 [41], 12: CSEL 82/3, 152 (PL 16, 1116).
18. Cf. Jl 2, 12-13: Is 1,16-17: Mt 6, 1-8.16-18.
19. Concílio de Trento, Sess. 14ª, Doctrina de sacramento Paenitentiae, c. 4: DS 1676-1678; Id. Sess, 14ª, Canones de Paenitentiae, can. 5: DS1705: CatRom. 2, 5, 4, p. 289.
20. Cf. Ez, 36, 26-27.
21. Cf. Jo 19, 37: Zc 12, 10.
22. São Clemente de Roma, Epistula ad Corinthios 7, 4: SC 167, 110 (Funk 1, 108).
23. Cf. Jo 16, 8-9.
24. Cf. Jo 15, 26.
25. Cf. Act 2, 36-38: João Paulo II, Enc. Dominum et vivificantem, 27-48: AAS 78 (1986) 837-868.
26. Cf. Tb 12, 8; Mt 6, 1-8.
27. Cf. Tg 5, 20.
28. Cf. Am 5, 24; Is 1, 17.
29. Cf. Lc 9, 23.
30. Cf. Concílio de Trento, Sess. 13ª,Decretum de ss. Eucharitia, c. 2: DS 1638.
31. Cf. II Concílio do Vaticano, Const. Sacrosanctum Concilium, 109-110: AAS 56 (1964) 127; CIC can. 1249-1253: CCEO can. 880-883.
32. Cf. Lc 15, 11-24.
33. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 11: AAS 57 (1965) 15.
34. Cf. Mc 2, 7.
35. Cf. Lc 7, 48.
36. Cf. Jo 20, 21-23.
37. Cf. Lc 15.
38. Cf. Lc 19, 9.
39. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 22: AAS 57 (1965) 26.
40. Concílio de Trento, Sess. 6ª, Decretum de iustificatione, c.14: DS 1542; cf.Tertuliano, De Paenitentia 4, 2: CCL 1, 326 (PL 1, 1343).
41. Cf. Ordo Paenitentiae, 46.55 (Typis Polyglottis Vaticanis 1974) p. 27.37 [Celebração da Penitência,. 46.55 (Coimbra- Gráfica de Coimbra - Conferência Episcopal Portuguesa, 1997) p. 47.65].
42. CatRom 2, 5, 21, p. 299: cf. Concílio de Trento, Sess.14ª, Doctrina de sacramento Paenitentiae, c. 3: DS 1673.
43. Concílio de Trento, Sess. 14ª, Doctrina de sacramento Paenitentiae, c. 4: DS 1676.
44. Cf. Concílio de Trento, Sess. 14ª, Doctrina de sacramento Paenitentiae, c. 4: DS 1677.
45. Cf. Concílio de Trento, Sess. 14ª. Doctrina de sacramento Paenitentiae, c. 4: DS 1678: ID., Sess. 14ª, Canones de sacramento Paenitentiae, can.5: DS 1705.
46. Cf. Rm 12-15: Cor 12-13: Gl 5: Ef 4-6.
47. Cf. Ex 20, 17; Mt 5, 28.
48. Concílio de Trento, Sess. 14ª, Doctrina de sacramento Paenitentiae, c. 5: DS 1680.
49. Concílio de Trento, Sess. 14ª, Doctrina de sacramento Paenitentiae, c. 5: DS 1680; São Jerónimo, Commentarius in Ecclesiasten, 10, 11: CCL 72, 338 (PL 23, 1096).
50. CIC can. 989: cf. Concílio de Trento, Sess. 14ª, Doctrina de sacramento Paenitentiae, c. 5: DS 1683 ID., Sess. 14°, Canones de sacramento Paenitentiae, can. 8: DS 1708.
51. Cf. Concílio de Trento, Sess. 13ª, Decretum de ss. Eucharistia, c. 7: DS 1647: Ibid., can. 11: DS 1661.
52. Cf. CIC can. 916; CCEO can. 711.
53. Cf.CIC can. 914.
54. Cf. Concílio de Trento, Sess. 14ª, Doctrina de sacramento Paenitentiae, c. 5: DS 1680; CIC can. 988. § 2.
55. Cf. Lc 6, 36.
56. Santo Agostinho, In Iohannis evangelium tractatus, 12, 13: CCL 36, 128 (PL 35, 1491).
57. Cf. Concílio de Trento, 14ª, Doctrina de sacramento Paenitentiae,can. 12: DS 1712.
58. Cf. Rm 3, 25: 1 Jo 2, 1-2.
59. Cf. Concílio de Trento, 14ª, Doctrina de sacramento Paenitentiae, c. 8: DS 1690.
60. Cf. Fl 4, 13.
61. Cf. Lc 3, 8.
62. Concílio de Trento, 14ª, Doctrina de sacramento Paenitentiae, c. 8: DS 1691
63. Cf. Jo 20, 23: 2 Cor 5, 18.
64. Cf. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 26: AAS 57 (1965) 32.
88. Cf. Paulo VI, Const. ap. Indulgentiarum doctrina, 8: AAS 59 (1967) 16-17; Concílio de Trento, Sess. 25ª, Decretum de Indulgentiis: DS 1835.
89. Euchológion tò méga (Atenas 1992) p. 222.
90. Cf. II Concílio do Vaticano, Sacrosanctum concilium, 26-27 AAS 56 (1964) 107.
91. Cf. CIC can. 962. § 1.
92. Cf. CIC can. 962. § 2.
93. Cf. CIC can. 962. § 1, 2.
94. Ordo Paenitentiae, Praenotanda 31 (Typis Polyglottis Vaticanis1974) p. 21 [Celebração da Penitência, 31 (Coimbra, Gráfica de Coimbra - Conferência Episcopal Portuguesa.1997) p. 29].
95. Cf. Mc 2, 17.
96. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 11: AAS 57 (1965) 15.
97. Cf. Sl 38.
98. Cf. Sl 6, 3: Is 38.
99. Cf. Sl 38, 5: 39, 9.12.
100. Cf. Sl 32, 5: 107. 20; Mc 2, 5-12.
101. Cf. Is 53, 11.
102. Cf. Is 33, 24.
103. Cf. Mt 4, 24.
104. Cf. Lc 7, 16.
105. Cf. Mc 2, 5-12.
106. Cf. Mc 2, 17.
107. Cf. Mc 5, 34.36: 9. 23.
108. Cf. Mc 7. 32-36; 8, 22-25.
109. Cf. Jo 9, 6-15.
110. Cf. Mc 3, 10: 6. 56.
111. Cf. Is 53, 4.
112. Cf. Is 53, 4-6.
113. Cf. Mt 10, 38.
114. Cf. Act 9, 34: 14, 3.
115. Cf. Mt 1, 21: Act 4, 12.
116. Cf. 1 Cor 12, 9. 28. 30.
117. Cf. Jo 6, 54.58.
118. Cf. 1 Cor 11, 30.
119. Cf. Santo Inocêncio, Epistula Si instituta ecclesiastica: DS 216; Concílio de Florença, Decretum pro Armenis: DS 1324-1325: Concílio de Trento, Sess. 14ª, Doctrina de sacramento extremae Unctionis, c. 1-2: DS 1695-1696; Id., Sess. 14ª, canones de extrema Unctione, can. 1-2: DS 1716-1717.
120. Cf. Mc 6, 13.
121. Concílio de Trento, Sess. 14ª, Doctrina de sacramento extremae Unctionis, c. 1: DS1695; Cf. Tg 5, 14-15.
122. Concílio de Trento, Sess. 14ª, Doctrina de sacramento extremae Unctionis, Sess. 14ª, c. 2: DS 1696.
123. Cf. II Concílio do Vaticano, Sacrosanctum concilium, 73: AAS 56 (1964) 118-119.
124. Paulo VI. Const. ap. Sacram Unctionem infirmorum: AAS 65 (1973) 8. Cf.CIC 847, § 1.
14. Pontificale Romanum. De Ordinatione Episcopi, presbyterorum et diaconorum. De Ordinatione Episcopi. Prex ordinationis, 47, editio typica altera(Typis Polyglottis Vaticanis1990) p.24 [Ordenação do Bispo, dos presbíteros e dos diáconos. Oração de ordenação do Bispo, 47 (Coimbra, Gráfica de Coimbra – Conferência Episcopal Portuguesa.1992) 40].
15. Pontificale Romanum. De Ordinatione Episcopi, presbyterorum et diaconorum. De Ordinatione presbyterorum. Prex ordinationis, 159, editio typica altera(Typis Polyglottis Vaticanis1990) p. 91-92 [Ordenação do Bispo, dos presbíteros e dos diáconos. Oração de ordenação dos presbíteros, 159 (Coimbra, Gráfica de Coimbra Conferência Episcopal Portuguesa, 1992) p. 104].
16. Pontificale Romanum. De Ordinatione Episcopi, presbyterorum et diaconorum. De Ordinatione diaconorum. Prex ordinationis, 207, editio typica altera(Typis Polyglottis Vaticanis1990) p. 121 [Ordenação do Bispo, dos presbíteros e dos diáconos. Oração de ordenação dos diáconos, 207 (Coimbra, Gráfica de Coimbra Conferência Episcopal Portuguesa, 1992) p. 179].
17. «Et ideo solus Christus est verus sacerdos, alii autem ministri eius»: S. Tomás de Aquino, Commentarium in epistolam ad Hebraeos, c. 7. lect. 4: Opera ommnia, v. 21 (Parisiis 1876) p. 647.
18. Cf. Ap 1, 6; 5, 9-10; 1 Pe 2, 5.9.
20. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 10: AAS 57 (1965) 14.
23. Pio XII. Enc. Mediator Dei: AAS 39 (1947) 548.
24. «Christus est fons totius sacerdotii: nam sacerdos legalis erat figura ipsius, sacerdos autem novae leis in persona ipsius operatur»: São Tomás de Aquino, Summa theologiae, 3, q. 22, a. 4. e: Ed. Leon. 11, 260.
59. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 29: AAS 57 (1965) 36.
60. II Concílio do Vaticano, Decr. Ad gentes, 16: AAS 58 (1966) 967.
61. Cf. Pio XII. Const. ap. Sacramentum ordinis, DS 3858.
62. Cf. Pontificale Romanum. De Ordinatione Episcopi, presbyterorum et diaconorum. De Ordinatione presbyterorum. Traditio panis et vini. 163, editio tipica altera (Typis PolyglottisVaticanis 1990) p. 95 [Ordenação do Bispo, dos presbíteros e diáconos, Entrega do pão e do vinho,163 (Coimbra, Gráfica de Coimbra – Conferencia Episcopal Portuguesa.1992) p. 107].
63. Cf. Prefácio dos Apóstolos I: Missale Romanum, editio typica(Typis Polyglottis Vaticanis1970). p. 426 [Missal Romano, Gráfica de Coimbra 1992. 493].
64. Cf. Ef 4, 11.
65. Cf. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 21: AAS 57 (1965) 24.
66. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 21: AAS 57 (1965) 24.
67. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 20: AAS 57 (1965) 23.
68. Cf. Inocêncio III, Professio fidei Waldensibus praescripta: DS 794; IV Concílio de Latrão, Cap. 1, De fide catholica: DS 802; CIC can. 1012; CCEO can. 744,747.
69. CIC can. 1024.
70. Cf. Mc 3, 14-19; Lc 6, 12-16.
71. Cf. 1 Tm 3, 1-13; 2 Tm 1, 6: Tt 1, 5-9.
72. Cf. São Clemente de Roma, Epistula ad Corinthios, 42, 4: SC 167, 168-170 (Funk I. 152); Ibid., 44. 3: SC 167, 172 (Funk 1, 156).
73. Cf . João Paulo II, Ep. Ap. Mulieris dignitatem, 26-27: AAS 80 (1988) 1715-1720. Id.. Ep. Ap. Ordinatio sacerdotalis: AAS 86 (1994) 545-548; Sagrada Congregação da Doutrina da Fé,Decl. Inter insigniores: AAS 69 (1977) 98-116; Id., Responsum ad dubium circa doctrinam in Epist. Ap. "Ordinatio Sacerdotalis" traditam: AAS 87 (1995) 1114.
74. Cf. Heb 5, 4.
75. Cf. 1 Cor 7, 32.
76. Cf. II Concílio do Vaticano, Decr. Presbyterorum ordinis, 16: AAS 58 (1966) 1915-1016.
77. Cf. II Concílio do Vaticano, Decr Presbyterorum ordinis, 16: AAS 58 (1966) 1015.
78. Cf. Concílio de Trento, Sess. 23ª, Canones de sacramento Ordinis, c. 4: DS 1767: II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 21: AAS 57 (1965) 25: Ibid., 28 AAS 57 (1965) 34: Ibid., 29: AAS 57 (1965) 36: Id., Decr. Presbyterorum ordinis, 2: AAS 58 (1966)992.
79. CIC can 290-293. 1336. § 1, 3 e 5. 1338. § 2.
80. Cf. Concílio de Trento, Sess. 23ª, Canones de sacramento Ordinis, can. 4: DS 1774.
81. Cf. Concílio de Trento, Sess. 7ª, Canones de sacramentis in genere, can. 12: DS 1612: Concílio de Constança, Errores Iohannis Wyclif, 4: DS 1154.
82. Santo Agostinho, In Iohannis evangelium tractatus, 5, 15: CCL 36, 50 (PL 35, 1422).
83. Pontificale Romanum. De Ordinatione Episcopi, presbyterorum et diaconorum. De Ordinatione Episcopi. Prex ordinationis, 47, editio typica altera(Typis Polyglottis Vaticanis1990) p.24 [Ordenação do Bispo, dos presbíteros e dos diáconos, Oração de ordenação do Bispo, 47 (Coimbra, Gráfica de Coimbra – Conferência Episcopal Portuguesa.1992) 40].
84. II Concílio do Vaticano, Decr. Christus Dominus, 13: AAS 58 (1966) 678-679: Ibid., 16: AAS 58 (1966) 680-681.
85. São Hipólito de Roma, Traditio apostolica, 3: ed. B. Botte (Münster i.W. 1989) p. 8-10.
86. Liturgia Bizantina, 2ª oração da imposição das mãospresbiteral: Euchológion tò méga (Roma 1873) p. 136.
87. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 29 AAS 57 (1965) 36.
88. São Gregório de Nazianzo, Oratio 2, 71: SC 247, 184 (PG 35, 480).
89. São Gregório de Nazianzo, Oratio 2, 74: SC 247, 186 (PG 35, 481).
90. São Gregório de Nazianzo, Oratio 2, 73: SC 247, 186 (PG 35, 481.
91. B. Nodet, Le Cure d'Ars. Sa pensée-son coeur (Le Puy 1966) p. 98.
92. Cf. Santo Inácio de Antioquia, Epistula ad Trallianos 3, 1: SC 10bis. 96 (Funk 1, 244).
93. CIC can. 1055. § 1.
94. Cf. Gn 1, 26-27.
95. Cf. Ap 19, 7.
96. Cf. Ef 5, 32-32.
97. II Concílio do Vaticano, Const. past. Gaudium et spes, 48: AAS 58 (1966) 1067.
98. Cf. II Concílio do Vaticano, Const. past. Gaudium et spes, 47: AAS 58 11966) 1067.
99. II Concílio do Vaticano, Const. past. Gaudium et spes, 47: AAS 58 (1966) 1067.
100. Cf. Gn 1, 27.
101. Cf Gn 1, 31.
102. Cf. Gn 2, 23.
103. Cf Gn 2, 18.
104. Cf. Sl 121, 2.
105. Cf Mt 19, 4.
106. Cf. Gn 3, 12.
107. Cf. Gn 2, 22.
108. Cf. Gn 3, 16.
109. Cf. Gn 1, 28.
110. Cf. Gn 3, 16-19.
111. Cf. Gn 3, 21.
112. Cf. Gn 3, 16.
113. Cf. Mt 19, 8: Dt 24, 1.
114. Cf. Os 1-3: Is 54; 62; Jr 2-3; 31; Ez 16; 23.
115. Cf. Ml 2, 13-17.
116. Cf. II Concílio do Vaticano, Const. past. Gaudium et spes, 22: AAS 58 (1966) 1042.
117. Cf. Ap 19, 7. 9
118. Cf. Jo 2, 1-11.
119. Cf. Mt 19, 8.
120. Cf. Mt 19, 10 .
121. Cf. Mt 11, 29-30.
122. Cf. Mc 8, 34.
123.Cf. Mt 19, 11.
124. Cf. Ef 5, 26-27.
125. Cf. Concílio de Trento, Sess. 24ª. Doctrina de sacramento Matrimonii: DS 1800; CIC can. 1055, § I.
133. São João Crisóstomo, De Virginitate 10, 1: SC 125, 122 (PG 48, 540): cf. João Paulo II, Ex. ap. Familiares consortio, 16: AAS 74 (1982) 98.
134. Cf. II Concílio do Vaticano, Sacrosanctum Concilium, 61:AAS 56 (1964) 116-117.
135. Cl. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 6: AAS 57 (1965) 9.
136. Cf. 1 Cor 10, 17.
137. João Paulo II, Ex. ap. Familiares consortio, 67: AAS 74 (1982) 162.
138. Cf. CCEO can. 817.
139. CCEO can. 828.
140. Cf Ef 5, 32.
141. CIC can. 1057. § 1.
142. II Concílio do Vaticano, Const. past. Gaudium et spes, 48: AAS 58 (1966) 1067; CIC can. 1057, § 2.
143. Ordo celebrandi Matrimonium, 62, Editio typica altera (Typis Polyglottis Vaticanas 1991) p. 17 [Celebração do Matrimónio, 62, Segunda edição típica (Coimbra, Gráfica de Coimbra — Conferência Episcopal Portuguesa 1993) p.31].
168. João Paulo II, Ex. ap. Familiaris consortio, 19: AAS 74 (1982) 101.
169. Cf. II Concílio do Vaticano, Const. past. Gaudium et spes, 49: AAS 58 (1966) 1070.
170. João Paulo II, Ex. ap. Familiaris consortio, 19: AAS 74 (1982) 102.
171. II Concílio do Vaticano, Const. past. Gaudium et spes, 48: AAS 58 (1966) 1068.
172. João Paulo II. Ex. ap. Familiaris consortio, 20: AAS 74 (1982) 104.
173. Cf. João Paulo II, Ex. ap. Familiaris consortio, 83: AAS 74 (1982) 184; CIC can. 1151-1155.
174. João Paulo II, Ex. ap. Familiaris consortio, 84: AAS 74 (1982) 185.
175. II Concílio do Vaticano, Const. past. Gaudium et spes, 48: AAS 58 (1966) 1068.
176. II Concílio do Vaticano, Const. past. Gaudium et spes, 50: AAS 58 (1966) 1070-1071.
177. II Concílio do Vaticano, Decl. Gravissimum educationis, 3: AAS 58 (1966) 731.
178.Cf. João Paulo II, Ex. ap. Familiaris consortio, 28: AAS 74(1982) 114.
179.Cf At 18, 8.
180. Cf. At 16, 31; 11, 14.
181. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 11: AAS 57 (1965) 16; cf. João Paulo II, Ex. ap. Familiaris consortio, 21: AAS 74 (1982) 105.
182. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 11: AAS 57 (1965) 16.
183. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium,10: AAS 57 (1965) 15.
184. II Concílio do Vaticano, Const. past. Gaudium et spes, 52: AAS 58 (1966) 1073.
185. João Paulo II, Ex. ap. Familiaris consortio, 85: AAS 74 (1982) 187.
186. II Concílio do Vaticano, Const. past. Gaudium et spes, 48: AAS 58 (1966) 1067-1068; CIC can. 1055, § 1.
187. Cf. Concílio de Trento, Sess. 24ª. Doctrina de sacramento Matrimonii: DS 1799.
188. II Concílio do Vaticano, Const. past. Gaudium et spes, 50: AAS 58 (1966) 1070.
Notas e Referências
1. II Concílio do Vaticano, Const. Sacrosanctum Concilium, 60: AAS 56 (1964) 116: cf. CIC can. 1166; CCEO can. 867.
2. Cf. Gn 12, 2.
3. Cf. Lc 6, 28; Rm 12, 14; 1 Pe 3, 9.
4. II Concílio do Vaticano, Const. Sacrosanctum Concilium, 79: AAS 56 (1964) 120: cf. CIC can. 1168.
5. Cf. De Benedictionibus, Praenotanda generalia, 16 e 18. Editio typica (Typis Polyglottis Vaticanis 1984) p. 13.14-15 [Celebração das Bênçãos, Preliminares gerais, 16 e 18 (Coimbra, Gráfica de Coimbra Conferência Episcopal Portuguesa, 1991) p. 13].
6. II Concílio do Vaticano, Const. Sacrosanctum Concilium, 61: AAS 56 (1964) 116-117.
7. Cf. Mc 1, 25-26.
8. Cf. Mc 3, 15; 6, 7.13; 16, 17.
9. Cf. CIC can. 1172.
10. Cf. II Concílio de Niceia, Definitio de sacris imaginibus: DS 601; Ibid.: DS 603;Concílio de Trento, Sess.25ª, Decretum de invocatione, veneratione et reliquiis sanctorum, et sacris imaginibus: DS 1822.
12. Cf. João Paulo II,. Ex. Ap. Catechesi tradendae, 54: AAS 71 (1979) 1321-1322.
13. III Conferência Geral do Episcoplado Latino-Americano, Puebla, La Evangelización en el presente y en el futuro de América Latina. 448(Bogotá 1979) p. 131 [Puebla. A Evangelização no presente e no futuro da América Latina, Texto oficial da CNBB, 448 (Petrópolis, Ed. Vozes 1980) p.153-154]; cf. Paulo VI, Ex. ap. Evangelii nuntiandi, 48: AAS 68 (1976) 37-38.
14. Símbolo Niceno-Constantinopolitano: DS 150.
15. Cf. 2 Cor 5, 8.
16. Cf. 1 Cor 15, 42-44.
17. Cf. II Concílio do Vaticano, Const. Sacrosanctum Concilium, 81: AAS 56 (1964) 120.
18. Cf. 1 Ts 4, 18.
19. Cf. Ordo exsequiarum, De primo typo exsequiarum, 41, Editio typica (Typis PolyglottisVaticanis 1969) p. 21 [Celebração das Exéquias, n. 57 (Braga, Secretariado Nacional do Apostolado da Oração – Conferência Episcopal. 1984) p. 521.
20. Cf. Ordo exsequiarum, Praenotanda, Editio typica (Typis Polyglottis Vaticanis 1969) p. 7[Celebração das Exéquias, Preliminares, I (Braga, Secretariado Nacional do Apostolado da Oração – Conferência Episcopal, 1984) p. 31.
21. Cf. Ordo exsequiarum, De primo typo exsequiarum, 56. Editio typica (Typis Polyglottis Vaticanis 1969) p. 26 [Celebração das Exéquias, n. 87* (Braga, Secretariado Nacional do Apostolado da Oração — Conferência Episcopal. 1984) p. 82-83].
22. Ordo exsequiarum, Praenotanda, 10, Editio typica (Typis Polyglottis Vaticanis 1969) p. 9 [Celebração dos Exéquias, Preliminares, 10 (Braga, Secretariado Nacional do Apostolado da Oração – Conferência Episcopal, 1984) p. 7].
23. São Simão de Tessalónica, De ordine sepulturae, 367: PG 155, 685.
18. São Tomás de Aquino, In Symbolum Apostolarum scilicet «Credo in Deum», expositio, c. 15: Opera omnia, v. 27 (Parisiis 1875) p. 228.
19. Cf. Mt 4, 17.
20. Cf. 1 Jo 3, 2; 1 Cor 13.
21. Cf. Mt 25, 21. 23.
22. Cf. Heb 4, 7-11 .
23. Santo Agostinho, De civitate Dei, 22, 30 CSEL 40/2, 670 (PL 41, 804).
24. Cf. Jo 17, 3.
25. Cf. Rm 8, 18.
26. Santo Ireneu de Lião, Adversus Haereses, 4, 20, 5: SC 100, 638.
27. Johannes Henricus Newman, Discourses addressed to Mixed Congregations, 5 [Saintliness the Standard of Christian Principle](Westminister 1966), p. 89-91.
28. Cf. parábola do semeador: Mt 13, 3-23.
29. II Concílio do Vaticano, Const. past. Gaudium et spes,17: AAS 58 (1966) 1037.
30. Santo Ireneu de Lião, Adversus Haereses, 4, 4, 3: SC 100, 424 (PG 7, 983).
31. Cf. Rm 6, 17.
32. Cf. Gn 4, 10.
33. Cf. 2 Sm 12, 7-15.
34. Cf. II Concílio do Vaticano, Decl. Dignitatis humanae, 2: AAS 58 (1966) 930-931.
35. Cf. II Concílio do Vaticano, Decl. Dignitatis humanae, 7: AAS 58 (1966) 934-935.
36. Congregação para a Doutrina da Fé, Instr. Libertatis conscientia, 13: AAS 79 (1987) 559.
37. Cf. Jo 8, 32.
38. Cf. Rm 8, 21.
39. Domingo XXXII do Tempo Comum, Colecta: Missale Romanum, editio typica (Typis Polyglottis Vaticanis 1970), p.371 [Missal Romano, Gráfica de Coimbra 1992, 426].
40. Cf. II Concílio do Vaticano, Const. past. Gaudium et spes,17: AAS 58 (1966) 1037.
41. Cf. Mt 6, 2-4.
42. São Tomás de Aquino, In duo praecepta caritatis et in decem Legis praecepta expositio, c.6: Opera omnia, v. 27 (Parisiis 1875) p. 149.
43. Cf. Mc 7, 21.
44. São Tomás de Aquino, Summa theologiae, 1-2. q. 26. a. 4. c: Ed. Leon. 6, 190.
46.Santo Agostinho, De civitate Dei, 14, 7: CSEL 40/2. 13 (PL 41, 410).
47. São Tomás de Aquino, Summa theologiae, 1-2, q. 24, a. 1, e.: Ed. Leon. 6, 179.
48.Cf. São Tomás de Aquino, Summa theologiae, 1-2, q. 24, a. 3. c.: Ed. Leon. 6, 181.
49.II Concílio do Vaticano, Const. past. Gaudium et spes,16: AAS 58 (1966) 1037.
50. Cf. Rm 2, 14-16.
51. Cf. Rm 1, 32.
52. Joannes Henricus Newman, A Letter to the Duke of Norfolk, 5: Certain Difficulties felt by Anglicans in Catholic Teaching, v. 2 (Westminster 1969) p. 248.
53. Santo Agostinho, In epistulam Iohannis ad Parthos tractatus 8, 9: PL 35, 2041.
54. II Concílio do Vaticano, Decl. Dignitatis humanae, 3: AAS 58 (1966) 932.
73. Cf. Mt 10, 22: Concílio de Trento, Sess. 5ª, Decretum de iustificatione, c. 13: DS 1541.
74. Santa Teresa de Jesus, Exclamaciones del alma a Dios, 15, 3: Biblioteca Mística Carmelitana, v. 4 (Burgos 1917) p. 290. [Exclamações, XV. 3: Obras Completas (Paço de Arcos. Edições Carmelo 1994) p. 959).
103. Cf. São Gregório Magno, Moralia in Job, 31, 45, 87: CCL 143B, 1610 (PL 76, 621).
104. Cf. Gn 4. 10.
105. Cf. Gn 18, 20; 19, 13.
106. Cf. Ex 3, 7-10.
107. Cf. Ex 22, 20-22.
108. Cf. Dt 24, 14-15; Tg 5, 4.
109. João Paulo II, Ex. ap. Reconciliatio et paenitentia, 16: AAS 77 (1985) 216.
Notas e Referências
1. Cf. II Concílio do Vaticano, Const. past. Gaudium et spes, 24: AAS 58 (1966) 1045.
2. Cf. II Concílio do Vaticano, Const. past. Gaudium et spes, 25: AAS 58 (1966) 1045.
3. Cf. Lc 19, 13. 15.
4. II Concílio do Vaticano, Const. past. Gaudium et spes, 25: AAS 58 (1966) 1045.
5. João XXIII, Enc. Mater et magistra, 60: AAS 53 (1961) 416.
6. Cf. II Concílio do Vaticano, Const. past. Gaudium et spes, 24: AAS 58 (1966) 1045-1046; João Paulo II, Enc. Centesimus annus, 16: AAS 83 (1991) 813.
7. João Paulo II, Enc. Centesimus annus, 48: AAS 83 (1991) 854: cf. Pio XI, Enc. Quadragesimo anno: AAS 23 (1931) 184-186.
8. João Paulo II, Enc. Centesimus annus,36: AAS 83 (1991) 838.
9. João XXIII, Enc. Pacem in terris, 36: AAS 55 (1963) 266.
10. Cf. João Paulo II, Enc. Centesimus annus, 41: AAS 83 (1991) 844.
11. Pio XII, Mensagem radiofónica (1 de Junho de 1941): AAS 33 (1941) 197.
12. Cf. II Concílio do Vaticano, Cons. dogm. Lumen Gentium, 36: AAS 57 (1965) 42.
13. João Paulo II, Enc. Centesimus annus, 25 AAS 83 (1991) 823.
14. II Concílio do Vaticano, Const. past. Gaudium et spes, 25 AAS 58 (1966) 1045.
15. Cf. João Paulo II, Enc. Centesimus annus, 5: AAS 83 (1991) 800.
16. João XXIII, Enc. Pacem in terris, 46: AAS 55 (1963) 269.
17. Cf. Leão XIII, Enc. Diuturnum illud: Leonis XIII Acta 2, 271; Id.,Enc. Immortale Dei: Leonis XIII Acta, 5, 120.
18. Cf. 1 Pe 2, 13-17.
19 Cf. já 1 Tm 2, 1-2.
20. São Clemente de Roma, Epistula ad Corinthios, 61, 1-2: SC 167, 198-200 (Funk 1, 178-180).
21. II Concílio do Vaticano, Const. past. Gaudium et spes, 74: AAS 58 (1966) 1096.
22. II Concílio do Vaticano,Const. past. Gaudium et spes, 74: AAS 58 (1966) 1096.
23. São Tomás de Aquino, Summa theologiae, 1-2, q. 93, a. 3. ad 2: Ed. Leon. 7, 164.
24. João XXIII, Enc. Pacem in terris, 51: AAS 55 (1963) 271.
25. João Paulo II, Enc. Centesimus annus,44: AAS 83 (1991) 848.
67. Santa Teresa do Menino Jesus, Acte d'offrande à l'Amour miséricordieux: Récréations pieuses – Prières (Paris 1992) p. 512-515. [Obras Completas (Paço de Arcos, Edições Carmelo 199) p. 1077].
68. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 40: AAS 57 (1965) 45.
69. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 40: AAS 57 (1965) 45.
70. Cf. 2 Tm 4.
71. São Gregório de Nissa, In Canticum homilia 8: Gregorii Nysseni opera, ed. W. Jaeger - H. Langerbeck, v. 6 (Leiden 1960) p. 247 (PG 44, 941).
72. Cf. Concílio de Trento, Sess. 6ª, Decretum de iustificatione, can. 26: DS 1576
73. II Concílio do Vaticano, Const dogm. Lumen Gentium, 40: AAS 57 (1965) 45.
74. São Gregório de Nissa, De vita Moysis, 1. 5: ed. M. Simonetti (Vicenza 1984) p. 10 (PG 44. 300).
75. Cf. Gl 6, 2.
76. Cf. Rm 12, 1.
77. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 17: AAS 57 (1965) 21.
78. CIC can. 747, § 2.
79. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 25: AAS 57 (1965) 29.
80. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 25: AAS 57 (1965) 30.
81. Cf. Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé, Decl. Mysterium Ecclesiae, 3: AAS 65(1973) 401.
82. Cf. II Concílio do Vaticano, Decl. Dignitatis humanae, 14: AAS 58 (1966) 940.
90. Cf. CIC can. 222: CCEO can. 25. As Conferências Episcopais podem, para além destes, estabelecer outros preceitos eclesiásticos para o seu território: cf. CICcan. 455.
91. II Concílio do Vaticano, Decr. Apostolicam actuositatem, 6: AAS 58 (1966) 842.
92. Cf. Ef 1, 22.
93. Cf. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 39: AAS 57 (1965) 44.
94. Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do universo, Prefácio: Missale Romanum. editio typica (Typis Polyglottis Vaticanis 1970), p. 381 [Missal Romano, Gráfica de Coimbra 1992, p. 429].
Notas e Referências
1. Cf. Mt 5, 17.
2. Cf. Mt 19, 6-12.21.23-29.
3. Cf. Mt 5, 20.
4. Cf. Mt 5, 46-47.
5. Cf. Dt 6, 5: Lv 19, 18.
6. Cf. Ex 31,18; Dt 5, 22.
7. Cf. Dt 31, 9.24.
8. Cf. Ex 20, 1-17.
9. Cf. Dt 5, 6-22.
10. Cf., por exemplo. Os 4, 2; Jr 7, 9: Ez 18, 5-9.
21. São Boaventura, In quattuor libros Sentenciarum, 3, 37, 1, 3: Opera amnia, v. 3 (Ad Claras Aquas 1887) p. 819-820.
22. Cf. Tg 2, 10-11.
Notas e Referências
1. Cf. Lc 10 , 27: «...com todas as tuas forças».
2. Cf. Dt 5, 6-9.
3. Cf. Ex 19, 16-25; 24, 15-18.
4. São Justino, Diálogo com o judeu Trifão, 11, 1: CA 2, 40 (PG 6. 497).
5. CatRom. 3, 2, 4. p. 408-409.
6. Cf. Rm 1, 5; 16, 26.
7. Cf Rm 1, 18-32.
8. CIC can. 751.
9. Cf. Dt 6, 4-5.
10. Cf. Lc 1, 46-49.
11. Santo Agostinho, De civitate Dei. 10, 6: CSEL 40/1. 454-455 (PL 41, 283).
12. Cf. Am, 5, 21-25.
13. Cf. Is 1, 10-20.
14. Cf. Os 6, 6.
15. Cf. Heb 9, 13-14.
16. CIC can. 1191. §1.
17. Cf. Act 18, 18; 21, 23-24.
18. Cf. CIC can. 654.
19. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 42: AAS 57 (1965) 48-49.
20. Cf. CIC can 692.1196-1197.
21. II Concílio do Vaticano, Decl. Dignitatis humanae, 1: AAS 58 (1966) 930.
22. II Concílio do Vaticano, Decl. Dignitatis humanae, 2: AAS 58 (1966) 931.
23. II Concílio do Vaticano, Decl. Nostra aetate, 2: AAS 58 (1966) 742.
24. II Concílio do Vaticano, Decl. Dignitatis humanae, 14: AAS 58 (1966) 940.
25. II Concílio do Vaticano, Decl. Dignitatis humanae, 1: AAS 58 (1966) 930.
26. II Concílio do Vaticano, Decr. Apostolicam actuositatem, 13: AAS 58 (1966) 849.
27. Cf. II Concílio do Vaticano, Decl. Dignitatis humanae, 1: AAS 58 (1966) 930.
28. Cf. II Concílio do Vaticano, Decr. Apostolicam actuositatem, 13: AAS 58 (1966) 850.
29. Cf. Leão XIII. Enc. Immortale Dei: Leonis XIII Acta 5, 118-150: Pio XI. Enc. Quas primas: AAS 17 (1925) 593-610.
30. II Concílio do Vaticano, Decl. Dignitatis humanae, 2: AAS 58 (1966) 931; cf. Id,. Const. past. Gaudium et spes, 26: AAS 58 (1966) 1046.
31. II Concílio do Vaticano, Decl. Dignitatis humanae, 2: AAS 58 (1966) 931.
32. II Concílio do Vaticano, Decl. Dignitatis humanae, 6: AAS 58 (1966) 934.
33. Cf. Leão XIII, Enc. Libertas praestantissimum: Leonis XIII Acta 8, 229-230.
34. Cf. Pio XII, Alocução aos participantes no quinto Congresso nacional italiano da União dos Juristas católicos (6 de Dezembro de 1953): AAS 45 (1953) 799.
35. Cf. II Concílio do Vaticano, Decl. Dignitatis humanae, 2: AAS 58 (1966) 930-931.
36. Cf. Pio VI, Breve Quod aliquantum (10 de Março de 1791): Collectio Brevium atque Instructionum SS. D. N. Pii Papae VI, quae ad praesentes Ecclesiae Catholicae in Gallia 1...] calamitates pertinent (Romae 1800) p. 54-55.
37. Cf. Pio IX. Enc. Quanta cura: DS 2890.
38. II Concílio do Vaticano, Decl. Dignitatis humanae, 7: AAS 58 (1966) 935.
39. Cf. Mt 23, 16-22.
40. Cf. Is 44, 9-20; Jr 10, 1-16; Dn 14, 1-30; Br 6; Sb 13, 1-15.19
79. II Concílio do Vaticano, Const. past. Gaudium et spes, 78: AAS 58 (1966) 1102.
80. Cf. II Concílio do Vaticano, Const. past. Gaudium et spes, 27: AAS 58 (1966) 1048.
81. Cf. II Concílio do Vaticano, Const. past. Gaudium et spes, 81: AAS 58 (1966) 1105.
82. Cf. Dt 5, 18.
83. João Paulo II, Ex. ap. Familiaris consortio, 11: AAS 74 (1982) 91-92.
84. João Paulo II, Ex. ap. Familiaris consortio, 22: AAS 74 (1982) 107: cf. II Concílio do Vaticano, Const. past. Gaudium et spes, 49: AAS 58 (1966) 1070.
85. João Paulo II. Ep. ap. Mulieris dignitatem, 6: AAS 80 (1988) 1663.
86. Cf. Gn 4, 1-2.25-26; 5,1.
87. Cf. Mt 19, 6.
88. Cf. Mt 5, 37.
89. Cf. Sir 1, 22.
90. II Concílio do Vaticano, Const. past. Gaudium et spes, 17: AAS 58 (1966) 1037-1038.
138. São Basílio Magno, Moralia, regra 73: PG 31, 852.
139. Cf. João Paulo II, Ex. ap. Familiaris consortio, 84: AAS 74 (1982) 185.
140. João Paulo II, Ex. ap. Familiaris consortio, 19: AAS 74 (1982) 102; cf. II Concílio do Vaticano, Const. past. Gaudium et spes, 47: AAS 58 (1966) 1067.
141. Cf. Lv 18, 7-20.
142. Cf. João Paulo II, Ex. ap. Familiaris consortio, 81: AAS 74 (1982) 181-182.
143. Congregação da Doutrina da Fé, Decl. Persona humana, 7: AAS 68 (1976) 82.
144. Cf. João Paulo, Ex. ap. Familiaris consortio, 80: AAS 74 (1982) 180-181.
145. João Paulo II, Ex. ap. Familiares consortio, 11: AAS 74 (1982) 92.
146. Cf. Dt 5. 19.
147. Cf. Gn 1, 26-29.
148. II Concílio do Vaticano, Const. past. Gaudium et spes, 69: AAS 58 (1966) 1090.
149. Cf. II Concílio do Vaticano, Const. past. Gaudium et spes, 71. AAS 58 (1966) 1093.; João Paulo II. Enc. Sollicitudo rei socialis, 42: AAS 80 (1988) 572-574; Id. Enc. Centesimus annus, 40: AAS 83 (1991) 843, Ibid., 48: AAS 83 (1991) 852-854
150. Cf. 2 Cor 8, 9.
151. Cf. II Concílio do Vaticano, Const. past. Gaudium et spes, 69: AAS 58 (1966) 1090-1091.
152. Cf. Dt 25, 13-16.
153. Cf. Dt 24, 14-15; Tg 5, 4.
154. Cf. Am 8, 4-6.
155. Cf. Gn 1, 28-31.
156. Cf. João Paulo II, Enc. Centesimus annus, 37-38: AAS 83 (1991) 840-841.
157. Cf. Mt 6, 26.
158. Cf. Dn 3, 79-81.
159. Cf. Gn 2, 19-20; 9, 1-4.
160. II Concílio do Vaticano, Const. past. Gaudium et spes, 23: AAS 58 (1966) 1044.
161. II Concílio do Vaticano, Const. past. Gaudium et spes, 76: AAS 58 (1966) 1100.
162. Cf. João Paulo II, Enc. Centesimus annus, 3: AAS 83 (1991) 794-796.
163. Cf. João Paulo II, Enc. Sollicitudo rei socialis, 1: AAS 80 (1988) 513-514; Ibid., 41: AAS 80 (1988) 570-572.
164. Cf. João Paulo II, Enc. Centesimus annus, 24: AAS 83 (1991) 821-822.
165. Cf. II Concílio do Vaticano, Const. past. Gaudium et spes, 63: AAS 58 (1966) 1085; João Paulo II, Enc. Laborem exercens, 7: AAS 73 (1981) 592-594: Id., Enc. Centesimus annus, 35: AAS 83 (1991) 836-838.
166. II Concílio do Vaticano, Const. past. Gaudium et spes, 65: AAS 58 (1966) 1087.
167. Cf. João Paulo II, Enc. Centesimus annus, 10: AAS 83 (1991) 804-806; Ibid., 13: AAS 83 (1991) 809-810; Ibid., 44: AAS 83 (1991) 848-849.
169. Cf. II Concílio do Vaticano, Const. past. Gaudium et spes, 64: AAS 58 (1966) 1086.
170. Cf. Gn 1, 28; II Concílio do Vaticano, Const. past. Gaudium et spes, 34: AAS 58 (1966) 1052-1053; João Paulo II, Enc. Centesimus annus, 31: AAS 83 (1991) 831-832.
171. Cf. 1 Ts 4, 11.
172. Cf. Gn 3,14-19.
173. Cf. João Paulo II, Enc. Laborem exercens, 27: AAS 73 (1981) 644-647.
174. Cf. João Paulo II, Enc. Laborem exercens, 6: AAS 73 (1981) 589-592.
175. Cf. João Paulo II, Enc. Centessimus annus, 32: AAS 83 (1991) 832-833: Ibid. 34: AAS 83 (1991) 835-836.
176. Cf. João Paulo II, Enc. Laborem exercens, 11: AAS 73 (1981) 602-605. 07
177. João Paulo II, Enc. Centesimus annnus, 48: AAS 83 (1991) 852-853.
178. Cf. João Paulo II, Enc. Centesimus annus, 37: AAS 83 (1991) 840.
179. Cf. João Paulo II, Enc. Laborem exercens, 19: AAS 73 (1981) 625-629; Ibid., 22-23: AAS 73 (1981) 634-637.
180. Cf. João Paulo II, Enc. Centesimus annus, 48: AAS 83 (1991) 852-854.
181. Cf. Lv 19, 13; Dt 24, 14-15; Tg 5, 4.
182. II Concílio do Vaticano, Const. past. Gaudium et spes, 67: AAS 58 (1966) 1088-1089.
183. Cf. João Paulo II, Enc. Laborem exercens, 18: AAS 73 (1981) 622-625.
184. Cf. João Paulo II, Enc. Sollicitudo rei socialis, 14: AAS 80 (1988) 526-528. '
185. João Paulo II, Enc. Sollicitudo rei socialis, 9: AAS 80 (1988) 520-521.
186. Cf. João Paulo II, Enc. Sollicitudo rei socialis, 17: AAS 80 (1988) 532-533; Ibid., 45: AAS 80 (1988) 577-578.
187. Cf. João Paulo II, Enc. Centesimus aunus, 35: AAS 83 (1991) 836-838.
188. João Paulo II, Enc. Centesimus annus, 28: AAS 83 (1991) 828.
189. Cf. João Paulo II, Enc. Sollicitudo rei socialis, 16: AAS 80 (1988) 531.
190. Cf. João Paulo II, Enc. Centesimus annus, 26: AAS 83 (1991) 824-826.
191. Cf. João Paulo II, Enc. Sollicitudo rei socialis, 32: AAS 80 (1988) 556-557; ID., Enc. Centesimus annus, 51: AAS 83 (1991) 856-857.
192. João Paulo II, Enc. Sollicitudo rei socialis, 47: AAS 80 (1988) 582; cf. Ibid., 42: AAS 80 (1988) 572-574.
193. Cf. Mt 25, 31-36.
194. Cf. Lc 4, 18.
195. João Paulo II, Enc. Centesimus annus, 57: AAS 83 (1991) 862-863.
196. Cf. Lc 6, 20-22.
197. Cf. Mt 8, 20.
198. Cf. Mc 12, 41-44.
199. Cf. Ef 4, 28.
200. Cf. João Paulo II, Enc. Centesimus annus, 57: AAS 83 (1991) 863.
201. São João Crisóstomo, In Lazarum, concio 2, 6: PG 48, 992.
202. II Concílio do Vaticano, Decr. Apostolicam actuositatem, 8: AAS 58 (1966) 845.
242. Cf. II Concílio do Vaticano, Decr. Inter mirifica, 11: AAS 56 (1964) 148-149.
243 II Concílio do Vaticano, Decr. Inter mirifica, 5: AAS 56 (1964) 147.
244. II Concílio do Vaticano, Decr. Inter mirifica, 8: AAS 56 (1964) 148.
245 II Concílio do Vaticano, Decr. Inter mirifica, 12: AAS 56 (1964) 149.
246. II Concílio do Vaticano, Decr. Inter mirifica, 12: AAS 56 (1964) 149.
247. Cf. Gn 1, 26.
248. Cf. Sb 7, 17.
249. Cf. Pio XII, Mensagem radiofónica (24 de Dezembro de 1955): AAS 48 (1956) 26-41; Id., Mensagem radiofónica aos membros das associações de jovens operários cristãos(J.O.C.) (3 de Setembro de 1950): AAS 42 (1950) 639-642.
250. Cf. II Concílio do Vaticano, Const. Sacrosanctum Concilium, 122-127: AAS 56 (1964) 130-132.
251. CIC can. 983, § 1.
252. II Concílio do Vaticano, Const. Sacrosanctum Concilium, 122: AAS 56 (1964) 130-131.
253. Cf. 1 Jo 2, 16 (Vulgata).
254. Cf. Gl 5, 16.17.24; Ef 2, 3.
255. Cf. Gn 3, 11.
256. Cf. Concílio de Trento, Sess. 5ª, Decretum de peccato originali, can. 5: DS 1515.
257. João Paulo II, Enc. Dominum et vivificantem, 55: AAS 78 (1986) 877-878.
275. São Gregório Magno, Moralia in Job, 31, 45, 88: CCL 143b, 1610 (PL 76, 621).
276. São João Crisóstomo, In epistulam as Romanos, homilia 7, 5: PG 60, 448.
277. Cf. Rm 7, 7.
278. Cf. Rm 7, 15.
279. Cf. Rm 8, 14
280. Cf. Rm 8, 27.
281. Cf. Lc 14, 33.
282. Cf. Mc 8, 35.
283. Cf. Lc 21, 4.
284. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 42: AAS 57 (1965) 49.
285. Cf. Lc 6, 20.
286. São Gregório de Nissa, De beatitudinibus, oratio 1: Gregorii Nysenni opera, ed. W. Jaeger, v. 7/2 (Leiden 1992) p. 83 (PG 44, 1200).
287. Cf. Lc 6, 24.
288. Santo Agostinho, De sermone Domini in monte, 1, 1, 3: CCL 35, 4 (PL 34, 1232).
289. Cf. Mt 6, 25-34.
290. São Gregório de Nissa, De beatitudinibus, oratio 6: Gregorii Nysenni opera, ed. W. Jaeger. v. 7/2 (Leiden 1992) p. 138 (PG 44, 1265).
291. Cf. Ap 22, 17.
292. Santo Agostinho, De civitate Dei, 22, 30: CSEL 40/2, 665-666 (PL 41, 801-802).
293. Cf. Jo 4, 14.
Notas e Referências
1. Santa Teresa do Menino Jesus, Manuscrit C, 25r: Manuscrits autobiographiques (Paris 1992) p. 389-390. [Santa Teresa do Menino Jesus e da Santa Face, Obras Completas (Paço de Arcos, Edições do Carmelo 1996) p. 276]
2. São João Damasceno, Expositio fidei, 68 [De fide orthodoxa 3, 24]: PTS 12, 167 (PG 94, 1089).
37. Cf. Instrução geral da Liturgia das Horas, 100-109: Liturgia Horarum, editio typica, v. 1(Typis Polyglottis Vaticanis 1973) p. 52-56 [Liturgia das Horas, v. 1 (Gráfica de Coimbra 1983) p. 54-58].
38. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Dei Verbum, 2: AAS 58 (1966) 818.
40. São João Damasceno, Expositio fidei, 68 [De fide orthodoxa 3, 24]: PTS 12, 167 (PG 94, 1089).
41. Cf. Lc 1, 49; 2, 19; 2, 51.
42 Cf. Lc 3, 21.
43. Cf. Lc 9, 28.
44 Cf. Lc 22, 41-44.
45. Cf. Lc 6, 12.
46. Cf. Lc 9, 18-20.
47. Cf. Lc 22, 32.
48. Cf. Mc 1, 35; 6, 46; Lc 5, 16.
49. Cf. Heb 2, 12.
50. Cf. Heb 2, 15; 4, 15.
51. Cf. Mt 11, 25-27 e Lc 10, 21-22.
52. Cf. Ef 1, 9.
53. Cf. Jo 11, 41-42.
54. Cf. Mt 6, 21.33.
55. Cf Jo 17.
56. Cf. Sl 22, 2.
57. Cf Mc 15, 37; Jo 19, 30.
58. Cf. Act 13, 33.
59. Cf. Mt 5, 23-24.
60. Cf. Mt 5, 44-45.
61 Cf. Mt 6, 7.
62. Cf. Mt 6, 14-15.
63. Cf. Mt 6, 21.25.33.
64. Cf. Mt 7, 7-11.13-14.
65. Cf. Mt 21, 21.
66. Cf. Mt 8, 26.
67. Cf. Mt 8, 10.
68. Cf. Mt 15, 28.
69. Cf. Mt 7, 21.
70. Cf. Mt 9, 38; Lc 10, 2; Jo 4, 34..
71. Cf. Mc 13; Lc 21, 34-36.
72. Cf. Lc 22, 40.46.
73. Cf. Lc 11, 5-13.
74. Cf. Lc 18, 1-8.
75. Cf. Lc 18, 9-14.
76. Cf. Jo 14, 13.
77. Cf. Jo 14, 13-14.
78. Cf. Jo 14, 23-26; 15, 7.16; 16, 13-15.23-27.
79. Cf. Mc 1, 40-41.
80. Cf. Mc 5, 36.
81. Cf. Mc 7, 29.
82. Cf. Lc 23, 39-43.
83. Cf. Mc 2, 5.
84 Cf. Mc 5, 28.
85. Cf. Lc 7, 37-38.
86. Santo Agostinho, Enarratio in Psalmum 85, 1 CCL39, 1176 (PL 36, 1081); cf. Instrução geral da Liturgia das Horas, 7: Liturgia Horarum, editio typica, v. 1 (Typis Polyglottis Vaticanis 1973) p. 24 [Liturgia das Horas, v. 1 (Gráfica de Coimbra 1983) p. 26].
1. Cf. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Dei Verbum, 8: AAS 58 (1966) 821.
2. Cf. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Dei Verbum, 8: AAS 58 (1966) 821. '
3. Cf. Jo 4, 14.
4. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Dei Verbum,25: AAS 58 (1966) 829; cf. Santo Ambrósio, De officiis ministrorum, 1, 88: ed. N. Testard (Paris 1984) p. 138 (PL 16, 50).
5. Guigo, O Cartuxo, Scala claustralium, 2, 2: PL 184, 476. Entretanto, estas palavras não foram retidas no texto da edição crítica SC 163, 84; veja-se aí o aparato crítico.
6. Instrução geral da Liturgia das Horas, 9: Liturgia Horarum, editio typica, v. 1 (Typis Polyglottis Vaticanis 1973) p. 25 [Liturgia das Horas, v. 1 (Gráfica de Coimbra 1983) p. 27].
7. São João Maria Baptista Vianney, Oração, In B. Nodet, Le Cure d'Ars. Sa pensée-son coeur (Le Puy 1966) p. 45.
8. Cf. Mt 6, 11.34.
9. Cf. Lc 13, 20-21.
10. Cf. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Dei Verbum, 10: AAS 58 (1966) 822.
11. Cf. Ex 3, 14; 33, 19-23.
12. Cf. Mt 1, 21. '
13. Cf. Rm 10, 13; Act 2, 21; 3, 15-16; Gl 2, 20.
14. Cf. Lc 18, 13; Mc 10, 46-52.
15. Cf. Lc 8, 15.
16. São Gregório de Nazianzo, Oratio 31 (theologica 5), 28: SC 250, 332 (PG 36, 165).
17. Cf. Lc 11, 13.
18. Cf. Jo 14, 17; 15, 26; 16, 13.
19. Solenidade de Pentecostes, Antífona do «Magnificat» nas I Vésperas: Liturgia Horarum, editio typica, v. 2 (Typis Polyglottis Vaticanis 1973) p. 798 [Liturgia das Horas, v. 2 (Gráfica de Coimbra 1983) p. 930]; cf. Solenidade de Pentecostes, Sequência na Missa do dia: Lectionarium, v. 1, editio typica (Typis Polyglottis Vaticanis 1970) p. 855-856 [Leccionário Dominical. Ano A (Coimbra, Gráfica de Coimbra - Conferência Episcopal Portuguesa, 1993) p. 238].
20. Ofício das Horas Bizantino, Vésperas do dia de Pentecostes, Sticherum 4: Pentêkostárion (Rome 1884) p. 394.
21. Cf. Act 1, 14.
22. Cf. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 62: AAS 57 (1965) 63.
23. Cf. Lc 1, 46-55.
24. Cf. Lc 1, 48. s
25. Cf. Sf 3, 17.
26. Cf. Lc 1, 48.
27. Cf. Jo 19, 27.
28. Cf. Jo 19, 27.
29. Cf. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 68-69: AAS 57 (1965) 66-67.
30. Cf. Heb 12, 1.
31. Cf. Mt 25, 21.
32. Cf. 2 Rs 2, 9.
33. Cf. Lc 1, 17.
34. Cf. II Concílio do Vaticano, Decr. Perfectae caritatis, 2: AAS 58 (1966) 703.
35. São Basílio Magno, De Spiritu Sancto, 26, 62: SC 17bis, 472 (PG 32, 184).
36. Cf. II Concílio do Vaticano, Decr. Presbyterorum ordinis, 4-6: AAS 58 (1966) 995-1001.
37. Cf. João Paulo II, Ex. Ap. Catechesi tradendae, 54: AAS 71 (1979) 1321-1322.
38. Cf. João Paulo II, Ex. Ap. Catechesi tradendae, 55: AAS 71 (1979) 1322-1323.
39. São João da Cruz, Llama de amor viva, redactio segunda, stropha 3, declaratio 30: Biblioteca Mística Carmelitana, v. 13 (Burgos 1931) p. 171. [São João da Cruz, Chama viva de amor, III 30: Obras Completas (Paço de Arcos, Edições do Carmelo 1986) p. 909].
40. Cf. Mt 6, 6.
41. Cf. II Concílio do Vaticano, Decr. Perfectae caritatis, 7: AAS 58 (1966) 705.
2. São João Crisóstomo, De Anna, sermo 2, 2: PG 54, 646.
3. Cf. Mt 11, 25-26.
4. Cf. Mc 14, 36.
5. Santa Teresa de Jesus, Camino de perfección, 25: Biblioteca Mística Carmelitana, v. 3 (Burgos 1916) p. 122. [Cf. Santa Teresa de Jesus, Caminho de perfeição, 25: Obras Completas (Paço de Arcos, Edições Carmelo 1994) p. 494].
6. Cf. Mc 4, 4-7. 15-19.
7. Santa Teresa de Jesus, Libro de la vida, 8: Biblioteca Mística Carmelitana, v. 1 (Burgos 1915) p. 57. [Cf. Santa Teresa de Jesus, Livro da vida, 8: Obras Completas (Paço de Arcos, Edições Carmelo 1994) p. 56].
8. Cf. Ct 3, 1-4.
9. Cf. Lc 7, 36-50; 19, 1-10.
10. Cf. Jr 31, 33.
11. Cf. Ef 3, 16-17.
12. Cf. F. Trochu, Le Curé d'Ars Saint Jean-Marie Vianney (Lyon-Paris 1927) p. 223-224.
14. Santo Isaac de Nínive, Tractatus mystici, 66: ed. A. J. Wensinck (Amsterdam 1923) p. 315; ed. P. Bedjan (Parisiis-Lipsiae 1909) p. 470.
15. São João da Cruz, Carta, 6: Biblioteca Mística carmelitana, v. 13 (Burgos 1931) p. 262.[Cf. São João da Cruz, Carta Sexta: Obras Completas (Paço de Arcos, Edições Carmelo 1986) p. 967].
16. Cf. Mt 26, 40-41.
17. Cf. Mc 10, 22.
18. Cf. Mt 6, 21.24.
19. Cf. Lc 8, 6.13.
20. Cf. Rm 5, 3-5.
21. Cf. Mt 6, 8.
22. Cf. Rm 8, 27.
23. Cf. todo o contexto de Tg 1, 5-8; 4, 1-10; 5, 16.
24. Cf. Tg 4, 4.
25. Evágrio do Ponto, De Oratione, 34: PG 79, 1173.
31. São Cirpiano de Cartago, De dominica oratione, 11: CCL 3A, 96 (PL 4, 543).
32. São João Crisóstomo, De angusta porta et in Orationem dominicam, 3: PG 51, 44.
33. São Gregório de Nissa, Homiliae in Orationem dominicam, 2: Gregorii Nysseni opera, ed. W. Jaeger-H. Langerbeck, v. 7/2 (leiden 1992) p. 30 (PG 44, 1148).
34. São João Cassiano, Conlatio, 9, 18, 1: CSEL 13, 265-266 (PL 49, 788).
35. Santo Agostinho, De sermone Domini in monte, 2, 4, 16: CCL 35, 106 (PL 34, 1276).
36. Cf. Os 2, 21-22; 6, 1-6.
37. Cf. Jo 1, 17.
38. Cf. 1 Jo 5, 1; Jo 3, 5.
39. Cf. Ef 4, 4-6.
40. Cf. II Concílio do Vaticano, Decr. Unitatis redintegratio, 8: AAS 57 (1965) 98; Ibid., 22: AAS 57 (1965) 105-106.
41. Cf. Mt 5, 23-24; 6, 14-15.
42. Cf. II Concílio do Vaticano, Decl. Nostra aetate, 5: AAS 58 (1966) 743-744.
43. Cf. Jo 11, 52.
44. Santo Agostinho, De sermone Domini in monte, 2, 5, 18: CCL 35, 108-109 (PL 34, 1277).
45. São Cirilo de Jerusalém, Catecheses mystagogicae, 5, 11: SC 126, 160 (PG 33, 1117).
46. Cf. Gn 3.
47. Cf. Jr 3, 19 – 4, 1 a; Lc 15, 18.21.
48. Cf. Is 45, 8; Sl 85, 12.
49. Cf. Jo 12, 32; 14, 2-3; 16, 28; 20, 17; Ef 4, 9-10; Heb 1, 3; 2, 13.